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Asma
Vashti Setebestas é uma personagem que anda pela Terra atravessando o tempo, transmutando-se em muitas entidades, muitos corpos e muitos povos. Pelo caminho, é perseguida pela opressão de uma narrativa histórica escrita pelos homens. ASMA é um livro radical para tempos radicais, de Adelaide Ivánova, um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea. Um projeto caleidoscópico, que vai de Homero a Virginia Woolf, de Chico Science a Ferreira Gullar.
209 pages, Kindle Edition
First published April 25, 2024
About the author
Adelaide Ivánova
13 books34 followersAdelaide Ivánova (Recife, 1982)é poeta e fotógrafa brasileira, lançou os livros Autotomia (Pingado-prés, fotos) e Polaróides (e negativos das mesmas imagens) (Cesárea, 2014, poemas e crônicas), Erste Lektionen in Hydrologie (und andere Bemerkungen) (edição da autora, 2014, fotos) e O martelo (Douda correria, 2016, poemas). Tem trabalhos fotográficos publicados por diversas revistas internacionais. Adelaide Ivánova vive e trabalha entre Colônia e Berlim, na Alemanha. Há ainda mais material que vale a pena conferir no site https://adelaideivanova.com.[escamandro]
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 31 reviews
July 23, 2024
Vou ter que concordar com um monte de gente e dizer que é o livro do ano. Autêntico em sua máxima potência e delicioso de ler, dei risada, fiquei com o estômago embrulhado, me senti inspirada, forte e leve, tudo ao mesmo tempo.
July 12, 2024
Não tenho muita intimidade com poesia, mas esta obra me surpreendeu muito. A escrita é erudita, contemporânea, sensível e escrachada ao mesmo tempo. Recomendo ler de voz alta, pois o ritmo e a métrica funcionam muito bem na oralidade.
September 25, 2024
aborda questões interessantes e importantes de forma super multicultural, divertida, uma linguagem ao mesmo tempo coloquial e formal, com referências de diversos artistas e formas de expressão artística diferentes. apesar de não ler muita poesia foi um livro que me encantou pela fluidez e pela forma de escrever bem recifense 🌹 com certeza autenticidade não falta
Read
June 17, 2024escreva poemas nessa refrescante língua, sem frescura, escreva do mesmo jeito que as pessoas falam com seus vizinhos.
June 18, 2024
uma odisseia das degredadas, deliciosa e debochada vingança contra narrativa e "justiça" dos homi. quando eu crescer quero saber dar esse baile de língua no patriarcado, que nem a adelaide.
November 25, 2025
Perdi o sono duas noites seguidas e ele me acompanhou. Eu fico tão grata ao universo quando pego uma leva boa de livros que eu nem procurei e caíram no meu colo; ri bastante, pensei outro tanto, senti repulsa, raiva e tô muito impactada por essa leitura.
January 3, 2026
Esse talvez seja um daqueles casos de “ame ou odeie”. De fato o referencial mais próximo é o Ferreira Gullar do Poema Sujo (e Ivanova não tá é nem aí em evidenciar isso, com epígrafes, releituras e referências à obra do Maranhense), mas a coisa avança além.
De maneira quase tão violenta como o eu-lírico guia, Vashti Setebestas, Adelaide vai de uma redondilha maior (“triste trupe sem tostão”) até “óbvio que bom mesmo/é não cagar na calçada nunca”. Desde um verso livre esgarçado - quase prosa soturna - até a capitulação mais sincera, entregue -“nem aí - ao jogo plástico entre o espanhol, o alemão, o português e o inglês (quem gostar há de chamar naïf, mas há quem diga: aff, cringe).
Mas o que me pegou, e isso eu pensei já chegando nos finalmentes, é como esse livro tem uma aura de literatura de cordel, rapaz. A forma pode ser meio “coisada”, mas não existe universo literário no mundo igual ao cordel nordestino, em que esse mash up sinistro de La Ursas e coros helênicos, boi voador do filha da puta do Nassau e a advogada de Johnny Depp, Ajuricaba e o Zyklon B não cause uma instantânea fragmentação do espaço-tempo.
