Aos 60 anos e com uma doença terminal, Lourenço quer ser enterrado junto da família, no Cemitério dos Prazeres. Porém, no jazigo dos Boa Morte já não existem lugares vagos e, para ele entrar, alguém tem de sair. Mas quem? A avó Maria Vitória, que faleceu com 90 anos e assistiu às extraordinárias mudanças que o século XX trouxe a Portugal? O tio Fernando, o primeiro a ir deste mundo, assassinado pelos fascistas de Franco em Badajoz, no longínquo ano de 1936, no início da guerra civil de Espanha? Talvez seja melhor remover a tia Joaquina, beata de Barcelos, que morreu de ataque de coração durante a ocupação da herdade de Estremoz pelos comunistas, no Verão Quente de 1975. Ou a excêntrica Natividade, finada com uma overdose? Ou Nuno, um exímio contador de anedotas que nem era um Boa Morte, falecido num acidente de carro? Ou talvez a francesa e loira Jacqueline, encantadora de homens que caiu numa ravina nos Alpes, a fazer ski? Ou a voluptuosa Lola, filha do tio Júlio e de uma espanhola duvidosa, belíssima mulher que dançava como se o amanhã não existisse? Os seis Boa Morte ainda vivos têm de eleger quem deve sair do jazigo, mas poderão também tentar descobrir a opinião dos próprios mortos, consultando uma médium? E não se arriscam a descobrir dolorosos e escandalosos segredos de família? Qual dos Boa Morte deixará de conviver com as centenas de celebridades portuguesas enterradas no Cemitério dos Prazeres? Quem não gostaria de passar a eternidade ao lado de Almada Negreiros, Vasco Santana, Laura Alves, Mário Soares, Cosme Damião, José Malhoa, Raul Solnado ou Ofélia, a única namorada de Pessoa? O Cemitério dos Eternos Prazeres é a história de uma família, dos seus amores e desgostos, tragédias e sucessos, mas também a memória de quanto o país mudou num século, desde a queda da Monarquia até aos nossos agitados dias.
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
O que dizer deste livro? Parte de uma ideia muito original, contando a história de uma familia, os Boa Morte, cujos elementos se encontram sepultados no jazigo de família no cemitéro dos prazeres. A história desta familia acompanha os grandes acontecimentos da história mais recente de portugal. No entanto achei um pouco forçada e muito repetitiva a introdução de muitas personalidades portuguesas na história, apenas para se mencionar que também estão sepultados neste cemitério.
A premissa de "O Cemitério dos Eternos Prazeres" é a morte iminente de Lourenço Boa Morte que expressa o desejo de vir a ser sepultado no jazigo da família, que já não tem mais lugares disponíveis. O desejo é, assim, mote para uma reunião de família (irmãos e sobrinhos vivos), em que cada um descreve a vida de cada familiar falecido e sepultado no dito jazigo. Posteriormente, deve haver uma votação: para Lourenço entrar, alguém tem de sair (entre avó, tio-avô, pai, tios, primos e irmão de Lourenço e, quando aplicável, respetivos cônjuges).
Ao mesmo tempo, os mortos, no jazigo, falam entre eles e apercebemo-nos que as percepções dos vivos nem sempre casam com as dos mortos.
Ocasionalmente, existem alguns gralhas ortográficas e uma ou outra imprecisão (como quando, se percebi bem, na página 314 se dá a sensação que Roberto teria vendido uma casa depois de Lola falecer, embora Roberto tenha falecido antes desta). Além disso, o estilo de narração é, por vezes, idêntico, apesar de a voz que narra não ser sempre a mesma (os vivos e cada morto).
Em qualquer caso, o livro vale muito por toda a criatividade e por dispor muito bem o leitor, pelo humor com que nos presenteia e ainda como mote para as mudanças históricas dos séculos XX e XXI português (já que cada personagem vive em diferentes contextos e locais). As diferentes posições quanto à 2.a guerra mundial, ao Estado Novo e o 25 de Abril, além do PREC, do período cavaquista, de Guterres e de Sócrates e da própria geringonça são ricas abordam diferentes clivagens na nossa sociedade. A isto, acrescem as personagens da cultura e do desporto que também marcaram os períodos e que estão sepultadas no Cemitério dos Prazeres.
À medida que se avança na leitura, vamos conhecendo personagens, diferentes ideias ou feitios e buscando causas para os comportamentos. O final é também surpreendente, pelas revelações e pela decisão.
Um membro de uma família com um jazigo completo está a morrer de cancro, e reúne-se com a família para decidir qual é o morto que deve sair para ele poder entra. Um excelente ponto de partida, humorístico. A família é uma personificação do século XX português: mudanças que uns acompanharam e favoreceram, e outros resistiram e boicotaram. O final, que não posso revelar, redime a narrativa, pela sua ironia na resolução do problema inicial.
