Z lives confined to a white room, watched by a security system specifically created to hold him. Z is the last one of the thousand children born from artificial wombs, endowed with extraordinary intelligence and physical abilities that put him one step higher on the evolutionary ladder. Z has an escape plan but, in order to succeed, he will have to face his keeper and creator: the Professor, a cold and methodical man, whose intelligence rivals Z’s.
Become a Patron! -- O autor só fala de si mesmo na terceira pessoa quando tem de falar do autor ou, é claro, quando pratica a extraordinária arte da feitiçaria imaginativa — há quem lhe chame Escrita. Se houvesse na minha vida lugar para gatos, teria dois e um seria um Gremlin disfarçado. Tenho um furão e uma hiena — ambos imaginários. -- The author only speaks of himself in the third person when he has to speak about the author or, of course, when he conjures the extraordinary art of imaginative sorcery—some call it Writing. If there was any place for cats in my life, I would have two and one of them would be a Gremlin in disguise. I have a ferret and a hyena—both imaginary.
Prestem atenção aos diálogos entre Z e o professor... Divinais!!! Dá erro porquê? ... Desgosto à vista caso este escritor enverede pela ficção cientifica...Oh! É um mundo que não sei nem conheço! Pois,lá terá que ser... Z! Sinopse perfeita...Nada a acrescentar! Conto e contorno de Manuel Alves. A desafiar... Inteligência! Personagens brilhantes,a não variar! A melhor fuga é mesmo ficar. Apreciar...As palavras e o talento! Poucas páginas...Sabe a pouco! Mais...Queremos mais! Imaginação a transbordar... Gosto da postura,a merecer respeito. Boa! Mestre. Lógico e irracional... Fã...Completamente*
Li opiniões bastante positivas sobre este conto no Goodreads e, como estava (e está) gratuito no Smashwords, decidi aproveitar e dar uma oportunidade a um escritor português que desconhecia até agora.
Z é jovem de 16 anos, último sobrevivente de um conjunto de mil crianças nascidas de úteros artificiais. Com um QI elevadíssimo, Z começa a demonstrar a sua personalidade rebelde e a vontade de ser livre nos exercícios cognitivos a que o “monstro branco” encarregue dele o submete. Estes exercícios são levados a cabo numa sala fechada e num ambiente controlado, e de cada vez que Z desobedece ou não faz o que dele é esperado, sofre castigos físicos.
O que me fez avançar na leitura com vontade foi a curiosidade em saber quem e o que é Z. A informação que nos vai sendo fornecida ajuda mas acaba por não esclarecer completamente. A forma como o conto termina deixa muita coisa em aberto e transforma esta narrativa, na minha opinião, num aperitivo que abre o apetite para algo maior. De acordo com um comentário do autor que li no Goodreads, está a ser preparado o desenvolvimento da história de Z, que deverá ser uma trilogia. Ainda bem!
Mas voltando ao conto em si: numa narrativa curta, o autor consegue criar um mundo credível e convincente, mas, acima de tudo, Z transparece como uma personagem interessante e que acreditamos ser supremamente inteligente. Também gostei da escrita: clara e cativante. O único problema foi que me soube a pouco. Fico a aguardar pelo desenvolvimento da história e curiosa por ler mais do autor.
Confesso que não sou das maiores fãs dos contos; fico sempre com a sensação que apenas ficamos a conhecer uma parte de uma história que parece muito maior. E devo dizer que essa foi a sensação com que fiquei ao ler este conto.
Acho que a escrita é cativante e o que o cenário desperta um grande interesse, mas não consegui escapar a algumas questões. Queria saber mais sobre este projeto científico, qual é que era o seu objetivo, se estavam a tentar descobrir alguma coisa em concreto ao estudarem Z .... Foram pontos que me despertaram a atenção precisamente por não serem referidos e que contribuíram para a minha ideia de que Z, ainda que um conto, dá a sensação de fazer parte de algo, quase como se fosse um capítulo no meio de outros.
Em geral gostei da história, especialmente do diálogo inicial entre Z e o Professor. Achei que Z era uma personagem que nos prende a atenção e que ao mesmo tempo nos fascina por ser tão complexo. Confesso que fiquei com vontade de saber mais sobre ele e sobre o mundo em que ele vivia e quando cheguei ao fim só me apetecia pedir mais.
Deixo aqui a frase que mais gostei do conto: "Os génios autoproclamados tendem a complicar resultados num irónico esforço de os simplificar e, em toda a sua genialidade, permitem-se a falha paradoxal de descurar a observação da solução mais simples e evidente."
