What do you think?


Chomsky & Mujica: sobrevivendo ao século XXI
Pepe Mujica, o político mais querido do mundo, e Noam Chomsky, “o mais importante dos pensadores contemporâneos”, reunidos pela primeira vez
Duas referências mundiais do pensamento contemporâneo se reúnem em Chomsky & Mujica: sobrevivendo ao século XXI para conversar sobre questões transcendentais que afetam a humanidade e debater alternativas para o futuro. De um lado, José Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e ex-guerrilheiro que alcançou enorme popularidade internacional pregando a austeridade, a sabedoria e o bom senso. Do outro lado, Noam Chomsky, o intelectual e ativista estadunidense que revolucionou a linguística e se dedica a temas humanísticos e filosóficos do nosso tempo. O documentarista mexicano Saúl Alvídrez reuniu os dois pela primeira vez, criando o clima propício para uma frutífera troca de ideias.
Do encontro dessas vozes, surgem reflexões que permitem uma aproximação das grandes questões que o mundo está as consequências das mudanças climáticas, os males da política, a corrupção, o populismo, a crise do capitalismo e as suas sucessivas mutações, a lógica da economia de mercado e os problemas de produção, entre muitas outras.
Diante da ameaça de um colapso civilizacional e das alternativas contraditórias da esquerda, Chomsky & Mujica apontam os valores que devemos priorizar para avançarmos em direção a uma mudança sustentá a democracia, a liberdade, a vida com propósito, o amor e a amizade como pilares a partir dos quais um novo rumo pode ser construído.
Duas referências mundiais do pensamento contemporâneo se reúnem em Chomsky & Mujica: sobrevivendo ao século XXI para conversar sobre questões transcendentais que afetam a humanidade e debater alternativas para o futuro. De um lado, José Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai e ex-guerrilheiro que alcançou enorme popularidade internacional pregando a austeridade, a sabedoria e o bom senso. Do outro lado, Noam Chomsky, o intelectual e ativista estadunidense que revolucionou a linguística e se dedica a temas humanísticos e filosóficos do nosso tempo. O documentarista mexicano Saúl Alvídrez reuniu os dois pela primeira vez, criando o clima propício para uma frutífera troca de ideias.
Do encontro dessas vozes, surgem reflexões que permitem uma aproximação das grandes questões que o mundo está as consequências das mudanças climáticas, os males da política, a corrupção, o populismo, a crise do capitalismo e as suas sucessivas mutações, a lógica da economia de mercado e os problemas de produção, entre muitas outras.
Diante da ameaça de um colapso civilizacional e das alternativas contraditórias da esquerda, Chomsky & Mujica apontam os valores que devemos priorizar para avançarmos em direção a uma mudança sustentá a democracia, a liberdade, a vida com propósito, o amor e a amizade como pilares a partir dos quais um novo rumo pode ser construído.
259 pages, Kindle Edition
First published September 28, 2023
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Displaying 1 - 30 of 173 reviews
July 17, 2025
Brought together by Mexican activist and documentary filmmaker Saul Alvidrez, two aged leftists—former guerilla and Uruguayan president Jose Mujica and radical scholar Noam Chomsky—discuss the scourge of global capitalism and the prospects for a future post-capitalist recovery. Alvidrez facilitated the main conversation in 2017, with follow-ups in 2022 and 2023. Originally this meeting of the minds was to be made into a film, but that project has since been canceled, per its Kickstarter page. Alvidrez is a millennial and seems a bit starstruck by these two elder giants of the Left, whom he sees as connected in how they approach politics and philosophy. Significantly, these conversations all occurred before Trump was reelected, which renders some of what is said about the 'present' and 'future' irrelevant and/or in need of reconsideration. There is a lot of talk about the continuing promise of socialism in Latin America, despite the partial rightward swing currently happening there, as it is elsewhere in the world. Mujica, who passed away in May of this year (2025), notably lived a modest existence on his farm while serving as the so-called 'poorest president in the world' from 2010 to 2015, during the 'pink tide' of left-wing political victories across Latin America. His contributions pair well with Chomsky’s Western academic style, offering a more pragmatic perspective on some of the more ideological issues under discussion. The book is divided into four main sections: Introductions; How did we get here?; Values for the twenty-first century; and Survival. So, they basically lay out all the terrible things humans have done to each other and to the Earth, and then discuss what should replace the greed, self-interest, and brutality that permeates human history. Both men place much of their hope for the future on young people, while at the same time acknowledging the colossal burden that earlier generations have passed on to them. Since these interviews, Chomsky suffered a massive stroke and has retreated from public life. Thus, this book may hold his last public words, as it likely does for Mujica. For the average informed leftist, it probably won’t blow your mind; however, as when reading one of Thich Nhat Hanh’s books, there is a clarity and deeper understanding that comes with seeing a restating and reframing of what you may already think you know, especially when it comes to translating theory into practice. Finally, the title: is it a misnomer? I actually like how open-ended it is. Not 'how to survive' or 'can we survive' but just sitting with the idea of surviving a time period that will surely hold humanity’s reckoning for its many grave mistakes.
September 26, 2023
5 estrellas a Mujica y Chomsky y a las fotografías en el libro. 1 estrella a la necesidad de protagonismo del autor. Promedio y redondeo hacia abajo.
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August 29, 2026Chomsky: Like it or not, we happen to be living in the most extraordinary period of human history.
A quantidade de esperança que Mujica e Chomsky depositam na juventude é suficiente para desarmar qualquer leitor que ainda se reveja neste epíteto. E, no fundo, o que estas conversas revelam, e aquilo em torno de que giram é precisamente a esperança — não a esperança que se acalenta na ingenuidade, mas a convicção de que ainda é possível intervir e modificar o futuro.
Mujica: Democracy means, and must mean, distribution of decision-making power among the people. Authority leads to oppression. The challenge is whether we can create a civilization that limits forms of oppression. Are we capable of governing ourselves without repressing our fellow citizens?
Chomsky: At the moment our democracy is fundamentally a plutocracy. It is called democracy, but this is not democracy.
Reunidos no Uruguai para uns dias de camaradagem sugeridos pelo realizador e ativista Saúl Alvidrez, Jose Mujica e Noam Chomsky têm tempo e espaço para refletir presente, passado e futuro; política, economia e humanismo em igual medida. Instigados, até certo ponto, pelo mediador, vão dialogando em torno de sucessivas crises sistémicas. Partem da discussão das configurações do capitalismo, passam pela perversidade do mercado, desconstroem a cultura do consumo e chegam àquilo que parece ser a verdadeira preocupação de ambos: a transformação de um sistema económico numa cultura, isto é, numa forma de organizar não apenas o trabalho e a riqueza, mas também os desejos e as relações entre pessoas.
