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A Guerra a Leste: 8 Meses no Donbass

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Bruno Carvalho conta-nos neste livro as suas experiências de repórter de guerra no Donbass, onde, durante oito meses distribuídos por três «comissões», acompanhou o conflito ucraniano. Esteve praticamente em todos os lugares problemáticos e seguiu os acontecimentos marcantes desses períodos, em particular a batalha de Mariupol. Teve o privilégio de estar no epicentro do maior acontecimento geopolítico do pós-Guerra Fria, determinante na definição dos termos da nova Ordem mundial que aí vem. Do prefácio

246 pages, Paperback

First published March 1, 2024

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Bruno Amaral de Carvalho

1 book3 followers

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5 (6%)
Displaying 1 - 25 of 25 reviews
Profile Image for Maria.
Author 4 books13 followers
April 3, 2024
Magnífico! A lucidez do repórter misturada com o sentido de humor que caracteriza o Bruno Carvalho, numa importante análise da guerra no Donbass.
Profile Image for Anxo.
6 reviews
September 9, 2025
De repente, ás 9:15, abriuse a porta da miña habitación:

-Putin invadiu Ucrania.

-Joder.

-Éche así.

Estas foron as primeiras palabras que escoitín e pronunciei o 24 de febreiro de 2022. Meu pai fixo de reporteiro matinal co pesimismo de quen anuncia algo que nunca pensamos (nós e millóns de ilusos) que podería suceder de novo.

Ese día collía un voo ao Reino Unido. Lembro estar pegado ás pantallas do Sá Carneiro e non crer os meus ollos ao ler os titulares: "Guerra en Europa".

Con todo, leva habendo guerra en Europa dende hai moito tempo. Unha guerra nunca é silenciosa. Se cadra, os berros desconsolados e as balas e as bombas que asolaban ao Donbass non soaban o suficientemente alto para seren noticia neste lado do mundo.

As cousas non sempre son brancas ou negras nin tampouco hai sempre un bando bo e un bando malo. A vida é gris e as relacións internacionais tamén o son.

A guerra de Ucrania non comezou en 2022 coa invasión rusa. Dende 2014 Ucrania leva sumida nunha guerra civil que empezou coas protestas proeuropeas lexítimas do Maidán. Pouco despois, organizacións e paramilitares chovinistas e neonazis aliados de Occidente deron un golpe de estado e foron oprimindo á minoría rusófona do Donbass. Igualmente foise amedrentando, encarcelando ou asasinando esquerdistas e revisionando a historia ucraniana. A día de hoxe segue habendo partidos de esquerda prohibidos polo demócrata e valente Zelenski, un títere ao servizo dos Estados Unidos e non do seu pobo ensanguentado.

A pesar do panorama desolador que presenta este excelente e único traballo de campo da cara oculta do conflito (e que por veces se torna nunha obra macabra de literatura de viaxe con destino ao inferno), resulta esperanzador ver cómo entre tanta destrución, morte e miseria no Donbass hai momentos alegres e de irmandade: momentos de humanidade, que o imperialismo e a guerra nunca poderán arrasar.

Adóitase dicir que a verdade é a primeira vítima nunha guerra. Carvalho afirma ser testemuña do uso de minas ou o bombardeo a hospitais, escolas ou edificios residenciais e civís por parte do exército ucraniano. Ante a contestación máis previsible, de seguro que o exército ruso tamén cometeu crimes de guerra semellantes e Putin debe responder ante eles e claro que en Rusia hai nazis, pero iso xa nolo repiten constantemente nas noticias. O dereito internacional, que demostrou ser papel mollado, debería ser para todos e non aplicarse cunha dobre vara de medir. A verdade e o periodismo nunca debe entender de fronteiras. Iso enténdeo Carvalho ao arriscar a súa vida ao ir ao lugar dos feitos, ao facer as preguntas pertinentes e ao dar voz a quen non se lle permite tela.

Vivan os irmáns e irmás ucranianas e rusas que rexeitan esta barbarie imperialista e vivan as persoas inocentes que sofren as súas consecuencias. Malditas sexan as guerras e malditos sexan os canallas que as provocan. OTAN non, fascismo nunca máis.
1 review
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April 20, 2024
Vi este livro numa livraria recentemente em Portugal. Como eu, ucraniano do leste, que conheço dezenas de pessoas do Donbass, posso dizer com segurança - este livro é uma completa falcificação e propaganda, espero que o autor do livro tenha gostado do dinheiro que o Kremlin lhe deu.
Profile Image for Marisa Fernandes.
Author 2 books49 followers
August 27, 2024
Bruno Amaral de Carvalho esteve durante 8 meses no Donbass, do lado russo do conflito, e conta-nos a sua experiência em "A Guerra a Leste": o que viu e o que ouviu, partilhando ainda connosco alguns depoimentos de ucranianos a viverem no leste do país.

