Em um apartamento abafado no Rio, uma mulher esconde uma faca sob seu travesseiro. Há anos que ela não sonha, e agora ela enfim sabe o motivo. Todas as noites, um inseto gigante aparece em seu quarto e rouba os sonhos de sua cabeça. Não há perdão para um crime como este. O oneirófago precisa morrer.
Há momentos que um copo de milkshake esquenta pela demora em ser bebido, mas isso não acontece aqui. O texto te prende de uma ponta a outra, e você mal nota quando acaba, e acaba tendo que puxar mais.
Matar mosquitos por si só é muito satisfatório, mas ler sobre uma pessoa se vingando de um mosquito gigante que rouba sonhos foi ainda melhor. De lavar a alma.
Nossa, queria que tivesse mais páginas! Muito bom, envolvente. E lendo esse livro num dia em que dormi terrivelmente sem sonhos, acordando bastante… Desconfiado de um oneirófago.