Mujica: My generation made a naïve error. We believed that social change was only a matter of challenging modes of production and distribution in society. We did not understand the immense role of culture. Capitalism is a culture, and we must respond to and resist capitalism with a different culture. Another way to put this: we are in a struggle between a culture of solidarity and a culture of selfishness.
Chomsky: Those who work developing the parts and components of Apple phones don’t even know which corporation they are working for, so they are easily exploited, unorganized, easily replaceable workers, without any bargaining power. A new type of class division is being created, and immense power is concentrated in the hands of the financial institutions that control all this.
Dando um pequeno salto semântico, referem as armadilhas da tecnologia que divide a humanidade numa nova casta (i.e. divisão de classes). E não é fortuita a recorrência da tecnologia nesta conversa — ela surge tanto como produto de uma cadeia de trabalho fragmentada que concentra poder nas instituições financeiras; como instrumento através do qual esse mesmo poder pode entrar directamente na vida quotidiana. E daí, desviam o foco para uma questão mais difícil: que limitações cognitivas e éticas produz uma humanidade simultaneamente confrontada com um possível holocausto ecológico e entregue ao hedonismo do consumo?
Em apenas dois dias, Mujica e Chomsky atravessam algumas das questões mais prementes do século com a segurança de quem, durante décadas, não apenas deu voz, mas corpo, à luta pela igualdade. Que o façam com suficiente discernimento para reconhecer os limites do seu próprio papel, é ainda mais refrescante.
Mujica: We cannot see reality except through a formidable dilemma. Perhaps a miracle can shake us, but I have my doubts.
É precisamente ao reconhecer os seus limites que a conversa encontra uma das suas maiores virtudes — mas é também aí que a mediação de Alvidrez se torna incomodativa. Dito isto, toda a conversa é um imenso privilégio legado ao leitor, mas um privilégio histórico que acusa uma forte mediação: a agenda de Alvidrez é demasiado evidente para não sacrificar parte deste texto ao futuro.
Ao passo que Mujica e Chomsky se posicionam numa esquerda relativamente apartidária, gozando de uma certa autoridade moral daqueles que fizeram mais do que a sua parte, Raul Alvidrez acusa demasiada urgência em transformar a conversa num legado. A sua voz, demasiado invasiva, submete uma conversa de outra forma fluída num quase digladiar de forças entre a velha e a nova democracia da qual, intui-se, se revê como porta-voz. E são sucessivas as estâncias em que procura dirigir a conversa para dados concretos e atuais, como se a nossa história precisasse de ser constantemente reconduzida ao presente — ou como se este pudesse ser compreendido num vazio. Advém daí que a urgência de Alvidrez se revele, de certa forma, a contradição do próprio projeto: quanto mais ele procura assegurar que estas vozes chegam ao futuro, mais interfere na conversa que pretende preservar.
E talvez seja justamente essa consciência da insuficiência o que distingue a esperança destes dois pensadores do optimismo fácil: não a promessa de saber o que o futuro será, mas a exigência de que não entreguemos a outros — ao mercado, à tecnologia ou sequer aos que falam em seu nome — a decisão sobre como queremos percorrê-lo.
Mujica: To live is to be free, and to be free is, as Noam says, to take off the blindfold—and there is a blindfold to take off every day! Don’t let your freedom be stolen! You can’t give up your freedom to the demands of the market. Freedom must serve life. You must be the master of your own life and not allow it to be managed by a television screen or a cell phone.
A quantidade de esperança que Mujica e Chomsky depositam na juventude é suficiente para desarmar qualquer leitor que ainda se reveja neste epíteto. E, no fundo, o que estas conversas revelam, e aquilo em torno de que giram é precisamente a esperança — não a esperança que se acalenta na ingenuidade, mas a convicção de que ainda é possível intervir e modificar o futuro.
Mujica: Democracy means, and must mean, distribution of decision-making power among the people. Authority leads to oppression. The challenge is whether we can create a civilization that limits forms of oppression. Are we capable of governing ourselves without repressing our fellow citizens?
Chomsky: At the moment our democracy is fundamentally a plutocracy. It is called democracy, but this is not democracy.
Reunidos no Uruguai para uns dias de camaradagem sugeridos pelo realizador e ativista Saúl Alvidrez, Jose Mujica e Noam Chomsky têm tempo e espaço para refletir presente, passado e futuro; política, economia e humanismo em igual medida. Instigados, até certo ponto, pelo mediador, vão dialogando em torno de sucessivas crises sistémicas. Partem da discussão das configurações do capitalismo, passam pela perversidade do mercado, desconstroem a cultura do consumo e chegam àquilo que parece ser a verdadeira preocupação de ambos: a transformação de um sistema económico numa cultura, isto é, numa forma de organizar não apenas o trabalho e a riqueza, mas também os desejos e as relações entre pessoas.
Mujica: My generation made a naïve error. We believed that social change was only a matter of challenging modes of production and distribution in society. We did not understand the immense role of culture. Capitalism is a culture, and we must respond to and resist capitalism with a different culture. Another way to put this: we are in a struggle between a culture of solidarity and a culture of selfishness.
Chomsky: Those who work developing the parts and components of Apple phones don’t even know which corporation they are working for, so they are easily exploited, unorganized, easily replaceable workers, without any bargaining power. A new type of class division is being created, and immense power is concentrated in the hands of the financial institutions that control all this.
Dando um pequeno salto semântico, referem as armadilhas da tecnologia que divide a humanidade numa nova casta (i.e. divisão de classes). E não é fortuita a recorrência da tecnologia nesta conversa — ela surge tanto como produto de uma cadeia de trabalho fragmentada que concentra poder nas instituições financeiras; como instrumento através do qual esse mesmo poder pode entrar directamente na vida quotidiana. E daí, desviam o foco para uma questão mais difícil: que limitações cognitivas e éticas produz uma humanidade simultaneamente confrontada com um possível holocausto ecológico e entregue ao hedonismo do consumo?
Em apenas dois dias, Mujica e Chomsky atravessam algumas das questões mais prementes do século com a segurança de quem, durante décadas, não apenas deu voz, mas corpo, à luta pela igualdade. Que o façam com suficiente discernimento para reconhecer os limites do seu próprio papel, é ainda mais refrescante.
Mujica: We cannot see reality except through a formidable dilemma. Perhaps a miracle can shake us, but I have my doubts.
É precisamente ao reconhecer os seus limites que a conversa encontra uma das suas maiores virtudes — mas é também aí que a mediação de Alvidrez se torna incomodativa. Dito isto, toda a conversa é um imenso privilégio legado ao leitor, mas um privilégio histórico que acusa uma forte mediação: a agenda de Alvidrez é demasiado evidente para não sacrificar parte deste texto ao futuro.
