What do you think?


A Desobediente: Biografia de Maria Teresa Horta
A dor e o abandono chegaram cedo à vida de Teresinha, a filha mais velha de um dos mais prestigiados médicos da capital e de uma mulher livre e corajosa, descendente dos marqueses de Alorna, que nas ruas e nos melhores salões de Lisboa rivalizava em encanto com Natália Correia. A menina que haveria de ser poetisa vê a morte de perto quando ainda mal sabe andar, sobrevive às depressões da mãe, chegando mesmo a comer uma carta para a proteger. É dura e injustamente castigada e as cicatrizes hão-de ficar visíveis toda a vida, de tal modo que a infância e a adolescência de Maria Teresa Horta explicam quase todas as opções que tomou. Sobreviver ao difícil divórcio dos pais, duas figuras incomuns, com as quais estabeleceu relações impressionantes de tão complexas, foi apenas uma etapa.
Mas quanto deste sofrimento a leva à descoberta da poesia? E quanto está na origem da voz activista de uma jovem que há-de ser uma d’As Três Marias, as autoras das famosas «Novas Cartas Portuguesas», e protagonistas do último caso de perseguição a escritores em Portugal, que recebeu apoio internacional de mulheres como Simone de Beauvoir e Marguerite Duras? A insubmissa, que se envolve por acaso com o PCP e mantém intensa actividade política no pré e no pós-25 de Abril; a poetisa, a mãe, a mulher que constrói um amor desmedido por Luís de Barros; a grande escritora a quem os prémios e condecorações chegaram já tarde (ainda que, em alguns casos, a tempo de serem recusados), entre outras facetas, é a Maria Teresa Horta que Patrícia Reis, romancista e biógrafa experimentada, soube escrever e dar a conhecer, nesta biografia, com a destreza e a sensibilidade que a distinguem.
Mas quanto deste sofrimento a leva à descoberta da poesia? E quanto está na origem da voz activista de uma jovem que há-de ser uma d’As Três Marias, as autoras das famosas «Novas Cartas Portuguesas», e protagonistas do último caso de perseguição a escritores em Portugal, que recebeu apoio internacional de mulheres como Simone de Beauvoir e Marguerite Duras? A insubmissa, que se envolve por acaso com o PCP e mantém intensa actividade política no pré e no pós-25 de Abril; a poetisa, a mãe, a mulher que constrói um amor desmedido por Luís de Barros; a grande escritora a quem os prémios e condecorações chegaram já tarde (ainda que, em alguns casos, a tempo de serem recusados), entre outras facetas, é a Maria Teresa Horta que Patrícia Reis, romancista e biógrafa experimentada, soube escrever e dar a conhecer, nesta biografia, com a destreza e a sensibilidade que a distinguem.
424 pages, Paperback
Published March 1, 2024
About the author
Patrícia Reis
69 books101 followersPATRÍCIA REIS nasceu em Lisboa, a 12 de Dezembro de 1970. Começou como jornalista n' O Independente aos dezassete anos. Passou pela revista Sábado, de que foi editora, fez um estágio em Nova Iorque na revista Time e, no regresso dos EUA, colaborou no Expresso, trabalhou nas revistas Marie Claire e Elle e nos «projectos especiais» do jornal Público. Em 1997 passou a colaborar com o atelier de Henrique Cayatte, na produção de conteúdos para a Expo' 98. Desta colaboração surgiu o Atelier 004 de que é directora e que, entre outros projectos, produz a Egoísta.
Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009), Por este mundo acima (2011), Contracorpo (2013) e O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky (2014).
Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008), Antes de Ser Feliz (2009), Por este mundo acima (2011), Contracorpo (2013) e O que nos separa dos outros por causa de um copo de whisky (2014).
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 217 reviews
Read
April 22, 2025«Fiquei muito fascinada com este livro e com a forma tão envolvente como está escrito. Quando pegava nele, não conseguia largar; quando tinha de parar de ler, não era capaz de deixar de pensar em Maria Teresa Horta. Li-o de uma assentada precisamente porque me consumiu bastante, a acho que é provável que tenha o mesmo efeito noutros leitores.»
Review completa em: https://ritadanova.blogs.sapo.pt/a-de....
Review completa em: https://ritadanova.blogs.sapo.pt/a-de....
April 7, 2025
“Teresa nunca foi como a maioria das mulheres e estava-se nas tintas para o que pudessem dizer ou pensar, sentia-se livre, queria ser livre. Caminhou toda a vida para essa vivência sem amarras, na qual as palavras valem muito, mas não aprisionam.”
Sabemos que para falar de Maria Teresa Horta há sempre uma contextualização histórica, contudo li e senti esta biografia como se de um romance se tratasse.
Excelente, bem escrito e bem documentado!
Sabemos que para falar de Maria Teresa Horta há sempre uma contextualização histórica, contudo li e senti esta biografia como se de um romance se tratasse.
Excelente, bem escrito e bem documentado!
