A edição anterior de País dos Pesadelos foi muito bem desenvolvida, um belo terror, um ótimo mistério, uma boa reinserção no Universo de Sandman através dos olhos (ou seriam bocas?) do Coríntio. Mas ela deixou tudo em aberto e, nesta continuação, não continuou exatamente de onde havia parado, deixando esse leitor a ver navios. Ainda assim, Tynion IV desenvolve uma bela trama, intrincada, misteriosa e cheia de terror. Minha parte favorita é o especial da bruxa Thessaly incluído neste encadernado, e desenhado por Maria Lloret. Contudo, com a intervenção do Lorde dos Sonhos parece que a coisa da narrativa se acelera, como num Deus ex machina, e parece que o fluxo da narrativa é perdido. Além disso, mais uma vez a minissérie acaba deixando muitas explicações para serem feitas, como aconteceu no primeiro volume. Dessa forma, o leitor, eu, no caso, tenho/temos que esperar por mais uma dose de minissérie para entender exatamente o que está se passando no Universo de Sandman. E pode ser que demore a sair e esqueçamos toda a trama. Ponto negativo para uma história bem desenvolvida.