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OPÚSCULO HUMANITÁRIO

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“Opúsculo Humanitário contém, a meu ver, a síntese do pensamento de Nísia Floresta sobre a educação formal e informal de meninas, seu vasto conhecimento de Filosofia e História (…). A autora recupera, neste livro, parte da história da condição feminina em diversas civilizações – da Antiguidade clássica ao seu tempo –relacionando o desenvolvimento intelectual e material do país (ou seu atraso) com o lugar ocupado pelas mulheres naquela sociedade. Ao final, trata do Brasil, da mulher brasileira e da educação para meninas. Aliás, este parece ser o motivo mesmo de toda a reflexão anterior. Nísia Floresta defende a tese de que o progresso de uma sociedade depende da educação que é oferecida à mulher, e que só a educação moral e a religiosa, incutida desde cedo na menina, fariam dela melhor esposa e melhor mãe. … Mas atençã ao fazer a leitura deste especial momento da vida brasileira, é preciso ter em mente o alcance que deve ter tido, naquela época, a repentina valorização da figura feminina e da sua função biológica exclusiva. Para quem até então ocupava um papel obscuro em consequência de uma estratificação social rígida que privilegiava só o masculino, transformar-se em centro das atenções e receber homenagens, devia realmente significar muita coisa – como naturalmente significou. Essa foi uma etapa obrigatória na história da liberação da mulher que precisava ser cumprida.”

Paperback

First published January 1, 1989

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About the author

Nísia Floresta

26 books5 followers
Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, (Papari, atual Nísia Floresta, 12 de outubro de 1810 — Rouen, França, 24 de abril de 1885) foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira mais conhecida como Nísia Floresta.

Primeira na educação feminista no Brasil, com protagonismo nas letras, no jornalismo e nos movimentos sociais. Defensora de ideais abolicionistas, republicanos e principalmente feministas, de consciência antecipadora para sua época, influenciou a prática educacional brasileira, rompendo limites do lugar social destinado à mulher.

Capaz de estabelecer um diálogo entre ideias europeias e o contexto brasileiro no qual viveu, dedicou obras e ensinos sobre a condição feminina e foi considerada pioneira do feminismo no Brasil, além de denunciar injustiças contra escravos e indígenas brasileiros.

No cenário de mulheres reclusas ao casamento e maternidade, diante de uma cultura de submissão, foi a primeira figura feminina a publicar textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava.

Nísia Floresta ainda dirigiu um colégio para meninas no Rio de Janeiro e escreveu diversas obras em defesa dos direitos das mulheres, índios e escravos, envolvendo-se plenamente com as questões culturais de seu tempo através de sua militância sob diversas vertentes.

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17 (10%)
Displaying 1 - 30 of 44 reviews
Profile Image for Carla Parreira .
2,062 reviews3 followers
Read
April 10, 2025
O termo "opúsculo" refere-se a um pequeno livro ou folheto, e a obra foi publicada em 1853, composta por 62 textos opinativos que abordam principalmente a educação da mulher. Nísia Floresta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nasceu em 1810 no Rio Grande do Norte e, ao longo de sua vida, lutou pela educação feminina, comparando a situação das mulheres no Brasil com a de outros países. Ela acreditava que as mulheres deveriam ter acesso a uma educação formal, em vez de serem limitadas a tarefas domésticas. Nísia, que teve uma educação privilegiada, fundou um colégio para moças, onde ensinava disciplinas como geografia e ciências, desafiando as normas sociais da época. Além de defender a educação, ela também abordou questões como a escravidão e a influência da religião na educação, considerando que a instrução religiosa era essencial. A autora argumentava que a ignorância das mulheres beneficiava os homens, tornando-as mais fáceis de dominar. O caráter humanitário do opúsculo visava chamar a atenção para a necessidade de melhorar a educação feminina, refletindo sobre a importância do acesso à educação, que ainda é um tema relevante nos dias atuais. A obra apresenta uma variedade de posições, refletindo as diferentes épocas em que os textos foram escritos, e Nísia expressa sua indignação sobre a exclusão das mulheres das ciências, questionando o temor dos homens em relação ao conhecimento feminino.
Profile Image for theo ‹3.
65 reviews
March 3, 2025
oh livrinho difícil

