Runa é uma órfã humana, que cresce numa tribo de ogros onde só os mais fortes sobrevivem. Destinada a ser esquecida…. Tornou-se uma lenda.
Esta é a história de Runa, uma órfã humana, de olhos verdes e cabelos cor de fogo. Criada longe da civilização, nos distantes Reinos Bastardos onde apenas vivem tribos de ogros, Runa vai sentir as consequências de ser diferente de todos os que a rodeiam. Mais pequena e frágil fisicamente, terá de compensar essas desvantagens com uma argúcia e rebeldia únicas. Mas Runa não está sozinha. O seu protetor é Kkar, o Duas Lâminas, um antigo guerreiro ogro que abandonou tudo para a poder criar. No entanto, Kkar tem inimigos, e esses inimigos veem em Runa o seu ponto fraco. Para piorar, os Reinos Bastardos são territórios violentos, onde clãs hostis fazem investidas, e em cujas florestas aparecem as brumas, portais imprevisíveis para um mundo temível, de onde provêm criaturas medonhas. Entre atrocidades indescritíveis e traições imperdoáveis, esta é a ode única e heroica de Runa, onde também há lugar para a amizade, e até para o amor, tanto aquele que sempre lá esteve, como o que aparece de onde menos se espera.
Luís Corte Real fundou a Saída de Emergência em 2003. Desde então criou a Coleção Bang! (que lança em Portugal os melhores autores de fantástico da atualidade e muitos clássicos) e a Revista Bang! (uma publicação semestral e gratuita dedicada à fantasia, FC e horror). Também editou autores como a Nora Roberts e Mark Manson, mas vocês não querem saber disso. As paredes de sua casa estão ocupadas por todo o tipo de livros, banda desenhada, manuais de Dungeons & Dragons e Call of Cthulhu, jogos de tabuleiro, action figures e mais caixas de Lego do que aquelas que consegue montar. O Deus das Moscas Tem Fome é a sua primeira obra — uma espécie de X-Files na Lisboa de Eça de Queiroz, com influências que vão de H. P. Lovecraft e Arthur Conan Doyle a Mike Mignola.
O livro é muito bom, mas demora algum tempo a explicar o mundo. E tive de ler com mais atenção. Mas a segunda metade do livro é melhor e lê-se mais rápido. Por causa da primeira parte é que dei as 4⭐️. Adorei que ele vai buscar os ogros. Nunca li nenhum livro em que eles sejam o foco e, normalmente, quando aparecem noutros livros são sempre desprovidos de inteligência. Aqui o autor constrói um sociedade de ogros, com hierarquias, leis, costumes e tradições. Está muito bem feito.
Termino este livro com um único pensamento: “QUANDO É QUE SAI O PRÓXIMO?” Uou !! Não estava à espera de gostar tanto!!! 🙆🏽♀️ Temos fantasia, romance, enemies to lovers, traição, combates !! Adorei cada segundo! Cheio de plot twists inesperados do início ao fim (mas cheio mesmo!!)! Temos partes felizes e temos partes tristes de despedaçar o coração (+/- pags 130-179) 😭💔 Adorei a escrita do autor! Capítulos pequenos, escrita muito bonita e delicada e prendeu-me imenso! Quero o próximo! Que surpresa tão boa!!!!
Romance de fantasia de qualidade. A narrativa, embora entorpecida com alguns soluços, tem um ritmo próprio bem definido. Há aqui espaço para um ciclo de fantasia memorável. Sem exageros de prosa, Corte Real constrói aqui um emaranhamento de personagens que cativam e deixam saudade. Apreciei sobretudo os detalhes do pano de fundo, que dão à trama uma certa diferenciação no mar do género. Venha o próximo volume da canção de Runa!
Gosto muito da escrita do Luís e foi bom ter uma história longa, poder ir além dos contos a que ele já nos habituou.
Temos uma alta fantasia com um mundo interessante e que nos leva até à comunidade de ogros. Criaturas míticas que habitualmente não acompanhamos na maioria das fantasias. Os meus parabéns pela originalidade.
