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Vamos falar de relações raciais? (Finalista do prêmio Jabuti 2025): Crônicas para debater o antirracismo

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Vamos falar de relações raciais? Crônicas para debater o antirracismo, de Cidinha da Silva, é muito mais do que um simples livro. É uma obra colaborativa, gestada por diversas mãos que se uniram em meio aos desafios da pandemia para trazer à luz um material rico e provocativo.

As crônicas, cuidadosamente selecionadas e organizadas, abordam temas cruciais relacionados ao racismo e às assimetrias raciais presentes na sociedade brasileira. Desde o "colorismo" até casos impactantes de violência racial, o livro mergulha fundo em questões que muitas vezes são evitadas ou negligenciadas.

No entanto, mesmo diante da gravidade dos temas tratados, o livro apresenta uma abordagem leve e perspicaz, usando a crônica como ferramenta para explorar nuances, provocar reflexões e, ao mesmo tempo, oferecer esperança e inspiração para mudanças, principalmente para o público jovem.

Além das crônicas, o livro oferece uma série de atividades e exercícios, convidando os leitores a expandirem seu entendimento sobre o tema e a se engajarem ativamente na luta antirracista.

Vamos falar de relações raciais? não é apenas um livro, mas sim uma convocação para o diálogo, a reflexão e a ação. Uma obra essencial para todos aqueles que desejam contribuir para a construção de um mundo mais justo e igualitário.

165 pages, Kindle Edition

Published June 18, 2024

8 people want to read

About the author

Cidinha da Silva

35 books28 followers
Cidinha da Silva - nasceu em Belo Horizonte, em 1967, onde se graduou em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Transferiu-se em seguida para São Paulo, com brilhante atuação no GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra, organização não-governamental que chegou a presidir. A escritora possui forte engajamento com a causa negra e com questões ligadas às relações de gênero. Suas publicações encontram-se, assim, alinhadas a tais temáticas, no intuito de promover maior espaço de reflexão sobre as identidades tidas como subalternas. Em fevereiro de 2005, fundou o Instituto Kuanza, que tem por objetivos desenvolver projetos e ações nos campos da educação, ações afirmativas, pesquisa, comunicação, juventude e articulação comunitária. Todos encontram-se vinculados à discussão sobre as assimetrias racial e de gênero e subsidiam a formulação de políticas públicas nessas áreas. Como dirigente cultural, concebeu e executou projetos inovadores como o "Geração XXI", em inéditas parcerias com empresas e organizações não-governamentais. Nessa linha, atuou também como gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares, onde se destacou pela organização da publicação Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (2014).

Sua estreia na Literatura Afro-brasileira se dá com a coletânea em prosa Cada Tridente em seu lugar, publicado em 2006 e reeditado no ano seguinte. A obra foi pré-selecionada pela Fundação Biblioteca Nacional para integrar o projeto de expansão de bibliotecas públicas por cidades do interior do Brasil. E as narrativas “Domingas e a Cunhada”, “Pessoas trans” e “Angu à baiana”, presentes no livro, tiveram os direitos de filmagem adquiridos pela produtora Lúmen Vídeos, de Vitória, Espírito Santo. Composto em sua maioria de textos curtos, Cada Tridente em seu lugar explicita o permanente diálogo com a realidade contemporânea e, no plano formal, o contínuo entrelaçamento da crônica com o conto. Desde então, foram nada menos que onze títulos publicados entre 2006 e 2016, abarcando crônicas, poemas e narrativas infantojuvenis. Já o volume Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!, lançado em 2008, confirma sua atuação na literatura relacionada à alteridade e inclui escritos voltados para o universo da homoafetividade.

No prefácio do volume Sobre-viventes (2016), a pesquisadora e poeta Lívia Natália afirma: "vi-me muitas vezes retratada em situações e personagens. Vi minha mãe, minha avó vivendo nas páginas de Cidinha da Silva como as negras ali representadas com uma dignidade belíssima. Andei com estes textos entre fatos que todos nós, brancos ou negros, vivemos em nossa travessia racial pelo mundo, já que nossa roupa, por excelência, é a nossa pele que, como texto que é, fala logo e antes de nossa boca." (NATÁLIA, 2016, P. 12).

Cidinha da Silva é autora ainda das peças teatrais Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas, encenada pelo grupo "Os Crespos" em 2013, e Os coloridos, também encenada pelo grupo em 2015.

Além das obras referidas, autora tem presença constante nas redes sociais e na imprensa alternativa publicada na internet. É editora da Fanpage cidinhadasilvaescritora e colunista dos portais Forum, Geledés e Diário do Centro do Mundo.

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Profile Image for Danilo Barbosa.
Author 33 books19 followers
July 27, 2024
Em uma época de redes sociais, informações sem base fundamentada e uma geração cada vez mais momentânea vinda após a pandemia, temos uma variedade de questões essenciais a ser discutidas, que são expostas todos os dias, em forma de denúncias, desabafos, exposições e críticas. Mas isso quer dizer que são abordadas de forma apropriada? Será que sabemos discuti-las e trazê-las à tona, sem os ruídos de uma construção social muitas vezes parcial, ocasionalmente até mesmo arcaica e colonizada, principalmente quanto a questões como machismo, diversidade e raça.
Para levantar esses assuntos, livros como “Vamos falar de relações raciais?” de Cidinha da Silva, são essenciais. Nesta obra colaborativa, as crônicas selecionadas falam do racismo e preconceito diários, para aqueles que o sentem na pele e aos que fingem não vê-lo, de todas as idades. Desfaz o conceito das palavras muitas vezes repetidas sem “conhecimento” e o transforma em situações cotidianas, não só dentro dos micro universos, mas também dos macros, fazendo-nos refletir onde verdadeiramente dói.
Cidinha aponta, faz pensar, exalta e faz com que, ao lermos, quebremos inúmeras gaiolas mentais nas quais nos colocamos, mediante a sociedade que segrega, oprime e “branqueia” para deixar aceitável. Mais que isso, traz junto a isso toda a força da mulher guerreira e forte, que não pode se permitir abater e faz da sua vontade de um mundo mais justo ato e corpo político.
Ao final de cada capítulo, onde se fala desde Lélia Gonzales a George Floyd, são apresentadas várias atividades, com links de vídeos e textos de apoio, para que o leitor tenha uma verdadeira imersão no assunto. Espero que, cada vez mais, esse tipo de leitura se faça necessário, e seja capaz de mudar as pessoas, rompendo de vez esses conceitos absurdos que somos obrigados a lidar – e lutar – a cada instante.
Profile Image for Micael.
58 reviews14 followers
August 4, 2024
Voltado para o publico escolar, retrata assuntos de racismo de uma maneira acessível.

Li o texto, agora falta voltar e fazer as atividades complementares. Dar uma relida.
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