Gostei muito deste pequeno conto e fiquei muito feliz por saber que o autor promete continuação! :D Acho uma boa aposta explorá-lo, pois está bastante interessante e original!
*-*
— Quantos sonhos cabem na palma da mão? — perguntou. O Professor esboçou um sorriso cínico. — Todos — respondeu. Z abriu as mãos. — Eu tenho duas mãos cheias de sonhos — disse ele. — O Professor, em todo o seu génio, não consegue nem sonhar o que eu farei com esses sonhos.
ZÊ é um conto que não larga o leitor da primeira à última palavra e de todos os desta antologia o que tem o melhor final já que sem usar do abusado twist consegue ainda assim abrir toda uma panóplia de questões que, decerto, o autor deixou por responder na linha da melhor FC para que seja o leitor a fornecer, cada qual à sua maneira, as possíveis respostas, se é que as há. Descreveria a escrita de Manuel Alves como uma escrita em camadas que obriga o leitor a uma constante descodificação do que lê e a reavaliar as suas percepções do que sucede na página. O único conto em toda a antologia que mantém intocado e em estado puro, desde o princípio ao sublime final o espírito da verdadeira Ficção Científica.
Sem dúvida um autor a ter em atenção.
(esta opinião é um extrato da parte relevante ao conto em causa aquando da sua publicação na Antologia Fantasporto)
Embora não seja apreciadora de ficção científica, uma boa história é sempre um momento bem passado, e esta está muito bem escrita e com uma linguagem acessível.
Gostei bastante de tudo o que envolve o exercício cognitivo entre Z e o Professor.
Não gostei da excessiva repetição da parte em que os monstros brancos dilaceram os bebés com garras de metal....
Um conto muito interessante. Parabéns ao autor que consegue a proeza de em poucas páginas apresentar-nos uma história cativante e que tendo um princípio, um meio e um fim, ainda assim nos deixa com uma enorme curiosidade em saber mais sobre o universo criado e acima de tudo, o futuro da personagem principal. Um novo autor a ter em atenção.
I'll start by saying that short stories are generally not my cup of tea. I'll either dislike the story or like it and want more, so it's a lose/lose situation. This time around I want more, and I know there's definitively enough potential here for a full length novel.
Both main characters are interesting enough for the whole experience to be quite smooth and the writing overall is quite good with detailed but not too verbose descriptions, though there are a few typos and inconsistencies throughout that could be rectified with a proofread
Z poses us with a LOT of questions, such as: - How was Z created and what is his purpose? - Why did all other subjects die and what makes X and Y different from Z? - What planet is this? - What is this corporation and their aims? - Is the "Professor" even human?
Such questions make the story engaging and while I wasn't expecting it to come to a full circle, I feel like I should've been given the answer to at least some of them since there isn't the promise of a sequel (though the ending very much suggests so). I very much hope to see this become a full length novel because I want to know more about Z and this world and I feel like it definitely has the potential to be fleshed out in that way.
Já tinha lido a estória em português como parte da “Antologia de Ficção Científica Fantasporto”. Quis experimentar a versão inglesa por dois motivos: saber a mudança de idioma realçava certas características do autor e se passados dois anos a minha opinião seria a mesma.
Como é óbvio a estória não se tornou inovadora, não sendo por isso que deixa de merecer as mesmas 3 Estrelas pelo entretenimento.
Por outro lado, fosse por ter passado a inglês ou por a minha paciência ter diminuído, o diálogo inicial tornou-se mais saturante. O autor podia ter mantido todo o mesmo “sumo” com menos repetições e argumentos circulares.
Z é um menino(?) fantástico, algures entre o sonho e o pesadelo. Fiquei com a nítida impressão que já me havia visitado em algum devaneio onírico. Num puzzle high-tech em tons de branco, a contrastar com a sua pele, há um desafio de lógica dentro da lógica, e ele está determinado a testar limites com a sua prodigiosa inteligência. Não se sabe onde está, apenas que tem de sair de lá. Algures na Via Láctea, diria, não muito longe de K-Pax, depois do Hipercubo. Para onde irá? Quem encontrará? Muito fica por explicar. Este conto pede continuação. Parece que ainda há muito para vir a seguir a Z.
Gostei deste pequeno conto e li-o com crescente curiosidade. Acho que o autor está no bom caminho e só espero que a história tenha continuidade pois gostava de saber o destino de Z
Embora tenha uma premisse interessante, de facto a historia é pequena e precisava de ser maior. Fica a saber como um epílogo, os primeiros capítulos de uma história, e não como um conto com um fim.
