O Alquimista de Paulo Coelho era, inevitavelmente, um dos livros que mais ouvia falar desde novo, graças ao sucesso gigantesco que teve e ainda tem.
Nunca foi um livro que me despertou especial interesse, mas depois de ter recebido e folheado esta adaptação gráfica, fiquei curioso. Era uma excelente oportunidade de explorar a história, ainda para mais com várias ilustrações incríveis.
Já tinha uma ideia de qual seria o cerne da história, onde um jovem pastor parte numa viagem à descoberta da sua lenda pessoal e acaba por aprender várias lições de vida através das várias personagens que encontra pelo caminho. É sim uma história tocante por todas as lições que acabam por também ser transpostas para o leitor e é aqui que acredito que advém o sucesso deste livro.
O jovem da história descobre que deve ouvir sempre o sua coração, que não deve desistir dos seus sonhos mantendo-se fiel às suas convicções, que os obstáculos ao longo do caminho trazem lições valiosas e esperança para não desistir. Mais importante, que tudo no mundo está interligado.
Apesar de tudo, acabou por ser tornar uma BD nada apelativa para mim… sem dúvida que a arte da BD é magnífica mas a história em si só me começou a agarrar a partir de metade do livro. Mas acho que o maior problema reside nos diálogos de como a adaptação foi feita. A transcrição da prosa para diálogos contínuos saiu muito ao lado, onde na grande maioria dos casos parecia que estava a ler personagens a falarem para o ar, em vez de falarem entre si. Sim, o livro está cheio de frases feitas (daquelas que saem nos pacotes de açúcar do café) e está tudo bem, porque a história é assim mesmo, um conjunto de reflexões à Gustavo Santos, mas que trazem algum conforto e reavaliação para o leitor. No entanto, não senti de todo que as personagens comunicavam entre si. E se os balões não funciona numa BD, o que irá funcionar?
Vale bastante pela arte, mas não pelo resto.