Ao passo que Mujica e Chomsky se posicionam numa esquerda relativamente apartidária, gozando de uma certa autoridade moral daqueles que fizeram mais do que a sua parte, Raul Alvidrez acusa demasiada urgência em transformar a conversa num legado. A sua voz, demasiado invasiva, submete uma conversa de outra forma fluída num quase digladiar de forças entre a velha e a nova democracia da qual, intui-se, se revê como porta-voz. E são sucessivas as estâncias em que procura dirigir a conversa para dados concretos e atuais, como se a nossa história precisasse de ser constantemente reconduzida ao presente — ou como se este pudesse ser compreendido num vazio. Advém daí que a urgência de Alvidrez se revele, de certa forma, a contradição do próprio projeto: quanto mais ele procura assegurar que estas vozes chegam ao futuro, mais interfere na conversa que pretende preservar.
E talvez seja justamente essa consciência da insuficiência o que distingue a esperança destes dois pensadores do optimismo fácil: não a promessa de saber o que o futuro será, mas a exigência de que não entreguemos a outros — ao mercado, à tecnologia ou sequer aos que falam em seu nome — a decisão sobre como queremos percorrê-lo.
Mujica: To live is to be free, and to be free is, as Noam says, to take off the blindfold—and there is a blindfold to take off every day! Don’t let your freedom be stolen! You can’t give up your freedom to the demands of the market. Freedom must serve life. You must be the master of your own life and not allow it to be managed by a television screen or a cell phone.
December 31, 2023
Mujica y Chomsky son grandes intelectuales; Saúl Alvídrez, el editor, una persona con ansias de protagonismo. Alvidrez entorpece la conversación (incluso se atraviesa en las fotografías) y trata de manipularla para llevarla a donde le conviene.
Otros problemas del libro:
- La edición es pobre y resulta torpe que hayan tantos lugares resaltados en negrilla. Chomsky habla de la importancia de que las personas piensen por sí mismas, pero el editor quiere obligar a quien lee a dirigir su mirada a los fragmentos que él considera importantes.
- El editor, con rezagos machistas, elige a dos hombres como guías de la humanidad, y relega a las dos mujeres que participaron en la conversación a simples actrices secundarias.
- El libro menciona el pensamiento indígena, pero luego construye toda la argumentación sobre la tradición occidental.
Otros problemas del libro:
- La edición es pobre y resulta torpe que hayan tantos lugares resaltados en negrilla. Chomsky habla de la importancia de que las personas piensen por sí mismas, pero el editor quiere obligar a quien lee a dirigir su mirada a los fragmentos que él considera importantes.
- El editor, con rezagos machistas, elige a dos hombres como guías de la humanidad, y relega a las dos mujeres que participaron en la conversación a simples actrices secundarias.
- El libro menciona el pensamiento indígena, pero luego construye toda la argumentación sobre la tradición occidental.
March 24, 2026
Yes, this book is available in an English-language edition. Norman Mailer once said that the hallmark of bad political writing is that it's impossible to disagree with it. This book of 2023 conversations between Noam Chomsky and the late president of Uruguay Jose Mujica is prime rib proof. (Saul Alvidrez, Mexican student activist and third wheel in this dialogue, is hardly heard from). This is a New Agey, Way Gravy look at nothing less than the state of the world on the part of a self-described anarchist, Chomsky, and a former Marxist urban guerrilla turned champion of Athenian style democracy. Who could possibly object to their bird droppings? Chomsky-Mujica obiter dicta: "We need a world built on love and dialogue"; "human beings are just one part of nature. We have to prevent climate disaster"; "Rather than taking power, the left should aim to share power". (With whom, dynamic duo?). "Latin America must pursue integration, above all on the intellectual level"; and lastly, "life is for living now, and love is where you find it". Thanks, folks.
A few nuggets do sparkle in this mire. Both men are highly dubious of Chinese investment in Latin America, since it simply continues the pattern of exporting raw materials for manufactured goods that has led to the economic dependency of the region on outside markets rather than developing local industry. Mujica makes the brilliant point that East Asia after World War Two faced even greater obstacles to economic development and raising the standard of living and managed to overcome both, whereas the Latin Americans are still stuck with poverty, low wages, and abysmal levels of education. Chomsky and Mujica are right on target in calling for a new Latin American left that focuses on changing values, "from capitalist to collective" in making the region more democratic. But, these insights are never explored fully, nor does either man consider what would happen if Latin America tried to untie itself from the U.S. orbit. It would not be pretty. I'm glad these two got along. I just wish they had not spent hundreds of pages on the verge of singing Sixties flower power ballads. Pass the sitar.
A few nuggets do sparkle in this mire. Both men are highly dubious of Chinese investment in Latin America, since it simply continues the pattern of exporting raw materials for manufactured goods that has led to the economic dependency of the region on outside markets rather than developing local industry. Mujica makes the brilliant point that East Asia after World War Two faced even greater obstacles to economic development and raising the standard of living and managed to overcome both, whereas the Latin Americans are still stuck with poverty, low wages, and abysmal levels of education. Chomsky and Mujica are right on target in calling for a new Latin American left that focuses on changing values, "from capitalist to collective" in making the region more democratic. But, these insights are never explored fully, nor does either man consider what would happen if Latin America tried to untie itself from the U.S. orbit. It would not be pretty. I'm glad these two got along. I just wish they had not spent hundreds of pages on the verge of singing Sixties flower power ballads. Pass the sitar.
October 14, 2023
Ojalá y sí hagan la película. El libro sería mejor solo como un video.
Literariamente no es bueno, pero el mensaje sí lo es (que creo, es lo importante del texto).
Literariamente no es bueno, pero el mensaje sí lo es (que creo, es lo importante del texto).
May 25, 2024
Es excesivo el protagonismo del editor y sí entorpece la lectura. Un prólogo de cinco páginas bastaba, no 25, también su participación en los diálogos es molesta por momentos. También me irritó mucho las frases en negritas, como si el lector necesitara que el editor le dijera qué subrayar. Excesivo. Un gran ejemplo de la importancia de la edición.
Por otra parte, la idea original es muy buena y tanto Noam Chomsky como Pepe Mujica son personajazos, muy brillantes y con grandes reflexiones para el presente.
Por otra parte, la idea original es muy buena y tanto Noam Chomsky como Pepe Mujica son personajazos, muy brillantes y con grandes reflexiones para el presente.
