À treize ans, Rosie vit une situation peu commune : ses deux parents durablement éloignés à l’étranger et ne s’occupant d’elle qu’épisodiquement, elle doit se débrouiller au quotidien presque entièrement seule. Son seul point d’ancrage est son amie d’enfance Nath, avec qui elle entretient une relation presque fusionnelle. Mais les amitiés sont aléatoires et fluctuantes à cet âge. Progressivement mise à distance par Nath, Rosie, de plus en plus isolée, se réfugie dans l’alcool et l’absentéisme scolaire. C’est dans ces circonstances, à la dérive, que l’adolescente fait la connaissance de Jo, un garçon à peine plus âgé qu’elle, qui comme elle habite seul, vivant d’expédients et de petits trafics. Jo, sensible à son côté rebelle, initie Rosie à la musique, à la débrouille et à l’esprit d’indépendance. Éclopés d’une existence qui commence à peine, les deux jeunes gens vont peu à peu laisser s’épanouir l’attirance qu’ils ressentent l’un pour l’autre. Une belle histoire d'amour qui se terminera sous une pluie glaciale et bouleversante...
À coup de presque riens, de petites touches impressionnistes tirées du quotidien en apparence le plus ordinaire, Fraipont et Bailly brossent un très touchant portrait d’adolescente. Le portrait d’une solitude aussi, pleine d’hésitations, de fêlures et d’incertitudes, qui résonnera comme une musique familière et mélancolique pour bien des lecteurs d’aujourd’hui.
Su carrera de cómic comenzó cuando conoció a Pierre Bailly en Lieja en 1996. Diez años después, se le ocurrió la brillante idea de hacer cómics silentes destinados al público más joven de todos.
Não achei que eu ia gostar tanto e me emocionar com essa hq aaaaaaaaaa!!!!!!!!!!
To tao acostumada em ler hq sobre adolescência e todas as questões chatinhas da adolescência e adolescentes problemáticos e nÃO GOSTAR!! normalmente esse tipo de hq sempre me dá uma sensação ruim e eu acabo não gostando de nenhum dos personagens. Achei que ia ser a mesma coisa com essa. Mas eu gostei tanto!!!! Gostei dos personagens e senti carinho mesmo por eles o que é mt dificil acontecer com hq de personagem adolescente eu sempre fico rolando os olhos de tédio kkkkkkkkkk
Nosssa nao estava esperando msm gostar tanto aaaaaaaa!!!!! E gostei mt da arte tbm, é toda em tons de preto e branco e tem uns quadros que o fundo é todo preto e so o rosto dos personagens em branco, gostei demais!!
A necessidade de lidar com a solidão, as transformações da adolescência e o vazio existencial de uma garota de 13 anos, no final dos anos 1980. A busca de Rosie por uma vida menos monótona pode parecer clichê para quem faz uma leitura mais superficial. Na verdade, o que está em evidência é a dificuldade emocional de uma garota tão jovem para lidar com questões tão espinhosas à alma humana.
A iminente queda do muro de Berlim, que materializou a transformação da Ordem Geopolítica Mundial então consolidada há meio século, serve de paralelo para a o momento que vive Rosie. O futuro incerto que a aguarda pode parecer bizarro e amedrontador, porém urge uma atitude corajosa.
As transformações por que Rosie passa estão evidentes nas suas descobertas musicais, e encontram vazão no rock dos anos 1980.
Le problème des œuvres sur l'adolescence, en général, c'est le cliché. L'adolescent souffre, c'est une période difficile, bien souvent compliquée par des problèmes familiaux – oui, on est tous passés par là. En ouvrant les pages du Muret, j'ai eu bien peur de retrouver tous les stéréotypes sur l'adolescence, or les auteurs évitent bien des écueils.
Alors, oui, pour couper court au suspense, il y aura effectivement ce passage tant attendu sur le vide de la vie, que l'ado en manque d'affection comble par les drogues et l'alcool. Oui. Désolée. Et la fin est relativement prévisible également - je pense au personnage de Jo.
Mais les personnages sont attachants, le dessin sait trouver le juste ton, et une fois qu'on ouvre la première page du livre, on ne le referme qu'une fois fini.
Il muretto è una bellissima graphic novel per ragazzi che parla di adolescenza senza stereotipi. Una storia forte e poetica, il ritratto di una solitudine piena di esitazioni, di spaccature e di incertezze. https://ilmondodichri.com/il-muretto/
Senti uma vibe meio "Christiane F.", mas com uma abordagem menos chocante. Tem gatilhos pra depressão, então é bom ficar atento. Mas eu gostei bastante!
Tem umas histórias que fazem a gente sentir quando lê elas, e essa HQ definitivamente é uma delas. Nela, sentimos junto com Rosie a sua solidão e desamparo em meio ao começo da adolescência, uma fase confusa e cheia de mudanças. Rosie se sente deixada para trás, entre a mãe que abandonou a família para perseguir um amor em outro país e o pai que mal fica em casa pelo trabalho, e com isso ela se vira para a autodestruição como forma de dar sentido ao seu mundo.
