O primeiro volume abre com um prefácio de Luciana Saddi, em que se discutem os desdobramentos psicanalíticos e a importância das narrativas selecionadas para a psicaná “Arria Marcella” (1852), de Théophile Gautier; “Os mortos são insaciáveis” (1875), de Leopold von Sacher-Masoch e “Estátua de neve”, de Maria Bormann (1890). Em “Arria Marcella”, a intriga se passa durante o frisson sobre os escavamentos na região de Pompéia. O protagonista Octavien, romântico e sonhador por natureza, se desvia de seus colegas e, numa espécie de delírio, a paisagem começa a mudar e ele se encontra na Pompéia às vésperas da erupção do Vesúvio. No conto seguinte, “Os mortos são insaciáveis” (1875), de Leopold von Sacher-Masoch, o corpo de pedra de uma mulher leva um simpático rapaz à perdição. Em uma reunião familiar, ele fica intrigado com a história de certa estátua que costuma ganhar vida em um castelo da região, e decide procurá-la. Já o conto “Estátua de Neve” de Maria Bormann (Délia), que foi precursora da literatura feminina brasileira, encerra o trata-se da história de Carmem, mulher que, como a personagem que dá nome à novela de Prosper Mérimée, goza de relativa autonomia sobre o amor no Brasil do fim do século XIX. Fantásticas conta com traduções inéditas, todas diretamente dos idiomas originais (francês e alemão).
Pierre Jules Théophile Gautier was a French poet, dramatist, novelist, journalist, and literary critic. In the 1830 Revolution, he chose to stay with friends in the Doyenné district of Paris, living a rather pleasant bohemian life. He began writing poetry as early as 1826 but the majority of his life was spent as a contributor to various journals, mainly for La Presse, which also gave him the opportunity for foreign travel and meeting many influential contacts in high society and in the world of the arts, which inspired many of his writings including Voyage en Espagne (1843), Trésors d'Art de la Russie (1858), and Voyage en Russie (1867). He was a celebrated abandonnée of the Romantic Ballet, writing several scenarios, the most famous of which is Giselle. His prestige was confirmed by his role as director of Revue de Paris from 1851-1856. During this time, he became a journalist for Le Moniteur universel, then the editorship of influential review L'Artiste in 1856. His works include: Albertus (1830), La Comédie de la Mort (1838), Une Larme du Diable (1839), Constantinople (1853) and L'Art Moderne (1856)