Lina Schäfer é uma jovem diferente. Gosta muito de coelhos, cafeomancia e de empalhar animais mortos para preservá-los. Seu jeito peculiar chama a atenção em Baga, pequena cidade em Santa Catarina, onde vive com os pais e o irmão gêmeo. Em um evento da empresa de café dos pais, ela descobre que o antigo casarão do seu querido avô Joaque – que faleceu – será posto à venda. Motivada por um desejo de mudança e pela esperança de reconstruir sua reputação, Lina cogita se mudar para o casarão situado em Lúgu, na serra catarinense. No entanto, uma leitura das borras de café durante o evento revela prenúncios de desafios familiares, incluindo… morte. Lina traz o mundo dos bruxos para o cenário de terror nacional, e a autora Carol Castro põe, sem misericórdia, todos os seus personagens à prova. Uma leitura imperdível para quem procura tensão e aventura com aquela pitada de suspense.
Que livro sensacional! Recebi uma cópia de Lina bem na época do Dia das Bruxas. Foi um livro perfeito para a época - bem sombrio mesmo. Assim que a Lina chega na casa de Lúgu, eu não conseguia largar o livro. Achei o final perfeito e inesperado! Não tenho o costume de ler livros sombrios, mas gostei de Lina muito e lerei outro assim. Recomendo esse livro muito, especialmente se você gosta de fantasmas, bruxaria e casas mal assombradas! Parabéns para minha amiga @sou_carol_castro por criar algo tão bem feito e o que será um clássico do gênero literário!
Desde que vi esse livro pela primeira vez, fiquei tipo: esse é o tipo de leitura que gosto e preciso ler. E lendo as tantas considerações sobre essa obra, minhas expectativas cresciam cada vez mais. E aqui estou agora para dizer que: todas as expectativas foram superadas com sucesso. Que escrita cativante e surpreendente tem a autora. Ela nos fisga da primeira até a última página, nos fazendo devorar a trama. Trama essa, onde conhecemos a jovem Lina, um tanto peculiar para os padrões de sua época, mais especificamente na década de 70, onde os fatos ocorrem. Lina é descendente de bruxos, na verdade seu avô materno era um bruxo e foi com ele que Lina aprendeu tudo o que sabe, inclusive a cafeomancia (leitura da vida através das borras). E claro que a jovem se sente totalmente deslocada perante a sociedade e círculos sociais/empresariais que os pais têm contato. E o pior é ser vista assim por sua família, que se sente desconfortável com essa situação. E diante desses fatores, Lina, resolve ir a mansão deixada pelo avós já falecidos e começar uma nova vida por lá. Mesmo sabendo que o avô também era hostilizado por seus feitos. Bemmm... É aqui que as coisas começam a ficar sinistras e descobrimos sobre a verdadeira essência de Lina e tudo o que a envolve. Inclui-se a isso bruxaria, magia sombria, feitiçaria, seres místicos, paranormalidade, sobrenaturalidade e outros... Meu queixo caiu da cara com a frieza de Lina para lidar com os perrengues e em algumas cenas me faltou estômago, mas me mantive firme. E as reviravoltas? Bombásticas. Mas nada, quando digo nada, é nada mesmo, me preparou para o final. Griteiiii e surtei. Que enredo, ambientação e personagens bem desenvolvidos e trabalhados. Adorei ver a ambientação se passando aqui em SC, mais precisamente na serra Catarinense, deu até um gelinho na espinha. Adorei as descrições na totalidade, mais especialmente o originalidade da fala, linguajar, utilizado por aqui, perfeito demais. Uma narrativa descritiva que nos prende demais, sem excesso e na medida certa. Essa foi uma leitura que entrou para os meus favoritos do ano e me realizei conhecendo a escrita da autora, querendo ler tudo o que ela escreve.
O livro nos conta a história de Lina, uma jovem costureira que aprendeu com seu avô a cafeomancia e a empalhar animais mortos. Ela ama coelhos e tem uma coleção de coelhos empalhados. Devido a essas peculiaridades, Lina não é bem vista pelos pais, pelo irmão gêmeo e pelas pessoas da pequena cidade de Baga. Após a morte de seu avô Joaque, a mãe de Lina decide por a casa dele à venda, mas Lina a convence a desistir da venda e lhe dar permissão para que ela se mude para a casa, em Lúgu. O que Lina não sabe é que essa casa está envolvida em uma guerra do sobrenatural e todos serão postos à prova.
A escrita da Autora é bem fluida e envolvente, prendendo você na leitura e fazendo com que o leitor se envolva com os personagens, principalmente com Lina. Lina é extremamente carismática e é quase impossível não ter empatia com ela, pois seus pais são completamente céticos. Seu avô era um bruxo, líder de um coven, mas a mãe de Lina afirma que o pai era um charlatão e tenta manter Lina afastada dos ensinamentos do avô.
Eu gosto bastante de histórias que envolvem o sobrenatural e essa não foi diferente. A construção da história em torno do Aquém e do Além, a mudança de ambiente entre Baga e Lúgu e a batalha sobrenatural envolvendo o casarão do avó de Lina traz toda a magia dessa história. Lina tem como objetivo manter a memória e os ensinamentos do seu avô vivo e desde sempre ela luta para ficar com o casarão. Há cenas chocantes, como num bom livro de terror, mas também tem cenas que vão desafiar os dilemas morais e fazer o leitor refletir quanto aos assuntos envolvidos. Foi uma leitura com muita emoção.
Porém, a única coisa que me entristeceu foi o fato de Lina pagar um preço muito alto para cumprir seus objetivos. Achei que ela merecia um desfecho melhor devido a todo sofrimento que ela passou ao ser rotulada como bruxa e como louca.
“Lina” é um livro com uma história sobrenatural, com muita tensão, que vai despertar seus maiores medos e suas maiores reflexões.
Adorei o livro e o seu final foi bastante deveras inesperado na minha opinião. O que mais adorei foram os feitiços que haviam sobre cada um dos capítulos e seus envolvimentos e como o título já diz suas consequências, mas adorei a combinação de cada um deles... Agradecimento em especial a Tylendo por ter indicado a Leitura Coletiva desse livro!