O sentimento de solidão foi passado de forma esperta pelas imagens, e me identifiquei com muito dos pensamentos dela. Foi reconfortante ver ela criando uma conexão com o Jô, apesar de quão tóxico aquele ambiente era para ela. Ás vezes nós só queremos ser acalentados, ter alguém que te veja. No entanto, gostaria que a história fosse um tantinho mais longa, pois o final chegou e eu não senti tanto assim a mudança em Rosie que a história dizia ter acontecido.
O tema da pré-adolescência e da adolescência, com todas as suas nuances, sempre me fascinou. Talvez por ser um dos mais canônicos da cultura pop. Talvez porque passo grande parte do meu tempo em contato direto com serezinhos nessa fase tão peculiar da vida.
De qualquer forma, essa HQ fez mais do que apenas entreter—ela me fez sentir. Senti a solidão, o desamparo e a confusão da protagonista, uma menina de 13 anos que atravessa o abandono da mãe, o distanciamento da melhor amiga, a ausência do pai e o primeiro amor. Queria poder abraçar Rosie e dizer que, sim, a vida presta—é preciso apenas resistir e ter coragem.
No fim, essa história me lembrou do quanto a adolescência pode ser um terreno árido e intenso, mas também profundamente transformador. E, talvez, seja justamente essa dualidade—entre dor e crescimento, perda e descoberta—que torna histórias como essa tão impactantes.
Rosie, une ado de 13 ans, voit sa vie basculer à la suite de la séparation de ses parents et des complications qui en résultent : une mère qui s'en va avec un autre homme, un père qui s'absente énormément... Livrée à elle-même et se sentant abandonnée, elle trouve refuge là où elle peut et sombre peu à peu.
Passage de l'enfance à l'adolescence, importance des liens familiaux et des amitiés, addictions... les thématiques exploitées dans la BD sont difficiles. Les dessins en noir/blanc illustrent bien ces périodes de la vie où un être peut se sentir seul, perdu, sans but... L'histoire manquait, à mon sens, d'un peu d'espoir mais la lecture n'en reste pas moins intéressante.
J'aime beaucoup cette bande dessinée. L'histoire commence avec deux jeune filles adolescentes, que ont devenu amis il y a dix ans. Une, surtout, Rosie, est solitaire. Sa mere est parti et son pere est un connard. Quand l'autre jeune fille encontre un garçon et sort avec lui, Rosie s'encontre seule sans aucun que se soucie d'elle. Enfim, elle encontre un gosse de 16 ans (plus âgé qu'elle). Elle passe le temps avec lui et avec ses amis, écoutant sa musique, fumant e buvant whisky, mais elle se sens toujours perdu.
Super interessante, realmente dá pra se fazer até uma analise sociológica sobre a situação das personagens do livro inteiro. Porém, apenas a sensação, realmente atinge, é pesado, é verdadeiro, e é errado, mas quem pode definir isso? Eu adorei toda a ação feita nas artes, e o próprio silêncio das páginas, apenas a movimentação, foi tão bom e até calmante (e preocupante). Todavia possuo críticas, principalmente na questão de desenvolvimento da mãe, e também do próprio vazio da personagem principal, sinto que poderia ser um pouquinho mais explorado.
Resumo:
Recomendo muito. Leitura rápida, impactante, e provável de alguma identificação (pelo menos foi o meu caso).
You know that life really takes its toll And a poet's gut reaction is to search his very soul So much damn confusion before my eyes But nothing seems to phase me and this one still survives
Faz tempo que queria ler essa GN embora eu não curta muito a arte. Achei a história bonita, um pouco triste, mas delicada. Não sabia que o final dos 1980 tinha sido louco no mundo todo, inclusive na Bélgica.
Un roman graphique en noir et blanc – clair obscure, sur les affres, les douleurs et les difficultés de l'adolescence avec une protagoniste très attachante.
Essa HQ é uma leitura rápida, porém é um soco no estômago principalmente para quem tem tanto contato com crianças e jovens, como meu caso na educação, e ver o quão real e frequente é o abandono e descaso relatada nessa HQ.
Inizia benissimo questa storia di una crescita non voluta: c'è una ragazza che vive sola in casa, perché il padre e la madre sono, ognuno con le sue modalità, assenti. La vediamo vagare per il mondo di sensazioni dolorose, ubriacarsi e fuggire alla scuola. Incontrare il ragazzo sbagliato e finire nel vortice di liquore, canne e autocommiserazione. Quando, in una delle ultime pagine, il ragazzo che ha incontrato fa l'amore con lei per poi, subito dopo, morire, ci può venire in mente che una tale lista di sfortune forse è stata messa lì ad arte, in ogni caso è troppo artefatta per reggersi insieme. Tanto più che la risoluzione della trama, la catarsi finale, arriva troppo brusca e poco meditata. E questo sebbene sia tutto raccontato bene e i disegni adottino un'efficace stilizzazione che tende a forme nere dense e bordi assenti, una sorta di solarizzazione alla Miller che incontra le linee scabre e la fascinazione verso le predominanze bianche o nere di certo indipendentismo. Insomma: sarebbe tutto più bello se la si smettesse di provare piacere ad autocommiserare i propri personaggi.