June 3, 2024
Não leio muitas biografias mas esta é especial porque contou com a participação da Maria Teresa Horta e ao contrário de muitas não é póstuma. E a história desta mulher, que se reconhece como desobediente é avassaladora e apenas com um elo forte com a Patricia Reis poderia ser escrita.
Uma biografia espera-se uma narrativa mais descritiva mas o que me surpreendeu e arrebatou nesta história de vida que, atravessa muitos acontecimentos relevantes da nossa História é que não se prende com minúcias e rapidamente avança para ações que inquietam como um livro de aventuras. A primeira parte é marcada pelo abandono e o desamor numa criança muito inteligente e cusca. Até ser incluída na família. A família de poetas da sua geração, em que a criatividade não se prende com o erro.
Um amor verdadeiro, um amor para uma vida inteira irá transfigurar esta mulher. Uma mulher que sozinha faz uma balbúrdia mas três escrevem as Novas Cartas Portuguesas. A segunda parte. E por fim, a liberdade e o feminismo. A obra.
Uma biografia espera-se uma narrativa mais descritiva mas o que me surpreendeu e arrebatou nesta história de vida que, atravessa muitos acontecimentos relevantes da nossa História é que não se prende com minúcias e rapidamente avança para ações que inquietam como um livro de aventuras. A primeira parte é marcada pelo abandono e o desamor numa criança muito inteligente e cusca. Até ser incluída na família. A família de poetas da sua geração, em que a criatividade não se prende com o erro.
Um amor verdadeiro, um amor para uma vida inteira irá transfigurar esta mulher. Uma mulher que sozinha faz uma balbúrdia mas três escrevem as Novas Cartas Portuguesas. A segunda parte. E por fim, a liberdade e o feminismo. A obra.
April 14, 2024
Patrícia Reis apresentou-me uma Mulher inspiradora, lutadora, audaz, obstinada, sentimental, forte, bonita, inteligente, culta, inconformada, interessante, apaixonada e desobediente... poderia continuar a adjetivá-la, mas tudo o que poderei mencionar não fará jus à Mulher que Maria Teresa Horta é. Se fiquei encantada com a biografada, quem a biografou terá, indiscutivelmente, o seu mérito. A escrita e o conteúdo são de uma harmonia perfeita para quem lê esta incrível obra.
Para além de a autora nos apresentar a vida de Maria Teresa Horta, dá-nos, também, a possibilidade de revivermos uma época tão conturbada e inolvidável do nosso país.
Parabéns Patrícia Reis! Que prazer ler um livro assim.
Para além de a autora nos apresentar a vida de Maria Teresa Horta, dá-nos, também, a possibilidade de revivermos uma época tão conturbada e inolvidável do nosso país.
Parabéns Patrícia Reis! Que prazer ler um livro assim.
December 11, 2024
Que livro fantástico!
Um equilíbrio perfeito entre a história de vida da autora e a contextualização histórica.
Um equilíbrio perfeito entre a história de vida da autora e a contextualização histórica.
August 3, 2024
De Maria Teresa Horta só li Azul Cobalto que gostei bastante, e depois fiquei de arranjar tempo para Novas Cartas Portuguesas - Edição Anotada e As Luzes de Leonor (agora acrescento também o A Paixão Segundo Constança H.), mas a vida mete-se pelo meio e os livros vão ficando para trás. É uma lástima!
Maria Teresa Horta é uma figura central na literatura portuguesa contemporânea, conhecida pelo seu trabalho como poetisa, romancista e jornalista, mas vai mais além do que a literatura, é uma das principais representantes do movimento feminista em Portugal, nos tempos da outra senhora, quando era mais fácil ficar caladinha. É com As Novas Cartas Portuguesas que se torna um símbolo de resistência ao regime e o seu julgamento, a par com as outras duas Marias, deu-lhe projecção internacional.
Podemos não partilhar com ela as mesmas opções políticas, mas há que lhe prestar a devida vénia e homenagem pelo que sempre lutou pelos direitos das Mulheres, e que serviu para a menosprezarem como escritora durante quase uma vida.
Creio que a Teresa foi desprezada muitas vezes, por certa gente, por ser feminista.
Lídia Jorge, 2023
Maria Teresa Horta é uma figura central na literatura portuguesa contemporânea, conhecida pelo seu trabalho como poetisa, romancista e jornalista, mas vai mais além do que a literatura, é uma das principais representantes do movimento feminista em Portugal, nos tempos da outra senhora, quando era mais fácil ficar caladinha. É com As Novas Cartas Portuguesas que se torna um símbolo de resistência ao regime e o seu julgamento, a par com as outras duas Marias, deu-lhe projecção internacional.
Podemos não partilhar com ela as mesmas opções políticas, mas há que lhe prestar a devida vénia e homenagem pelo que sempre lutou pelos direitos das Mulheres, e que serviu para a menosprezarem como escritora durante quase uma vida.
Creio que a Teresa foi desprezada muitas vezes, por certa gente, por ser feminista.