August 30, 2025
A journalist had the idea of getting Noam Chomsky and José Mujica together for a conversation on what has to happen for humanity to survive the 21st century well. Noam Chomsky is an intellectual and linguist and José Mujica was the Uruguayan president who lived as a pauper while bringing social reforms to the country. Honestly, I went into this thinking they were going to suggest the impossible, and the idealistic solutions to our social and environmental problems probably are impossible the way we're going now. Basically, you need leaders who are concerned more with the people and the world we live in than power and money. And we need to switch to respecting the land as much as many indigenous groups have.
I think this is more of an intellectual exercise in what-if rather than a real road map to the future. They seem to like the idea of direct democracy on a smaller city-sized scale, which makes more sense there than anywhere else. And they kept talking about anarchy in work environments, but their definition is less one of chaos and more of an environment of collaboration rather than one person being the end-all decider. I'd agree with that but think a better word is merited here.
This ended up being more honest with reality than I assumed it would be. I went into this thinking these guys were going to suggest some form of far-left communism, but I think they see the pitfalls of giving all the power to the government. But unbridled capitalism certainly isn't serving everyone well unless you're at the top. In the end, it seems that their hope is that the young people will rise up from behind their screens and do something about the messed up world they've inherited.
How do we survive the 21st century? Heck if I know.
I think this is more of an intellectual exercise in what-if rather than a real road map to the future. They seem to like the idea of direct democracy on a smaller city-sized scale, which makes more sense there than anywhere else. And they kept talking about anarchy in work environments, but their definition is less one of chaos and more of an environment of collaboration rather than one person being the end-all decider. I'd agree with that but think a better word is merited here.
This ended up being more honest with reality than I assumed it would be. I went into this thinking these guys were going to suggest some form of far-left communism, but I think they see the pitfalls of giving all the power to the government. But unbridled capitalism certainly isn't serving everyone well unless you're at the top. In the end, it seems that their hope is that the young people will rise up from behind their screens and do something about the messed up world they've inherited.
How do we survive the 21st century? Heck if I know.
November 29, 2023
Impactante la diferencia de conocimiento entre Chomsky y Mujica, Noam da respuestas precisas, con datos e informacion verificable, mientras que Pepe responde con frases cortas y sin respaldo alguno. Incluso me llegó a parecer triste la diferencia de la calidad de las respuestas.
Por otro lado, me da la impresion de que el autor (Saúl) usó el libro como una biografía y reivindicación personal más que como una instancia para elevar a sus entrevistados.
Tiene algunas buenas reflexiones, pero nada que no se pueda encontrar en otros libros sobre los entrevistados.
Por otro lado, me da la impresion de que el autor (Saúl) usó el libro como una biografía y reivindicación personal más que como una instancia para elevar a sus entrevistados.
Tiene algunas buenas reflexiones, pero nada que no se pueda encontrar en otros libros sobre los entrevistados.
June 13, 2025
4.3 por las intervenciones de el entrevistador y las partes en negrita que te imponen lo que debes pensar.
Mirá, si andás por un monte, dormís de noche y ma-drugás, te va a sorprender que en la madrugada, a media luz, casi todos los pajaros cantan y hablan... Y te da la impresión de que agradecen que pasó la noche, vino el día y están vivos.
volverse a levantar cada vez que uno cae y volver a empezar, en el sentido más prolífico que se pueda pensar. Volver a empezar es volverse a enamorar cuando uno es joven y ha fracasado, es reponerse de una enfermedad y arrancar de nuevo, es perder un trabajo y conseguir otro, es que te traicione un amigo y seguir cultivando amigos, es tener capacidad de vencer a la desesperanza y no que la desesperanza te venza a ti.
Mirá, si andás por un monte, dormís de noche y ma-drugás, te va a sorprender que en la madrugada, a media luz, casi todos los pajaros cantan y hablan... Y te da la impresión de que agradecen que pasó la noche, vino el día y están vivos.
volverse a levantar cada vez que uno cae y volver a empezar, en el sentido más prolífico que se pueda pensar. Volver a empezar es volverse a enamorar cuando uno es joven y ha fracasado, es reponerse de una enfermedad y arrancar de nuevo, es perder un trabajo y conseguir otro, es que te traicione un amigo y seguir cultivando amigos, es tener capacidad de vencer a la desesperanza y no que la desesperanza te venza a ti.
November 25, 2023
Creo que leí algo similar a lo que voy a escribir a continuación: la idea me voló la cabeza, pero creo que conocí más al autor que a Chomsky y a Mujica leyendo este libro. No sé si eso sea bueno o malo, sólo es. Al que quiera aventurarse en este libro, tenga presente este punto
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March 23, 2026Listened to the audio edition and found it was a rather compelling message and a call to action to everyone of us living in this century in need of positive role models and broader thought horizonts. There will be a documentary coming out this year or next, hope it will attract bigger and younger audience
March 21, 2025
Questo libro racconta l'incontro tra uno degli intellettuali più importanti della contemporaneità e Dio dei linguisti, Noam Chomsky, e uno dei polici più amati del mondo e ex presidente dell'Ecuador, Pepe Mujica.
Da questo incontro, l'autore (Alvidrez) mette per iscritto tutto ciò di cui hanno discusso i due intellettuali, passando per svariati temi come la rivoluzione tecnologica, la crisi climatica, il neoliberismo e il neofascismo.
Una parte molto apprezzata è stata quando ci si è soffermati sulle colpe degli Stati Uniti d'America, ormai un impero in declino, e del mondo occidentale, responsabili delle crisi che le nuove generazioni sono costrette ad affrontare.
Da qui, un passo che mi è piaciuto molto, pensiero enunciato da Pepe Mujica:
"Tutti gli esseri viventi, tutti noi, siamo programmati per voler vivere. Noi esseri umani abbiamo il privilegio di possedere la coscienza, ma non siamo diversi dagli insetti. Cerchiamo di vivere, e dovremmo essere consapevoli che il miracolo più grande che ci sia è la nostra esistenza, l'essere nati. Provenire dal regno del nulla, sapere che stiamo andando verso il regno del nulla e realizzare che questo piccolo pezzo di vita è la vera avventura; renderci conto che, nonostante tutto il dolore che questa esperienza può portare, non c'è bene più grande dell'avventura di vivere. Ma quando cominciamo a guardarci attorno - e noi siamo animali sociali -, se ci portiamo dietro dei fallimenti o delle difficoltà con il mondo sociale, abbiamo l'impressione di essere sconfitti, quando in realtà non esiste una vittoria definitiva nella vita. Sai qual è l'unico trionfo nella vita? Alzarsi e ricominciare daccapo ogni volta che si cade"
Da questo incontro, l'autore (Alvidrez) mette per iscritto tutto ciò di cui hanno discusso i due intellettuali, passando per svariati temi come la rivoluzione tecnologica, la crisi climatica, il neoliberismo e il neofascismo.