ler o livro com uma visão contemporânea pode fazer as falas da autora parecerem redundantes, mas pensar que tudo aquilo foi escrito no século 19 vira a chave pra reconhecer a importância da obra e o porquê de ser uma leitura obrigatória

ler opúsculo humanitário é semelhante a ver um apóstolo falando de jesus, e não digo isso como um exagero, ja que a própria autora descreve uma obra sobre o feminino como "um moderno evangelho, em que todos os americanos deveriam ir beber as lições de Cristo, transmitidas pelo apóstolo feminino(...)"

"Sera preciso primeiramente educar os pais, para que se possa conseguir a boa educação dos filhos"

"Povos do Brasil, que vos dizeis civilizados! Governo, que vos dizeis liberal! Onde está a doação mais importante dessa civilização, desse liberalismo?"
Profile Image for Napoleon.
97 reviews9 followers
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April 24, 2025
Uma manifestação política feminista positivamente positiva do século XIX, que busca conciliar o apelo imperial (coroa e clero) na formação do Brasil enquanto Estado-Nação com os anseios liberais de libertação feminina. Nísia trabalha dentro da lógica eurocêntrica das etapas civilizatórias, e para tanto se utiliza dos países do oeste europeu como exemplos políticos e sociais, mas conserva o nacionalismo idealista, de transformação do Brasil em Europa. Como na maioria dos documentos históricos, é triste perceber como as principais questões abordadas são as mesmas que sofremos hoje... Ainda hoje o liberalismo de Nísia seria visto como radical por setores encrustados no conservadorismo, mas isso só revela o atraso de séculos de algumas mentes.
Profile Image for Danilo Teobaldo.
10 reviews
March 8, 2025
Povos do Brasil, que vos dizeis civilizados! Governo, que vos dizeis liberal! Onde está a doação mais importante dessa civilização, desse liberalismo?

A Constituição do Império do Brasil era tida como uma das mais liberais em seu tempo. Em face disso, como se explica a presença de preconceitos profundamente enraizados na sociedade brasileira, como a limitação da mulher à esfera privada e a consequente privação de seus estudos, a persistência da escravidão e a chacina dos indígenas?

Nísia, com este pequeno livro, convida-nos a refletir sobre esses temas, com exemplos que remontam à Antiguidade Clássica até aos seus dias, focando-se, sobretudo, no problema relacionado à educação feminina. A educadora faz comparações entre Brasil, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, no que tange à situação da mulher, com vários elogios ao último: por ter todos os benefícios dos europeus e carecer de uma classe aristocrática. Mulheres ditas exemplares e as suas ideias são citadas, como a feminista Mary Wollstonecraft, Madame de Staël e Harriet B. Stowe, muito apreciadas pela escritora.

Embora trate-se de um tópico bastante sensível e até mesmo ousado para a época em que os artigos foram publicados, a autora se utiliza de uma retórica moralista e essencialista ("o dever principal da mulher é o de criar filhos E educá-los"), reafirmando valores consolidados como a modéstia e a fragilidade, e posicionando a autora em uma espécie de feminismo maternal, sem questionar diretamente a estrutura patriarcalista. Apesar dessas limitações, Nísia antecipou diversos debates que ecoam até hoje, como o direito universal à educação e criticando um liberalismo que serve a poucos, levando a crer que a autora merece um espaço maior nos ambientes de discussão.