A protagonista é Runa, uma humana num mundo de ogros. Houve momentos que adorei a Runa, outros momentos em que não a suportei e outros em que sofri com ela. Gostei muito da relação pai e filha que o autor nos trouxe. Foi sem dúvida do que mais gostei.
A relação entres os ogros em si foi algo que gostei de acompanhar.
É uma fantasia sem grande romance e está ótimo assim, o pouco que houve não despertou grande interesse nem senti química.
Fiquei muito curiosa em conhecer os Reinos Humanos e tenho muitas perguntas sem resposta. Aguardo avidamente o segundo.
Luís Corte Real apresenta um mundo de fantasia maduro com elementos semi-novos que fãs do género vão certamente gostar.
Runa, a personagem principal, está complexamente construída juntamente com as outras personagens do elenco. o que traz um novo grau de verosimilhança para todo o livro. Ficamos imersos na história, não simplesmente nos limitamos a ler um livro.
A trama vai evoluindo ao longo das páginas com momentos difíceis para as personagens, com momentos em que só queremos saber o que acontece a seguir e momentos em que imaginamos todas as possibilidades para as personagens se livrarem dos seus sarilhos.
É um livro que está bem escrito e que se nota o carinho e dedicação com que foi construído, o que denota a experiência e conforto com que Luís Corte Real adquiriu na sua escrita.
Não é o primeiro livro que leio de Luís Corte Real e infelizmente das outras vezes nunca me conseguiu cativar. Decidi dar uma terceira e última chance, admito que até de uma forma pouco confiante para no final sair rendida.
Os Reinos Bastardos levam-nos a um mundo que nunca tive a oportunidade de "mergulhar" antes, foi uma lufada de ar fresco. Para fãs de Warcraft, senti muitas vezes que estava na Horde.
É uma narrativa fácil, apelativa, por vezes demasiado descritiva para o meu gosto mas num todo, viciante. Atenção, linguagem não apropriada para crianças. Li o livro quase numa assentada, não conseguia parar, o plot fluía, a minha curiosidade intensificava, wow!
Inicialmente preocupava-me o livro ter apenas 304 páginas e questionava se seriam suficientes para desenvolver um bom enredo fantástico ou se seria mais uma vez um livro com uma dinâmica muito rápida, trapalhona, pouco coesa e enfadonha. Luís Corte Real está de parabéns, porque a maneira como desenvolveu o percurso da estória nos Reinos Bastardos está fenomenal, precisava de mais páginas mas apenas porque não queria que acabasse, precisava e preciso de mais. Para quando os "Reinos Humanos"? Amanhã?
TLDR: Leitura obrigatória para quem gosta de fantástico.
Demorei algum tempo a encontrar o que me cativava nesta história, mas, quando o fiz, a leitura tornou-se bastante mais interessante. A premissa é original e cativante, trazendo um mundo completamente diferente daquilo a que estamos habituados. No entanto, a primeira metade do livro mostrou-se mais monótona do que aquilo que esperava, e há certos aspetos da escrita do autor que me fizeram um pouco de confusão.
Ainda assim, estou curiosa para ler a continuação e descobrir o futuro de Runa e Ssar, tanto individualmente, como em conjunto.
Este livro, para mim é dos melhores da fantasia que alguma vez li, a personagem mais relevante que já presenciei. A caracterização deste novo mundo é excelente e embora haja montes de livros do género, este deu-me uma sensação de frescura e algo novo por ser tão duro em diversas situações. Aguardo ansiosamente pela continuação em Reinos Humanos. Não vale a pena falar muito sobre a história, apenas que é um livro bastante real e cruel, diferente dos clichês a que estamos habituados.
“Reinos Bastardos” é uma fantasia épica que me surpreendeu do início ao fim. Runa é uma protagonista corajosa e irreverente, cuja jornada num mundo brutal e imprevisível me prendeu completamente. A história é original, cheia de reviravoltas e momentos inesquecíveis, equilibrando ação, emoção e um worldbuilding cativante. Mal posso esperar para ler o próximo livro! Um must-read para todos os amantes de fantasia!
