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Κύρου Ανάβαση: Βιβλία Ε Στ Ζ

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Μετά την άφιξη του μισθοφορικού ελληνικού στρατεύματος στην ελληνική πόλη Τραπεζούντα, στον Εύξεινο Πόντο, οι στρατιώτες βάζουν επιτακτικά στους στρατηγούς το θέμα της επιστροφής στα σπίτια τους, γιατί δεν αντέχουν άλλες κακουχίες και περιπέτειες.

Ο Χειρίσοφος και ο Ξενοφώντας υπόσχονται να αναζητήσουν τώρα λύση επιστροφής με τριήρεις, που πρέπει να εξασφαλίσουν από το Λακεδαιμόνιο ναύαρχο της περιοχής Αναξίβιο ή και από αλλού. Αλλά μέχρι την εξασφάλιση των πλοίων υπάρχει επιτακτικό το πρόβλημα και του επισιτισμού τους. Εξάλλου, η έξω από την Τραπεζούντα περιοχή είναι εθνική χώρα, κατοικούμενη από Δρίλες, Κόλχους, Θράκες κλπ. Έτσι, αρχίζουν νέες περιπέτειες, αγώνες και σκληρές μάχες ξανά για εξεύρεση τροφίμων με τους λαούς αυτής της περιοχής.
Μετά τους αγώνες εναντίον των Δριλών, οι Έλληνες αφήνουν την Τραπεζούντα και φτάνουν στην Κερασούντα, όπου μοιράστηκαν και τα λάφυρα.

409 pages, Paperback

First published January 1, 391

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About the author

Xenophon

2,650 books479 followers
Xenophon (Ancient Greek Ξενοφῶν, Modern Greek Ξενοφώντας; ca. 431 – 355 BC), son of Gryllus, of the deme Erchia of Athens, was a soldier, mercenary and a contemporary and admirer of Socrates. He is known for his writings on the history of his own times, preserving the sayings of Socrates, and the life of ancient Greece.

Historical and biographical works:
Anabasis (or The Persian Expedition)
Cyropaedia
Hellenica
Agesilaus

Socratic works and dialogues:
Memorabilia
Oeconomicus
Symposium
Apology
Hiero

Short treatises:
On Horsemanship
The Cavalry General
Hunting with Dogs
Ways and Means
Constitution of Sparta

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Profile Image for Michael Kotsarinis.
555 reviews148 followers
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August 4, 2018
Η πρώτη στρατιωτική ιστορία, δεν χρειάζονται δικαιολογίες για να διαβάσει κανείς αρχαία ελληνική γραμματεία.

World's first military history work, no excuses needed to read the ancient classics.
Profile Image for JV.
198 reviews22 followers
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September 30, 2023
Marco Antônio, capitão e confidente de César, sofreu um golpe quando Otávio foi designado como herdeiro. Mas nem tudo está perdido já que o próprio César jamais dependeu de herança, mas através do jogo político e de lendárias vitórias militares tornou-se o ditador único e vitalício sobre Roma. Já havia legiões disponíveis e um adversário à altura já estava na agenda dos poderosos de Roma, o Império Persa. Marco Antônio levou suas legiões para a Pérsia na doce esperança de ser o conquistador do oriente - seu brilho cegaria o senado ante qualquer concorrente - mas a fria realidade se lhe apresenta quando um assalto corta-lhe a linha de suprimentos e todo o exército está em uniforme de verão. O projeto de invasão fora divisado - mais na base da necessidade que em mapas - 500 anos antes por Xenofonte em seu livro Anábase, executado com sucesso por Alexandre, o Grande, e apontado por Júlio César a ser seguido mas Marco Antônio subestimou o inimigo e agora só lhe sobrava a retirada. A marcha sobre as congeladas montanhas da Armênia e sob constantes escaramuças foi extremamente desgastante e quando chegaram à costa - diz-se - os soldados gritaram - "O mar! O mar!" - outra referência ao clássico de Xenofonte.