Una parte molto apprezzata è stata quando ci si è soffermati sulle colpe degli Stati Uniti d'America, ormai un impero in declino, e del mondo occidentale, responsabili delle crisi che le nuove generazioni sono costrette ad affrontare.
Da qui, un passo che mi è piaciuto molto, pensiero enunciato da Pepe Mujica:
"Tutti gli esseri viventi, tutti noi, siamo programmati per voler vivere. Noi esseri umani abbiamo il privilegio di possedere la coscienza, ma non siamo diversi dagli insetti. Cerchiamo di vivere, e dovremmo essere consapevoli che il miracolo più grande che ci sia è la nostra esistenza, l'essere nati. Provenire dal regno del nulla, sapere che stiamo andando verso il regno del nulla e realizzare che questo piccolo pezzo di vita è la vera avventura; renderci conto che, nonostante tutto il dolore che questa esperienza può portare, non c'è bene più grande dell'avventura di vivere. Ma quando cominciamo a guardarci attorno - e noi siamo animali sociali -, se ci portiamo dietro dei fallimenti o delle difficoltà con il mondo sociale, abbiamo l'impressione di essere sconfitti, quando in realtà non esiste una vittoria definitiva nella vita. Sai qual è l'unico trionfo nella vita? Alzarsi e ricominciare daccapo ogni volta che si cade"
November 13, 2025
I think that this is a really good sendoff to two surprisingly optimistic giants of the left. They analyze everything that's thrown at them succinctly and profoundly. I know it's a little ironic coming from a communist, but I feel like these guys are a little idealistic in their solutions (though it must be admitted that they don't claim to have any solutions and are just trying to point you vaguely in the direction that they think you're supposed to go). Maybe my biggest problem with their idealism is that it puts them in a position where they're kind of ready to condemn anyone who's made progress towards a more leftist future without immediately changing the culture or abolishing the state and put all hope on moderates like Bernie Sanders.
Mujica makes some very good points about a deeper cultural issue underlying our consumerist world and Chomsky really knows everything there is to know about current events, but it's too bad that everything they talked about seems a little bit dated now that the book has been compiled and released so many years later. Like, they're talking about the possibility of Lula going to prison in this book. The biggest problem that I had with it was its exploration of love and all that crummy hippie stuff, but at the end Mujica says something so beautiful that I can forgive it all. Pepe, rest in peace. And Noam, you better not be on that list.😬 Edit: bruh Noam CALLED EPSTEIN WHILE HE WAS VISITING LULA IN PRISON
Mujica makes some very good points about a deeper cultural issue underlying our consumerist world and Chomsky really knows everything there is to know about current events, but it's too bad that everything they talked about seems a little bit dated now that the book has been compiled and released so many years later. Like, they're talking about the possibility of Lula going to prison in this book. The biggest problem that I had with it was its exploration of love and all that crummy hippie stuff, but at the end Mujica says something so beautiful that I can forgive it all. Pepe, rest in peace. And Noam, you better not be on that list.😬 Edit: bruh Noam CALLED EPSTEIN WHILE HE WAS VISITING LULA IN PRISON
March 19, 2025
Este livro não estava na minha lista de leituras. Mas quando entrei na livraria e me deparei com um livro sobre Mujica e Chomsky, não tinha como não me interessar e comprá-lo.
É intrigante a coragem e o feito do jovem autor Saúl Alvídrez em reunir Noam Chomsky e Pepe Mujica, dois dos grandes pensadores revolucionários da atualidade, para um bate papo sobre os desafios do século XXI.
O livro começa com uma introdução do autor sobre o motivo e como teve a ideia de reunir estes dois pensadores, e se desenvolve em um bate papo intrigante sobre diversos assuntos. O terço final é absolutamente fantástico e muito reflexivo, com temas como Amor, Liberdade, Felicidade, Autogestão e Democracia, além de um recado final de ambos para os jovens que enfrentarão os próximos grandes desafios da Humanidade.
"O verdadeiro sucesso é você se levantar toda vez que cai".
Não há muito o que dizer. O livro é resultado de um projeto incrível com duas mentes brilhantes. Recomendo a leitura para qualquer um que se interesse sobre política.
É intrigante a coragem e o feito do jovem autor Saúl Alvídrez em reunir Noam Chomsky e Pepe Mujica, dois dos grandes pensadores revolucionários da atualidade, para um bate papo sobre os desafios do século XXI.
O livro começa com uma introdução do autor sobre o motivo e como teve a ideia de reunir estes dois pensadores, e se desenvolve em um bate papo intrigante sobre diversos assuntos. O terço final é absolutamente fantástico e muito reflexivo, com temas como Amor, Liberdade, Felicidade, Autogestão e Democracia, além de um recado final de ambos para os jovens que enfrentarão os próximos grandes desafios da Humanidade.
"O verdadeiro sucesso é você se levantar toda vez que cai".
Não há muito o que dizer. O livro é resultado de um projeto incrível com duas mentes brilhantes. Recomendo a leitura para qualquer um que se interesse sobre política.
June 29, 2024
No es tanto una conversación entre Chomsky y Mujica (como promete el libro) sino un esfuerzo del autor por escucharles a sus ídolos lo que ya les ha leído antes. La consecuencia es, según yo, nada nuevo.
October 19, 2024
Me gustó mucho, es muy inspirador ese encuentro entre grandes mentes.
May 29, 2025
Es un libro entretenido que narra la travesía de Saul para juntar a dos grandes pensadores del siglo XX y comienzos del siglo XXI, luego se adentra en apartes de las conversaciones que tuvieron en el año 2017 en Uruguay en la casa de Mujica y un conversatorio en Montevideo.
De sus ideas se puede decir que aunque no se este de acuerdo con todas ellas, tienen una gran sabiduría y las explican con una facilidad impresionante, de manera que sin darse cuenta uno termina reflexionando sobre nuestro papel en el mundo y su organización.
Como crítica resalto la ausencia de la participación de cada una de sus esposas que estuvieron al lado de todo el proceso y según el autor del libro sin ellas no se hubiera podido gestar el encuentro (Ya se que el libro es de Mujica y Chomsky pero me parecería interesante la visión después de compartir tanto tiempo con ellos), aún así, tiene muchas reflexiones sobre , la manera de vivir, la organización obrera, las ideologías, el consumismo, la democracia, el cambio climático y la posibilidad de un futuro diferente.
Recomendado.
De sus ideas se puede decir que aunque no se este de acuerdo con todas ellas, tienen una gran sabiduría y las explican con una facilidad impresionante, de manera que sin darse cuenta uno termina reflexionando sobre nuestro papel en el mundo y su organización.