Eu achei o livro muito criativo ,levou- nos a um lugar fascinante ,esteve em situações de suspense alegria e tristeza e estou ansiosa para ler o próximo livro
Eu não sou pessoa de fantasia, mas de vez em quando há umas que me fazem questionar isso e esta é uma delas.
É um livro com uma história incrível, super bem construída, sem momentos massadores e com uma escrita envolvente. Teve-me desde o primeiro momento e já só estou ansiosa pelo próximo livro!
"Reinos Bastardos" uma fantasia muito bem contruída e envolvente. O LCR é um autor muito criativo e quem leu os livros anteriores dele, sabe que consegue criar estórias muito gráficas e credíveis. Aqui, traz-nos um livro diferente do que nos habituou, não pela falta de criatividade (😂🤭), mas sim pela estrutura de texto diferente. Posso dizer que gostei mais assim. Entrei mais facilmente no mundo. Neste universo temos Humanos, Ogros (inimigos), Arcanos, brumas da floresta e reversos.
Este é o primeiro livro da série "A canção de Runa" e foca-se nos primeiros anos da personagem. Este livro é fundamental para entendermos a Runa e perceber os seus valores e a sua garra. Esta humana é criada num mundo de ogros pelo protetor Kkar, um guerreiro conhecido por Duas Lâminas. A relação deles não é amorosa. Eles gostam-se e respeitam-se, mas não são carinhosos. Gostei disso. Manteve a relação muito genuína. Deixou a carga emocional toda para os momentos dramáticos (sim, porque tem!!) e fez-me desabar numa corrente de lágrimas.
O Kkar é a minha personagem preferida. Tocou-me o coração. Um ogro gigante e uma bebé humano nos braços. Ele cria Runa como filha dele da forma que consegue e sabe e nota-se, desde inicio, que gosta dela. A luz e o sentido de vida que Runa trouxe à sua vidaestá muito bem espelhado.
A Mmor é a curandeira idosa que vai transmitir a sua sabedoria a Runa. Estes conhecimentos são e serão fundamentais para a sobrevivência dela. É a figura materna de Runa. Uma avozinha sábia.
A Runa é uma miúda aguerrida que se torna numa mulher cedo demais. Nota-se alguma evolução emocional dela, mas ainda é cedo para firmar uma personalidade. Embora, por força das circunstancias, no final do livro, temos uma Runa diferente, mais segura e mais forte.
A relação dela com Ssar, Eridu e o misterioso Minakshe, o espírito do príncipe-duque arcano, promete grandes aventuras e revelações e, já nos surpreendeu e deu-nos alguns twists. Pressinto que serão estas relações que conduzirão e marcarão o caminho de Runa em busca das suas raízes.
A estória é envolvente e o enredo está cheio de twists. Vale a pena ler e apreciar. Não me quero alongar muito porque estou muito expectante para o que nos aguarda no próximo livro. Aconselho vivamente! Leiam :)
Já tinha saudades de uma boa fantasia, uma que realmente nos envolve num mundo diferente, que o explora juntamente com as personagens e sem a sensação rasa de que o mundo fantástico apenas serve de pano de fundo para um romance. E por isso tenho que agradecer ao Luís Corte Real, que reavivou em mim o gosto pela fantasia tal como ela é. Tinha medo, muito medo que Runa fosse mais uma personagem feminina perfeitinha e que só ela não se achava forte o suficiente enquanto todos à sua volta a idolatram... para minha grande felicidade Runa não é nada disso. Ela é efectivamente fraca quando comparada aos ogros, ela sofre nas mãos deles e não se safa só porque tem uma "plot armour", ela tem que ser mais inteligente, mais curiosa e mais ardilosa para sobreviver a uma realidade desadequada ao seu tamanho. Há traumas enormes para ultrapassar, perdas marcantes, traições imprevisíveis e uma paixão inesperada. A escrita é despretenciosa mas ao mesmo tempo detalhada o suficiente para nos deixarmos envolver naquele mundo mágico e sombrio. Gostei do facto de que nos vamos apercebendo dos costumes e hábitos dos ogros à medida que a trama se desenrola, ou seja, não levamos logo com um despejar de nomes estranhos e "lore" de rajada. Acompanhamos a jornada de Runa e os detalhes deste universo vão sendo apresentados progressivamente. Ao início não parece que vá acontecer grande coisa, o enredo mantém-se morno durante algum tempo, pode não ser tão entusiasmante mas é uma forma inteligente de acompanhar o desenvolvimento dos personagens desde crianças até serem jovens, faz com que o leitor desenvolva algum apego. Bem como nos permite observar os vários rituais e a evolução da trama política que tem um pouco mais de impacto no final. Aos poucos vai-nos sendo possível perceber que Runa é mais do que aparenta ser, mas que nem ela própria o imagina, agindo muito por instinto e impulso. Este volume é a forma perfeita de levantar o véu para, o que eu espero vir a ser, uma excelente saga de fantasia nacional. Ansiosa pelo segundo volume!