De maneira quase tão violenta como o eu-lírico guia, Vashti Setebestas, Adelaide vai de uma redondilha maior (“triste trupe sem tostão”) até “óbvio que bom mesmo/é não cagar na calçada nunca”. Desde um verso livre esgarçado - quase prosa soturna - até a capitulação mais sincera, entregue -“nem aí - ao jogo plástico entre o espanhol, o alemão, o português e o inglês (quem gostar há de chamar naïf, mas há quem diga: aff, cringe).
Mas o que me pegou, e isso eu pensei já chegando nos finalmentes, é como esse livro tem uma aura de literatura de cordel, rapaz. A forma pode ser meio “coisada”, mas não existe universo literário no mundo igual ao cordel nordestino, em que esse mash up sinistro de La Ursas e coros helênicos, boi voador do filha da puta do Nassau e a advogada de Johnny Depp, Ajuricaba e o Zyklon B não cause uma instantânea fragmentação do espaço-tempo.
January 11, 2025
Não sei se consigo trazer essa obra para uma classe poética, porque acredito que seja algo muito além disso, pela cadência e pela individualidade de cada texto que criam esse único e exclusivo volume. Uma autora que explora e se inspira pelo imaginário brasileiro, trazendo conexões com o leitor seja pela linguagem explorada, pela fantasia exposta e até pelas bases em outros textos. Vashid é uma personagem icônica e sua passagem pela história é muito bem alinhada e rica. Belo livro para abrir o ano e grande escritora!
January 3, 2025
Sem dúvidas é um trabalho de muita pesquisa. Os trechos que antecedem os poemas se amarram muito bem com todos eles. É uma escrita bem afiada, crítica mas divertida! Me peguei rindo em vários trechos. Mais uma vez dou crédito ao trabalho de pesquisa, os textos jornalísticos comentando sobre os imigrantes… me doeu bastante. Pensar que a vida já foi pior do que é hoje. Enfim, um trabalho para se refletir. Recomendo.
February 19, 2025
vashti saiu pelo mundo, fez o mundo acontecer, sofreu de tudo, escreveu a história, foi vítima dela, da história, mudou canções, virou poemas do avesso, não sei quem ela é, mas ela fala tudo sobre as fundações acabadas, degradadas, feias, sujas deste país, deste mundo, e ainda faz piada.
September 8, 2026
Adelaide Ivánova em seu livro “Asma” não cria um enredo poético ou uma história de amor simplória, mas sim aborda uma experiência transcendente do aspecto feminino que existe no pensamento coletivo humano. Passando por uma situação particular explorando os fundamentos que moldam a ideia de ego e limites da gramática somos arrastados para uma ótica completamente oposta a nossa, não importando qual seja.
Possivelmente, um dos livros mais curiosos e interessantes que eu já li em minha vida, Ivánova sabe de sua “estranheza literária” e abusa com força desse talento intelectual e gramático. Não que seja insento de defeitos, acredito que, em meio ao seu desenvolvimento, há uma perda do significante sobre o imaginário, como se existisse um apagamento do prorprio livro em busca da geração ineterupta de ideia, quase como se fosse uma pessoa tropeçando no próprio caminhar. Acredito que um fluxo menos improvisado de seguindo uma ligeiraira sobriedade tornaria o tom do enredo mais interessante, porém, isso advém do meu próprio gosto “mais chato” por livros “mais chatos” e que seguem uma ordem natural já posta.
Excelente livro, recomendo bastante principalmente para mulheres
Possivelmente, um dos livros mais curiosos e interessantes que eu já li em minha vida, Ivánova sabe de sua “estranheza literária” e abusa com força desse talento intelectual e gramático. Não que seja insento de defeitos, acredito que, em meio ao seu desenvolvimento, há uma perda do significante sobre o imaginário, como se existisse um apagamento do prorprio livro em busca da geração ineterupta de ideia, quase como se fosse uma pessoa tropeçando no próprio caminhar. Acredito que um fluxo menos improvisado de seguindo uma ligeiraira sobriedade tornaria o tom do enredo mais interessante, porém, isso advém do meu próprio gosto “mais chato” por livros “mais chatos” e que seguem uma ordem natural já posta.
