Há alguns anos escrevi o livro “ A síndrome do pensamento acelerado- Como enfrentar o mal do século”. Ele se tornou o livro mais lido na década passada. Pensar excessivamente, sem gerenciamento, esgota o cérebro. Agora tudo piorou com a massificação dos celulares, redes sociais e AI. Por isso escrevi este livro “A Intoxicação digital- como enfrentar o mal do milênio.” Estamos adoecendo coletivamente. O mundo digital trouxe ganhos inegáveis, como a comunicação e o acesso à informação, mas causou um desastre sem precedente no cérebro humano, levando à alteração do ciclo da dopamina e da serotonina, gerando uma dependência nos níveis da cocaína. Retire o celular de um jovem por 24 horas e observe que a dependência digital não é um transtorno casual, mas uma síndrome mental séria. Centenas de milhões de crianças, adolescentes e adultos apresentam sintomas como insatisfação, inquietação, intolerância às frustações, autocobrança, déficit de empatia e autocontrole. Mas os sintomas mais clássicos dessa síndrome são a necessidade de urgência (querer tudo rápido) e a aversão ao tédio e a solidão, sem saber que eles são fundamentais para a interiorização e a criatividade. Algumas editoras me consideram o psiquiatra mais lido do mundo, mas queria viver no anonimato e ter a nossa espécie emocionalmente saudável e feliz. Se não enfrentamos o mal do milênio, a humanidade vai se tornar um hospital psiquiátrico a céu aberto. Infelizmente já estamos na era dos mendigos emocionais.
Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é um médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor de literatura psiquiátrica brasileiro. Desenvolve em Espanha pesquisa em Ciência da Educação e, após a construção da teoria de Inteligência Multifocal, continua a desenvolver estudos sobre as dinâmicas da emoção e da construção dos pensamentos. Dirige a Academia da Inteligência no Brasil, um instituto de formação para psicólogos, educadores e outros profissionais, e actualmente os seus livros são usados em pesquisas de pós-graduação nas mais diversas áreas das Ciências Humanas. À sua actividade, alia ainda a participação em congressos e conferências em diversos pontos do mundo, onde os seus livros estão publicados.
Mais do que um livro sobre o tempo que passamos nos ecrãs... Um livro sobre as mais variadas dimensões e áreas da nossa vida que são afetadas pelo excesso de tempo no ecrã!
Adorei a forma simples e eficaz com que o autor desenvolveu este tema, embora seja um tema bastantes vezes abordado, este foi o primeiro livro que li sobre o mesmo. Adorei a divisão de temas do livro e uma espécie de "a reter" no final de cada capitulo.
Um livro que nos ajuda a refletir e a pensar de uma outra forma aceca do digital.
Muito se fala de Augusto Cury. Geralmente mal. Mas, por óbvio, ninguém faz tanto sucesso em palestras, livros e tem tanta influência se não tiver nada de interessante a dizer. O que ele diz neste livro parece óbvio (e é), mas é importante que seja dito. Ele cita alguns conceitos não totalmente considerados consenso científico na psicologia, mas, no geral, o livro é leitura interessante. Claro, o tom professoral pode incomodar aluns, mas o livro toca um tema sensível e bastante relevante nos dias atuais. No geral, é um bom livro. Recomendo.
A nossa mente é tão importante quanto o nosso corpo e por sinal é ela quem guia tudo, devemos ser líderes de nós mesmos e ter a capacidade de resistir independentemente da situação. A era digital traz consigo grandes benefícios mas em vez de a usarmos para o nosso crescimento usamos para autodestruição pelo grande desespero de aprovação social. Não seja escravo do digital, tenha domínio de si próprio! "Intoxicação digital"