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Tu che mi guardi, tu che mi racconti: Filosofia della narrazione

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“Raccontami la mia storia.”
Ogni essere umano desidera ricevere da un altro il racconto della propria storia: solo gli altri possono scorgere il disegno di un’identità e raccontarlo in sua presenza.
Non che cosa è ciascuno, ma chi è: si potrebbe sintetizzare così la categoria di unicità elaborata da Hannah Arendt: in una prospettiva femminista, Cavarero utilizza l’unicità per polemizzare contro il Soggetto forte della tradizione metafisica e la soggettività frammentata postmoderna. Karen Blixen, Edipo, Borges, Ulisse, Rilke, Euridice, Sheherazade vengono convocati a testimoniare le varie forme in cui un individuo riceve da una narrazione il proprio ritratto. I rapporti d’amore, l’amicizia femminile, l’esperienza femminista dei gruppi di autocoscienza e la generale attitudine delle donne al racconto sono gli scenari in cui la narrazione si sposa con la politica.

190 pages, Paperback

First published March 1, 1997

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About the author

Adriana Cavarero

27 books96 followers
Adriana Cavarero teaches philosophy of politics at the University of Verona, Italy, and is a visiting professor at New York University. Her field of research includes classical, modern and contemporary thought, with a special focus on the political significance of philosophy. Two main concerns shape her approach to the Western philosophical tradition. First, the 'thought of sexual difference', a theoretical perspective that enables the deconstruction of Western textuality from a feminist standpoint. Second, the thought of Hannah Arendt, reinterpreted in its most innovative categories: birth, uniqueness, action and narration. The result is an inquiry that foregrounds the individual and unique existence of the human being, as related to body and gender. Cavarero resists both the solitary abstraction of the philosophical Subject, and the volatile fragmentation of the postmodern subject, in the name of the living uniqueness of a self being generated through plural relationships with other human beings, and the acceptance of the constraints of individuality and the body.

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9 (4%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 29 of 29 reviews
Profile Image for Clara.
299 reviews97 followers
October 4, 2021
4.5/5
god i can’t wait to read fiction again
Profile Image for Aya Nassar.
77 reviews15 followers
February 15, 2017
This is such a hope-restoring read. I find solace in Arendt's work, and Cavarero picks exactly that philosophical premise that makes Arendt an antidote for our times. She cuts through the debates in deconstruction, post-modern feminism, and extends Arendt in a way that remains - I think- faithful to the ethical traction of her project. A layered but generous reading of Arendt, Homer, Stein, and a beautiful walk among heroes, lovers and story tellers.

I wasn't supposed to read this book. I checked it out from the library for all the wrong reasons. I started reading it- contrary to my habit- from the beginning. The beginning is always an introduction by someone who didn't write the book, and I never make that mistake. But I did, and it hurled the book on a shelf, until someone else placed a hold on it. I was taking it from the shelf to check it for one last glance- and I couldn't stop reading it. I still haven't read the introduction, and I think I'll just return it un-introduced.



Profile Image for Alexander.
204 reviews234 followers
October 20, 2024
It’s hard to capture the subtle brilliance which radiates from Adriana Cavarero’s slim volume, Relating Narratives. Starting with a simple premise - that philosophy, from its very beginning in Plato, has eclipsed the singularity of the ‘who’ of the individual in favour of its abstraction in the ‘what’ - Cavarero weaves a new way of thinking the possibility of ethical relations. Inspired in a large way by the work of Hannah Arendt, the focus on the unique and irreplaceable status of the "I” leads Cavarero to consider the essentially ‘narratable' condition of the self: the fact that, regardless of the ‘content’ of one’s life story, one will, for all that, have a story to begin with.

Craverro’s book itself is something like a philosophical storytale, populated with characters drawn from the horizon of the literary, as much as the philosophical imagination. Oedipus, Ulysses, Scheherazade, Orpheus, Eurydice and the Sphinx are just a few among the cast from which Cavarero crafts her thesis. Indeed, a great deal of the book consists in trying to elucidate what she calls ‘the paradox of Ulysses’: the situation in which, like Ulysses at the court of the Phaeacians, we hear and come to know our own stories only from the narrations of others. What sort of ethical consequences follow, asks Cavarero, when we are the protagonists, but not the authors of our own life stories?