Para ele, a Guerra na Ucrânia começou em 2014 e não em 2022. E explica porquê... de forma bastante factual.

O prefácio é do Major-General Carlos Branco que nos faz uma introdução muito objectiva, clara e estruturada não só a esta Guerra, como também ao livro e à experiência corajosa de Bruno Amaral de Carvalho.

Em qualquer tema, e numa Guerra ainda mais, é necessário ouvir e observar os dois lados do conflito. Sempre. Só depois disso podemos analisar e pensar tão objectivamente quanto possível e tirar as nossas próprias conclusões. A televisão não mostra tudo e, muitas vezes, é tudo menos neutra e isenta. E o mesmo é válido para os demais meios de comunicação social.

Recomendo!
Profile Image for Cristina.
66 reviews
May 23, 2024
"Que incrível é o verão em Donetsk. A luz do Sol pinta o rio Kalmius de prata e os juncos dançam ao sabor da brisa. Há rosas por todas as partes. Conhecida como a cidade de rosas, os jardins enchem-se de flores. Às vezes, nos intervalos das bombas, podemos abrir os olhos e imaginar este passeio à beira -rio cheio de jovens sorridentes e algum casal de idosos sentado num destes bancos. Mas não. Por vezes, parece uma cidade fantasma."

página 127 do livro de Bruno Carvalho

Muito obrigada por me fazer acreditar que existem repórteres e jornalistas honestos, neutros e contra a corrente, que conseguem mostrar a realidade tenebrosa desta guerra, vivendo no terreno. Por ajudar e amar tantas destas pessoas que sofrem atrocidades. Mas um grande bem haja, pelos apontamentos de ternura que ainda consegue introduzir neste livro que nos abala tão ferozmente. Os meus parabéns
Profile Image for Diogo.
28 reviews5 followers
May 2, 2024
Um relato único - como referido no livro, o autor foi durante largas semanas o único jornalista a trabalhar para meios de comunicação social ocidentais na região - e essencial para compreender a situação que hoje se desenrola no leste europeu. Uma viagem emocionante que nos prende e obriga a devorar o livro.
Profile Image for João Cruz.
364 reviews23 followers
July 13, 2024
Que pensar desta narrativa de uma guerra que em grande medida é relatada de forma diferente nos meios de comunicação social, aqui em Portugal? Li este livro com curiosidade e também li as críticas, boas e más, que lhe fizeram.

8 reviews
June 12, 2024
Para quem não tem medo de descobrir o outro lado da guerra. Incrível e, ao mesmo tempo, demasiado triste.
Profile Image for Luís.
77 reviews1 follower
May 8, 2024
Relato em primeira pessoa da guerra na Ucrânia do ponto de vista dos territórios pró-russos no Donbass.
Reúne testemunhos vividos pelo jornalista e relatos da população local daquilo que tem sido um evento avassalador e violento há praticamente 10 anos, desde o golpe de estado de 2014 no país.
Profile Image for Patriciacabrinha.
245 reviews11 followers
April 22, 2024
A propaganda extremista e anti-democrática feita contra este livro (e a violência de gente que vive do ódio) prova a grande necessidade da sua existência. O assédio e a perseguição contra a apresentação do livro são intoleráveis!

Para compreender o conflito é preciso perceber que teve início em 2014. É preciso falar do incêndio da casa dos sindicatos, das milícias paramilitares fascistas e do constante bombardeamento de civis no Donbass. Não podemos dar voz apenas a um dos lados do conflito.