Lídia Jorge, 2023
March 6, 2026
Gostei muito, muito, muito. As 5 estrelas vão para a vida de Maria Teresa Horta!
May 8, 2025
Maria Teresa Horta (1937-2025) foi escritora, poetisa, jornalista e uma aguerrida lutadora pela liberdade e pelos direitos das mulheres.
Deixou uma vasta obra literária, embora tenha sido, por diversas vezes, pouco reconhecida, ou até esquecida, nos prémios e honrarias dadas a muitos dos seus pares.
Era uma pessoa especial e nunca deixou de defender as causas em que acreditava, de forma apaixonada, livre e sem tabus. Foi muitas vezes acusada de ser demasiado feminista.
Esta biografia, escrita com a colaboração da biografada, lê-se como se fosse um romance.
Desde a infância até quase à sua morte, da relação com a sua avó até ao amor pelos netos, da escrita que lhe saía das entranhas à convicção pela defesa das mulheres, conhecemos melhor esta mulher fascinante. A autora conseguiu um equilíbrio perfeito entre a história da biografada e o contexto da época em que viveu.
Depois desta leitura vi o documentário "O que podem as palavras", de Luísa Sequeira e Luísa Marinho, que também recomendo muito. Planeio ler em breve "Novas Cartas Portuguesas".
Deixou uma vasta obra literária, embora tenha sido, por diversas vezes, pouco reconhecida, ou até esquecida, nos prémios e honrarias dadas a muitos dos seus pares.
Era uma pessoa especial e nunca deixou de defender as causas em que acreditava, de forma apaixonada, livre e sem tabus. Foi muitas vezes acusada de ser demasiado feminista.
Esta biografia, escrita com a colaboração da biografada, lê-se como se fosse um romance.
Desde a infância até quase à sua morte, da relação com a sua avó até ao amor pelos netos, da escrita que lhe saía das entranhas à convicção pela defesa das mulheres, conhecemos melhor esta mulher fascinante. A autora conseguiu um equilíbrio perfeito entre a história da biografada e o contexto da época em que viveu.
Depois desta leitura vi o documentário "O que podem as palavras", de Luísa Sequeira e Luísa Marinho, que também recomendo muito. Planeio ler em breve "Novas Cartas Portuguesas".
May 13, 2024
Que livrooo! O melhor livro do ano até agora 🌹
May 7, 2024
Situo-me nos antípodas da ideologia política de Maria Teresa Horta.
Sou sua contemporânea embora um pouco mais nova e vivi em Portugal a mesma época .
Tinha curiosidade de ler o que Patrícia Reis iria contar a partir das conversas que teve e das pessoas e documentos que consultou .
Conhecia, por ter ouvido falar, a luta feminista de Maria Teresa Horta e a militância que foi mantendo ao longo da sua vida no Partido Comunista Português.
Nunca me interessaram os seus poemas nem os seus romances.
Várias vezes durante a leitura desta biografia estive para a abandonar pela visão esquerdista e facciosa de tudo o que passou em Portugal antes e depois do 25 de Abril.
Tenho outra visão da História completamente diferente e por isso muita dificuldade em apreciar tanto a biografa como a biografada.
Com algum esforço consegui chegar até ao fim.
Acho que está bem organizada e bem documentada apresentando no final 12 páginas de referências bibliográficas que calculo devem ter dado muito trabalho a ler a Patrícia Reis .
Baixei para o meu kobo esse tão polémico “ Novas cartas portuguesas “.
Será que terei paciência para o ler ?
Acho que não .
March 18, 2024
Brilhante ! Maravilhosamente bem escrito, descreve a vida da “estranha” Maria Teresa Horta, uma mulher fora do seu tempo, também ela brilhante!
Levou me ao passado imaginado antes e durante o 25 de abril, coloriu as minhas fantasias e fez me perceber melhor como foi e quão difícil foi chegar até aqui. Num momento em que o nosso país está politicamente num lugar preocupante, a leitura deste livro faz nos estar mais alerta e com a consciência de que é preciso continuar a cuidar desta liberdade conquistada e, principalmente, dos direitos da mulher. Nada está garantido.
Levou me ao passado imaginado antes e durante o 25 de abril, coloriu as minhas fantasias e fez me perceber melhor como foi e quão difícil foi chegar até aqui. Num momento em que o nosso país está politicamente num lugar preocupante, a leitura deste livro faz nos estar mais alerta e com a consciência de que é preciso continuar a cuidar desta liberdade conquistada e, principalmente, dos direitos da mulher. Nada está garantido.
May 8, 2024
A Desobediente dá-nos a conhecer a poetisa, escritora, jornalista e ativista política Maria Teresa Horta, desde a sua conturbada infância nas décadas de 1930 e 1940 à atualidade.
As perseguições pela PIDE, as “Novas Cartas Portuguesas”, as amizades com outros escritores, o aborto, o cancro de mama, tudo isto está na sua biografia, que é, como a autora a designa, uma “biografia com a colaboração da biografada” e não uma "biografia autorizada”.
