Mais um daqueles livros densos, que não são breves nem leves...
Um livro curto, que deixa a sensação de demasiado longo.
Trouxe-me uma experiência confusa...tal como se me tivesse metido num labirinto sem saída.
A noção mais nítida é que não "apanhei" coisa alguma e que todo o livro é um enigma, que não consegui descodificar..
Talvez o seu valor resida precisamente neste facto,.. mas não sei avaliar!
A percepção que eu tive, leva-me a olhar para a narrativa, como se fosse a descricao de uma fotografia entercalada com um desenho, onde a luz e as cores passam a ser os protagonistas...a fotografia e o desenho ganham vida e movimento no instante em que foi captado.. como se a a pintura fosse procurar as cores para retratar um enredo que antes era abstracto, e aos poucos quer encontrar nitidez nos seus contornos, na sua luz e cor...
às tantas já é o desenho, dentro de outro desenho com gente..com várias camadas.
Não me encantou e nem me deu cor.
Entendi que a escrita procurou ser poética mas, para mim, soou a forçada.
Que fique nítido, que não sou minimamente entendida em literatura, nem pretendo algo do género...apenas deixo o rasto do que eu senti...
No final de contas "Finisterra" foi considerado, por especialistas, um dos melhores livros portugueses, editados entre 1916-2016, portanto a minha opinião é leiga demais para ter algum crédito.
👉A quem ainda não leu, por favor, não percam o entusiasmo...
Procurem sempre as vossas próprias opiniões!!