É um facto: Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de partos instrumentados, de episiotomias e de cesarianas. Hoje em dia fala-se cada vez mais em violência obstétrica, mas, apesar da atenção crescente dada pela sociedade, sobressai uma dúvida: como salvar as grávidas de uma experiência de parto traumático se estas não têm informação para perceberem que estão a ser enganadas? A resposta está neste livro.
Da autoria de Mia Negrão, advogada e fundadora do projecto Nascer com Direitos, este livro pretende levantar o véu aos maiores problemas relacionados com a obstetrícia actual e estimular o sentido crítico das pessoas, especialmente das grávidas, para que possam tomar decisões informadas para si, para os seus partos e para os seus bebés.
A autonomia das grávidas ainda é, no nosso país, algo estranho aos olhos de instituições e de profi ssionais de saúde. Mas algo terá de mudar. O Meu Parto, As Minhas Regras é o primeiro passo para informar e encontrar uma solução para erradicar, de uma vez por todas, a violência obstétrica em Portugal.
Não li este livro de "ponta a ponta". Quem pretende fazê-lo, ou sente que o deve fazer e tirar notas, pode e deve. Contudo, sinto que, no meu caso, não fazia sentido. Li o livro "na diagonal", tirei dele as ideias que considerei essenciais. Não deixa por essa razão de ser um livro indispensável, muito pelo contrário. Foi um livro importantíssimo para que me auxiliar a escrever o meu plano de parto e pensar/estruturar o meu pós-parto, para que me sentisse empoderada durante estes momentos, em controlo e bem com as minhas decisões. Graças à informação que retirei deste livro e de outros - nomeadamente, o livro "Estamos Grávidos! E agora? da enfermeira Carmen Ferreira - consegui que o meu parto fosse exatamente como tinha idealizado, tendo sempre em atenção, claro, que há situações/ acontecimentos que nos podem desviar do plano e está tudo bem. Não obstante disso, este livro ajudou-me a colocar em prática a premissa: informação é poder. Cheguei à conclusão de que está é uma frase que utilizamos de forma muito banal no nosso dia-a-dia, mas que nunca realmente colocamos em prática. Recomendo vivamente a futuras mamãs ou a pessoas que se interessem pelo assunto. Para além disso, remete para o website da autora e para materiais desenhados pela mesma que nos ajudam a colocar em prática os aspetos falados no livro, o que considero importantíssimo.
Livro muito pertinente para a mudança de mentalidades e de posturas. Uma excelente forma de trazer para a consciência aspetos da nossa herança cultural e familiar que, em vez de nos empoderarem, nos limitam e remetem para um triste fado.
No parto, como em tudo na vida, a responsabilização é a palavra de ordem. Porquê colocar nas mãos, daqueles que nada tem a perder/vão lidar com as consequências, decisões que impactam (em larga escala) as nossas vidas?
O consentimento informado é realmente algo pelo qual temos que lutar, chamando para si a responsabilidade da sua própria vida.
Este livro é leitura essencial para quem está à espera de bebé, grávida ou não, traz informação pertinente, esclarecedora e poder de decisão. Entendemos que há alternativas para um parto positivo e sem trauma. Sem fórceps, fármacos, cortes e toques. A escrita da Mia é acessível, parece que fala para a/o leitora/leitor ao vivo. Mesmo sem literacia em saúde obstétrica, o livro cumpre a sua função. Sensibilizar para uma coisa que se chama “violência obstétrica” e aumentar o poder de decisão da mulher grávida. Leitura imprescindivel.
eu li este livro para a minha tese mas acho que é um livro que literalmente toda a gente devia ler. fala sobre violência obstétrica na perfeição, de uma maneira mt clara e alerta para um problema que infelizmente é muito comum e pouco falado