Flores mágicas, lobisomens e uma criatura sobrenatural sedutora e fascinante aguardam os Caçadores de Relíquias em janeiro.
Do outro lado do rio que corre por sua aldeia, sob a luz da lua, figuras sombrias atraem o jovem Gabriel. Enquanto todos os outros o alertam para ficar longe, Gabriel se sente cada vez mais seduzido pelo que se esconde daquele lado. Quando é tentado a colher uma flor bela e chamativa, ele vê sua realidade se misturar a uma história de terror. Uma jovem de longos e brilhantes cabelos dourados guarda um segredo que mudará sua vida para sempre. Publicado originalmente em 1893, O Outro uma lenda bretã chega com exclusividade para os assinantes da Sociedade das Relíquias Literárias.
Count Eric Stanislaus (or Stanislaus Eric) Stenbock was a Baltic German poet and writer of macabre fantastic fiction. He was a symbol of his age, poet, decadent, short story writer, a true member of the aristocracy who mixed with the Socialists and radicals of the late Nineteenth Century. In his time he was known as a 'drunkard, poet, pervert, most charming of men' a description which serves to confuse more than illuminate. Stenbock's life in Brighton, London and Estonia gives us a window on to the complicated worlds of literature, art and fashion which characterised the late Nineteenth Century.
Stenbock was the count of Bogesund and the heir to an estate near Kolga in Estonia. He was the son of Lucy Sophia Frerichs, a Manchester cotton heiress, and Count Erich Stenbock, of a distinguished Baltic German noble family with Swedish roots which rose to prominence in the service of Gustav Vasa. Stenbock's great-grandfather was Baron Friedrich von Stuart (1761–1842) from Courland. Immanuel Kant was great-great-granduncle of count Eric Stenbock.
During his lifetime the eccentric Count Eric Stenbock published a single collection of short stories, Studies of Death. These seven tales, at once feverish, morbid, and touching, are a key work of English decadence and the Yellow Nineties.
W.B. Yeats called Stenbock: "Scholar, connoisseur, drunkard, poet, pervert, most charming of men." Arthur Symons saw him as "bizarre, fantastic, feverish, eccentric, extravagant, morbid and perverse."
In a short life - (he died at 36 in 1895) - he so impressed himself upon his contemporaries that the legends they tell of him in memoirs and anecdotes far outstrip the attention given to his writings.
Studies of Death: Romantic Tales appeared in 1894, ornamented with a striking frontispiece by its author. The seven stories reveal an original imagination and a spry, urbane style quite removed from the melancholy murmurings of the Count's verse.
Towards the end, the Count was mentally as well as physically ill. At Withdeane Hall he terrified the domestic staff with his persecution complex and his delirium tremens. On his travels he had been escorted, and with him went a dog, a monkey and a life-size doll. He was convinced that the doll was his son and referred to it as 'le Petit comte'. Every day it had to be brought to him, and when it was not there he would ask for news of its health.
He was buried at the Brighton Catholic Cemetery. Before burial his heart was extracted and sent to Estonia & placed among the Stenbock monuments in the church at Kusal. It was preserved in some fluid in a glass urn in a cupboard built into the wall of the church. At the time of his death, his uncle and heir, far away in Esbia, saw an apparition of his tear-stained face at his study window.
On the day of his death the Count, drunk and furious, had tried to strike someone with a poker and toppled into a grate. -- R. B. Russell
You might think that I'm desperately trying to catch up with my reading challenge, but when I started to hunt down individual werewolf short stories because I wasn't feeling the collections I found, I kind of fell into a rabbit hole.
A beautiful rabbit hole, that is, because The Other Side turned out to be one of the best, if not the best, that I read this time around. Simple in terms of the plot, but it has this mystical, almost occult-ish, wispy aura that reminded me of decadence (probably is too, I'm not sure, since my interest in it is still at its fetus stage). Plus, whenever there are magical flowers, I'm in.
I also sensed that Stenbock might have been an interesting person. I was right.
“The Other Side: A Breton Legend” by Count Stenbock (a Baltic Swede, 1860-1895)
According to The Big Book of Classic Fantasy, “.. and [he] lit his house with lamps made in the image of Buddha and Mary Shelley.” .. WTF? This story has a strange, supernatural, occultic vibe.
“No emotion is more inrooted and intense in the minds of common people than hatred and fear of anything 'strange'."
Um bom conto, bem intrigante, mas acho que o Gabriel simplesmente voltar pra casa e precisar sumir por uns sete dias não caiu muito bem, tendo em vista que no início do conto diz que os moradores da vila são mais cruéis que ele, então eles só "aceitaram" o menino de volta, mesmo ele voltando de uma forma diferente e sendo ainda mais diferente do que antes?