Por fim, faço aqui algumas ressalvas sobre a edição e a escrita: a linguagem usada pela autora é de uma sintaxe por vezes um tanto exótica e truncada, recheada de orações subordinadas, como em
"[...] A elas pois incumbe particularmente prevenir ou corrigir as faltas dos primeiros anos, convencidas de que é um absurdo pretender que as meninas, a cuja educação doméstica não presidem os bons exemplos e o empenho constante de bem dirigi-las, possam depois aproveitar, em toda a amplidão, as boas lições que porventura venham a receber."
A edição da Penguin também não informa que a pontuação foi mantida exatamente como no original, o que a torna confusa e bastante distinta da ortografia vigente.
Profile Image for Mateus Mendes.
52 reviews3 followers
February 22, 2024
No mínimo uma leitura necessária

Conforme expõe no posfácio Constância Lima Duarte:


As posições sustentadas por Nísia Floresta poderiam ser assim resumidas: o progresso de uma sociedade depende da instrução que é oferecida à mulher e só a educação moral e religiosa, incentivadas desde cedo na menina, fariam dela melhor esposa e melhor mãe. Tal tese, vista com olhos de hoje, não apresenta novidades e até poderia sugerir um pensamento conservador. Mas se a analisamos lembrando a sociedade patriarcal de meados do século XIX, os preconceitos mouriscos que enclausuravam as mulheres nas próprias casas, a total falta de direitos de estudar, escolher o marido, criar os filhos e ate de manifestar uma simples opinião, as idéias de Nísia Floresta crescem e adquirem uma dimensão inusitada, revelando uma mulher consciente que ousou erguer-se bem acima da mediocridade imposta ao seu sexo, publicando livros nos quais o defendia.


Como estou lendo as irmãs Brontë, é interessante notar que na sociedade inglesa retratada por elas há de fato educação para mulheres, corroborando alguns dos argumentos de Nisia, e se a gente olha pra trás e considera essa educação da Inglaterra de 1847 defasada, é assustador imaginar que no Brasil então nem isso, somente completa ignorância era relegada as mulheres.

Nisia faz um argumento poderoso quando associa o problema da educação com o problema da escravidão, como a ignorância dessas mulheres unida a posição de donos de escravo piora ainda mais a nossa sociedade. Eu ainda vou pensar muito sobre esse argumento.

Em geral sinto o livro ressoar como a ardência de um grande tapa na cara que apenas atesta e aponta para um grande motivo do atraso do nosso país, que é o legado deixado a nós por essas gerações.
Profile Image for Nathalia Mendes.
70 reviews
December 31, 2025
Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta, é um texto curto em extensão, mas denso em pensamento e urgência histórica. Escrito em um Brasil ainda profundamente marcado pela desigualdade de gênero, o livro se impõe como uma defesa firme da educação feminina e da dignidade intelectual das mulheres, articulando crítica social, reflexão moral e um projeto de transformação.

Nísia Floresta constrói sua argumentação a partir da constatação de que a inferiorização da mulher não é natural, mas produzida socialmente pela negação do acesso ao conhecimento. A educação surge, portanto, como eixo central do texto, não apenas como instrumento de emancipação individual, mas como condição necessária para o progresso moral e civilizacional da sociedade como um todo. Há, nesse sentido, uma consciência aguda de que a exclusão feminina compromete o próprio futuro da nação.

O tom do opúsculo oscila entre o didático e o combativo. Ao mesmo tempo em que dialoga com modelos europeus de pensamento, Nísia Floresta adapta suas reflexões ao contexto brasileiro, revelando um esforço pioneiro de pensar a mulher dentro de uma realidade marcada por conservadorismo, escravidão e hierarquias rígidas. Essa adaptação confere ao texto uma força particular, pois evita a mera reprodução teórica e se afirma como intervenção política e intelectual.

Apesar de seu caráter progressista, o livro carrega marcas de seu tempo, sobretudo na defesa de uma educação feminina muitas vezes vinculada à moralidade, à família e ao papel social da mulher. Ainda assim, essas limitações não anulam a importância da obra, que deve ser lida como um gesto inaugural no pensamento feminista brasileiro, abrindo caminhos para debates que ainda hoje permanecem atuais.