A Teresa é uma mulher livre e com uma voz própria, incapaz de fazer cedências que a impeçam de dizer o que sente sobre qualquer matéria.
É incontornável referir as Novas Cartas Portuguesas que escreveu com Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno. Um livro inigualável, que quando saiu, em 1973, valeu às autoras um processo.
No entanto, a vida de Teresa Horta não se resume às ‘Três Marias’. A sua atividade política e literária continuou intensa, desenvolvendo uma poesia que abordava o erotismo e a relação com o corpo de uma forma totalmente inédita na literatura feminina portuguesa.
Hoje, a escritora e poetisa tem a solidão como “a sua maior companheira”, desde a morte do marido, em 2019, não sai de casa, vive rodeada de livros e fotografias, a televisão ligada nas notícias, vê muitos filmes e escreve poemas todos os dias, sem nunca se esquecer de lhes pôr a data.
" Um dia, lá mais à frente, quer ser lembrada exatamente como é: "A mulher que sempre lutou pela liberdade, sobretudo das mulheres, e pela mudança pela igualdade, na diferença. Porque as mulheres são diferentes dos homens, e não me venham dizer que não porque é uma armadilha grande e perigosa."
As perseguições pela PIDE, as “Novas Cartas Portuguesas”, as amizades com outros escritores, o aborto, o cancro de mama, tudo isto está na sua biografia, que é, como a autora a designa, uma “biografia com a colaboração da biografada” e não uma "biografia autorizada”.
A Teresa é uma mulher livre e com uma voz própria, incapaz de fazer cedências que a impeçam de dizer o que sente sobre qualquer matéria.
É incontornável referir as Novas Cartas Portuguesas que escreveu com Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno. Um livro inigualável, que quando saiu, em 1973, valeu às autoras um processo.
No entanto, a vida de Teresa Horta não se resume às ‘Três Marias’. A sua atividade política e literária continuou intensa, desenvolvendo uma poesia que abordava o erotismo e a relação com o corpo de uma forma totalmente inédita na literatura feminina portuguesa.
Hoje, a escritora e poetisa tem a solidão como “a sua maior companheira”, desde a morte do marido, em 2019, não sai de casa, vive rodeada de livros e fotografias, a televisão ligada nas notícias, vê muitos filmes e escreve poemas todos os dias, sem nunca se esquecer de lhes pôr a data.
" Um dia, lá mais à frente, quer ser lembrada exatamente como é: "A mulher que sempre lutou pela liberdade, sobretudo das mulheres, e pela mudança pela igualdade, na diferença. Porque as mulheres são diferentes dos homens, e não me venham dizer que não porque é uma armadilha grande e perigosa."
August 7, 2025
Quando eu era mais nova, a minha mãe sentia, por vezes, a necessidade de me proibir de ler em altura de testes. “A Desobediente” fez-me recordar o quão necessário isso podia realmente ser.
Foram dois dias em que me senti completamente absorvida. Em que todos os minutos eram passados a pensar em quando poderia, finalmente, estar a ler, em que não dava pelas horas a passar, em que me esquecia de comer. Foi por livros como este que eu me apaixonei por ler. Por estes livros que nos absorvem na sua plenitude, que nos fazem perder a noção das horas, que nos dão vontade de ignorar toda a rotina e responsabilidades.
A Desobediente: Biografia de Maria Teresa Horta é um trabalho irrepreensível de Patrícia Reis. Nesta obra conhecemos todas as facetas de Maria Teresa Horta que esta quis que fossem conhecidas: a poetisa, a mãe, a mulher apaixonada, a grande escritora muitas vezes esquecida, a perseguida, a censurada, a avó, a desobediente, a inconformada.
Posso dizer que ri, chorei, refleti, sofri. Acabei completamente fascinada pela pessoa e recordei o poder inesgotável das palavras.
Ainda há umas semanas escrevi algo para uma amiga que intitulei na minha cabeça e nas notas do meu telemóvel como Mulheres de Abril, completamente ignorante do que ia encontrar neste livro. Mas talvez não haja maior prova, mesmo que por meio de uma coincidência, de que este era o momento de eu me encontrar com Maria Teresa Horta e que, tal como ela sempre defendeu, esta é uma luta de todos os dias. Tenho em mim que as maiores inspirações da minha vida são mulheres. Aqui está mais uma.
Fica a vontade, agora, de descobrir a obra da poetisa. Começar pela biografia pode ser sinónimo de começar pelo fim, mas certamente a magia não se perde por aí.
“A tarefa de recuperar o tempo encontra refúgio nas almas nostálgicas, e contribui para construir uma autoficção.”
“Dá trabalho dar voz àquilo em que se acredita. Chega a ser cansativo. Mas é essencial não calar. A vida de muitas mulheres depende disso mesmo. Teresa repetirá até à exaustão “sou feminista”.”