Como crítica resalto la ausencia de la participación de cada una de sus esposas que estuvieron al lado de todo el proceso y según el autor del libro sin ellas no se hubiera podido gestar el encuentro (Ya se que el libro es de Mujica y Chomsky pero me parecería interesante la visión después de compartir tanto tiempo con ellos), aún así, tiene muchas reflexiones sobre , la manera de vivir, la organización obrera, las ideologías, el consumismo, la democracia, el cambio climático y la posibilidad de un futuro diferente.
Recomendado.
June 29, 2026
"... when two imminent threats to survival were constructed by human intelligence and followed by systematic erosion of the means of defense. / The two awesome challenges to decent survival are, of course, nuclear weapons and environmental catastrophe. The best defense would be a functioning democracy in which informed and engaged citizens join together to develop means to overcome the threats – as can be done. … By design, the policies enacted tend to exclude the general population from participation in policy formation, often even from awareness of such processes. These policies have sharply concentrated wealth, and thereby political power, undermining institutions that might be responsive to the public will. They are designed to diminish authentic democracy. Associated with this erosion of democracy is a methodical assault on an effective regulatory apparatus that might mitigate the threats" (p.16).
August 24, 2026
Las ideas tan tangibles que se exponen sobre la gestión política de los estados, la organización popular, el cambio climático o la cultura capitalista, que nos supura por los poros de la piel, me hacen pensar que no todo está perdido, y que existen formas de reorganizarnos, aunque lejos queden las esperanzas del levantamiento social que a penas hace 10 años se vislumbraba.
Una pena pensar que nunca llegaremos a ser todo lo que podemos ser, y que seguiremos pudriéndonos hasta que nos extingamos, en todo caso por nuestras propias acciones, pero una alegría ver como hay personas tan comprometidas con el cambio, aunque todo reme en su contra. Ojalá escucháramos un poco más a los demás y nos diéramos más cuenta de nuestra ineptitud.
“El capitalismo nos fue separando de uno en uno, y hay que hacer un nosotros, hay que construir comunidad”
Una pena pensar que nunca llegaremos a ser todo lo que podemos ser, y que seguiremos pudriéndonos hasta que nos extingamos, en todo caso por nuestras propias acciones, pero una alegría ver como hay personas tan comprometidas con el cambio, aunque todo reme en su contra. Ojalá escucháramos un poco más a los demás y nos diéramos más cuenta de nuestra ineptitud.
“El capitalismo nos fue separando de uno en uno, y hay que hacer un nosotros, hay que construir comunidad”
April 6, 2026
There is something so profound about this book. I think, if anyone were to ask me, this would be the guide I would recommend when facing our complicated future. Both for bracing against personal and societal problems.
Their language is so finely woven and existentially crafted that even a complete political numbskull like me can learn something.
It really was quite something.
“Love? At my age it is a sweet habit; a warm and comforting habit with someone. Love has ages. It is volcanic when we are young, but at my age it’s sweet habits.” -José Mujica
Their language is so finely woven and existentially crafted that even a complete political numbskull like me can learn something.
It really was quite something.
“Love? At my age it is a sweet habit; a warm and comforting habit with someone. Love has ages. It is volcanic when we are young, but at my age it’s sweet habits.” -José Mujica
August 5, 2026
In an effort to understand if the world is going to combust soon, I thought I’d read this to see what these intellectuals have to say. Admittedly, I agreed with much of what they had written about our capitalistic consumer society and how it’s hurtling us towards an abyss. (My words).
How it’s time to listen to the younger generation (who has a fight ahead of them). To return to the original definition of Athenian democracy through participation, cooperation and communication of the collective.
The idealist in me believes in these ideals and even wants to take part in building this new society. The cynic in me realises that it’s likely that most people can’t be bothered, outsource their thinking to AI and return to scrolling in their iPhones. Thats the death knell….
How it’s time to listen to the younger generation (who has a fight ahead of them). To return to the original definition of Athenian democracy through participation, cooperation and communication of the collective.
The idealist in me believes in these ideals and even wants to take part in building this new society. The cynic in me realises that it’s likely that most people can’t be bothered, outsource their thinking to AI and return to scrolling in their iPhones. Thats the death knell….
Review of advance copy
Good words from two very good old men. Some ideas I liked:
Capitalism is not just an issue of economic setup, but of our culture. We can fight it by cultivating a culture of community and creation rather than consumerism and individualism.
It is not the man who has little, but the man who craves more, who is poor.
Capitalism is not just an issue of economic setup, but of our culture. We can fight it by cultivating a culture of community and creation rather than consumerism and individualism.
It is not the man who has little, but the man who craves more, who is poor.
June 12, 2026
Brilliant and mostly inspiring. Yet my heart aches for the fact that not every young person on the planet will choose, or be given the opportunity, to read this. Collectively, we have so much power. But we have handed it all over to people and systems who care not a single iota about us.
I hope, as a species, we can step up again, and live to our brightest potential. This book certainly offers ways to do so!
I hope, as a species, we can step up again, and live to our brightest potential. This book certainly offers ways to do so!
February 12, 2026
This was a really interesting book.
I enjoyed the content.
Unfortunately it didn't tell me how I'm going to survive the 21st century or even how humanity will.
Unless the point was were all doomed.
I enjoyed the content.
Unfortunately it didn't tell me how I'm going to survive the 21st century or even how humanity will.
Unless the point was were all doomed.
August 14, 2026
Podría enmarcar tantas frases de Mujica, que empapelaría mi casa. Parece mentira que un libro que básicamente es una tertulia pueda ser tan enriquecedor y plantear tantas enseñanzas, así como generar tantos dilemas sobre el futuro y nuestra forma de relacionarnos como humanos.
March 9, 2026
Very interesting philosophical conversations on the problems of today's society, that I think every young person can only benefit from hearing/reading. would recommend.
April 29, 2024
Bellissimo leggere le parole di questi due saggi, ma rimane un che di effimero, anche se la speranza c’è….
E questo di Noam Chomsky mi piace moltissimo!
E questo di Noam Chomsky mi piace moltissimo!
February 5, 2025
Leitura obrigatória para um pouco de alento nos dias atuais, com ensinamentos dessas duas lendas vivas.
February 22, 2026
Por último —y pidiendo de antemano una disculpa a Chomsky por seguir llamándolo así—, voy a compartir dos frases que resumen lo más valioso que he aprendido del sabio del norte y del sabio del sur, y que identifico como los valores esenciales para que el Águila y el Cóndor vuelen juntos de nuevo:
«Piensa por ti mismo». Noam Chomsky.
«El verdadero triunfo es levantarse cada vez que uno cae». Pepe Mujica.