Querer descridibilizar o Bruno identificando-o como simpatizante da Rússia ou de Vladimir Putin serve tão somente o propósito de descredibilizar o seu trabalho. Como o próprio já afirmou várias vezes:

"não só nunca defendi as opções políticas e militares de Moscovo nas minhas reportagens, como é público que na minha vida pessoal não me identifico com modelos económicos e políticos como aquele que vigora na Rússia. Na sua visão unilateral e totalitária, esta associação [Associação dos Ucranianos em Portugal, cujo presidente é, nada mais nada menos, que o extremista Pavlo Sadokha, ex-assessor do partido neonazi ucraniano Svoboda, admirador confesso de Stepan Bandera, que foi colaborador do exército nazi e responsável político por vários massacres contra judeus durante a Segunda Guerra Mundial] quer impor em Portugal aquilo que acusa Moscovo de fazer: impor o pensamento único e acrítico, impedir o pluralismo e instaurar a perseguição e o assédio sobre quem não segue a sua linha.

Evidentemente, há muita gente honesta entre as comunidades ucraniana e russa a viver em Portugal e bater-me-ei como sempre pela liberdade de expressão, pelo pluralismo e pela democracia."

Citando as palavras do meu amigo jornalista Luís M. Loureiro:

"Tive, em 2006, uma experiência, como correspondente de guerra, muito mais curta e, sem dúvida, muito mais confortável do que a longa missão, de meses, que o Bruno Amaral de Carvalho se predispôs a desempenhar, em nosso nome, no Donbass. Nessa curta experiência que tive, de não mais do que três semanas, percebi exactamente aquilo que, nesta extraordinária entrevista que deu (...) ao noticiário da meia noite da CNN Portugal, o Bruno Amaral de Carvalho identificou como condições e condicionantes de um trabalho jornalístico em cenário de guerra. Não tenho, portanto, dúvidas do rigor informativo e experiencial que esta entrevista contém.

A propaganda é o estado natural de que se constituem os fluxos informacionais de países que estão em guerra. É, por isso, repito, natural que, independentemente das condições de liberdade de imprensa que vigorem em períodos de normalidade, os regimes informativos instalados actualmente na Ucrânia e na Rússia sejam determinados pelas lógicas da propaganda de guerra, isto é, pela obliteração pura e simples de quaisquer informações benéficas para o oponente que possam, desse modo, instigar a dúvida factual, a incerteza moral e a insegurança estratégica - situações que podem ter consequências directas no esforço de guerra.

Isto não é nada que nos seja estranho.

Só passadas muitas décadas após as guerras nas ex-colónias portuguesas em África vamos sabendo a verdade do que lá se passou. Hoje, já ninguém chama "turras" às milícias de libertação da Guiné, de Angola ou de Moçambique. "Turras", ou "terroristas", era assim que a vulgata tratava o "inimigo" nos territórios sob administração de Lisboa, nunca colocando em questão os comportamentos das forças armadas portuguesas.

Por cá, durante as guerras de África, nunca sequer sonhámos com a possibilidade de a tropa portuguesa estar em situações militares muito difíceis, como na Guiné, ou, muito menos, com a existência de massacres de populações civis, como o de Wiriyamu, em 1972, em Moçambique.

Convivemos com um regime informacional propagandístico, inflaccionado, certamente, pelo facto de toda a informação, nessa altura, ser violentamente controlada pela censura da ditadura.

Mas, hoje, Portugal não só não é uma ditadura, como não está em guerra com nenhum dos lados, ou seja, não está em guerra nem com a Ucrânia nem com a Rússia. Aceitarmos como normal recebermos apenas informação de um desses lados é sujeitarmo-nos a um perigoso regime de propaganda que nos coloca no exacto nível informacional a que estão sujeitos os beligerantes. É sujeitarmo-nos a um regime que é inerentemente manipulatório, que nos tolda a visão clara do problema e, portanto, nos impede o acesso ao pensamento livre das suas soluções. Isto é, para mim, absolutamente inaceitável.

Por isso, a coragem de um repórter "freelancer" que, durante meses, insistiu em permanecer no lado de onde se pretende que não recebamos informação, me merece o mais profundo reconhecimento. Porque, como se pode facilmente constatar (...), o Bruno Amaral de Carvalho é um repórter inteiro. E ser inteiro é ser íntegro, condição "sine qua non" do verdadeiro Jornalismo. Daquele que eu escreverei sempre com maiúscula.
Profile Image for Cátia Biscaia.
152 reviews2 followers
November 28, 2024
4 ⭐

O jornalista Bruno de Carvalho esteve cerca de 8 meses (com algumas interrupções e regressos) no Donbass, uma região a leste da Ucrânia em conflito desde 2014 e onde o Ocidente apenas colocou os olhos após o ataque militar russo em fevereiro de 2022.