Uma obra incrível. O autor faz transportar completamente para aqueles cenários sombrios, misteriosos e sobrenaturais.
De uma escrita direta, fluída que se lê num ápice. Um livro que aborda vários tipos de amor e nos alerta para alguns acontecimentos da nossa sociedade atual.
Runa é uma orfã e é adotada por um ogro do Reinos Bastardos. No entanto Runa vive num "mundo" que não é o seu mas tem o seu "pai" que a irá tentar de tudo para a proteger no meio daqueles cenários violentos e místicos. Muitas aventuras e desventuras se passarão.
Uma obra de grandes emoções, irão dar muitas gargalhadas, mas atenção...lágrimas são esperadas.
5 estrelas porque amei a historia e foi uma das obras que me fez ficar de queixo caído por literatura fantástica. Espero o segundo...venha daí o Reinos Humanos. 💥💯🩵
Se querem ler uma fantasia diferente e refrescante no género, este é definitivamente um livro para lerem!
Neste novo livro do Luís, ao contrário dos anteriores, temos uma história contínua do início ao fim, o que muito me agradou.
O mundo que o autor aqui construiu é deslumbrante, as personagens são marcantes, a história é arrebatadora e o final é revoltante.
É um excelente livro de introdução a um mundo que ainda tem muito para dar, portanto espero sinceramente que o autor nos presenteie com mais histórias da Runa, e quem sabe de outros personagens
"Reinos Bastardos" foi um livro que me chamou a atenção ao ter lido a revista Bang! onde nos presentearam com um excerto para nos aguçar a curiosidade.
O prólogo deixou-me rapidamente entusiasmada e sem dúvida que a escrita do autor me conquistou. Mas, devo dizer que o prólogo é o melhor que este livro nos apresenta.
O autor conta-nos a vida de Runa, uma bebé salva no calor de uma batalha infernal entre Ogros e Humanos que foi levada para os Reinos Bastardos, onde os clãs ogros habitam. Se inicialmente temos uma Runa ainda criança destemida e aventureira com a passagem dos anos temos uma Runa que parece ter perdido tudo isso. Runa não tem um objetivo de vida ou sequer uma ambição, simplesmente vive ali no clã e para ela, ao contrário do amigo cativo/escravo está tudo bem em viver ali.
Dá-se uma passagem de tempo e Runa cresce, tornando-se numa das personagens mais sem sal que já conheci em livros de fantasia. Podemos esperar muito, mas nunca nos entrega nada. Runa está sempre a perder os sentidos quando podia dar alguma coisa ao leitor. Runa não cativa o leitor porque não tem ações para isso.
Os Ogros, gostei da "inovação" do autor em escolher algo que não está muito presente nos livros de fantasia como uma raça principal, contudo estes ogros são tão normais que nos esquecemos que são ogros, bem podiam ser homens que nem daríamos pela diferença (em termos de atitudes). Seria de esperar selvajaria, lutas, clima de opressão entre os membros do clã , mas não é nada disso que nos é apresentado. Ogros civilizados é criativo, mas não me convenceu, especialmente quando o "pai" de Runa vai pedir, sim, pedir, justiça pelo ato cometido contra Runa, outra passagem do livro que me deixou KO. Então Runa que em criança lutava contra ogros maiores, simplesmente parecia uma criança chorona ao invés de lutar ou debater-se no mínimo? O autor simplesmente faz o que fez durante praticamente todas as cenas que pediam mais, corta-as.