In answering this question, Cavarero sets herself against ‘postmodernist’ positions which argue for the primacy of texts (at the expense of the narratable life whose story is in fact told), as well as Heideggerian understandings of narrative as related from the perspective of death (at the expense of desire, which is always oriented, Cavarero argues, to the ‘here and now’ of narration. In this respect, there’s an interesting comparison to be made between this work and Martin Hagglund’s Dying For Time, which offers a similar, but nonetheless different account of desire). Like Arendt before her, Cavarero mines the resources of narrative for its relation to life and natality, rather than death and mortification.

So the themes involved here are heady, to say the least. But for all that, one of the joys of reading Relating Narratives is precisely the way in which it delivers insight after insight in clear and eminently readable ways. Although clearly informed by contemporary continental philosophy, Cavarero shares little of its prolixity, while nonetheless retaining the intellectual athleticism that makes the whole enterprise so engaging. Whether it’s on the status of women and storytelling, or reflections on love and friendship (the four incandescent pages on love are themselves worth the price of the book), Relating Narratives radiates with intelligence, grace, and hope for an ethics worth pursuing.
Profile Image for brunakoelln.
78 reviews2 followers
June 18, 2026
“O que é o Homem é possível conhecer e definir, como nos assegura Aristóteles; quem é Sócrates, no entanto, foge dos parâmetros do conhecimento como ciência, escapa à verdade da episteme.”

“Cada ser humano é único, é um ser existente irrepetível que, por mais que corra desorientado no breu, misturando os acidentes às suas intenções, nunca segue os mesmos passos de um outro, nunca repete o mesmo percurso, nunca deixa para trás a mesma história. Também por isso, as histórias de vida são narradas e ouvidas com interesse porque são similares e, no entanto, novas, insubstituíveis e inesperadas, do início ao fim. São sempre caprichos do destino.”

gostei muito da escrita da autora, que conseguiu manter uma linha de raciocínio contínua mesmo em um texto tão cheio de nuances e com diversas inserções de conceitos e ideias. acredito que o livro seja melhor aproveitado depois da leitura dos livros frequentemente citados, que são são usados para explorar a tese da autora através de uma conversa com os seus conceitos; ilíada, odisséia, édipo rei, elena ferrante, etc.

destaco a interpretação da autora sobre o “paradoxo de ulisses”, que “chora porque adquire uma noção plena do significado da narrativa, e esta não significa nem a própria ação e nem o agente, mas a história que o agente, em sua ação, deixou para trás: isto é, sua história de vida. Então, ao ouvir sua história, Ulisses se comove, porque além de os eventos narrados serem dolorosos, quando ele os vivenciara diretamente, não havia compreendido seu significado. É quase como se, agindo, ele fosse retirado do contexto dos acontecimentos. E agora esses acontecimentos se desvendam em uma história narrada, assim Ulisses adquire noção de quem é.”

achei que o livro se relacionava apenas com assuntos literários, mas me surpreendi ao perceber como se encaixa com a existência concreta, no âmbito da expressão do eu e da narrativa como um retrato do eu narrado pelo outro. muito interessante pensar em como nos entendemos a partir da vista, e da narração, de outros, e o quanto pautamos a nossa própria existência a partir disso.

cavarero afirma que a aparência não é um fenômeno superficial que esconde uma essência mais íntima e verdadeira e que “a aparência é o todo do ser entendido como finitude plural do existir. (...) Desde o nascimento, cada um, como existente único, mostra aos outros quem é. Os caráteres expositivo e relacional da identidade são, dessa forma, indistinguíveis: alguém sempre aparece para alguém, não se pode aparecer se não há um outro.” apesar de não concordar categoricamente com essa afirmação, entendo que se relaciona diretamente com outro ponto levantado pela autora, de que não controlamos a nossa identidade, porque para cada pessoa somos um, somos lidos por diferentes óticas que a partir de suas lentes, compostas por vivências e referências variadas, nos transforma em um ser único: “Precisamente: ninguém pode conhecer, controlar ou dispor da própria identidade. Tudo o que pode fazer é exibi-la, ou seja, exibir aquela unicidade irrepetível que se é, enquanto tal aparece para os outros no contexto atual de sua exibição.”