Foram dois dias em que me senti completamente absorvida. Em que todos os minutos eram passados a pensar em quando poderia, finalmente, estar a ler, em que não dava pelas horas a passar, em que me esquecia de comer. Foi por livros como este que eu me apaixonei por ler. Por estes livros que nos absorvem na sua plenitude, que nos fazem perder a noção das horas, que nos dão vontade de ignorar toda a rotina e responsabilidades.
A Desobediente: Biografia de Maria Teresa Horta é um trabalho irrepreensível de Patrícia Reis. Nesta obra conhecemos todas as facetas de Maria Teresa Horta que esta quis que fossem conhecidas: a poetisa, a mãe, a mulher apaixonada, a grande escritora muitas vezes esquecida, a perseguida, a censurada, a avó, a desobediente, a inconformada.
Posso dizer que ri, chorei, refleti, sofri. Acabei completamente fascinada pela pessoa e recordei o poder inesgotável das palavras.
Ainda há umas semanas escrevi algo para uma amiga que intitulei na minha cabeça e nas notas do meu telemóvel como Mulheres de Abril, completamente ignorante do que ia encontrar neste livro. Mas talvez não haja maior prova, mesmo que por meio de uma coincidência, de que este era o momento de eu me encontrar com Maria Teresa Horta e que, tal como ela sempre defendeu, esta é uma luta de todos os dias. Tenho em mim que as maiores inspirações da minha vida são mulheres. Aqui está mais uma.
Fica a vontade, agora, de descobrir a obra da poetisa. Começar pela biografia pode ser sinónimo de começar pelo fim, mas certamente a magia não se perde por aí.
“A tarefa de recuperar o tempo encontra refúgio nas almas nostálgicas, e contribui para construir uma autoficção.”
“Dá trabalho dar voz àquilo em que se acredita. Chega a ser cansativo. Mas é essencial não calar. A vida de muitas mulheres depende disso mesmo. Teresa repetirá até à exaustão “sou feminista”.”
April 10, 2025
Fiquei muito curiosa com o livro depois de ouvir várias pessoas a falarem nele.
Saindo da minha zona de conforto (não tenho por hábito ler biografias), gostei muito da forma como está escrito e ainda mais de ficar a conhecer a vida da Maria Teresa Horta. Foi uma boa leitura!
Saindo da minha zona de conforto (não tenho por hábito ler biografias), gostei muito da forma como está escrito e ainda mais de ficar a conhecer a vida da Maria Teresa Horta. Foi uma boa leitura!
August 4, 2024
Estava a precisar deste livro. Chegou-me em boa hora. Digo mais, estava a precisar da Maria Teresa Horta. Alguém que não encaixa, que não verga, e que conseguiu sempre manter a coerência no seu caminho, mesmo que atribulado. Há poucas figuras como ela na nossa história, e diria que escasseiam ainda mais nos tempos que correm. Poderei estar enganada, surgem-me alguns nomes atuais. Só não sei se terão a mesma força. O tempo o dirá.
Embora tenha gostado muito de ler o livro e o tenha feito de forma voraz, não fosse a riqueza de vida da biografada, a escrita de Patrícia Reis não teria sustentado esta leitura. Talvez influenciada pela leitura da biografia de Susan Sontag por Benjamin Moser, traduzida por José Geraldo Couto, senti que Maria Teresa Horta merecia mais. Achei que a escrita tem pouca “poesia”, leia-se profundidade, e muitas repetições desnecessárias. É muito factual. Em várias situações, o mesmo facto é repetido várias vezes sem se ter mudado de capítulo ou de assunto. Achei a quarta parte muito mais bem escrita do que as restantes. Imagino que dê muito trabalho fazer esta biografia, e talvez Patrícia Reis não tenha tido acesso ao mesmo tipo de material que Benjamin Moser teve para escrever sobre Susan Sontag (a qual deixou diários de várias décadas para serem digeridos). Mas, por outro lado, Maria Teresa Horta está viva e merecia ser eternizada, ou melhor, “ficar para a posteridade”, tal como fez com Leonor (Leonor de Almeida, ou Marquesa de Alorna), com a grandeza que lhe é devida. Em nada a sua vida ou feitos ficam atrás da personagem de Susan Sontag. De qualquer forma, estou muito satisfeita por ter lido este livro e recomendo-o vivamente.
Embora tenha gostado muito de ler o livro e o tenha feito de forma voraz, não fosse a riqueza de vida da biografada, a escrita de Patrícia Reis não teria sustentado esta leitura. Talvez influenciada pela leitura da biografia de Susan Sontag por Benjamin Moser, traduzida por José Geraldo Couto, senti que Maria Teresa Horta merecia mais. Achei que a escrita tem pouca “poesia”, leia-se profundidade, e muitas repetições desnecessárias. É muito factual. Em várias situações, o mesmo facto é repetido várias vezes sem se ter mudado de capítulo ou de assunto. Achei a quarta parte muito mais bem escrita do que as restantes. Imagino que dê muito trabalho fazer esta biografia, e talvez Patrícia Reis não tenha tido acesso ao mesmo tipo de material que Benjamin Moser teve para escrever sobre Susan Sontag (a qual deixou diários de várias décadas para serem digeridos). Mas, por outro lado, Maria Teresa Horta está viva e merecia ser eternizada, ou melhor, “ficar para a posteridade”, tal como fez com Leonor (Leonor de Almeida, ou Marquesa de Alorna), com a grandeza que lhe é devida. Em nada a sua vida ou feitos ficam atrás da personagem de Susan Sontag. De qualquer forma, estou muito satisfeita por ter lido este livro e recomendo-o vivamente.