Por ter potencial e até gostar do que li, estou a dar 3 estrelas, mas de facto para algo que sinto que não está acabado deveria dar 2 estrelas. Porque ficou tudo em aberto e por continuar.
Ficarei de olhos abertos para as outras histórias deste escritor, embora do que tenha reparado, são todas pequenas.
Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro "Superintelligence" de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade. Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: "Quantos sonhos cabem na palma da mão?" pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria "O quê? Deixa de dizer disparates!" Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.
[Review in Portuguese] Z, de Manuel Alves Independente - 24 páginas Um ser surpreendente cuja inteligência intrigante começa a incomodar quando ele sonha com a liberdade.
Título: Z Autor: Manuel Alves Editora: Independente ASIN: B00A9WXYRK Ano da Edição: 2012 Nº de Páginas: 24
Sinopse: Mil úteros artificiais. Mil crianças artificiais. Tão logo começam os nascimentos, começam também as mortes. Pouco tempo depois, apenas vinte e seis sobrevivem e são nomeadas com as letras do alfabeto.
Mas estes sobreviventes também não conseguem se agarrar à vida e aos poucos vão morrendo um a um. Alguns anos mais tarde, Z é o único que resta. Um ser superior, uma inteligência rara e assustadora que só é igualada pelo Professor, seu criador. Z, entretanto, não quer mais ser um bicho de laboratório - ele sonha com a liberdade. Para isso terá que enfrentar o Professor e demonstrar-se mais esperto do que o outro.
O que eu achei do livro: Muito bom!
Continuo com as minhas leituras de ebooks no Kindle! Não deixo de lado as minhas leituras tradicionais, que continuam de vento em popa (tanto quanto meu escasso tempo permite), mas agora não largo mão de me divertir com livros virtuais, principalmente no meu caminho para o trabalho (é muito mais leve carregar na bolsa o ereader do que um livro tradicional). Devo dizer que, em um cômputo geral, está sendo uma experiência maravilhosa a minha com ebooks e tenho lido muita coisa boa!
Dentre tais coisas boas, encontra-se o conto Z, do escritor português Manuel Alves. Esse livro apareceu em uma de minhas buscas pela Amazon e a capa logo me chamou atenção. O preço? Gratuito! Intrigada, requisitei o livro e ele ainda ficou alguns dias parado, me encarando e perguntando quando, enfim, eu iria lê-lo. Confesso que como o livro estava de graça, achei que seria ruim. Preconceito puro. Antes tivesse largado mão de tal conceito infundado (e, felizmente, errado!) e lido tão gostosa trama antes. Pois decidi que era hora de ler essa história (ainda com receios de que não fosse me agradar) e me surpreendi positivamente com o que encontrei.
A escrita de Manuel Alves é uma delícia! Adoro encontrar autores que escrevem tão bem que te prendem às páginas de seus livros e te encantam com sua narrativa. É o caso desse talentoso português! Em uma rápida pesquisa na internet, descobri o site do autor (visite! É bem bacana) onde encontrei outros tantos livros gratuitos ou por preços módicos. Adivinhem quem já adquiriu alguns outros exemplares? Pois é! Não resisti. Leio em breve e volto para contar se o escritor é mesmo talentoso ou foi um arroubo de sorte ao escrever Z.
Voltando ao conto dessa resenha, Z trata-se de uma ficção-científica não datada. O tempo não é explicitado pelo autor, já que os personagens estão em um centro tecnológico sem contato com o exterior (tenho a impressão que tal centro é subterrâneo, mas não consigo encontrar isso escrito no livro agora e já estou me crucificando por não ter marcado. Agora também fico ruminando se tal impressão me foi passada pelas entrelinhas do livro ou se de fato li isso... algo me diz que irei reler essa história muito antes do planejado). Todo o local é revestido pela mais alta tecnologia, inclusive no que envolve o próprio nascimento dos embriões (Z não foi o único, embora seja o último que resta vivo), o que dá a ideia de que o tempo é em um futuro distante, mas ao mesmo tempo assusta por nos fazer imaginar que poderia ser no presente sem o nosso conhecimento. Será que tamanha tecnologia já existe? Não seria algo tão surpreendente assim. Pesquisas às escondidas devem existir por aí...
A história contada é bem dinâmica e um tanto filosófica. Vale a pena conferir Z, que é um protagonista bastante intrigante, duelando com o Professor, um antagonista que não fica atrás enquanto personagem. Também me conquistou o fato de Z começar a se questionar e também às regras a ele impostas, ansiando por uma liberdade que sempre lhe foi negada.
Gostei bastante do conto e queria que houvesse mais. O maior pecado dessa história é justamente ser tão curtinha e deixar um imenso gosto de quero mais no leitor! Desejo agora outros livros do autor (como disse, já adquiri alguns) e espero que sejam tão gostosos quanto este.
