"Um psicanalista que desvaloriza a poesia não merece o nosso reconhecimento." Com psicanálise e poesia lado a lado, Alexandre Patricio de Almeida e Liana Ferraz escrevem juntos uma obra singular. Neste livro, Liana é Cecília, uma personagem única, criada através de versos que sintetizam seu mundo interno, de sentimentos turbulentos e, por conseguinte, de suas crises existenciais. Alexandre, por sua vez, é o psicanalista, interpretando a voz de Cecília em busca de encontrar as peças que a tornam real, através de cada palavra e de cada verso enunciados, referenciando obras de Freud, Melanie Klein, Winnicott, Lacan, entre outros. Em POEMAS DE AMOR NO DIVÃ, Alexandre une seus conhecimentos à personagem criada por Liana percorrendo os mais diversos amor, perda de inocência, imaginação, desilusão, reconstrução e o reencontro de si. Para percebermos tudo isso, não precisamos interpretar, basta que sejamos capazes de sentir. "Este é um livro sobre amores. Sobre o amor de Freud à literatura e à ciência que desembocou na psicanálise, sobre o amor entre psicanálise e literatura que desemboca na continuidade da psicanálise no mundo e, sobretudo, sobre os amores aos quais a psicanálise e a literatura nos conduzem. Esses tantos amores aparecem materializados na dança da escrita e da amizade entre Liana e Alexandre. Este livro é também um presente a quem se nutre de palavras!" – ANA SUY, psicanalista e escritora
A ideia do livro é lindíssima e muito interessante. Um psicanalista-que o é de facto- Alexandre Patrício, parte dos relatos da sua paciente- Cecília- analisando o percurso analítico que se desenrola até um suposto fim de análise.
A parte extremamente criativa e cativante do livro reside na forma como Cecília, a paciente, nos surge em relatos poéticos escritos pela talentosa Liana Ferraz.
O livro teria tudo para ser fantástico. Mas decepcionou-me pelo facto que o próprio Alexandre Patrício (que muito admiro como profissional excelente) refere na pág 185 “Peço desculpas, de antemão, pelos excessos teóricos”. Tem razão, é excessivamente teórico para um livro lúdico, mas também não é um livro de estudo. Receio que para quem não seja da área seja denso teoricamente. Para mim, que sou da área, gostava de ter assistido à dança poética e literária entre um psicanalista e uma paciente que se apresenta em poema no divã.
É, a patologia do apaixonamento me pegou de jeito. Esse livro foi um respiro necessário, uma demonstração de que, por mais longínquo que pareça, outros viveram e sobreviveram ao que estou passando. Todos têm me dito que as respostas estão em mim, por mais que eu continue procurando-as desesperadamente em outros lugares e, por um momento, esse livro me mostrou, de maneira prática e sensível, que as respostas estão, de fato, em mim. Psicanálise, obrigada por ser refúgio, acolhimento e por ressignificar o amor.
Livro muito agradável de ler! Enquanto a autora trata um dos temas mais enigmáticos - e por isso falados - com tamanha sensibilidade, o autor os interpreta de forma muito didática à luz da teoria psicanalítica (conseguiu deixar até mesmo Lacan palatável rs).
Uma leitura muito diferente, quem é curiosa sobre a psicanálise vai adorar!! Gosto muito dos livros da Liana Ferraz e não tinha como não gostar desse. Mas senti um arrebatamento maior na escritas dos poemas desse, me pareceu mais viceral, mais intenso.
Alexandre sempre simplificando a psicanálise!!! Fenomenal o uso de tantas referências, devo confessar que me apaixonei um pouco mais por Winnicott (Paaaaaiiiii!!)