Em resumo, entre 2014 e 2022, a região de Donbass foi palco de um conflito armado envolvendo separatistas pró-russos e o governo ucraniano. Após a Revolução Ucraniana de 2014 e os protestos Euromaidan, a Rússia anexou a Crimeia e apoiou movimentos separatistas nos oblasts de Donetsk e Luhansk, onde minorias russas exigiam maior autonomia. Esses grupos fundaram as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, acolhendo suporte militar e económico russo. Estas repúblicas receberam um regime especial de governação através do Tratado de Minsk, que também aplicava um cessar-fogo imediato (em setembro de 2014). No entanto, nunca aconteceu na realidade. Os conflitos continuaram e não havia forma de resolver a situação. Foi então que, em 2022, a Russia avançou em Kiev com o objectivo de «"desnazificar" a Ucrânia e proteger civis de origem russa contra o que ele chamou de "genocídio", exigindo ainda que as forças armadas ucranianas largassem suas armas e não resistissem».

Nós, no ocidente, acompanhamos o início da guerra apenas sob o ponto de vista ucraniano. E é facto que poucos ou nenhuns relatos do lado russo nos chegaram. Algumas pessoas tentaram chamar a atenção para esse facto, mas o que é certo é que a sua voz nuca teve grande eco. No fundo, em Portugal, andamos a reboque das opiniões dos Estados Unidos da América e viramos a costas ao oriente.

Mas, o jornalismo deve reger-se por regras muito objectivas e não mostrar um dos lado foi, sem dúvida, um erro crasso que me leva a pensar no porquê. Quando se esconde um dos lados, qual será o objectivo? Qual o interesse ?económico? que existe por detrás disso?

Bem, neste livro acabamos por ter um vislumbre do lado pró-russo do conflito, onde vemos que existem também ataques ucranianos à sua própria população civil, incluindo mercados, escolas, hospitais, parques e o uso indiscriminado de minas. Onde vemos uma população que aplaude a intervenção russa e a considera a única forma de os salvar de uma guerra que perdura desde 2014 naquele local.

No fundo acaba por ser um relato da experiência do jornalista que nos mostra uma visão bem diferente da que nos foi comunicada. E, sem dúvida, que acaba por ser necessário termos ambas as visões.

Apenas ali no final, senti que a conclusão foi precipitada, e também algum afastamento sentimental de questões que ao início foram bastante emotivas, ou seja, talvez uma virada de tom. Possivelmente, provocada pela raiva de ver o seu trabalho ser descredibilizado apenas por não estar do lado que todos queriam que o autor tivesse. E muitas reviews aqui no GoodReads são exemplo disso.

Isto para dizer que estava à espera de outro final. Um final de uma guerra que ainda não teve fim...
Profile Image for Rafael.
21 reviews9 followers
December 17, 2025
Além de compor a visão de cidadãos portugueses e espanhóis a respeito do assunto tratado, este livro põe a nu a postura quase una dos média em Portugal. No que diz respeito ao complexo da geopolítica, outra coisa não têm feito senão servir a narrativa que lhes é imposta a todos aqueles que lhes atribuem o prestígio e confiança que reclamam, optando pela via da ultra-simplificação, talvez por ser sempre essa a mais acessível no momento de captar a opinião pública.

Foi assim no conflito na Ucrânia, onde fizeram os impossíveis para nos convencer de que havia começado com a invasão da Rússia em 2022, e foi assim na Palestina, onde os atentados de outubro foram atirados para um vazio contextual e apareceram como justificativo para todas as acções das forças israelitas, pelo menos até ao momento em que se levantaram vozes ocidentais menos cobardes do que a generalidade da dos agentes políticos e mediáticos portugueses. Em ambos os casos, para tornar o cenário ainda mais grotesco, os assuntos foram sintetizados no dever moral da condenação dos acontecimentos de 24 de fevereiro e de 7 de outubro.

Ao fim de mais de 10 anos de um definhar contínuo, a comunicação social, sempre sob o pretexto da quebra nas verbas oriundas da publicidade, tem-se escudado das críticas pela via financeira e com o sempre divertido topete de acusar os que se atrevem a visá-la de atentar contra a liberdade de imprensa e, por conseguinte, contra a democracia. Ainda que nos escusemos à discussão semântica e ao emprego dos dois termos um pouco por toda a Europa em 2025, não podemos deixar de notar que os que encontram na liberdade o valor supremo para "informar" as pessoas, são também os que privam a sua audiência da mais ínfima contextualização e que se servem disso para nos impingir a lengalenga que os Estados Unidos por sua vez impõem à Europa desde o início da Guerra Fria a propósito de todos os conflitos que provocaram em todos os continentes.