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Essa é uma daquelas histórias que vão versar sobre a nossa visão sobre o que é o outro lado e o que se encontra lá. Na história, Gabriel, um garoto que vive em uma aldeia bretã, acaba atravessando um rio que fica nos limites da região. Um lugar em que todos os habitantes dizem ser probido ultrapassar porque esconde forças malignas que podem corromper o espírito. Ao estar do outro lado, Gabriel se depara com várias criaturas metade lobo e metade homem e vice-versa até que é encantado por uma jovem de cabelos loiros. Esta o cativa com seu charme e lhe dá uma flor azul para quando ele retornar para casa. Seus pais, entendendo o significado daquela flor azul, a jogam longe. Mas, parece ser tarde demais. O garoto foi ao outro lado e parece que o outro lado não sairá mais de seu coração. O que isso significa?
Esta é uma narrativa que mescla um conto cautelar com uma história de terror. O autor procura construir inicialmente o temor que existe sobre o que os moradores da aldeia imaginam que exista do outro lado do rio. A gente percebe logo no começo que Gabriel será aquele que romperá as tradições e desobedecerá os mais velhos. Tendo construído a noção de que o outro lado é perigoso, o autor nos leva até lá junto de Gabriel para explorarmos o lugar. Para mim, Stenbock falhou na ideia de construir uma tensão para causar o medo. O que ele consegue é horrorizar o leitor da época ao apresentar criaturas que vão contra a noção de pureza e moralidade. O lobisomem representaria a desconexão do indivíduo de seu grupo social. Ao adentrar em um local profano, Gabriel se colocou como alvo de seres terríveis e horrendos, que apenas seguem sua selvageria e não conseguem ser mais capazes de viver em sociedade. Entretanto, o outro lado representou para o personagem uma sensação de fascínio e de liberdade, fora das regras de convivência em sociedade.
A noção de outro lado é óbvio que vai redundar em uma separação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Só não entendi muito bem por que o autor inseriu uma figura lendária como o lobisomem, que representa o aspecto mais primitivo do homem, como um "guardião" ou um "habitante" deste lugar. Só posso imaginar que tenha algo a ver com o aspecto do sobrenatural, do lunar. A flor azul que aparece na narrativa é ligado ao fato de que estas flores são raras na natureza (pelo menos no que diz respeito ao surgimento natural das mesmas; hoje elas são cultivadas através de enxertos e outras técnicas de floricultura). Seu simbolismo tem a ver com a passagem para o mundo dos mortos. Ela estaria no limiar entre este mundo e o outro. O fato de que quando outras pessoas tocavam a flor e ela queimava era porque estas pessoas estariam vivas enquanto Gabriel estaria atravessando para o outro mundo. Já a ideia do mundo dos sonhos e das visões que o personagem tem, vou deixar para que os leitores leiam a narrativa para poder entender o que significam. Não se preocupem: nas duas últimas páginas do conto tem a explicação direitinho.
Para não terminar esta resenha sem dar a minha opinião sobre a história: não gostei. A escrita de Stenbock é um pouco confusa e ela vai para um lado, mas a interpretação que temos da história segue para o outro. O aspecto do terror só funciona mesmo para o leitor da época enquanto que para o leitor contemporâneo assume um papel mais de curiosidade. Ele tenta enveredar para uma abordagem cristã e até brinca com alterações profanas de trechos bíblicos, mas não vai muito longe nisso. Ele poderia ter explorado mais um ostracismo do personagem ao ter explorado aquilo que era considerado proibido e ser julgado pelas pessoas de sua aldeia. Isso provocaria ainda mais a passagem do personagem para o outro lado como uma revolta contra aqueles que mancharam sua imagem ou sua honra. A ideia da história cautelar funcionaria para fazê-lo se arrepender de suas ações e perceber como as pessoas estavam certas. Claro, esotu buscando me colocar mal e porcamente como um leitor da época e a partir das mentalidades vigentes no século XIX. Enfim, uma boa história, mas serve mais como curiosidade para ver como os autores da época enxergavam o mundo dos mortos e a figura do lobisomem.
De todas os contos que eu já li publicados pela sociedade das relíquias, este foi o que eu menos entendi... Conta a história de Gabriel, uma criança "boa" que é alertado a nunca ir para o outro lado, mas ele acaba desobedecendo e indo para colher uma flor e depois disso, coisas estranhas acontecem. É uma história que envolve lobos, igreja,família... uma versão de chapeuzinho vermelho do outro lado. O livro começa sem pé e nem cabeça e termina pior ainda. Realmente não entendi o propósito do autor com essa história. Não recomendo.
Esse conto é bem reflexivo abordando algo mais obscuro do medo que temos do desconhecido em conjunto com as consequências da descoberta e oque isso vai fazer para com nossas vidas.