Opúsculo Humanitário é uma leitura essencial para compreender as origens do discurso em defesa da educação das mulheres no Brasil e o papel de Nísia Floresta como uma das primeiras vozes a desafiar, de forma sistemática, a ordem patriarcal no campo intelectual.
Author 12 books2 followers
October 27, 2019
Recentemente, descobri a obra de Nísia Floresta, Opúsculo Humanitário. Fico pensando porque quase nada se fala sobre uma pioneira do feminismo no Brasil e mulher que lutou tanto pela educação das mulheres no país. Esse livro lançado em 1853 deveria ser amplamente conhecido no país. Veja mais um trecho da obra:

“O livro de Mrs. Stowe é um primor de moral, de delicadeza de estilo, de sentimentos sublimes, de preceitos cristãos, simples e habilmente dirigidos por mão feminina, que sabe toda a superioridade que tem a doce eloquente voz da persuasão, demonstrando os crimes em presença de suas vítimas, debaixo das formas mais capazes de inspirar o interesse e a compaixão, sobre o brado da rígida moral que severamente acusa a sociedade de qualquer povo de havê-los praticado.”

Peggy Sharpe-Valadares, americana de Illinois, foi quem fez o prefácio do livro “Opúsculo Humanitário” publicado em 1989. Ela escreveu no prefácio: “[...] O Opúsculo Humanitário retorna à sua segunda edição nada menos que 135 anos depois de ter escandalizado as brasileiras e brasileiros dos tempos imperiais. Nele está contida, em sua forma mais elaborada, a tese de Nísia Floresta como educadora feminista e reformadora social... [...]”

Quantas obras incríveis de mulheres incríveis estão esquecidas em nossa história literária. Está na hora de propagarmos mais sobre as pioneiras que abriram caminhos para todas nós mulheres.
Profile Image for Cobalt's Son.
123 reviews
July 1, 2025
Reading this book inevitably forced me into an anachronistic mindset. So much time has passed since it was written that nothing it said felt truly new to me — and that made it hard to appreciate certain aspects fully.

What held me back most was the way the book hinted at broader themes without fully diving into them. It's risky to suggest what a renowned author should have done — but I really wish she had explored the role of the colonizers more deeply, especially when she already touches on Indigenous and enslaved women. There’s a moment where she mentions “model women” — Indigenous women who love their husbands unconditionally — but doesn’t examine the patriarchal lens framing that narrative.

Had she expanded that analysis, this book could’ve been perfect. Still, even with the limitations and historical distance, her commitment to defending women’s education is extraordinary for her time. And her clearly anti-slavery stance — especially knowing that many of her readers were upper-class women who owned slaves — was incredibly bold. It’s a valuable read for understanding the foundations of feminist discourse in Brazil.
6 reviews
August 29, 2025
Olha, foi dificil terminar. No início ela me fisgou muito, mas começou com a balança entre querer ser progressista mas extremamente conservadora ao mesmo tempo, fica difícil buscar por direitos das mulheres quando vc tenta impor tantas regras "morais" sobre elas, além de compactuar com diversas tradiçoes patriarcais, ainda que se trate de um livro sobre direito das mulheres (?). Apesar de discordar completamente de vários posicionamentos da autora, achei interassante levando em consideração o contexto da autora, uma mulher rica, filha de portugueses, branca e da elite que tem uma visão mais conservadora, mas que com o grande acesso a cultura e educaçao que teve, ainda sente que precisamos lutar para que outras meninas e mulheres tenham o mesmo acesso acadêmico/cultural que ela teve, buscando pelos direitos das nossas brasileiras terem uma educaçao igual a dos homens e nao so de tarefas domesticas como era comum serem ensinadas desde novas na época do livro.
Profile Image for Rodrigo Felicíssimo.
5 reviews
August 2, 2025
É muito difícil, com uma visão contemporânea — atenta às mais recentes ondas do feminismo — , não sentir um grande desconforto com essa leitura. Reconheço, no entanto, que Nísia Floresta lutou muita para a educação da mulher e que ,com certeza, tinha ideias revolucionárias, mas que, infelizmente, ficou acorrentada às ideias conservadoras do seu tempo. Esses seguintes trechos, em específico, causaram-me grande desconforto: " Em vez da leitura de inflamantes e perigosos romances, que imprudentemente lhes dexais livres, fornecei-lhes bons livros de moral de filosofia religiosa, que formem o seu espírito, esclareçam e fortifiquem sua razão." e " A mulher sem religião assemelha-se àquelas lindas flores de nauseante cheiro que se deve admirar de longe, sendo que o contato infecciona o ar que respiramos.". Em suma, vejo esse livro como uma leitura importante , para se entender como muitas mulheres tiveram que lutar para conquistarem um direito tão básico como a educação, mas adverto que deve-se lê-lo se forma critica — tendo em mente que Nísia Floresta era uma mulher de seu tempo.
Profile Image for sarah.
6 reviews
January 28, 2025
Em Opúsculo Humanitário, Nísia defende a educação da mulher, argumentando primariamente através da comparação o Brasil à nações estrangeiras, enquanto explora uma gama de temas sociais. A autora é brilhante em seu livro, e demonstra ser incrivelmente letrada e culta, ao fazer menções à diversos autores e filósofos, demostrando ter um pensamento muito a frente de seu tempo.