Excelente livro, recomendo bastante principalmente para mulheres
August 2, 2026
“(…) para amolar
a lâmina da faca
bússola da vida”
adelaide me lembrou de sentir mais raiva.
não tenho costume de ler poesia, falo em território desconhecido, mas achei esse livro muito diferente e inovador. confesso que só não desisti nas primeiras páginas porque era o título atual de um grupo de leitura em que eu tinha acabado de entrar. e sem entender quase nada, desamparada de qualquer sinopse, fui me localizando pelas sensações, percebendo que a raiva é o elemento que constrói o ritmo e o enredo. atravessa as páginas e chega até o leitor, que se sente invadido. é mesmo como a asma, experiência de faltar o ar.
em algum momento, procurei entrevistas com a autora e conhecer um pouco mais da sua história e da pesquisa para o livro fez toda diferença. os temas de migração e violência de gênero ganharam ainda mais profundidade. o texto ganhou mais frescor, rosto, presença.
é um livro surpreendente, que foi me conquistando. mas, sendo sincera, gostei mais de ouvir a adelaide falar do que de ler o livro mesmo. acho que a poesia ainda não me ganha mais que a prosa.
a lâmina da faca
bússola da vida”
adelaide me lembrou de sentir mais raiva.
não tenho costume de ler poesia, falo em território desconhecido, mas achei esse livro muito diferente e inovador. confesso que só não desisti nas primeiras páginas porque era o título atual de um grupo de leitura em que eu tinha acabado de entrar. e sem entender quase nada, desamparada de qualquer sinopse, fui me localizando pelas sensações, percebendo que a raiva é o elemento que constrói o ritmo e o enredo. atravessa as páginas e chega até o leitor, que se sente invadido. é mesmo como a asma, experiência de faltar o ar.
em algum momento, procurei entrevistas com a autora e conhecer um pouco mais da sua história e da pesquisa para o livro fez toda diferença. os temas de migração e violência de gênero ganharam ainda mais profundidade. o texto ganhou mais frescor, rosto, presença.
é um livro surpreendente, que foi me conquistando. mas, sendo sincera, gostei mais de ouvir a adelaide falar do que de ler o livro mesmo. acho que a poesia ainda não me ganha mais que a prosa.
March 9, 2026
Descobri o trabalho de Adelaide através de uma pesquisa na plataforma de fotografia Flirck e fiquei muito tocado pelo trabalho dela na área de memória. Aos poucos fui descobrindo o universo de Adelaide através de suas poesias, fotografias e textos. Até chegar ao livro Asma, que me chamou atenção primeiramente pela capa feita por Bozó Bacamarte.
Qual foi minha surpresa ao acompanhar Vashti na sua saga e perceber que os universos desses dois artistas dialogam entre si? Talvez sejam mistérios das terras encantadas do sertão nordestino no qual todos somos descendentes.
Terminei a leitura com aquela sensação de que passei por locais familiares e estranhos ao mesmo tempo.
Recomendo muito que após a leitura do livro, que você confira as referências da Adelaide no seu site oficial, e aproveite pra espiar um pouco mais sua obra que está lá.
Qual foi minha surpresa ao acompanhar Vashti na sua saga e perceber que os universos desses dois artistas dialogam entre si? Talvez sejam mistérios das terras encantadas do sertão nordestino no qual todos somos descendentes.
Terminei a leitura com aquela sensação de que passei por locais familiares e estranhos ao mesmo tempo.
Recomendo muito que após a leitura do livro, que você confira as referências da Adelaide no seu site oficial, e aproveite pra espiar um pouco mais sua obra que está lá.