Essa graphic novel me surpreendeu e me destruiu na mesma proporção. Pierre Bailly traz uma arte em preto e branco que é simples e expressiva, carregada de um sentimento melancólico que acompanha o roteiro de Céline Fraipont. Fiquei encantada com a profundidade dessa história, é uma trama muito simples, mas que tem muitos nuances, tem algo poético e tocante que conseguiu me prender apesar da simplicidade.
Fiquei chocada com o quão jovens os personagens são e com a dor que carregam (mesmo sendo tão jovens), eles são complexos e profundos, e surpreendentemente simples. Céline e Pierre em apenas 190 páginas trazem assuntos como depressão, consumo de álcool e drogas, sexo, abandono, amor e superação de uma forma que nem sei como descrever, gostei da forma crua como esses assuntos foram abordados, dando um desconforto e apreensão que deixa tudo muito palpável. Fiquei bastante angustiada por vê-los em situações que são claramente consequências da vulnerabilidade. Essa é uma história que conseguiu me marcar de uma forma que eu não esperava.
Énorme coup de cœur pour cette BD. Elle m'a replongée dans l'adolescence et ses tourments. Même si ici, la chute dans la dépression est poussée à ses limites, je me suis identifiée à Rosie et j'ai vraiment souffert avec elle. Le graphisme tout en noir et blanc souligne efficacement l'état mental de la protagoniste. Une chose est sûre, je ne suis pas ressortie totalement indemne de cette lecture et c'est un roman graphique auquel je repense assez souvent depuis ma lecture (il y a maintenant plus d'un mois)
Lançamento mais que acertado da Nemo! O muro conta a história de uma garota de 13 anos, abandonada pelos pais que se divorciaram, e que tem que lidar sozinha com a angústia de viver em uma casa vazia. Nisso ela conhece um garoto da vizinhança, que lhe apresenta a música punk, as drogas e o amor s2. Primeiro trabalho da autora, história cativante ;) Recomendo :)
L'histoire parle de la vie d'une adolescente dépressive qui confronte la vie seules. Elle se sent incomprise, a des pensées noires et se refuge dans l'alcool. Elle a pour seul ami un marginal auquel elle s'attache rapidement. Cette amitié est de courte durée mais donne une sorte de nouvelle souffle et force à la jeune adolescente qui a envie de prendre sa vie en main...
Uma história triste e tocante. Consegui me identificar muito com a personagem em alguns casos e na forma como encarar algumas situações, e nossa, não imaginei que ia mexer tanto comigo. 3
Je n’avais pas idée d’à quoi m’attendre comme histoire et j’ai adoré ! C’est très sombre et assez triste mais vraiment magnifique, j’ai beaucoup aimé le graphisme et cette histoire 🕷
Une expérience de l'adolescence/la vie de jeune adulte à la fois très différente mais qui résonne également beaucoup avec moi. Style brut plaisant et qui va bien avec le thème
Em O muro temos a história de Rosie, uma adolescente desorientada devido ao abandono da mãe - que fugiu com outro homem - e um pai ausente devido à perda conjugal. Assim, há uma narrativa centrada em Rosie, na qual as ações e reflexões da personagem revelam alguém em um quadro beirando a depressão, em dúvidas de si e em seu lugar no mundo, bem como em uma autodestruição de si para sentir-se viva e ao mesmo tempo desligada do mundo. Eu particularmente achei a relação da protagonista com Jô problemática, de certo ponto de vista, mas eu entendo e acho compreensível esse processo de desespero e desencontro pelo qual Rosie passa; ela até mesmo assume e tem consciência disso. Assim, com um final, de certa maneira, imprevisível e repentino, Rosie se reencontra, ou pelo menos tenta se reencontrar.
Rosie, una ragazzina di tredici anni abbandonata a se stessa da due delle colonne più importanti del percorso di crescita di un adolescente: la famiglia e la scuola. Si trova a dover decidere tra la scelta giusta e quella sbagliata e, per quanto una piccola ragazza come lei possa farlo autonomamente a quell'età, è probabile che non farà ciò che è meglio per lei o approvato dalla società. In questa situazione, entra in un giro particolare e non ortodosso uscendone fortunatamente illesa ma segnata.
C'erano tutte le caratteristiche giuste per creare un fumetto ben fatto, eppure qualcosa nel complesso stona. Disegni puliti, minimal ma che racchiudono bene l'atmosfera e le emozioni dei personaggi. Ho apprezzato più questi che la storia in sé.