Entretanto, tendo em vista que o livro foi escrito há mais de um século, durante a leitura, se torna evidente que Nísia carrega com ela pensamentos, que para a nossa realidade atual, são extremamente infelizes e antiquados. Deve-se portanto, ao realizar a leitura da obra, manter em mente a época em que a autora viveu, e julgar a obra de acordo.
Profile Image for Diógenes Resplandes.
17 reviews
March 19, 2025
Livro bem interessante, a autora conversa com o leitor tentando nos convencer de seu ponto, criticando diversos aspectos do Brasil naquela época. Nísia deixa claro a sua insatisfação de a mulher não ter as mesmas oportunidades de educação que os homens, e como isso retarda o progresso do Brasil, além de criticar outros aspectos como o papel imposto pela sociedade à mulher. Nísia diversas vezes compara o Brasil com países da Europa, dizendo que deveríamos seguir seus exemplos. Ela criticava a escravidão, o pouco ensino religioso no Brasil e a opressão contra os nativos, o que não acontecia na França, por exemplo. No geral, é uma leitura leve, mas com a linguagem de 1850, nele você entra na mente de Nísia Floresta e vê o mundo pelos olhos dela.
2 reviews
January 11, 2026
O livro é uma coletânea de artigos e para quem lê soa como uma grande argumentação fracionada em capítulos. Tem palavras rebuscadas e frases complexas, longas, que podem dificultar a leitura, mas no conjunto não senti muita dificuldade.

Nísia Floresta me fez repensar esse período, que foi o século XIX. Antiescravista, defensora dos povos indigenas e, sobretudo, preocupada com a educação das mulheres de todas as classes; me apresentou argumentos que pensei serem mordenos. E não são. Também me mostrou que depois de duzentos anos o país ainda sofre dos mesmos problemas estruturais.

Uma leitura importantíssima para quem quer entender o Brasil e a posição das mulheres na história nacional.
Profile Image for Lai.
5 reviews
April 28, 2025
No começo senti uma grande dificuldade de engolir esse livro, apesar de entender sua importância e essa ser esclarecida desde as primeiras páginas.

No entanto, queria dizer que, após alguns capítulos, a leitura fica muito mais fluida e é possível apreciar as ideias trazidas com muito mais facilidade, ideias essas que são surpreendentes pela época a qual a obra foi escrita. As opiniões de Nísia são muito bem contextualizadas pelos momentos históricos citados.