se intensifica a partir do foco que a modernidade coloca na perspectiva do indivíduo, na interioridade do sujeito, que imagina fugir da superfície da aparência, guardando um eu complexo e profundo, mas que cada vez mais depende do olhar e/ou do relato do outro; em destaque a experiência recente das redes sociais.

“Em outras palavras, à ausência geral de espaços políticos onde qualquer ser humano possa exibir aos outros quem é, acrescenta-se, para as mulheres, a difusão de uma ordem simbólica na qual é o sujeito androcêntrico que define, de várias maneiras, o que elas são: mães, esposas, corpos desfrutáveis, eternas enfermeiras… e assim por diante. (...) Por mais que as mulheres existam no mundo, a tradição patriarcal tende a sintetizar o catálogo das qualidades femininas, reduzindo o quem ao o que: uma mãe, uma mulher, uma enfermeira. Fora desses qualidades, ou seja, fora da ordem representativa falocêntrica, as mulheres viriam a existir, portanto, apenas em sentido empírico, de modo que a sua vida seria uma zoé, não um bíos. Assim, não surpreende que a inata pulsão autoexibitiva da unicidade se concentre, para muitas mulheres, no desejo do bios como desejo de biografia.”

a diferenciação de narrativa entre homens e mulheres, na qual a imagem de herói e seus grandes feitos e atos de destaque abre espaço para as mulheres, que encontram narrativas em comum nas suas vivências diárias.

“Como observa Françoise Collin, “a comunicação entre mulheres se nutre, em essência, do confronto de narrativas da vida, mais do que da colisão mútua de ideias”. Desde sempre, a tendência ao particular as torna narradoras excelentes. Reconduzidas, como Penélope, aos comôdos onde tecia e fiava, desde tempos antigos elas tecem tramas para os fios da narrativa. (...) O fato de que a amizade masculina raramente seja de tipo narrativo - ou seja, de que muitos homens prefiram falar de coisas (futebol, automóveis) ou do que são (advogados, tenistas), e não sobre quem são - é, por outro lado, um sintoma muito interessante.”

a conclusão é de a única forma que é possível para nós, seres humanos, aparecer, é pelo olhar de um outro: “a forma edípica do “Gnothi se auton” não consiste, precisamente, em um relato de introspecção, mas em solicitar o relato exterior da própria história.” e a partir desse relato exterior, do entendimento de que somos seres narráveis, podemos descobrir a nossa própria história: “Na pergunta “quem sou eu?”, quem fala é um si narrável em busca da narrativa de sua história. E é apenas no reconhecimento decisivo dessa narrabilidade que a narrativa pode obter uma resposta.”

“Como nos ensina Hannah Arendt, um ser único é tal apenas na relação e no contexto de uma pluralidade de outros que, também únicos, distinguem-se reciprocamente uns dos outros. A história de um ser único nunca é, obviamente, a história monótona e monolítica de um idem, e, no entanto, é sempre a história imprevisível e multivocal de um ipse. Embora mude no curso de sua vida e de sua história - a tal ponto de não nos parecer e não se sentir mais o mesmo -, tal ipse, como Édipo, é “este, e não outro” do início ao fim de sua vida e de sua história.”
Profile Image for Noah Ortega.
36 reviews1 follower
April 9, 2025
“el yo narrable de las amigas (…), yo te cuento mi historia para que tú me la cuentes a mí.”
“una identidad narrada como expresión tangible de la existencia.”

