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Madona dos Páramos

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Madona dos Páramos conta a história de doze foragidos que cavalgam pelo sertão do centro-oeste brasileiro em busca da terra da Figueira-Mãe, onde os aguardariam o bem-estar e a justiça. Entre eles, uma mulher, a moça sem nome, arrebatada do lar e de sua família à força, alvo do desejo geral. Todos eles em uma batalha contra o clima e a geografia inóspitos, reflexo também de suas personalidades. A riqueza do trabalho de linguagem executado por Dicke é absolutamente inconfundível, tornando-o um dos grandes estilistas da língua portuguesa na segunda metade do século XX.

Nascido na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Dicke escreve sobre um sertão que pouco se manifesta na literatura brasileira que conhecemos; não é o do Nordeste ou o de Minas Gerais, sobre o qual estamos mais acostumados a ler. Também não é sobre um lugar que reduz a condição humana, como bem disse Rodrigo Simon de Moraes – grande estudioso das obras do autor e quem assina o prefácio desta edição –, mas sim sobre um espaço que a amplia e que retrata a natureza como um “veículo privilegiado para um reencatamento do mundo, um sagrado que irá permitir estar aquém e além do tempo e, assim, superar a dicotomia entre a vida e a morte”.

Com esta nova edição do romance que ganhou o Prêmio Ficção de Brasília de 1981, Ricardo Guilherme Dicke volta ao merecido lugar de destaque na literatura brasileira.

518 pages, Paperback

First published January 1, 1981

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About the author

Ricardo Guilherme Dicke

10 books1 follower
Ricardo Guilherme Dicke (Raizama MT 1936 - Cuibá MT 2008). Romancista, contista e artista plástico. Entre sete irmãos, é filho primogênito de garimpeiros, o alemão João Henrique Dicke e a brasileira Carlina Ferreira do Nascimento Dicke. Inicia seus estudos numa pequena escola em Cuiabá, para onde se muda em 1941. Por volta de 1965, casado, vai residir no Rio de Janeiro, e estuda pintura e desenho com Frank Skchaeffer (1917) , Ivan Serpa (1923 - 1973) e Iberê Camargo (1914 - 1994). Conclui bacharelado em filosofia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1971. Trabalha como revisor no jornal O Globo entre 1973 e 1975. Em 1977, publica o romance Caieira. Apresenta a dissertação Conjunctio Oppositorum no Grande Sertão, e se torna mestre em estética, em 1982. Quatro anos depois, o romance A Chave do Abismo é editado; seguido por Último Horizonte, em 1988. Em 2004, é nomeado doutor honoris causa pela Universidade Federal de Mato Grosso. Tem seu romance O Salário dos Poetas adaptado para o teatro pelo diretor português João Brites, encenado em Portugal pelo grupo de teatro experimental O Bando. Sua obra configura um regionalismo ligado a Mato Grosso e às filosofias fenomenológicas de Heidegger e Merleau-Ponty, e se distancia das canônicas vertentes nordestinas.

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Profile Image for Erwin Maack.
452 reviews17 followers
December 13, 2010
Uma viagem pelas palavras, pelo país ainda desconhecido, uma visão inédita. Uma obra prima. Ele possui a mesma alma de Guimarães Rosa, com uma voz toda própria, uma das camadas das nossas realidades.
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