Da trilogia, esse segundo volume é o mais pesado – escuro e depressivo – não a toa acompanhamos Denyel em seus desígnios como anjo da morte, infiltrado nas fileiras de soldados, tanto na Primeira Guerra Mundial quanto na Segunda Guerra Mundial (incluído o período Entre Guerras).
Esse período da humanidade foi escuro (de pólvora, sangue) e também depressivo (atrocidades da primeira guerra; genocídio). É nesse contexto que o autor foca em um de seus personagens principais, Denyel, psicológicamente falando, o que enriquece e aprofunda a narrativa positivamente. Esse é o principal diferencial dos volumes anteriores, tão enraizados na jornada do herói. Nessa parte, entretanto, acompanhamos a formação do anti-herói.
Evidente, eu particularmente acho Denyel um personagem clichê, debochado, cafajeste, mas isso não me impediu de simpatizar com seu sofrimento durante o trabalho como anjo da morte. Além disso, o autor justificou e retomou todas as referências do livro anterior. Denyel é um querubim esperto, engenhoso e possui conhecimento vasto, além de artefatos especiais; a moto, o barco, etc. O personagem efetivamente chegou ao nível de infalibidade porque foi devidamente construído e não, simplesmente, protagonizado. Esse ponto me agradou muito.
Menções honrosas para o relacionamento do personagem principal com Craig e Sofia. Cativantes e complexos.
Leia sem medo.