Pensamientos y principios políticos de izquierda, incluso radicales («Para mí, la izquierda tiene que ser más revolucionaria que nunca.»), y además: gran inteligencia, gran conocimiento, gran sabiduría, gran elocuencia. Testimonios extraordinarios de dos hombres decentes, muy notables, muy humanos, recopilados con inspiración por Saúl Alvidrez, lo cual, forzado por las circunstancias, se desvía de su camino en su intento de crear un documental emblemático.
También: mucha esperanza, mucha ilusión. ¡La necesitamos!
Compré las ediciones en español e inglés del libro y el audiolibro; ¡espero que esto le sea útil!
Vamos a ver:
«
(...) la vida no tiene sentido; el sentido de la vida es aquel que uno le da.
(...) es indispensable advertir que cuando uno está acorralado la única salida es hacia adentro, y esto significa que, al perder el rumbo, uno debe escucharse a sí mismo y confiar en eso, aun cuando aquello contradiga las cuotas sociales del grupo al que pertenece.
(...) tener un propósito en la vida superior a uno mismo, y creo que una vida con propósito es la única vacuna para la mayor pandemia del siglo XXI: la depresión. (...) Es preciso hacer lo que amamos, y todos aquellos que se entreguen a una causa superior están inevitablemente llamados a lo extraordinario.
(...) la inteligencia humana ha creado una tormenta perfecta y, si esto continúa, es poco probable que nuestra especie sobreviva mucho tiempo.
Mayr concluye: «La historia de la vida en la Tierra refuta la teoría de que es mejor ser inteligente que estúpido».
Los dos asombrosos desafíos que enfrenta la especie humana para una supervivencia decente son, por supuesto, las armas nucleares y la catástrofe ambiental. Y la mejor defensa contra el desastre terminal sería una democracia funcional en la que los ciudadanos informados y comprometidos se unieran para desarrollar medios capaces de superar las amenazas, como de hecho se puede hacer.
En marzo de 1952 Stalin hizo una propuesta muy importante; ofreció aceptar la unificación de Alemania con una sola condición: que Alemania no se uniera a la OTAN, una alianza militar que consideraba hostil para la URSS. Stalin dejó abierta la posibilidad de elecciones en Alemania, que Occidente claramente iba a ganar, y esto habría terminado con la Guerra Fría, la amenaza de conflicto y la amenaza del desastre. De hecho, hubo un analista político muy respetado en esa época que sí discutió la propuesta de Stalin: James Warburg, quien publicó un importante libro al respecto titulado Alemania, clave para la paz. En ese libro básicamente ridiculiza la propuesta de Stalin diciendo que no se debía tomar en serio, y de hecho no se hizo nada al respecto. Es más, cualquiera que lo mencionara en los años siguientes era automáticamente descartado y agraviado. Yo lo hice y eso fue lo que pasó. Él [Warburg] contestó: «¿ Cómo se puede tomar en serio algo así?».
Recientemente, se han desclasificado algunos archivos rusos y resulta que la oferta era en realidad bastante seria.
(...) los esfuerzos para evitar la catástrofe ecológica están siendo liderados en todo el mundo por lo que llamamos sociedades primitivas: primeras naciones, comunidades tribales, aborígenes.
Estoy convencido de que no hay crisis ecológica o nuclear, hay crisis política. Hemos desatado una civilización que no tiene mando político, está gobernada por los intereses de mercado; la política quedó subordinada a los intereses de mercado.
La izquierda, como todos los demás, debe reconocer el hecho de que por primera vez en la historia humana estamos enfrentando decisiones que determinarán si nuestra especie sobrevivirá o no.
(...) el milagro mayor que hay es la vida. Mirá, cuando yo era más joven era humanista, me parecía que la vida humana estaba en el centro. Pero ahora que estoy viejo soy menos humanista; ahora amo la vida, la vida de un pastito, la vida de una hormiga, la vida de una cucaracha… ¡La vida!, esa diferencia que nos separa de lo inerte. A ese mundo pertenecemos.
¿Sabés cuál es el único triunfo en la vida? Levantarse y volver a empezar cada vez que uno cae. (...) es indispensable tener una causa para vivir; solo así podrás levantarte al caer. (...) en el mundo se aprende mucho más con las derrotas que con los triunfos, siempre y cuando las derrotas no te destruyan, y eso depende de ti.
El concepto de desarrollo económico debe llevar a caballo el concepto de felicidad humana.
(...) felicidad no es equivalente a placer; felicidad es equivalente al equilibrio de sentir que uno está cumpliendo con alegría y con ganas en lo que se compromete.
(...) precisamos desarrollo, ¡pero precisamos también un poco de vida humildemente feliz! Por eso insisto en que hay una cosa muy importante y desatendida: el tiempo humano para cultivar los afectos.
Para los aimaras, pobre es aquel que no tiene comunidad; para Séneca, pobre era el que precisaba mucho.
En este momento, nuestra democracia es fundamentalmente una plutocracia. Se le llama democracia, pero esto no es democracia.
Desde el punto de vista antropológico, somos unos seres insoportablemente engreídos. Nos creemos muy importantes, todo está sometido al hombre. Estamos haciendo una barbaridad. No sé por qué vale más la vida nuestra que la de una cucaracha, si tras las guerras nucleares solo ellas van a quedar ¡y nosotros desapareceremos!
Esta lucha por los derechos de la naturaleza es una contribución a la vida supuestamente civilizada que, de hecho, viene principalmente de las sociedades indígenas y tribales del mundo.
Poderosa e irresponsable, frenética e inestable, la humanidad debe convertirse en adulta en las próximas décadas, pues de lo contrario nuestra especie se autodestruirá o, con un poco de suerte, volverá a la era de palos y piedras para comenzar de nuevo. Esa es, nada menos, la misión histórica de millennials y centennials: construir una civilización de adultos capaz de relevar a tiempo la inmadurez programada que amenaza con cancelar el futuro de la especie humana.
Adulto es aquel que se hace responsable de su propia vida, un individuo que toma decisiones y asume consecuencias con autonomía e independencia. Sin embargo, aunque hoy nuestras sociedades están llenas de individuos mayores de edad, el mundo carece de ciudadanos cabalmente adultos porque estamos estructuralmente impedidos para serlo.
La lucha ahora es por hacer a los administradores del sistema tan obsoletos como las películas en formato VHS o la música en CD, y eso implica construir de manera autónoma y colectiva modelos de organización paralela que sean más eficientes que el modelo que justifica la existencia del poder monopolizado y los representantes tradicionales. (...) Los usuarios deben gobernar el sistema, lo cual sería sin duda toda una revolución, pero tal proeza civilizatoria requiere un cambio cultural que ponga en el centro el paradigma de la autodeterminación colectiva.
»
«Piensa por ti mismo». Noam Chomsky.