Recomendo muito esse livro e acredito que ele seja leitura obrigatória para mulheres e educadores!
Profile Image for j.
9 reviews
Read
September 8, 2025
Obrigada, FUVEST, por me forçar a ler um livro que eu nunca leria por vontade própria e por isso ampliar meu repertório. Para quem está acostumado a ler romances, é uma leitura menos intuitiva. Além disso, ler a obra com a perspectiva do século XXI é desafiador: os argumentos embasados na religião, o racismo escancarado... A Nísia apresenta várias perspectivas que hoje são absurdas, é curioso perceber como até a mulher mais revolucionária do século XIX, ainda era uma mulher do século XIX e seus pensamentos são reflexo disso.
Profile Image for Ayumi.
12 reviews
December 22, 2025
Esse livro foi a coisa mais difícil que eu tive que ler na minha vida inteira, ela fala sobre coisas importantes, como educação feminina e como a Brasil está atrasado em relação aos países europeus, mas continua sendo uma situação deplorável pra condição humana, só que é muito repetitiva e maçante. Ela dá muitas explicações teóricas e referências históricas e literárias que não fazem um livro fluir, é como mais se fosse um manifesto/ uma coleção de artigos realmente do que um livro então eu fui realmente obrigada a ler.
73 reviews
September 1, 2025
Sempre que vamos avaliar ou ler um livro tão antigo devemos tomar cuidado com o anacronismo.
Lendo com a visão de hoje, há algumas questões, mas lendo com noção da epoca que foi escrita, percebe- se o quão disruptiva a autora foi. Uma leitura que vale a pena, é sempre bom lembrarmos que nossos direitos foram duramente conquistados e não podemos desistir deles nunca.
Profile Image for letícia.
48 reviews
October 11, 2025
pqp livrinho difícil. considerando o contexto que foi escrito, achei interessante a forma que ela abordou a importância da educação feminina e n consegui evitar comparar com o momento atual que parece que muitas pessoas tão se apegando a papéis de gênero tradicionais e muitas mulheres n querem estudar e sim ser "trophy wife" ou "trad wife" ENFIM demorei pra ler mas me fez pensar
Profile Image for Maite.
3 reviews
March 10, 2025
gostei demais!!! me surpreendeu bastante, pois já esperava que fosse ser uma leitura maçante, mas foi muito interessante e aumentou ainda mais o meu repertório socio-cultural! leitura obrigatória da fuvest 2026
Profile Image for mari.
68 reviews
July 24, 2025
é um livro muito importante considerando seu objetivo em seu contexto histórico, mas tem umas passagens meio esquisitas que não tem como ignorar, por mais que tenha mais haver com o modo que autora aprendeu a ver o mundo no tempo em que viveu sendo uma pessoa branca
18 reviews1 follower
December 18, 2025
Como leitura achei muito maçante, porem a ideia e a coragem necessarias foram o que me fez aumentar a nota do livro. É de extrema importância para o movimento feminista, porem minha sinceridade toma ele como uma leitura custosa e dificil
Profile Image for Laura.
165 reviews1 follower
January 10, 2025
leitura obrigatória da fuvest 2026, super necessária e atual
Profile Image for Bruno Fernandes.
75 reviews1 follower
January 25, 2025
Muito bem escrito, autora com um repertório admirável na época, mas com visões questionáveis do ponto de vista atual. Louvável propósito de lutar por uma educação melhor para as mulheres.
Profile Image for Bianca.
102 reviews2 followers
February 24, 2025
pedrada atrás de pedrada não vou me delongar porque vou estudar
Profile Image for arthur.
42 reviews
October 9, 2025
nn terminei de ler todo mas cheguei quase no final
Profile Image for Marina.
88 reviews1 follower
October 14, 2025
O quanto que essa mulher foi visionária não ta escrito
17 reviews
October 25, 2025
Muito interessante, e acho que alguns argumentos ainda são válidos nos dias de hoje, mas sob um olhar contemporâneo, boa parte da leitura é bem problemática.
87 reviews
December 31, 2025
Conhecia a história da autora, mas não sua obra. Recomendo a leitura. E sugiro o estudo também sobre a pessoa.
Displaying 1 - 30 of 44 reviews

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