O relato contido neste livro foi vivido (e não contado), conseguido por quem correu o risco que tantos outros enviados e pagos pelos OCS não correram por se encontrarem longe da linha da frente, na maioria das vezes. Um jornalista freelancer que encontrou obstáculos no "desinteresse" dos média portugueses, com a excepção da CNN, arriscou-se demasiadas vezes em nome da verdade e do contextualização, sempre sem um contrato de trabalho e sem o dinheiro garantido ao fim do mês. De forma a desanuviar da gravidade dos temas aqui tratados, alguns dos absurdos pretextos que foram apresentados ao autor para justificar a falta de interesse no relato do outro lado do conflito estão patentes no livro e convêm uns deprimentes momentos de humor.
Profile Image for Maria Ferreira.
227 reviews48 followers
April 18, 2024
Com uma escrita magnífica Bruno Amaral Carvalho traz até nós a voz dos Ucranianos do Donbass, que ao longo de 8 anos sobreviveram aos horrores da guerra.
A sua teimosia em querer pertencer ao Regime Russo, e rejeitar o regime de Kiev, levou a um conflito de oito anos que só terminou com a chegada dos russos em 2023.

Curiosamente, a nossa comunicação social refere que a Rússia é uma ditadura e a Ucrânia é uma democracia, tal é falso, a Rússia tem no seu parlamento vários partidos, incluindo o partido comunista Russo, por sua vez, a Ucrânia ilegalizou todos os partidos de esquerda em 2015, levando à revolta da população e à emigração.

A partir do golpe de estado de 2014, perpetrada pela extrema direita, e a ilegalização dos partidos de esquerda em 2015, que a população se organizou para resistir ao regime de Kiev, que diariamente matava civis, torturava os seus cidadãos, privava-os da água.

Este livro não fala de politica, versa sobre gente simples, que quer viver em paz, com a sua língua, cultura e costumes, recusam a ocidentalização.

Bruno Amaral Carvalho, jornalista, teve a coragem de viver lá durante vários meses, relatou o que viu e sentiu, para que nós não ficássemos na ignorância.

Conheceu muita gente, viu morrer pessoas queridas, pessoas que lutavam por um mundo melhor.

Saibamos nós ouvir essas pessoas e compreender que a guerra tem sempre dois lados.



1 review
April 21, 2024
Durante a Segunda Guerra Mundial, também havia pessoas nos países ocidentais que simpatizavam com Hitler. Depois disso, essa posição tornou-se tóxica.

Infelizmente, agora em Portugal, apesar dos anos de ditadura da sua história recente, também há pessoas que simpatizam com Putin e o seu Estado terrorista. Pessoas que ouvem os propagandistas e acreditam nas suas mentiras.

Eu nasci no Donbas e vi tudo com os meus olhos em 2014 e depois disso. Perguntem-me tudo o que vos interessar.

Infelizmente, o autor do livro não mencionou que realizou a sua investigação num território onde:
- os telemóveis das pessoas são controlados na rua,
- os cidadãos são espiados e raptados,
- as pessoas são colocadas numa "cave" (uma prisão com tortura) por qualquer opinião (apenas uma opinião) diferente da pró-russa,
- os jornalistas estrangeiros independentes são raptados e presos, e é por isso que não viajam para lá,
- os cidadãos são intimidados a dizer qualquer coisa que não seja o que o Kremlin afirma.

Acha que é possível realizar uma investigação objetiva nestas condições?
1 review
April 22, 2024
Sou uma ucraniana que viu uma guerra terrível e soldados russos na minha terra! Trouxeram a morte, a tortura e a violação aos ucranianos! Estive sob ocupação na região de Chernigov (perto da fronteira com a Rússia) e escapei milagrosamente das garras destes sub-humanos!
Eu e os meus filhos ficámos traumatizados para toda a vida e agora temos de viver em Portugal! A guerra que começou por causa do ataque da Rússia à minha terra natal ainda não acabou!
Isto não é libertação e não é um conflito! Isto é genocídio do povo ucraniano, extermínio por nacionalidade! Peço ao mundo inteiro que olhe também com sobriedade para a guerra de informação, que filtre e não acredite numa única palavra dos russos! Este livro é uma mentira e propaganda, assim como muitas outras coisas que a Rússia faz por todo o mundo! Cuidado, eles podem ir à vossa casa, tirar-vos a vida e tudo o que têm sem vergonha e consciência 😭
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Nora.
1 review
April 22, 2024
Embora este livro seja uma vergonha para Portugal como país civilizado, certamente é um ótimo exemplo de propaganda russa.