Este livro podia ser muito bom se houvesse ação e um pouco mais de diálogo, pois é cansativo tantas páginas só de narração. Quanto às partes que apelam à emoção dos leitores, para mim foram fracas, não me provocando o sentimento desejado pelo autor.
O romance...nem sei bem o que dizer a não ser que esteve longe de me convencer.
Não me querendo alongar muito mais serão as 3 estrelas do "like it" devido a ter gostado da escrita do autor, especialmente das suas descrições dos ambientes, assim como os seres que habitam aquele mundo e o facto de ter um livro que realmente seguiu um rumo que eu jamais conseguiria prever (quer no bom quer mau sentido) e pelo excelente prólogo.
"Reinos Bastardos" é um livro de fantasia épica que segue a história de Runa, uma orfã humana criada por um lendário ogro guerreiro, Kkar, conhecido por Duas Lâminas, que abandona a sua carreira militar para cuidar da humana e ser um servidor (uma espécie de humilde trabalhador do campo que se dedica à pesca e à agricultura). Os Reinos Bastardos (os reinos "pouco civilizados" que se situam longe dos Reinos Humanos) reservam uma série de surpresas e aventuras fascinantes à nossa protagonista, até ao dia em que o futuro do seu povo dependerá dela.
Adorei este livro e mal posso esperar pelo próximo. Não costumo ler este tipo de fantasia, mas fiquei genuinamente fascinada com o world building (todos os detalhes da geografia dos Reinos Bastardos, a hierarquia e os rituais dos ogros, as perigosas e temíveis Brumas da Floresta e o mundo que elas ocultam, todo o "lore" da história dos arcanos, humanos e ogros, a descrição das cidades dos Reinos Humanos). Os capítulos curtos agarram-nos a atenção e a prosa é linda e poética, com as descrições dos planos de fundo e dos cenários a alternar com o monólogo interior das personagens de forma incrível.
As personagens seguem arquitétipos super interessantes: Kkar com o seu passado de guerreiro lendário, Mmor com a sua sabedoria dos pantanais e os ares de avó querida, porém, assertiva, e Runa com o seu espírito aventureiro e determinado. Adorei também as dinâmicas entre as personagens. Comovi-me imenso com a relação pai-filha de Kkar e Runa e a forma como ela trouxe amor à vida dele, que até então era apenas preenchida por ódio e luta. E claro, ADOREI o romance entre a Runa e a Ssar e a forma como elas passaram lentamente de enemies to lovers. Minakshe, o espírito do príncipe-duque arcano preso na relíquia, intriga pelos seus modos excêntricos e petulantes e pela sua forma de provocar Runa, mas não consigo confiar nele.
Lá teremos de esperar pelo segundo livro para descobrir as intenções de Minakshe, para finalmente explorarmos os Reinos Humanos e para sabermos o que aconteceu a Runa e se Ssar e Eridu vão conseguir encontrá-la!
Recentemente li o livro “Reinos Bastardos” escrito por Luís Corte Real e da editora Saída de Emergência. Numa palavra:inesquecível! Acompanhamos a jornada de Runa, uma humana órfã que foi acolhida por um ogro nos Reinos Bastardos. Runa tem de enfrentar as dificuldades de não pertencer e tentar descobrir mais sobre si e a sua espécie. O livro é uma aventura cheia de adrenalina e que também fala sobre o amor em todas as suas formas (confesso que vai por direções que eu não esperava, mas que adorei e até enriqueceu a história). Passando ao que achei do livro, tenho de admitir que não fazia ideia do que ia encontrar naquelas páginas. No entanto, foi uma surpresa deveras agradável. A história cativou-me desde o início, com os seus capítulos curtos e sem frases desnecessárias. Os personagens são complexos, com várias facetas, mas não deixam de ser fáceis de gostar (ou odiar!). Sinto que não vejo muitos livros de fantasia nacionais, talvez com o preconceito que existe com o género ou só por não agradar a algumas pessoas, mas eu adoro um livro que me liberte da vida mundana! “Reinos Bastardos” é o livro indicado para quem quer começar no gênero, pois é curto e interessante. Mais um incentivo: a minha personagem favorita é Mmor, da qual Runa é aprendiza. Leiam para saberem se também gostam dela! Concluindo, recomendo “Reinos Bastardos” pela sua história complexa mas fácil de acompanhar, pelos seus personagens tão interessantes e por expandir o género fantasioso no nosso país.
