A cultura do cancelamento e do politicamente correto está abalando os alicerces da nossa civilização.
Ideias radicais woke penetraram em diversas instituições, e a defesa da verdade passou a ser interpretada como discurso de ódio e fascismo. O ataque à lógica é recorrentemente orquestrado por grupos identitários com mentalidade de vitimização, que, sob a égide da promoção da diversidade e da inclusão, tentam aniquilar aqueles que expressam opiniões divergentes, usando táticas como censura, insultos, humilhação pública, isolamento e criação de bodes expiatórios.
Discute-se neste livro como a noção fabricada de empatia e de justiça cede lugar ao assalto à individualidade e aos valores democráticos, através da prática de diferentes formas de corrupção, como a intervenção linguística via criação e redefinição de vocábulos, o controle do que pode ser pronunciado ou pensado, ou mesmo com o desenvolvimento de ideias pseudocientíficas para elevar o status coletivo de opressão de certos grupos.
"O que eu acho dos wokes? Eu acho eles uns idiotas." Luís Felipe Pondé
"O ativismo woke virou uma religião, mas uma diferente das religiões abraâmicas: sem Deus, sem perdão e sem misericórdia, é corrupta por inteiro, pois não visa a reconciliação, ela se deleita na vingança e no ressentimento."
É exatamente isso. Esse é o resumo do ativismo woke. Um ativismo sem um projeto de sociedade, um ativismo puramente viciado no caos pelo caos (parafraseando Slavoj Žižek, citado no próprio livro)
Essa gente usa a palavra "fascista" a cada 3 minutos, mas não percebem que são os neo-fascistas do século XXI, como sua militância tem a mesma finalidade do fascismo - restringir a liberdade de expressão e expurgar tudo aquilo que eles acreditam ser errado.
Espero que o futuro dessa histeria seja mesmo o previsto nesse livro, de que essa gente cause tanta aversão ao restante da população que ao final serão empurrados para seu próprio nicho e ficarão lá entre si se ofendendo e chamando uns aos outros de "fascista" até o último dessa "Massada inquisitória".
Bom livro, assim como "America's Cultural Revolution: How the Radical Left Conquered Everything" de Christopher F. Rufo que nos mostram como são as artimanhas dessa escumalha para censurar, humilhar e silenciar pessoas com opiniões divergentes.
É um ótimo livro para a introdução do assunto. Ele apresentar varios pontos válidos sobre os ativismo militante (prefiro nomear assim) e sobre como essas discussões vêm acontecendo nos últimos meses. Não é tão atual em relação ao que está acontecendo agora, exatamente neste momento, pois as constantes mudanças que vêm ocorrendo de forma muito rápida. Ainda assim, as autoras são bem pontuais em seus argumentos. A linguagem, em alguns momentos, é levemente agressiva, mas isso acontece por conta do que é apresentado, e, de certa forma, acaba sendo necessário. O livro tem um embasamento teórico-crítico muito bom e se mostra uma leitura bastante necessária para quem quer se aprofundar no tema e manter uma visão geral entre os dois pontos apresentados.
É claro que, se um grupo específico for ler esse livro, pode acabar se sentindo especialmente atacado, ou achar que a linguagem do mesmo é excessivamente agressiva, ou até que o livro não apresenta exatamente o ponto que eles gostariam. Mas, justamente, esse é o objetivo da obra.
Acredito que seja um ótimo livro para refletir e entender melhor o que vem acontecendo nos últimos anos e nos permite e ajudar a refletir para que assim possamos nos reeducar e melhorar nossa capacidade crítica.
Criminoso, inclusive. Comete crimes travestidos de "liberdade de expressão", escrito por uma auto-intitulada "intelectual" que é apenas uma pessoa perturbada e famosa transfóbica.
Parabéns meninas. O livro ficou excelente. Adorei a forma como foi organizado, os vários tipos de corrupção, os vários movimentos que a ideologia woke deturpou e o capítulo final foi ótimo em nos mostra o momento atual que vivemos e o rumo que será possível seguirmos. Recomendo.