É uma pena que o livro conte uma história muito distorcida do ponto de vista terrorista. Sou da Ucrânia e tenho muitos amigos especificamente das regiões de Lugansk e Donetsk, cujas casas foram destruídas por mísseis e famílias mortas.

A Ucrânia é um país soberano que tem sido atacado por terroristas há mais de 10 anos. E nem estou mencionando o Holodomor, a morte por inanição de milhões de ucranianos em 1932-1933, ou as tentativas de suprimir a língua ucraniana quase 150 vezes ao longo da história. O Renascimento Executado, onde mataram toda uma geração de poetas ucranianos de uma vez.

O terrorismo russo não é algo que começou agora, mas está enraizado em toda a sua identidade nacional. Lamento que Portugal tenha este autor entre o seu maravilhoso povo.
Profile Image for Pedro.
188 reviews1 follower
May 17, 2024
5 estrelas por chamar ao Ze Milhazes um gajo do entretenimento (que é).
Numa nota seria é por ser um dos poucos livros que me faz ter esperança que nem toda a humanidade está presa a religião liberal em que qualquer leitura herética nos condena ao inferno. Que o ler e ver opiniões contrarias ao dos donos de meios de comunicação é de facto importante.
A cima de tudo por dizer como esta na wikipedia e como qualquer pessoa que não seja um imbecil sabe, a guerra começou em 2014.
Profile Image for Paulo Seara.
Author 7 books4 followers
August 27, 2024
Não é todos os dias que se lê um livro em 3 dias. Sei que é muito complicado este título chegar a um prémio de imprensa. A Guerra a Leate tem caído no goto de quem prefere a verdade acima de tudo.
Pela audácia, e pelo tema, Bruno Amaral de Carvalho, um jornalista com pergaminhos em zonas de conflito colocou a vida em risco quando ninguém ousava mostrar o lado da guerra do Donbass que disse não ao processo de integração europeia e da NATO após o golpe de estado da "revolução" do Maidan.
Profile Image for Rita Santos.
11 reviews
September 29, 2024
Fundamental para quem quer, de facto, compreender o que está em causa neste conflito. Uma chapada em todos os que tentam calar uma justa cobertura jornalística de uma tragédia que começou com o golpe de estado de 2014, com a perseguição e massacre das populações russófonas pelo governo ucraniano, sempre sob o manto cúmplice da UE e dos EUA. Mais do que jornalismo de guerra, é jornalismo que não esquece a gente que sofre. E que se bate pela verdade.
21 reviews3 followers
June 13, 2024
Aquilo que o jornalismo devia ser: multilateral. É possível relatar este conflito do lado russo ser se ser pro-Putin e, acho que a coragem deste jornalista deve ser congratulado e servir como exemplo para o jornalismo. Afinal, o jornalismo tem a obrigação de ser multilateral e de tentar ser o mais imparcial possível.
Profile Image for Joao.
98 reviews
January 11, 2025
Um livro corajoso a recordar que o jornalismo se encontra hoje, mais do que nunca, preso na censura da homogeneidade do pensamento único. Bruno de Carvalho faz parte dessa estirpe de homens e mulheres que teimam, com enorme risco e custo pessoal e familiar, em informar de forma independente e livre. Um livro importante para a pedagogia da Paz.
Profile Image for CB Catarina  Bernardes.
9 reviews
August 4, 2025
Um relato bastante útil para quem quer perceber realmente as origens deste conflito na perspectiva dos dois lados, sem ter que recorrer às habituais fontes tendenciosas e vendidas.

“A democracia faz-se com pluralidade, mesmo quando pluralidade é sinónimo de coragem.”
1 review
May 2, 2024
Este autor pró-russo não pode expor os factos de forma independente porque está a ser corrompido por um país terrorista. Aconselho-vos a nem sequer perderem o vosso tempo com esta mentira.
Profile Image for Ana Martins.
17 reviews
October 6, 2024
Obrigada, Bruno, por mostrares o outro lado da história. Faz sentido.
Displaying 1 - 25 of 25 reviews

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