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Lendo autores antigos não deixei de notar que os mais populares a um leitor ocidental são justamente os que se apegam mais a uma ideia abstrata ou são cínicos. Xenofonte não está entre eles porque tinha uma visão específica para a Grécia, uma missão para sua vida que levou muito a sério. Era a visão do Pan-helenismo, mas óbvio que isso não veio pronto. Xenofonte dedicou sua vida para criar um projeto pan-helênico e expô-lo em seus livros não apenas como conceitos e ideias, mas mostrar como essas ideias funcionam na história e na prática. Ciropédia, Helênicas, o Banquete e Apologia de Sócrates são as outras contribuições de Xenofonte a esse projeto – que teve a prudência de não criar uma ideologia mas lança-lo como desafio. E o desafio foi aceito por Alexandre, o Grande. Mas tudo começou com um convite de Proxenus. Ainda sentava aos pés de Sócrates quando, aos 33 anos, foi convidado por um amigo a servir sob Ciro. Deixo aqui o episódio da sua conversa com Sócrates:

After reading Proxenus' letter Xenophon conferred with Socrates, the Athenian, about the proposed journey; and Socrates, suspecting that his becoming a friend of Cyrus might be a cause for accusation against Xenophon on the part of the Athenian government, for the reason that Cyrus was thought to have given the Lacedaemonians zealous aid in their war against Athens, advised Xenophon to go to Delphi and consult the god in regard to this journey. So Xenophon went and asked Apollo to what one of the gods he should sacrifice and pray in order best and most successfully to perform the journey which he had in mind and, after meeting with good fortune, to return home in safety; and Apollo in his response told him to what gods he must sacrifice. When Xenophon came back from Delphi, he reported the oracle to Socrates; and upon hearing about it Socrates found fault with him because he did not first put the question whether it were better for him to go or stay, but decided for himself that he was to go and then asked the god as to the best way of going. “However,” he added, “since you did put the question in that way, you must do all that the god directed.”

ὁ μέντοι Ξενοφῶν ἀναγνοὺς τὴν ἐπιστολὴν ἀνακοινοῦται Σωκράτει τῷ Ἀθηναίῳ περὶ τῆς πορείας. καὶ ὁ Σωκράτης ὑποπτεύσας μή τι πρὸς τῆς πόλεως ὑπαίτιον εἴη Κύρῳ φίλον γενέσθαι, ὅτι ἐδόκει ὁ Κῦρος προθύμως τοῖς Λακεδαιμονίοις ἐπὶ τὰς Ἀθήνας συμπολεμῆσαι, συμβουλεύει τῷ Ξενοφῶντι ἐλθόντα εἰς Δελφοὺς ἀνακοινῶσαι τῷ θεῷ περὶ τῆς πορείας. ἐλθὼν δ᾽ ὁ Ξενοφῶν ἐπήρετο τὸν Ἀπόλλω τίνι ἂν θεῶν θύων καὶ εὐχόμενος κάλλιστα καὶ ἄριστα ἔλθοι τὴν ὁδὸν ἣν ἐπινοεῖ καὶ καλῶς πράξας σωθείη. καὶ ἀνεῖλεν αὐτῷ ὁ Ἀπόλλων θεοῖς οἷς ἔδει θύειν. ἐπεὶ δὲ πάλιν ἦλθε, λέγει τὴν μαντείαν τῷ Σωκράτει. ὁ δ᾽ ἀκούσας ᾐτιᾶτο αὐτὸν ὅτι οὐ τοῦτο πρῶτον ἠρώτα πότερον λῷον εἴη αὐτῷ πορεύεσθαι ἢ μένειν, ἀλλ᾽ αὐτὸς κρίνας ἰτέον εἶναι τοῦτ᾽ ἐπυνθάνετο ὅπως ἂν κάλλιστα πορευθείη. ἐπεὶ μέντοι οὕτως ἤρου, ταῦτ᾽, ἔφη, χρὴ ποιεῖν ὅσα ὁ θεὸς ἐκέλευσεν.


Acho que as divisões naturais do próprio livro vão mostrando aos poucos a evolução do pensamento de Xenofonte.

