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Teresa d'Avila

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Teresa D'Ávila, a primeira doutora da Igreja, doutora de leitura proibida, torna-se best-seller e vive em cada mulher. Este livro foi premiado pela Biblioteca Nacional ainda quando inédito, destacado nos EUA pela prestigiosa World Literature Today como um dos melhores romances brasileiros e vivido no teatro por grandes atores. Quem protegerá esta mulher de homens diante dos quais nem pedras nem palavras podem prevalecer? Teresa D'Ávila tem somente uma arma e é exímia na arte de manejá-la, flada ou escrita. Acostumados a render a todos os interrogados, levando alguns, já à beira da morte, a abraçar e beijar os próprios executores de suas sentenças, os inquisidores veem-se de repente desarmados diante desta mulher. Eles procuram o Demônio. Mas onde estão seus disfarces? Como convencer o povo da vila de que a mulher bonita e rica, que tudo abandonou para ser monja descaça, é o perigoso inimigo a combate? Ela tem berço e conhece a alma dos que servem aos que dominam o povo, sejam eles bispos ou capitães do exército. Pensam que mandam. Na verdade, cumprem ordens. Mandam por outros. O mundo deve seguir pelas trilhas que levam à submissão aos poderosos. Para servi-los, os corpos devem ser domesticados como animais de estimação.

195 pages, Kindle Edition

Published October 1, 2020

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Deonisio da Silva

44 books3 followers

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Profile Image for Erwin Maack.
462 reviews19 followers
April 18, 2026

Resenha da Persistência: Da Matéria ao Êxtase

O Vazio que Opera
A existência humana, viciada na egolatria do volume, tropeça no inesperado. O homem francês — cujo crânio abrigava líquido em vez de massa — dissolve a ilusão da completude. Como em O Livro de Areia, o infinito não exige espaço — exige relação. Habita o resto. O que conecta. O que insiste.

A vida não avança apenas rumo ao complexo; recua. Opera no mínimo para preservar o que não pode falhar: continuidade.

A Transmutação da Dor
Onde o raciocínio cessa, Teresa de Ávila atravessa. O cilício deixa de conter — abre. Dor como via.

Não há submissão, há torção.
Uma pequena morte oferecida como linguagem.
O sensorial, reorganizado.

Gian Lorenzo Bernini leu esse gesto: no mármore, o êxtase não adorna — sustenta.

A Estética da Sobrevivência
Da mosca à santa, a medida é a mesma: persistir. A inteligência se espalha. A alma, também.

Não por perda — por estratégia.

A vida não busca grandeza.
Busca duração.

Somos matéria que insiste.
E é no vazio — não no excesso — que ainda há espaço para funcionar
e, às vezes, tocar o êxtase.


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