Different story telling starts to engage you with the story in the beginning. Has another merit of giving some Portuguese historic facts and personalities although leaves a sense of too little and at surface. The narrative is funny and entertaining but a bit basic. Overall, it is a book that promises more than it delivers at the end, if it could have been slightly more elaborated.
Delicioso, divertido, surpreendente. Cheio de história, desde a queda da monarquia até aos dias de hoje. Uma família, funcional e disfuncional, com segredos e intrigas. Mas no final permanecem eternamente juntos.
Através deste livro desvendam- se os segredos de uma família é conhecemos um pouco da história do país. Contudo, existem sequências bastante forçadas e a linguagem ,por vezes , bastante grosseira. Estes dois aspetos impedem- me de dar mais estrelas. É pena.
+ escrita simples e fluida + personagens e histórias mt divertidas + apesar de serem todos família, as histórias de cada um estão mais ligadas do q se pensa no início + ninguem é so o que aparenta, todos nesta familia escondem segredos + achei original os mortos dentro do jazigo poderem dar a sua versao da história + 2 dos primos dormiam juntos, o tio roberto dormia com a sobrinha lola e a nora jacqueline, a avó dormiu com o cunhado e os filhos eram filhos do cunhado e nao do marido, a lola e a jacquelin3 dormiam juntas... tudo ao molhe, uma família muito unida 🤣🤣🤣
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Its sense of humor is like a thread of color throughout the whole book. The ideia is quite original, a traditional family facing the life stories of their ancesters and - in reality - learning about themselves.
Muito fraco, com um enredo forçado. O livro tem 400 paginas e podia ter apenas 200. Tudo é repetido na versão dos vivos e depois dos mortos. As histórias e caracteristicas de cada personagens são contadas 20 vezes. Depois tudo é forçado para dizer os " famosos " sepultados nos Prazeres.
Com uma escrita simples e escorreita, Domingos Amaral conta a história portuguesa do séc xx, a de uma família hipotética lisboeta e, ao mesmo tempo, bonitas histórias de amor e crime. Divertido.
Gosto muito de ler as obras de Domingos Amaral, mas esta foi uma desilusão. Uma história bem construída, um enredo interessante mas com uma escrita demasiado mecânica, sem paixão ou, sequer, emoção. Apesar de o final ser interessante, não foi o suficiente para compensar a frieza e desencanto de quase todo o livro.
Uma agradável surpresa! Li todos os livros do autor. Comprei este livro para a minha colecção dos livros do Domingos Amaral e comecei a ler a história da família Boa Morte nas suas diversas personalidades bem como o contexto histórico delas e foi espetacular! Diverti-me muito a ler este livro! Recomendo.
Há uns anos, tinha o cemitério dos Prazeres como um dos locais a visitar. A realidade superou a expetativa e o que lá encontrei foi ainda mais maravilhoso do que estava à espera. É na realidade parte do destino turístico de quem é amante de arte, da história...
Por isso, fiquei curiosa quando Domingos Amaral centrou a sua história na história do próprio cemitério. E este livro é uma verdadeira descoberta de quem lá está sepultado, muitas das pessoas desconhecia que estavam lá.
Lourenço está sentenciado à morte. Com uma doença terminal, deseja sr enterrado no jazigo de família, no cemitério dos Prazeres. Mas acontece que o jazigo está cheio e para ele entrar alguém tem de sair. Mas quem?
Ao longo de mais de 400 páginas, vamos percorrendo a história dos Boa Morte ao mesmo tempo que somos brindados com a história das figuras ilustres quem lá permanecem.
Um retrato da história de Portugal que só pecou por ser bastante repetitivo. O mesmo tema falado por várias personagens fez com que achasse a leitura aborrecida em algumas partes. Fora isso foi uma boa descoberta.
Este foi o primeiro livro que li no kobo e confesso que pensei que não me ia adaptar. Será sempre um ótimo livro por ter sido o que iniciou a minha transição para o digital. Devorei-o pela graça das personagens que são bastante familiares para qualquer família portuguesa e acabei por ter uma boa surpresa quando no fim se soube quem ia sair. Gostei da maneira como foram apresentados os familiares.
Um tema muito original e uma agradável surpresa. Não sei se eram necessárias tantas descrições da história de Portugal, para ser sincera, passaram-me um bocado ao lado. O final tem revelações interessantes mas não fiquei 100% satisfeita. 3,5 estrelas
Senti que estava constantemente a ler a mesma história de povs diferentes e foi extremamente aborrecido, por mais que haja detalhes novos em cada pov tinhamos de estar a levar com muita coisa repetida. Fez com que demorasse a acabar de ler o livro sem duvida…