August 5, 2026
Um dos melhores livros que li este ano!
Desenvolvi um fascínio pela Maria Teresa Horta que não esperava. Este livro levou-me a descobrir esta mulher extraordinária, cuja coragem, inteligência e determinação me deixaram com uma profunda admiração.
Foi uma leitura demorada, mas pelas melhores razões. A cada capítulo sentia vontade de parar para pesquisar acontecimentos, pessoas e contextos históricos. Aprendi muito sobre um período que não vivi e passei a conhecer melhor uma das mulheres mais importantes e inspiradoras de Portugal.
Quanto à escrita da Patrícia Reis, só posso dizer que a achei belíssima. A prosa é tão envolvente e emocionante que, por momentos, quase nos esquecemos de que estamos a ler uma biografia.
Saio deste livro com uma enorme vontade de mergulhar na fascinante obra de Maria Teresa Horta!
"Teresa terá sempre um sentimento de justiça à flor da pele e, no que toca à condição das mulheres, manter-se-á sempre inabalável; não tem como compreender ou aceitar certas coisas."
"Existe nela uma multiplicidade de Teresas, embora possamos reconhecer um fio condutor, algo que as une e que é celebrado numa única palavra: «Liberdade». Maria Teresa Horta sempre a reivindicou, nem sempre a conseguiu."
"Teresa era já escritora. Queria, acima de tudo, reclamar a sua liberdade, o seu lugar no mundo. Era poetisa. Mulher-tempestade, mulher-revolução. Existia dentro de si uma carência e fragilidade que contrabalançavam com uma ideia de justiça que, durante toda a vida, a obrigara a ter voz, a não calar, a ser por inteiro. Sim, Teresa era então uma mulher inteira e conhecedora do seu corpo."
Desenvolvi um fascínio pela Maria Teresa Horta que não esperava. Este livro levou-me a descobrir esta mulher extraordinária, cuja coragem, inteligência e determinação me deixaram com uma profunda admiração.
Foi uma leitura demorada, mas pelas melhores razões. A cada capítulo sentia vontade de parar para pesquisar acontecimentos, pessoas e contextos históricos. Aprendi muito sobre um período que não vivi e passei a conhecer melhor uma das mulheres mais importantes e inspiradoras de Portugal.
Quanto à escrita da Patrícia Reis, só posso dizer que a achei belíssima. A prosa é tão envolvente e emocionante que, por momentos, quase nos esquecemos de que estamos a ler uma biografia.
Saio deste livro com uma enorme vontade de mergulhar na fascinante obra de Maria Teresa Horta!
"Teresa terá sempre um sentimento de justiça à flor da pele e, no que toca à condição das mulheres, manter-se-á sempre inabalável; não tem como compreender ou aceitar certas coisas."
"Existe nela uma multiplicidade de Teresas, embora possamos reconhecer um fio condutor, algo que as une e que é celebrado numa única palavra: «Liberdade». Maria Teresa Horta sempre a reivindicou, nem sempre a conseguiu."
"Teresa era já escritora. Queria, acima de tudo, reclamar a sua liberdade, o seu lugar no mundo. Era poetisa. Mulher-tempestade, mulher-revolução. Existia dentro de si uma carência e fragilidade que contrabalançavam com uma ideia de justiça que, durante toda a vida, a obrigara a ter voz, a não calar, a ser por inteiro. Sim, Teresa era então uma mulher inteira e conhecedora do seu corpo."
August 25, 2026
Adorei.
Que vida.
Que obra.
Que importância para todas e todoa.
Que vénia gigante merece a Maria Teresa Horta.
E obrigada à autora Patrícia Reis por este livro.
Que vida.
Que obra.
Que importância para todas e todoa.
Que vénia gigante merece a Maria Teresa Horta.
E obrigada à autora Patrícia Reis por este livro.
April 21, 2024
A vida de Maria Teresa Horta confunde-se com a história recente do país. É testemunho directo das atrocidades da PIDE ou, no pós-25 de abril, da tacanhez deste país.
Sa dificuldade em ser reconhecida, ela e toras as que, ao longo dos anos, lutaram pelos direitos das mulheres. Talvez Portugal não seja um país assim tao evoluído, os recentes resiltados eleitorais provam que estavam só "adormecidos".
