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Introdução ao Conservadorismo

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Uma viagem à doutrina política conservadora - sua essência, evolução e actualidade.
«Existiu sempre, e continua a existir, uma carência de elaboração e destilação de princípios conservadores por entre a miríade de visões e experiências conservadoras. Isso não seria particularmente danoso por si mesmo se o conservadorismo não se tivesse tornado uma alternativa a outras ideologias políticas, com as quais muitas pessoas, alguns milhões de pessoas por todo o mundo, se identificam e estão dispostas a dar o seu apoio cívico explícito. Assim sendo, dizer o que essa alternativa significa em termos políticos passa a ser uma tarefa da maior importância.»
«O que é o conservadorismo?
Uma pergunta tão directa devia ter uma resposta igualmente directa. Existe essa resposta? Perguntar o que é o conservadorismo parece supor que o conservadorismo tem uma essência, parece supor que é uma essência, e, por conseguinte, que é subsumível numa definição bem delimitada, a que podemos acrescentar algumas propriedades acidentais ou contingentes.»

400 pages, Paperback

First published February 6, 2024

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About the author

Miguel Morgado

22 books27 followers
MIGUEL MORGADO nasceu em Setúbal, a 18 de Julho de 1974. Licenciado em Economia pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da UCP e mestre e doutor em Ciência Política e Relações Internacionais pelo IEP-UCP. É Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, onde ensina História do Pensamento Político e Ciência Política, além de ter sido professor convidado da Universidade de Toronto. Foi assessor político do Primeiro-Ministro do XIX Governo Constitucional (2011-2015) e Deputado à Assembleia da República, pelo PSD (2015-2019). Autor de vários artigos e livros em Portugal e nos Estados Unidos, publicou, em 2008, A Aristocracia e os seus Críticos e, em 2010, Autoridade.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Tiago.
97 reviews
August 2, 2024
Conservadorismo enquanto orientação política para a salvaguarda de bens e princípios humanos autênticos que velam pela prudência e pelo decoro na conduta pessoal e política.
Profile Image for CCB.
76 reviews63 followers
September 2, 2025
Quem tenha o infortúnio de privar comigo e já me tenha ouvido lamentar o estado do debate intelectual em Portugal, terá igualmente escutado a minha insistência em que falta, muitas vezes, bibliografia fiável — o género de livro que não se contenta em dar opiniões fulminantes, mas antes reconstrói genealogias de ideias, com método e paciência. É essa carência que torna tão meritórios trabalhos como este.
Não é um tratado impenetrável para académicos de toga virtual, nem um panfleto empolado para consumo instantâneo em tertúlias televisivas. É antes um objecto raro: um livro que tanto serve ao iniciante curioso, como ao conservador já calejado que sente alívio ao ver as suas intuições finalmente sistematizadas com rigor. Há algo de tranquilizador nestas páginas — como olhar para um mapa arrumado quando se passou a vida a andar por atalhos imaginados.
O autor encena diante de nós uma galeria de autores e momentos históricos, e fá-lo com a sobriedade de quem sabe que não há pensamento político digno sem memória. E é aí que reside uma das graças do livro: cada referência é chamada não para adornar, mas para mostrar o fluir de uma tradição, esse fio comum que une Burke ao presente, passando por resistências e reinterpretações sucessivas.
O livro lê-se com estranha leveza, apesar de lidar com matéria densa e séria. A leveza não vem por via de simplificação, mas da voz confiante do autor que, sem ostentar pedantismo, já percorreu estas sendas e agora nos estende a mão. Aqui reside, para mim, o verdadeiro luxo de um bom texto de teoria política (ou outra não-ficção): não termos de lutar contra as frases, mas com as ideias que elas nos convocam.
Para um conservador, é quase um bálsamo levar este compêndio para casa. Há tanto equívoco espalhado por aí — ora se confunde conservadorismo com nostalgia cega, ora com servilismo ao “status quo”, ora ainda com reacionarismo sorridente em horário nobre — que encontrar uma apresentação equilibrada, didática e historicamente firme é um gáudio raro.

É, em suma, um excelente acervo histórico e teórico, de leitura breve mas não superficial (talvez se possa classificá-lo naquela categoria preciosa dos manuais que cabem na mala sem causar hérnia lombar). Recomendo-o tanto ao leitor simpatizante como ao curioso hostil, sendo que, no primeiro caso, trará orgulho sereno; no segundo, pelo menos, garantirá que a crítica venha informada.

E deixo aqui uma nota que não é de erudição mas de gratidão pessoal: numa época em que uma bibliografia decente vale mais do que mil discussões nas redes sociais ou na televisão (que vão sendo cada vez mais parecidas), esta Introdução de Miguel Morgado é, para conservadores, um daqueles textos que se guarda por perto, com anotações à margem (muitas) e sublinhados excessivos (confirmo) - no meu caso, junto dos Scrutons e Burkes que já cá moram em casa.
Profile Image for António Ferreira.
26 reviews1 follower
November 6, 2025
Li este livro à procura de uma introdução sólida e articulada ao pensamento conservador, mas encontrei sobretudo um compêndio de leituras, quase um recorte e colagem de apontamentos. Miguel Morgado escreve com clareza e boa intenção pedagógica, mas o resultado é mais uma colagem de autores e ideias do que uma reflexão estruturada ou original.

O livro percorre Burke, Tocqueville, Maistre, Oakeshott, Scruton e outros nomes fundamentais, tentando apresentá-los como partes coerentes de uma mesma tradição. No entanto, essas correntes são em muitos casos incompatíveis entre si - Burke é um reformista liberal, Maistre um reacionário teocrata, Oakeshott um céptico epistemológico. A tentativa de unificação sob a “prudência conservadora” soa mais a síntese apressada do que a compreensão profunda.

Há também erros factuais e imprecisões curiosas, como a referência a Tocqueville “nos anos 1930” (claramente 1830), e simplificações históricas - por exemplo, quando se diz que “os ismos são uma criação do século XIX”. É verdade que o século XIX consolidou o uso ideológico desses termos (liberalismo, socialismo, individualismo), mas o sufixo e muitos conceitos existiam já antes - catolicismo...

Em vários momentos, a obra parece confundir exposição com análise, descreve o conservadorismo como uma moral da prudência e da ordem, mas raramente questiona as suas contradições internas ou os desafios que enfrenta na modernidade.

Não é um mau livro, cumpre o papel de introdução panorâmica e pode servir a quem queira um primeiro contacto. Mas para leitores exigentes e críticos, não só à procura de validação das suas próprias ideias, acaba por ser um manual ideológico, sem densidade crítica nem verdadeiro contributo autoral.

Em suma, é mais catecismo do que ensaio, mais compilação do que pensamento.
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