Em Reinos Bastardos acompanhamos a história de Runa, uma humana órfã criada por uma tribo de Ogros.
Runa leva uma infância testada a fundo pela sua pequenez em relação aos robustos ogros e isso molda a sua vida e a forma como a vive. Sempre testada e constantemente posta à prova Runa vive de forma destemida tentando sempre não ficar atrás dos restantes.
A história avança e vemos Runa tornar-se em alguém bastante forte e resiliente. Enquanto novos eventos vão acontecendo e vão moldando não só a história do mundo mas também a vida de Runa e daqueles que a rodeiam.
Reinos Bastardos é uma história habilmente construída, com capítulos curtos que nos levam a ler de forma ininterrupta enquanto acompanhamos a evolução dos nossos personagens e de todas as ações.
Além disso é uma Fantasia incrível, com aspectos Épicos que se vai construindo sobre si mesma com o avançar do virar das páginas, sem se perder com as descrições e explicações típicas das grandes Fantasias consegue facilmente inserir-nos na trama sem nos maçar. É por isso uma ótima leitura de entrada para quem quer começar a ler Fantasia Épica.
E mesmo os leitores mais versados no género facilmente vão ficar rendidos aos encantos de Runa e desta trama n'Os Reinos Bastardos.
É uma leitura recomendada a quem quer começar a ler Fantasia e obrigatória para os fãs do género literário.
Classificação 6/6 🤓🤓🤓🤓🤓🤓
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Reinos Bastardos foi o primeiro livro que li do Luís Corte Real, apesar de já ter algumas das suas obras na minha wish list há algum tempo. Sempre admirei o seu trabalho na editora Saída de Emergência e sou fã assídua da revista Bang! e do Bangcast. Agradeço imenso pela sua dedicação à literatura fantástica, o meu género literário favorito, e por impulsionar a publicação de autores portugueses neste género.
Assim que li a sinopse de Reinos Bastardos, não consegui resistir. Fiquei fascinada com a história, o universo rico — desde os espíritos aos diferentes reinos — e o desenvolvimento das personagens. O world building é inovador e não demasiado complexo, algo que aprecio, pois muitos autores do género fantástico acabam por exagerar nesse aspeto.
Gostei da brutalidade e da violência dos clãs, o que trouxe um realismo cru e empolgante à narrativa. Houve vários acontecimentos que me surpreenderam e me deixaram de boca aberta, e até, devo admitir, com uma lágrima no canto do olho em certos momentos. É, sem dúvida, um livro incrível. Mal posso esperar pelo lançamento do segundo volume - Reinos Humanos.
Acredito que o Luís Corte Real deveria dar mais oportunidades a si mesmo para continuar a explorar e a dedicar-se ao género fantástico.
"Reinos Bastardos" é uma fantasia romântica com bastante ação, luta, procura pelo lugar no mundo, suspense e principalmente empoderamento feminino por parte da protagonista, Runa. Para ser sincera não pensei que fosse gostar tanto deste livro. No início parecia que a história era muito parada, só com alguns acontecimentos momentâneos de ação, mas com o passar das páginas começamos a perceber que a história ainda se está a desenvolver e a crescer com o tempo. É realmente uma história marcante, forte e na minha mais sincera opinião é uma história de crescimento indivídual, que mostra a força do amor entre "pai e filha", irmãos de armas e até entre inimigos. O amor é o principal motor de Runa, mesmo quando ela não compreendia essa realidade e será o motor para que Ssar e o clã possa voltar a ganhar força. Agora a minha questão é... quando é o lançamento do próximo volume? Quero muito ler a continuação e ver como a história de desenrola a partir daquele final arrepiante.