Nota-se um trabalho exaustivo da autora e um cuidado na forma como descreveu a intimidade da biografada.
Pena que não esteja acompanhada de fotografias.
Sa dificuldade em ser reconhecida, ela e toras as que, ao longo dos anos, lutaram pelos direitos das mulheres. Talvez Portugal não seja um país assim tao evoluído, os recentes resiltados eleitorais provam que estavam só "adormecidos".
Nota-se um trabalho exaustivo da autora e um cuidado na forma como descreveu a intimidade da biografada.
Pena que não esteja acompanhada de fotografias.
September 26, 2024
um dos livros que mais me marcou este ano e, quiçá, na minha curta vida. excelente trabalho jornalístico de Patrícia Reis, que contou a história de vida fascinante de uma das mulheres que mais marcou o feminismo português, principalmente numa altura em que uma mulher ser «mais do que uma dona de casa» era um atrevimento e um ato de coragem. e se há mulher que foi corajosa, não só durante o Estado Novo, mas em toda a sua vida essa mulher é Maria Teresa Horta. uma mulher a quem este país ainda não fez justiça — e, sinceramente, não sei se ainda vai a tempo de fazer. poucos prémios, zero obras incluídas no programa curricular obrigatório do ensino de Português e muito mais poderia falar. e contra mim falo, sempre gostei de ler mas durante os meus primeiros anos enquanto leitora todas as escolhas portuguesas que me eram — direta ou indiretamente — indicadas eram de homens. tenho como objetivo ler mais livros de escritoras portuguesas e depois de ler esta obra e de ficar encantada e deliciada com os excertos da poesia irreverente de Maria Teresa Horta (e com as suas obras de ficção) tenho a certeza que, mais cedo ou mais tarde, as lerei todas. aliás, se não estivesse num book buying ban já tinha comprado… de qualquer maneira, o «novas cartas portuguesas» retomará o lugar do qual nunca devia ter saído: a minha mesinha de cabeceira para que possa ler com calma e cuidado esta obra que revolucionou o Portugal conservador de Salazar.
grata a esta mulher que caminhou toda a vida para uma vivência sem amarras, não só dela, mas de todas nós <3
grata a esta mulher que caminhou toda a vida para uma vivência sem amarras, não só dela, mas de todas nós <3
April 23, 2025
Associando sempre Maria Teresa Horta às Novas Cartas Portuguesas, foi com muita curiosidade que peguei neste livro.
A maravilhosa escrita de Patrícia Reis leva-nos a ler esta biografia como se de uma obra de ficção se tratasse!
Maria Teresa Horta foi uma mulher que apesar da infância algo negligente, conseguiu encontrar um lugar e lutar até ao fim dos seus dias pelos seus ideais humanistas.
Fiquei muito sensibilizada com a sua história de amor e senti orgulho aquando da recusa em receber um prémio das mãos de Pedro Passos Coelho.
A maravilhosa escrita de Patrícia Reis leva-nos a ler esta biografia como se de uma obra de ficção se tratasse!
Maria Teresa Horta foi uma mulher que apesar da infância algo negligente, conseguiu encontrar um lugar e lutar até ao fim dos seus dias pelos seus ideais humanistas.
Fiquei muito sensibilizada com a sua história de amor e senti orgulho aquando da recusa em receber um prémio das mãos de Pedro Passos Coelho.
June 1, 2025
“Teresa era já escritora. Queria, acima de tudo reclamar a sua liberdade, o seu lugar no mundo. Era poetisa. Mulher-tempestade, mulher-revolução. Existia dentro de si uma carência e uma fragilidade que contrabalançavam com uma ideia de justiça que, durante toda a vida, a obrigara a ter voz, a não calar e a ser por inteiro. Sim, Teresa era então uma mulher inteira e conhecedora do seu corpo. (…) A liberdade pertencia-lhe, era sua por inteiro.”
Não há pontuação suficiente para um livro desta dimensão. Por um lado, pela humanidade da biografada e, por outro, pelo trabalho e consistência do autor da biografia. Sinto por isso que, mesmo dando a pontuação máxima, existe algo de injusto neste conjunto de estrelas.
Há pequenas eternidades dentro de coisas pequenas.
Quero acreditar que neste país tão pequeno dentro de um universo tão vasto e tão grande, Teresa é eterna.
A história é conhecida e a heroína também.
E mesmo assim, senti-me reduzida e com a sensação de que em Portugal somos muito pequenos e pensamos de uma forma muito pequena para não mencionar mais vezes o nome de pessoas como a Teresa. A escola tem esse dever, os media têm esse dever, a sociedade tem esse dever
Não há pontuação suficiente para um livro desta dimensão. Por um lado, pela humanidade da biografada e, por outro, pelo trabalho e consistência do autor da biografia. Sinto por isso que, mesmo dando a pontuação máxima, existe algo de injusto neste conjunto de estrelas.
Há pequenas eternidades dentro de coisas pequenas.
Quero acreditar que neste país tão pequeno dentro de um universo tão vasto e tão grande, Teresa é eterna.