E finalmente, o Desafio Literário chega ao fim! Andava há já bastante tempo a pensar em quem iria ler para tão complicada letra, até que me lembrei... Z! É um contorno das regras, mas pronto. O conto de Manuel Alves foi a maneira perfeita de encerrar este desafio, e depois de ouvir falar tão bem deste escritor, tinha mesmo de o conhecer.
A história de Z pouco mais é do que a descrita na sinopse... Pouco mais é? Nada disso. É muito mais do que a história da sinopse. A ver se me faço entender... A linha da narrativa é o que está na sinopse: uma criança incrivelmente inteligente, testada por um Professor igualmente brilhante, e que planeia a sua fuga. Mas o que está para além das palavras de Manuel Alves é bem mais do que isso. Tendo como fundo um largo conhecimento de ficção científica, o autor cria nestas poucas páginas um mundo onde queremos entrar e conhecer e saber e experienciar. A escrita é simplesmente magnífica, fluída e complexa ao mesmo tempo. Todo o ambiente do livro está perfeito, numa mestria de lógica e irracionalidade, boa escrita e larga imaginação. Z enquanto personagem é um deleite de conhecer. Deixa o próprio leitor perplexo perante o seu raciocínio e intrigado pela sua postura. Mas, por outro lado, há um mistério muito grande que acompanha a personagem, e que nos pode mesmo deixar ligeiramente frustrados, por não sabermos mais. Este desconhecimento alastra-se ao resto do livro - tantas perguntas que ficaram sem respostas, tantas explicações que ficaram por dar. Felizmente, Manuel Alves anunciou que este conto, aliás, a história completa de Z, será uma trilogia, na qual já se encontra a trabalhar. Assim sendo, nada de negativo a apontar a Z, nem a Manuel Alves. Agora entendo o respeito e a admiração que os seus leitores expressam: de facto, Manuel Alves tem tudo para ser um grande nome na ficção científica, e espero sinceramente que lhe seja justamente reconhecido todo o seu valor.
Mesmo que não sejam fãs de ficção científica, não deixem de dar uma oportunidade a Z. É uma leitura rápida e que vos vai deixar a pensar, assim como curiosos em saber mais sobre este mundo desconhecido. E, como não podia deixar de ser, não deixem de apoiar os nossos jovens autores!
Um conto ... quase bom. Escrita despojada e eficaz, ainda que algo desnecessariamente repetitiva na sequência do sonho. Diálogos bem construídos e naturais, mas que revelam contudo uma enorme falha na caracterização das personagens: se Z foi educado toda a sua vida pelo Professor, e somente por ele, como se explicam os traços anómalos de comportamento (o cinismo, o sorriso, etc) senão como sendo falhas do próprio Professor? Mas se o Professor é classificado como um "génio", não deveria haver quaisquer falhas. O próprio Professor não lhes reconhece uma origem. Estamos aqui perante um erro de caracterização que, parecendo que não, é grave: não há maneira de explicar, através do que o conto nos dá, como se tornou Z no que é, em termos de carácter; antes pelo contrário, as poucas informações que dispomos permitem apontar para essa impossibilidade.
O final deixou algo a desejar. Para dois seres supostamente tão inteligentes, foi um final algo banal. Não era o que eu esperaria de um génio e de um ser ao qual chamar apenas génio seria quase um insulto. Isto sem contar com uma referência anafórica que soa algo forçada aos sonhos que se discutem inicialmente. Granted, o twist do arrancar de dedos para a absorção do código genético do Professor foi extremamente bem jogado, mas a sequência seguinte não conseguiu acompanhar o nível alto a que esse twist colocou a narrativa.
Acabamos, por isto tudo, por ter duas personagens que nos são apresentadas como inteligentes mas que de inteligente têm verdadeiramente pouco.
All in all, é um conto que merece (por pouco) ser lido, nem que seja pela escrita apenas, que é o seu ponto forte. Beneficiaria, no entanto, de uma valente polidela aqui e acolá, quer na linguagem quer na caracterização. Há falhas lógicas por detrás de Z que, parece-me a mim, fariam o próprio corar.
Um pequeno conto em que a personagem principal, Z., uma criatura com inteligência cibernética/artificial (?), entra em confronto com o professor que o educou e estudou desde que nasceu. Gostei do paralelismo do professor com o monstro branco de garras de metal quando Z. sonha (ou recorda?) o início da sua existência. Apesar do género de ficção científica não ser o meu preferido, considero que este conto está muito bem escrito, tem tensão entre as personagens, demonstra inteligência nos diálogos e atiça a curiosidade para conhecer mais pormenores sobre as personagens.