Livros α e β. Para se proteger da perseguição política, Ciro reúne um exército em sua província da Anatólia com o intento de derrubar o irmão, rei Artaxerxes II, mas sob o pretexto de punir um outro Sátrapa. Além de uma força bárbara, acompanharam-no desde Sardes 13.000 mercenários gregos aos quais, logo na saída da Anatólia, ficou clara pelo tamanho do exército a intenção de Ciro - foram contra a princípio mas Clearco, comandante grego, os convencera a subir. Tissafernes, um Sátrapa rival da Anatólia, também percebe essa movimentação e alerta ao Shah Aquemênida que se prepare. A batalha em Cunaxa começa com a retirada do exército dos aquemênidas perante os gregos mas quando Artaxerxes aparece sozinho, apenas com sua guarda, Ciro avança. Era uma cilada. O exército dos defensores bate em retirada mas com a morte de Ciro não há razão para continuar. Tissafernes é designado a negociar com os gregos e uma trégua é acordada apenas para ser quebrada com o assassinato de Clearco e outros comandantes sob pretexto de um banquete. Nos dois primeiros livros o pensamento ainda está à volta de pessoas, mas Xenofonte dispensa alguns parágrafos para refletir sobre as paisagens e os rios da Mesopotâmia e acho encantadores os nomes das medidas como plethra e parassangues e o da moeda, o dórico. O livro α termina com uma pequena biografia de Ciro e uma análise de sua forma de liderar, o β faz o mesmo para Clearco (comandante dos gregos). É como se Xenofonte, em um exercício Socrático interior, estivesse a pensar quais as qualidades de um bom líder.

Nos livros γ e δ vemos a fuga dos gregos enquanto tentam manter suas vidas, as táticas de retirada e de combate e um mapeamento do terreno persa. Após a traição Quesíforo e Xenofonte são eleitos líderes e com 10.000 homens decidem bater em retirada. Seguem a montante do rio Tigre através das montanhas dos carduxos e da Armênia - na neve e sob os dardos dos habitantes dessas terras - até a Cólquida (atual Geórgia) onde por fim gritaram «θάλαττα θάλαττα» ("O mar! O mar!") ao ver o Ponto Euxino (Mar Negro). Isso quer dizer, claro, que saíram de terras bárbaras e estavam numa zona de influência grega. Certamente Anábase não é um livro sobre a guerra, seria o primeiro a rejeitar a vitória enquanto tema e abraçar a derrota e a retirada; mas aqui vemos as táticas e estratégias – principalmente o flanqueamento – inventadas ad hoc por Xenofonte, que o colocam como um dos maiores generais do mundo antigo. Nesta parte o pensamento de Xenofonte é algo nas linhas de: “olhe esse grande e belo país, somos mais corajosos e capazes. Logo, algum dia não serão mais gregos a ser enxotados daqui como cães mas está em nossas mãos, basta vir e gozar desta terra pois os persas não têm como mantê-la”.

Nos livros ε, ς e ζ, já na Anatólia, a realidade da discórdia entre as polis é exposta com todo o realismo; é a desunião que impede os gregos de tomar a Pérsia. A partir de Trapezus, colônia grega, os 8.000 sobreviventes costearam o ponto Euxino e durante a marcha começaram a sofrer resistência tal qual sofriam na Pérsia – aparentemente um exército de forasteiros (a maioria desses mercenários é, de fato, de exilados) é um peso para qualquer cidade, bárbara ou não. Quando em Bizâncio a jornada parecia ter chegado ao fim, o exército começou a debandar e alguns venderam as próprias armas. Mas a maioria só conhecia um negócio, o negócio das armas, e capitaneados por Xenofonte (Quesíforo adoecera e morreu) encontraram um novo contratante, Seutes. Ajudado pelos 10.000 de Xenofonte (pois assim viriam a ficar conhecidos) Seutes ascendeu ao trono da Trácia e suas vitórias o legaram um exército considerável. Nesse ínterim os espartanos prepararam um exército para retomar a Anatólia e se voltaram a Seutes como aliado que por sua vez – sentindo-se seguro e farto de mercenários – recomenda a Xenofonte. O problema é que a guerra do Peloponeso ainda pesava politicamente e Xenofonte era ateniense. A solução foi pagar os “10.000” que prontamente abandonaram seu comandante e seguiram o novo mestre. Xenofonte voltou à Trácia onde mais tarde seria recrutado por outro general espartano, Tibron, para fazer guerra à Pérsia. A guerra dos Peloponeso (Atenas contra Esparta) deixara uma ferida em carne viva e incomodava a Xenofonte que os gregos preferiam brigar entre si a ir contra o Império que uma geração antes devastara a Grécia. Ademais a retirada demonstrou a eficácia que os gregos de várias polis podem ter se trabalhassem juntos.
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