A história é conhecida e a heroína também.
E mesmo assim, senti-me reduzida e com a sensação de que em Portugal somos muito pequenos e pensamos de uma forma muito pequena para não mencionar mais vezes o nome de pessoas como a Teresa. A escola tem esse dever, os media têm esse dever, a sociedade tem esse dever
March 20, 2025
"Deito-me com as palavras
beijo a boca dos poemas
quando a razão desvaria
Manipulo a linguagem
tomo a nudez dos meus versos
faço amor com a poesia"
Não há melhor forma de descrever a Maria Teresa Horta na literatura como neste seu poema.
Com o seu feminismo insubmisso, nunca deixou de denunciar as injustiças que a mulheres enfrentam diariamente, mantendo-se, até ao fim, fiel aos seus princípios.
O reconhecimento do valor da sua obra foi tardio, mas abre agora portas a uma nova geração que muito precisa da sua força e dos seus ensinamentos para enfrentar esta nova crise de valores.
Precisamos de dar continuidade ao seu legado. Denunciar as injustiças, não ter medo de ser "desobediente" e não deixar que a força opressora volte a apagar as mulheres da sociedade.
beijo a boca dos poemas
quando a razão desvaria
Manipulo a linguagem
tomo a nudez dos meus versos
faço amor com a poesia"
Não há melhor forma de descrever a Maria Teresa Horta na literatura como neste seu poema.
Com o seu feminismo insubmisso, nunca deixou de denunciar as injustiças que a mulheres enfrentam diariamente, mantendo-se, até ao fim, fiel aos seus princípios.
O reconhecimento do valor da sua obra foi tardio, mas abre agora portas a uma nova geração que muito precisa da sua força e dos seus ensinamentos para enfrentar esta nova crise de valores.
Precisamos de dar continuidade ao seu legado. Denunciar as injustiças, não ter medo de ser "desobediente" e não deixar que a força opressora volte a apagar as mulheres da sociedade.
May 17, 2026
Uma descoberta sobre outros ângulos do periodo de ditadura em portugal mas também sobre os direitos (ou ausência deles) das mulheres nessa época.
Perceber como o tema era visto em portugal e em outros paises foi uma surpresa.
Mais do que tudo, fiquei genuinamente impressionada como é ser autêntica e defender aquilo que acreditamos, mesmo quando isso é tão perigoso e arriscado. Uma vida verdadeiramente impressionante!
Perceber como o tema era visto em portugal e em outros paises foi uma surpresa.
Mais do que tudo, fiquei genuinamente impressionada como é ser autêntica e defender aquilo que acreditamos, mesmo quando isso é tão perigoso e arriscado. Uma vida verdadeiramente impressionante!
September 10, 2024
Aquém das minhas expectativas. Esperava uma biografia pessoal sobre a vida da poetisa mas o que se encontra é centenas de páginas acerca da sua vida profissional, principalmente relações com outros escritores. Ainda assim, dá-nos a conhecer um pouco mais da escritora.
Read
July 27, 2025Apesar do ritmo acelerado com que passa por várias décadas, tenho de concordar que a leitura é muito fluída, com capítulos tendencialmente curtos, em que o objetivo é facilmente cumprido: ficamos a conhecer as origens de Maria Teresa Horta e aquilo que a tornou a escritora que foi. Além de biografia, A Desobediente consegue também traçar uma visão geral do panorama histórico daquilo que são os anos da ditadura, das perseguições da PIDE, do 25 de abril e das questões que se levantaram no seu pós — embora a vida adulta da Teresa não seja tão detalhada e nestes capítulos isso faça alguma falta. Em vez de vários momentos de repetições desnecessárias preferia umas linhas extra dedicadas a esmiuçar algumas destas cenas pelas quais a autora passa a correr e um fio condutor mais bem conseguido temporalmente.
Acima de tudo, A Desobediente é um relato de uma escritora que, a certo ponto, pareceu ter ficado esquecida na literatura portuguesa apesar de todo o seu contributo para a literatura e para o feminismo em Portugal.
Acima de tudo, A Desobediente é um relato de uma escritora que, a certo ponto, pareceu ter ficado esquecida na literatura portuguesa apesar de todo o seu contributo para a literatura e para o feminismo em Portugal.
June 16, 2024
Uma escritora com uma obra incontornável da literatura portuguesa e uma mulher com um trajeto de vida impressionante. A forma como a biografia é organizada e escrita pela Patrícia Reis torna ainda mais interessante conhecer o trajeto de Maria Teresa Horta.
July 13, 2024
Que bom ler sobre uma mulher que abriu o caminho para todas nós. Lê-se maravilhosamente bem. E aprendemos muito sobre Maria Teresa e sobre nós.
September 2, 2026
Retrato ímpar da vida de uma mulher extraordinária.
Displaying 1 - 30 of 217 reviews





























