This book by Mário de Andrade is a timeless creative work. Originally published in 1927, a period in which Brazil was undergoing significant cultural transformations under strong Modernist influence, it dealt with the romance between a 16-year-old adolescent, Carlos, and his much older German governess, Fräulein. The author dared to address topics considered taboo, such as sexuality and love and sexual relationships between young men and older women. Contrary to the writer's own expectations, the book has surpassed generations as a literary reference, both for its writing style and its theme. It is worth noting that, nowadays, relationships of this type are still targets of social criticism.
However, the importance of the work goes beyond the controversies: "To love, Intransitive Verb" is a landmark of Brazilian Modernism for presenting an innovative and experimental language, with a narrative that uses interior monologue and breaks grammatical rules. The criticism of the hypocrisy of the society of the time, which often pretended to ignore the existence of sexual desire, characterizes the plot.
It is also important to highlight the humanized vision of the characters. Carlos and Fräulein are not portrayed as mere stereotypes of pedophile and victim, but as human beings with desires, anxieties, and internal conflicts. The work shows the complexity of human relationships and the possibility of affection and love in controversial situations. The idea of introducing the son to the intricacies of love came from his father, who considered it "normal" to hire a beautiful governess to satisfy sexual desires, with the approval, even, of the boy's mother. Thus, they thought, Carlos would become a real man. Needless to say (but I will), this idea of the other persists in current sexist imagination.
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Este libro de Mário de Andrade es una obra creativa atemporal. Originalmente publicado en 1927, período en que Brasil estaba pasando por transformaciones culturales significativas bajo fuerte influencia del Modernismo, abordó el romance entre un adolescente de 16 años, Carlos, y su gobernanta alemana, Fräulein, bastante mayor que él. El autor se atrevió a abordar temas considerados tabúes, como la sexualidad y las relaciones amorosas y sexuales entre hombres jóvenes y mujeres mayores. Contrariando las propias expectativas del escritor, el libro ha pasado generaciones como referencia literaria, tanto por el estilo de escritura como por la temática. Es importante destacar que hoy en día, relaciones de este tipo todavía son objeto de críticas sociales.
No obstante, la importancia de la obra va más allá de las polémicas: "Amor, Verbo Intransitivo" es un hito del Modernismo brasileño por presentar un lenguaje innovador y experimental, con una narrativa que utiliza el monólogo interior y la ruptura de las reglas gramaticales. La crítica a la hipocresía de la sociedad de la época, que a menudo fingía ignorar la existencia del deseo sexual, caracteriza el argumento.
Es importante destacar también la visión humanizada de los personajes. Carlos y Fräulein no son retratados como meros estereotipos de pedófilo y víctima, sino como seres humanos con deseos, angustias y conflictos internos. La obra muestra la complejidad de las relaciones humanas y la posibilidad de afecto y amor en situaciones polémicas. La idea de iniciar al hijo en los asuntos del amor fue del padre de Carlos, quien consideraba "normal" contratar a una gobernanta bonita para satisfacer deseos sexuales, con el aval, incluso, de la madre del chico. Así pensaban ellos, Carlos se convertiría en un hombre de verdad. Es innecesario decir (pero lo haré) que esta idea de antaño persiste en el imaginario machista actual.
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Este livro de Mário de Andrade é uma obra criativa atemporal. Originalmente publicado em 1927, período em que o Brasil estava passando por transformações culturais significativas sob forte influência do Modernismo, abordou o romance entre um adolescente de 16 anos, Carlos, e sua governanta alemã, Fräulein, bem mais velha que ele. O autor ousou ao abordar temas considerados tabus, como a sexualidade e relações amorosas e sexuais entre homens jovens e mulheres mais velhas. Contrariando as próprias expectativas do escritor, o livro ultrapassou gerações como referência literária, tanto pelo estilo da escrita quanto pela temática. Vale destacar que, hoje em dia, relacionamentos desse tipo ainda são alvos de críticas sociais.
No entanto, a importância da obra vai além das polêmicas: "Amor, Verbo Intransitivo" é um marco do Modernismo brasileiro por apresentar uma linguagem inovadora e experimental, com uma narrativa que utiliza o monólogo interior e a quebra das regras gramaticais. A crítica à hipocrisia da sociedade da época, que muitas vezes fingia ignorar a existência do desejo sexual, caracteriza o enredo.
É importante destacar também a visão humanizada dos personagens. Carlos e Fräulein não são retratados como meros estereótipos de pedófilo e vítima, mas como seres humanos com desejos, angústias e conflitos internos. A obra mostra a complexidade das relações humanas e a possibilidade de afeto e amor em situações polêmicas. A ideia de iniciar o filho nas tramas do amor foi do pai dele, que considerava "normal" contratar uma governanta bonita para satisfazer desejos sexuais, com aval, inclusive, da mãe do garoto. Assim, pensavam eles, Carlos se tornaria um homem de verdade. Desnecessário dizer (porém o farei) que essa ideia de outrora persiste no imaginário machista atual.
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