Duas das passagens que me ficaram na memória:
"Os génios autoproclamados tendem a complicar resultados num irónico esforço de os simplificar e, em toda a sua genialidade, permitem-se a falha paradoxal de descurar a observação da solução mais simples e evidente."
"Z voltou-se. — Quantos sonhos cabem na palma da mão? — perguntou. O Professor esboçou um sorriso cínico. — Todos — respondeu. Z abriu as mãos. — Eu tenho duas mãos cheias de sonhos — disse ele. — O Professor, em todo o seu génio, não consegue nem sonhar o que eu farei com esses sonhos. Z atravessou o holograma, que tremeu com riscos de estática, levando consigo o sorriso do Professor."
Z is a short story about artificial intelligence (or is it that artificial? one is never sure) and the terrors that come when the search for scientific knowledge has the investigator ignore all the ethical limitations. It's very well written, starting with a smart conversation to pique the readers interest, then slowly unfolding the plot and ending with no clear resolution. The shift in point of view allied with a change in the description of the characters (for example, the professor and his hands turn to the white monster and his claws) is really well done and actually made me smile. Though it might not be the author's intention, this does seem like a good idea for a full length novel, one that, having read this, I'd surely buy.
I think this is more like a 3.5/5. I love the concept and I was surprised by the character of Z. A character in captivity is usually meant to be sympathetic. Although I still was somehow sympathetic of him, he was not what I was expecting. He was... somewhat twisted. Willing to hurt and kill in order to escape. I loved that aspect of the story. I was quite surprised more than once by Z's actions. I also loved this version of the future, and the technology. What little we saw of it.
But I was quite confused by most of what Z and the Professor said. I couldnt follow most of their conversations, and I am not even sure whether or not I was supposed to be able to. They used a lot of big words I'm not familiar with and scientific terms. But I would still love to see more of Z.
Fiquei com o sentimento que este Z é um fragmento de algo maior. Houve coisas que ficaram por perceber, como quem é Z. Bioconstructo, inteligência artificial, clone genéticamente modificado, simulacro capaz de comandar o ambiente virtual, rato de laboratório inconformado com o seu destino? Esta inconclusividade dá uma aura de mistério e por si só quase nos obriga a ler para tentar perceber o que é Z. A construção do mundo ficcional é sólida e convicente, num registo narrativo de grande clareza que gerou na minha mente de leitor uma imagem nítida dos espaços futuristas do laboratório kafkiano do conto. Uma boa surpresa, Z é interessante, intrigante e a pedir um pouco mais.
Comecei logo por ficar desiludida com o diálogo da primeira página - é incongruente e contém um erro crasso quando o Professor diz que "seria infinito ao quadrado" quando o correcto seria "infinito vezes dois". O resto do conto soa-me um pouco pretensioso, com todas as questões supostamente metafísicas que coloca. Quanto à história propriamente dita, nada de original. A escolha politicamente correcta das diferentes etnias dos sobreviventes é demasiado artificial. E continuo a não gostar de algumas escolhas de tempos verbais feitas por este autor, que por vezes não são coerentes entre si.
Gostei muito deste conto, ou melhor, destes contos. Além de bem escritos, bem desenvolvidos e dinâmicos, a forma como se interrelacionam uns com os outros está feita de uma maneira muito interessante. É uma boa apresentação, sem dúvida, e uso o termo 'apresentação' porque acredito que o potencial para histórias protagonizadas por Z não se esgota aqui. Venham mais!
Muito bom! Ficou a saber a pouco! Tenho vontade de acompanhar esta fuga do Z e de ver onde os seus sonhos o irão levar, bem como o que fará o Professor depois desta fuga...
Foi uma óptima companhia esta manhã e soube a pouco. Ficou uma dúvida no ar relativamente ao que se seguiria e estou com muita vontade de continuar a ler mais... Gostei muito!
Um dos meus contos favoritos d' "Antologia de Ficção Científica Fantasporto". Apesar de sentir falta de maiores explicações (sobre o que é ZÊ e o que é o professor), o desenrolar das cenas está muito bem conseguido, a prosa está excelente e fica a vontade de ler uma continuação (embora esta não seja obrigatória, pois o conto é autónomo). Uma agradável surpresa.
Gostei bastante. Creio que a história é envolvente, apesar de, na minha opinião (e só minha), haver algumas partes desnecessárias que apenas aborrecem o leitor. Mas como um todo, é uma boa história que creio merecer o seu total desenvolvimento.