Neste livro Fayga Ostrower analisa obras de arte usando os princípios da linguagem visual e mostra como todo artista é fruto das influências que busca, bem como de seu tempo histórico. O livro tem mais de 300 ilustrações, sendo 118 esquemas que exemplificam os conceitos de composição e 188 reproduções de obras datadas desde a pré-história até os dias de hoje. Quem teve o privilégio de assistir às aulas de Fayga reconhece aqui sua forma de a linguagem simples para explicar problemas complexos e a profunda crença de que arte e experiência de vida se misturam.
Fayga Perla Ostrower was an engraver, painter, designer, illustrator, art theorist and university professor.
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Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora, Fayga Ostrower chegou ao Rio de Janeiro na década de 30. Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estudou xilogravura com Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fullbright.
Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas. Recebeu numerosos prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.
Entre os anos de 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de Composição e Análise Crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No decorrer da década de 60, lecionou no Spellman College, em Atlanta, EUA; na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação, em várias universidades brasileiras. Durante estes anos desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando a divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.
Foi presidente da Associação Brasileira de Artes Plásticas entre 1963 e 1966. De 1978 a 1982, presidiu a comissão brasileira da International Society of Education through Art, INSEA, da Unesco. Em 1969, a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, publicou álbum de gravuras suas, realizadas entre 1954 e 1966. É membro honorário da Academia de Arte e Desenho de Florença. Fez parte do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1982 a 1988. Em 1972, foi agraciada com a condecoração Ordem do Rio Branco. Em 1998, foi condecorada com o Prêmio do Mérito Cultural pelo Presidente da República do Brasil. Em 1999, recebeu o Grande Prêmio de Artes Plásticas do Ministério da Cultura.
Seus livros sobre questões de arte e criação artística são: Criatividade e Processos de Criação (Editora Vozes, RJ); Universos da Arte (Editora Campus, RJ); Acasos e Criação Artística (Editora Campus, RJ); A Sensibilidade do Intelecto (Editora Campus, RJ - Prêmio Literário Jabuti, em 1999); Goya, Artista Revolucionário e Humanista (Editora Imaginário, SP) e A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte (Editora Campus, RJ). Publicou numerosos artigos e ensaios na imprensa e na mídia eletrônica. A biografia Fayga Ostrower foi lançada em 2002 pela Editora Sextante - RJ.
Fayga foi casada com Heinz Ostrower, historiador cuja biblioteca foi doada para o Arquivo Edgard Leuenroth, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, em Campinas, São Paulo. Deixou dois filhos, Anna Leonor (Noni) e Carl Robert; e três netos, João Rodrigo, Leticia e Tatiana.
Nascida em 1920 na cidade de Lodz, Polônia, a artista faleceu no Rio de Janeiro, em 2001.
É normal terminar esse livro com pequenas precipitações aquosas que nascem despretensiosamente do canal lacrimal? Pois acabo de terminar esse livro muito emocionada.
Universos da Arte aborda conhecimentos muito maiores que apenas questões artísticas formais de composição. Ele fala sobre significados que tocam diretamente a existência humana de criar e, principalmente, aborda a importância de se permitir sentir - capacidade cada vez mais entorpecida e desvalorizada na sociedade contemporânea. Pra mim, ele transcendeu a palavra escrita e fincou marcas duradouras nos caminhos de elaboração de pensamento sobre arte, bem como no meu coração toda a vez que eu lembrar dele.
Nesse livro somos conduzidos quase como melodia pela fayga. É didático, sensível e sem perder o teor técnico. Incrível ter acesso a esse projeto que introduz a arte de forma sensível, verdadeira e curiosa para trabalhadores de uma fabrica. Aprendi muito como professor. Ótimas ideias
Um espetáculo. Talvez seja o único livro sobre arte que alguém precise ler. Tenho algumas divergências, alguns questionamentos, mas é monumental, honesto e altamente informativo. Indico demais.