al principio me gustó el libro, luego se me atrancó y al final he podido disfrutarlo de nuevo. una forma muy enrevesada pero completa de decir que necesitamos a las otras para legitimar nuestra identidad. contarnos nuestras propias historias y escuchar las de las otras, transmitirlas en papel para hacerlas reales. Si no tenemos una Historia solo podemos contar la nuestra
Profile Image for Anna Braga.
212 reviews17 followers
March 16, 2026
3.5
O livro é elíptico, retoma em todos os capítulos as ideias centrais e os conceitos elaborados, dava pra "resolver" tudo em umas dez páginas. Tem umas passagens problemáticas. Mas, no geral, o livro fala sobre o desejo de narração (não desejo no sentido psicanalítico) e suas implicações, de como os seres humanos teriam consigo um desejo de narração, de como o ato da fala é o ato de existir para o outro; desejo do "si narrável"; de como todo ser humano, pelo fato de ter memória, tem consigo a noção de que é possível dizer quem se é; as implicações sobre se narrar, dizer quem se é e as barreiras disso, ao dizer "quem se é", quase sempre estamos dizendo "o que" se é.
Profile Image for Miguel Tomás.
94 reviews2 followers
April 7, 2025
un libro que da gusto leer: revisa la filosofía de la narración desde benjamin y arendt y arregla por el camino las reflexiones sobre la narración y la tarea del narrador, de manera que resalta lo importante: lo importante no es la centralidad del texto, sino el yo narrable que se sabe único en su historia y que la comparte sabiendo que quien le escucha la puede compartir y que también tiene su propia historia: lo necesario es el otro, que nos escenifica. de ahí la importancia que le da al amor y la amistad como prácticas cotidianas de la narración. la tercera parte ("Amantes") es perfecta.

los ejercicios biográficos del amor solo valen contextualmente: en el ritmo secreto que alterna el lenguaje del cuerpo con el lenguaje de la narración
*
Los amantes se miran, se tocan y se cuentan sus historias. No hay dios que pueda ignorarlo, ni siquiera los que prometen lo imposible.
Orfeo se dio vuelta, entonces, no por debilidad ni malicia, sino porque era cruelmente previsible que sucumbiera a la atracción de un ritmo secreto más irresistible que su canto
Profile Image for booksummoner.
180 reviews2 followers
April 11, 2023
3,5

“Raccontare la storia che ogni esistenza si lascia dietro è forse il gesto più antico di tale cura. Non necessariamente una storia che aspiri a immortalarsi nell'empireo letterario - come vorrebbe la stessa Hannah Arendt, quando pensa a Omero - ma piuttosto il tipo di storia il cui racconto si appaesa persino negli angoli delle cucine, davanti a un caffè, oppure sul treno, quando sono costretti ad ascoltarla anche quelli che non la vorrebbero sentire.”
Profile Image for Guilherme Smee.
Author 28 books197 followers
April 26, 2025
Adriana Cavarero traz uma análise muito interessante sobre a narrativa, que ela chama de filosofia da narração, nesta publicação chamada Olha-me e narra-me. A autora italiana se baseia imensamente na mitologia greco-romana e na filosofia de Hanna Arendt para trazer definições de memória, narração, identidade, autobiografia, biografia e autoficção. Ela não está simplesmente falando de narrativa no sentido literário neste livro, mas de existência e de experiência. Lança mão de um belo insight sobre a diferença entre os estilos de narração do gênero masculino e do feminino. Enquanto o primeiro parece necesssitar da presença de heróis que mediem a identidade, a experiência e a atitude/ação, o segundo precisa construir sempre seus próprios termos e atividades à sombra do outro. Por isso, a autora acredita que a biografia seja do reino do homem enquanto a autobiografia dos domínios das mulheres. As duas primeiras partes que abordam essas diferenças são muito esclarecedoras. Já as partes seguintes perdem um pouco o brilho do início. Ainda assim recomendo fortemente a leitura para quem se interessa por assuntos do tipo.
Profile Image for Steve Chisnell.
507 reviews9 followers
March 31, 2022
Cavarero does an enormous service to the study of literature, of narrative, of our lives: she helps us understand the psychological desire all of us have to hear our stories.

