Os mitos celtas e galeses que fundaram o imaginário por trás da fantasia medieval!
Com suas criaturas misteriosas, feiticeiras, druidas e valentes cavaleiros, a riquíssima mitologia galesa é fonte de inspiração para alguns dos mais célebres escritores de fantasia — de J.R.R. Tolkien à George R.R. Martin. Com forte inf luência das lendas celtas, Mabinogion reúne algumas das primeiras narrativas em prosa em língua galesa. O livro contém onze estórias que combinam magia, duelos, feras terríveis e cavaleiros medievais em narrativas que exploram desde os mitos galeses mais antigos até os primeiros relatos das aventuras do rei Artur.
Traduzido diretamente do galês antigo e com ilustrações de Alan Lee, este livro é parte de Feéria, uma coleção que apresenta narrativas únicas para mergulhar na literatura de fantasia.
O nome é uma referência ao termo desenvolvido por Tolkien para descrever um lugar mágico habitado por criaturas fantásticas onde a física, a natureza, a moral e o próprio tempo são regidos por leis próprias. Lá não se passam apenas os contos de fadas infantis, mas narrativas maduras nas quais o inexplicável se torna possível. A coleção está dividida em três
Feéria antiga, que reúne mitos e lendas fundacionais que inspiraram as primeiras obras de fantasia moderna, incluindo O Senhor dos Anéis;
Feéria clássica, que reúne obras contemporâneas ao legendário de Tolkien, em sua maioria pertencentes a "era de ouro" da fantasia;
Feéria visionária, que apresenta histórias que, inspiradas pelas obras de fantasia clássica, vislumbram outros mundos e possibilidades para a ficção especulativa contemporânea.
Entre conhecidas e inéditas, as obras de Feéria irão encantar os leitores ao expandir o conceito def inido por Tolkien, enquanto ilustram o desenvolvimento de todo um gênero literário.
Origem dos contos de cavalaria Em Mabinogion, temos uma coletânea de contos celtas antigos, onde muito da cultura antiga inglesa e galesa é incorporada.
Uma coisa a se notar é que muito do vocabulário antigo foi mantido nessa versão, que possui em sua introdução um pequeno guia para leitura das sílabas. Mesmo com esse auxílio, a leitura pode se tornar um pouco difícil, já que todos os nomes de personagens e lugares são mantidos em sua forma original.
Das histórias presentes no livro, as que mais me encantaram foram "Peredur, filho de Efrog" e "A Dama do Lago", ambos com vários aspectos dos contos arturianos.
Estranhei um pouco a escrita em "A Dama do Lago", porém não sei dizer se foi uma escolha estilística ou erros na tradução.
A apresentação do livro é fenomenal, com as ilustrações de Alan Lee que dão vida às histórias e configuram bem a ambientação dos contos, além da encadernação com lombada imitando couro com detalhes em relevo.
Com certeza recomendo a leitura, principalmente para aqueles que gostam de contos de cavalaria e dos contos do ciclo arturiano.