A relação entre minha mãe e eu nunca será convencional, pois ela não é apenas minha mãe, mas também minha melhor amiga. Ela está disposta a fazer qualquer coisa por mim, até mesmo pedir dinheiro aos seus pais para me enviar para Chilton, a renomada escola preparatória que acaba de me aceitar. Essa foi uma das coisas mais difíceis que ela já fez, mas concordar com os jantares semanais em troca do empréstimo talvez tenha sido a segunda coisa mais difícil. Minha mãe fica desconfortável só de pensar nisso. No entanto, minha perspectiva é que a vida está prestes a se tornar muito mais interessante.
☕️ a rory de 16 anos é quem assume o protagonismo nessas páginas e narra esse livro puramente comercial, lançado originalmente na época da série, provável que pra aproximar ainda mais o público teen do universo das garotas gilmore e que em nada agrega à trama original, caso, você fã, acredite que seja um spin-off ou um material inédito.
☕️ o livro nada mais é do que alguns episódios da primeira temporada da série adaptados por catherine clark (?), mostrando também o “lado avesso” de algumas cenas em que rory não aparece, então podemos ler o que ela estaria fazendo e, principalmente, pensando em determinada situação.
☕️ ao mesmo tempo, a beleza está justamente em (re)vermos esse dia a dia bucólico de stars hollow sob os lindos olhos azuis da adolescente, só que dando lugar também a todos os dramas de uma garota comum da sua idade; conhecemos a rory para além das montanhas de livros e das tiradas rápidas em parceria da mãe — ainda que seus pensamentos sejam tímidos aqui. acredito que a rory de yale, ou até mesmo a que se forma em chilton, se envergonharia um pouco da falta de profundidade e técnica narrativa dessa escritora em formação.
☕️ não é uma grande leitura, mas ainda assim me divertiu e tranquilizou a cabeça. óbvio que recomendo pra quem vê a lorelai como uma mãe também. se você não conhece as gilmore, talvez esse livro não seja uma boa introdução.
☕️ a edição da editora camelot é cheia de erros de revisão e talvez o mais irritante seja a grafia de “lorelay” em vários momentos, ao invés do correto “lorelai”.