So why give it three stars, at all? Because she taught me to think about narrative in new and important ways, about meaningful storks and relational movement of epistemology. Those are a win, even though I wholly reject her absolutism.
Profile Image for Jujuba.
169 reviews
January 25, 2026
(4.0)

"[...] o desenho que cada ser humano deixa para trás nada mais é do que a história de sua vida. 'Todas as dores são suportáveis se as inserimos em uma história ou se uma história é contada sobre elas', escreve Karen Blixen. E Hannah Arendt comenta: 'a história revela o sentido daquilo que, do contrário, permaneceria como uma sequência intolerável de puros acontecimentos'."

O livro é complexo: fundamentado em referências da Filosofia e da Literatura da Antiguidade Clássica, propõe conceitos que dialogam principalmente com os estudos de Arendt. Senti que a escrita da autora costura muito bem a bibliografia. Fazendo uma super síntese, posso dizer que a tese central de Cavarero é a de que cada ser humano é portador de uma unicidade, uma identidade que o faz único e distinto dos demais, que é caracterizada por um si narrável, isto é, o reconhecimento de que se possui uma história de vida singular e irrepetível. A narrabilidade é intrínseca ao sujeito, o qual não só se identifica a partir da autonarração circular de suas memórias, dando a elas o próprio sentido, mas sobretudo guarda em si o desejo de se ver narrado por outro. Há então uma ideia de altruísmo, dado como "o estatuto ontológico de um quem, sempre relacional e contextual, ao qual é necessário o outro" (p. 139).
Uma das ideias de que mais gostei diz respeito às amizades femininas, denominadas "narrativas", marcadas pela constante troca de histórias de vida, pelo exercício biográfico e autobiográfico. Como uma entusiasta dos livros de memória que sou, posso dizer que foi uma leitura muito enriquecedora e até agradável, apesar da densidade. Espero ser útil para analisar Alba de Céspedes.
Profile Image for Rafinha Murad.
99 reviews7 followers
December 26, 2025
quando apresentei minha pesquisa num evento acadêmico pela primeira vez, levei quase um esculacho da avaliadora por estar pesquisando autobiografias e não ter utilizado a cavarero como referência. fiquei sentida, mas quando li, entendi.
nessa leitura, acabei me restrigindo aos capítulos que de fato eram interessantes pra mim academicamente, ou seja, a segunda parte das mulheres e a terceira parte das amantes, e isso iluminou muito o caminho do meu pensamento.
os exemplos duplos são maravilhosos: orfeu e eurídice, emilia e amalia, gertrude stein e alice b. toklas… particularmente também amei enxergar de forma tão clara como seu conceito de “outro necessário” foi um pilar fundamental pra tetralogia da ferrante ao delinear a relação complexa entre lila e lenu.
os escritos da cavarero são fundamentais pra quem busca entender a memória, a escrita, a mulher e o outro. certamente uma das melhores leituras teóricas que já fiz, saí cheia de perguntas, tão mergulhada ao ponto até de reacender meu interesse pela teoria literária!
Profile Image for Thiago Nasi.
224 reviews1 follower
February 19, 2026
Olha-me e narra-me é uma leitura muito agradável de fazer. Cavarero escreve de forma leve, sem afogar o leitor mesmo com tanta teoria. A partir da filosofia da narração, a autora percorre grandes questões humanas — identidade, comunidade, amor, morte — e tenta entender melhor o papel das narrativas na constituição destas e de nós mesmos.

Gostei demais! Devorei como se fosse um livro de ficção. Uma pena que tenha demorado tanto para vir ao Brasil, espero que receba a atenção que merece.

