A maravilhosa ilha de Corfú relatada no maravilhoso livro de Mary Nickson, “A ilha dos Encantos”
veio-me novamente à memória desta feita em duas belíssimas histórias de amor que ali se desencadearam e que dali nasceram. Também eu tenho boas recordações na visita a essa ilha grega e isso foi o mote para a leitura de “A ilha dos Encantos” que me prendeu desde cedo, apesar de ter demorado tanto tempo a terminar o livro.
A autora, transporta-nos para esta lindíssima ilha pelas mãos de Victoria, uma mulher devastada pela morte do marido, mas ao mesmo tempo com dúvidas em relação ao seu verdadeiro amor por ele. Desolada decide viajar para debaixo das “asas” da avó Evanthi, que vive em Corfú, e é ai que descobre uma verdade terrível sobre o passado de Richard e que também envolve o melhor amigo de ambos e primo de Victoria: Guy.
É depois de toda a verdade, e com a ajuda dos ares da Grécia e da avó, que Victoria se restabelece da dor, e se abre para uma nova paixão, ao conhecer o crítico de arte, Patrick. Mas sem que saibam, também eles partilham algo em comum com os seus antepassados.
Além de toda a história de amor que envolve os protagonistas da história, “A Ilha dos Encantos” mostra também o lado duro das relações humanas e de uniões falhadas. Por um lado deparamo-nos com uma família que, à morte de um membro, pretende apropriar-se de tudo sem olhar a meios: família de Richard. Por outro, existe uma outra, à beira da ruína, que revela a fragilidade de uma mulher, obcecada por uma amiga, ao ponto de se deixar levar por tudo o que ela lhe pede, ao ponto de desprezar os próprios filhos: Rachel, mulher de Patrick.