May 9, 2025
ASMA apresenta a épica jornada da protagonista Vashti Setebestas, uma figura insubmissa que caminha pelos séculos enfrentando a opressão patriarcal e xenófoba. Abordando o trauma intergeracional causado pela migração não voluntária e a violência do sistema. Com uma voz radical, esculhambatória e linguagem do "nordestês", Vashti se transmuta entre humano e bicho em um épico escalafobético. É um manifesto por justiça e empatia radical, que resgata a história coletiva dos povos marginalizados em uma ciranda que acabou de começar.
January 1, 2026
Poesia que atravessa séculos, corpos e violências sem suavizar o impacto. Política, histórica, feroz, engraçada, cruel e viva. Linguagem como arma, memória como campo de batalha. É um livro que mimetiza nossos tempos, em que tudo acontece o tempo todo, agora, já. O domínio absoluto da linguagem, da forma de falar, pensar e reagir do presente, transmutado em poesia. Um livro que entende o agora por dentro. Provavelmente a melhor coisa que li nos últimos cinco anos. 12/10
April 18, 2025
Como é bom ser fã das amigas ❤️ sou suspeita pra falar, mas Adelaide tem um jeito de escrever que transborda do papel e que dá vontade de sair falando em voz alta, declamando por aí. Tem tanta coisa linda, tanta coisa potente que nem sei por onde começar. Mas o melhor poema é quando ela briga com o alemão na fila da Rossmann
July 30, 2025
me pegou logo na primeira página com os seguintes versos:
"No dia em que seu rei mandou dizer
que era pra eu fazer strip pros seus amigos
eu disse não, bicha, chega
tá bom de esculhambação
catei meus panos de bunda e saí
mundo afora
mentira foram eles que me expulsaram
kkk"
"No dia em que seu rei mandou dizer
que era pra eu fazer strip pros seus amigos
eu disse não, bicha, chega
tá bom de esculhambação
catei meus panos de bunda e saí
mundo afora
mentira foram eles que me expulsaram
kkk"
November 9, 2025
Asma é político-poético-plasmático, invoca arquétipos e mitos para a construção de uma eu-lírica mulher, nordestina, imigrante nas andanças e mudanças do mundo. A jornada de Vashti é exaustiva, de profundo estudo e construção, ou talvez diria: destruição.
February 8, 2026
Aquele puro suco de Brasil, na boa rima como um cordel.
Eu lia em voz alta, de tão gostosa a leitura. Tudo rimado, ritmado, realista.
Entrou para os favoritos e certamente voltarei a ler pela cantiga.
Eu lia em voz alta, de tão gostosa a leitura. Tudo rimado, ritmado, realista.
Entrou para os favoritos e certamente voltarei a ler pela cantiga.
March 19, 2026
A crise de asma por vezes se converte em crise de riso ou de choro. Numa mistura bem complexa mas que não deixa de evocar os onipresentes dramas sociais, raciais e sexuais. Um turbilhão de criatividade como poucas vezes visto e que não pode passar despercebido.
August 27, 2026
insano!!! insubordinação ao seu máximo!!! e ao mesmo tempo, extremamente dedicado. eu quero é botar fogo nesse apartamento você não acredita você não entende nada!!!!!
[escreva poemas nessa refrescante língua, sem frescura, escreva do mesmo jeito que as pessoas falam com seus vizinhos]
[escreva poemas nessa refrescante língua, sem frescura, escreva do mesmo jeito que as pessoas falam com seus vizinhos]
March 30, 2025
4,5/5 ⭐
May 12, 2025
Amei demais as paródias
Tem uns poemas muito fodas e geniais
Tem uns poemas muito fodas e geniais
November 29, 2025
Bom demais
January 9, 2026
me divertiu, o ultimo trecho deu ao livro mais uma estrela. gosteis das ref
e dos "kkkk"s
e dos "kkkk"s
February 27, 2026
diferente, engraçado e crítico. a pesquisa q ela fez pra escrever me faz querer pesquisar. foda!
February 11, 2025
um grito desesperado sai desse livro, que fôlego e uma baita falta de ar. li e já preciso reler.
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