“Tudo é interno à narrativa, e a narrativa é tudo. Não são as vidas que produzem histórias: são, ao contrário, as histórias que produzem personagens que se acreditam viventes. O conto não se limita a seduzir o leitor com sua capacidade ilusionista, mas faz dele a ilusão de uma existência real que ignora ser um conto.”
Profile Image for eurydice .
34 reviews1 follower
April 23, 2025
— il "chi" di emilia si manifesta qui con chiarezza nella percezione di un sé narrabile che desidera il racconto della propria storia di vita, ma è l'altra [...] la sola a poter realizzare tale narrazione. [...] scrivendola per lei [...] amalia le dà una forma tangibile, ne abbozza la figura, ne suggerisce l'unità. [...] fino al punto di far piangere l'amica. la quale piange perché riconosce in essa l'oggetto del proprio desiderio.

lettura tanto desiderata, poiché accese la fantasia di elena ferrante e contribuì alla genesi dell'Amica geniale – come spiegano le bellissime pagine de I margini e il dettato. ho amato particolarmente l'interpretazione del mito di orfeo ed euridice e, per ragioni ancor più ovvie, conservo nel cuore con cura (e speranza di riutilizzarlo presto) il discorso sulla forza narrativa delle amicizie femminili.
Profile Image for Sara Rocutto.
520 reviews9 followers
Read
August 29, 2019
Anche se è interessante io credo che il rischio abbandono sia alto... Alcuni ragionamenti partono da presupposti che non so se siano più luoghi comuni o questioni reali... Inoltre capisco che la grecità è importante, ma dopo un po' ... ^_^
Profile Image for Helena.
57 reviews2 followers
April 4, 2024
chiques. un must creo. es uno de mis textos centrales para el tfg pero recomiendo para leer de apie también. sobretodo recomiendo la tercera parte: LOVERS. Sobre como el yo es narrarle y la identidad se crea through esta narratividad (? aún figuring it out...)
29 reviews
February 21, 2025
Really love! Italian feminist theory rocks. especially love in theory when an application/example becomes so developed they can refer back to it (in this case Odysseus) as a symbol for the rest of the book. just something i enjoy. lol
actually a lot of form inspo on this one its so beautiful
Profile Image for Fausto Lammoglia.
Author 8 books8 followers
August 27, 2019
Un libro interessante, incentrato sulla biografia e l’autobiografia. Trae a piene mani da Harendt e si consiglia per fruirne al meglio, di avere un’infarinatura dei racconti della Blixen.
Profile Image for Silvia Fusar.
4 reviews
May 21, 2025
“La gioia dell’amore sta nella nudità di un apparire condiviso, di una comparizione che non sopporta qualificazioni ma semplicemente espone due unicità l’una all’altra”
Profile Image for Bluebookworms.
141 reviews2 followers
November 7, 2022
Finire questo libro è stata un’impresa. Mi è stato consigliato dalla mia relatrice di tesi: “è un po’ complicato ma sono sicura che riuscirai a leggerlo e ti piacerà”.

Tratta temi molto interessanti prendendo spunti dalla letteratura antica che a ma piace, però l’ho trovato abbastanza impegnativo.

Mi è capitato spesso di perdere il filo: praticamente di 187 pagine io credo di averne lette 476.

Ripeto il tema è molto bello, mi ha aperto la mente su ambiti che non conoscevo e ne prenderò spunto per la mia tesi, ma l’ho trovato tosto.


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Profile Image for Adrián.
154 reviews3 followers
January 6, 2026
"En la fórmula 'cuéntame mi historia' habla un yo narrable que ya ve confiados a la narración ajena el principio y el final de la historia de su vida, es decir, el relato de su propio nacimiento, que se remonta a la primera infancia, y el de su propia muerte. Principio y fin, aunque pertenecen  ala misma historia, no se encientran claramente en el mismo plano. En lugar de see un término ineludible, desde el punto de vista del deseo de narración, el final que coincide con la muerte es de hecho conclusión inleudible del relato. El princioio, en cambio, es el capítulo esencial en el que el yo es narrado incluso antes de saberse narrable".
Profile Image for Paulina.
107 reviews3 followers
March 23, 2026
La primera parte donde retoma los mitos de Edipo y Orfeo me parece lo más valioso, hasta llegar a la narración femenina en clave de las amigas. Después se vuelve un poco divague, repetitivo, pero es lindo leerlo.
Displaying 1 - 29 of 29 reviews