«El verdadero triunfo es levantarse cada vez que uno cae». Pepe Mujica.
Pensamientos y principios políticos de izquierda, incluso radicales («Para mí, la izquierda tiene que ser más revolucionaria que nunca.»), y además: gran inteligencia, gran conocimiento, gran sabiduría, gran elocuencia. Testimonios extraordinarios de dos hombres decentes, muy notables, muy humanos, recopilados con inspiración por Saúl Alvidrez, lo cual, forzado por las circunstancias, se desvía de su camino en su intento de crear un documental emblemático.
También: mucha esperanza, mucha ilusión. ¡La necesitamos!
Compré las ediciones en español e inglés del libro y el audiolibro; ¡espero que esto le sea útil!
Vamos a ver:
«
(...) la vida no tiene sentido; el sentido de la vida es aquel que uno le da.
(...) es indispensable advertir que cuando uno está acorralado la única salida es hacia adentro, y esto significa que, al perder el rumbo, uno debe escucharse a sí mismo y confiar en eso, aun cuando aquello contradiga las cuotas sociales del grupo al que pertenece.
(...) tener un propósito en la vida superior a uno mismo, y creo que una vida con propósito es la única vacuna para la mayor pandemia del siglo XXI: la depresión. (...) Es preciso hacer lo que amamos, y todos aquellos que se entreguen a una causa superior están inevitablemente llamados a lo extraordinario.
(...) la inteligencia humana ha creado una tormenta perfecta y, si esto continúa, es poco probable que nuestra especie sobreviva mucho tiempo.
Mayr concluye: «La historia de la vida en la Tierra refuta la teoría de que es mejor ser inteligente que estúpido».
Los dos asombrosos desafíos que enfrenta la especie humana para una supervivencia decente son, por supuesto, las armas nucleares y la catástrofe ambiental. Y la mejor defensa contra el desastre terminal sería una democracia funcional en la que los ciudadanos informados y comprometidos se unieran para desarrollar medios capaces de superar las amenazas, como de hecho se puede hacer.
En marzo de 1952 Stalin hizo una propuesta muy importante; ofreció aceptar la unificación de Alemania con una sola condición: que Alemania no se uniera a la OTAN, una alianza militar que consideraba hostil para la URSS. Stalin dejó abierta la posibilidad de elecciones en Alemania, que Occidente claramente iba a ganar, y esto habría terminado con la Guerra Fría, la amenaza de conflicto y la amenaza del desastre. De hecho, hubo un analista político muy respetado en esa época que sí discutió la propuesta de Stalin: James Warburg, quien publicó un importante libro al respecto titulado Alemania, clave para la paz. En ese libro básicamente ridiculiza la propuesta de Stalin diciendo que no se debía tomar en serio, y de hecho no se hizo nada al respecto. Es más, cualquiera que lo mencionara en los años siguientes era automáticamente descartado y agraviado. Yo lo hice y eso fue lo que pasó. Él [Warburg] contestó: «¿ Cómo se puede tomar en serio algo así?».
Recientemente, se han desclasificado algunos archivos rusos y resulta que la oferta era en realidad bastante seria.
(...) los esfuerzos para evitar la catástrofe ecológica están siendo liderados en todo el mundo por lo que llamamos sociedades primitivas: primeras naciones, comunidades tribales, aborígenes.
Estoy convencido de que no hay crisis ecológica o nuclear, hay crisis política. Hemos desatado una civilización que no tiene mando político, está gobernada por los intereses de mercado; la política quedó subordinada a los intereses de mercado.
La izquierda, como todos los demás, debe reconocer el hecho de que por primera vez en la historia humana estamos enfrentando decisiones que determinarán si nuestra especie sobrevivirá o no.
(...) el milagro mayor que hay es la vida. Mirá, cuando yo era más joven era humanista, me parecía que la vida humana estaba en el centro. Pero ahora que estoy viejo soy menos humanista; ahora amo la vida, la vida de un pastito, la vida de una hormiga, la vida de una cucaracha… ¡La vida!, esa diferencia que nos separa de lo inerte. A ese mundo pertenecemos.
¿Sabés cuál es el único triunfo en la vida? Levantarse y volver a empezar cada vez que uno cae. (...) es indispensable tener una causa para vivir; solo así podrás levantarte al caer. (...) en el mundo se aprende mucho más con las derrotas que con los triunfos, siempre y cuando las derrotas no te destruyan, y eso depende de ti.
El concepto de desarrollo económico debe llevar a caballo el concepto de felicidad humana.
(...) felicidad no es equivalente a placer; felicidad es equivalente al equilibrio de sentir que uno está cumpliendo con alegría y con ganas en lo que se compromete.
(...) precisamos desarrollo, ¡pero precisamos también un poco de vida humildemente feliz! Por eso insisto en que hay una cosa muy importante y desatendida: el tiempo humano para cultivar los afectos.
Para los aimaras, pobre es aquel que no tiene comunidad; para Séneca, pobre era el que precisaba mucho.
En este momento, nuestra democracia es fundamentalmente una plutocracia. Se le llama democracia, pero esto no es democracia.
Desde el punto de vista antropológico, somos unos seres insoportablemente engreídos. Nos creemos muy importantes, todo está sometido al hombre. Estamos haciendo una barbaridad. No sé por qué vale más la vida nuestra que la de una cucaracha, si tras las guerras nucleares solo ellas van a quedar ¡y nosotros desapareceremos!
Esta lucha por los derechos de la naturaleza es una contribución a la vida supuestamente civilizada que, de hecho, viene principalmente de las sociedades indígenas y tribales del mundo.
Poderosa e irresponsable, frenética e inestable, la humanidad debe convertirse en adulta en las próximas décadas, pues de lo contrario nuestra especie se autodestruirá o, con un poco de suerte, volverá a la era de palos y piedras para comenzar de nuevo. Esa es, nada menos, la misión histórica de millennials y centennials: construir una civilización de adultos capaz de relevar a tiempo la inmadurez programada que amenaza con cancelar el futuro de la especie humana.
Adulto es aquel que se hace responsable de su propia vida, un individuo que toma decisiones y asume consecuencias con autonomía e independencia. Sin embargo, aunque hoy nuestras sociedades están llenas de individuos mayores de edad, el mundo carece de ciudadanos cabalmente adultos porque estamos estructuralmente impedidos para serlo.
La lucha ahora es por hacer a los administradores del sistema tan obsoletos como las películas en formato VHS o la música en CD, y eso implica construir de manera autónoma y colectiva modelos de organización paralela que sean más eficientes que el modelo que justifica la existencia del poder monopolizado y los representantes tradicionales. (...) Los usuarios deben gobernar el sistema, lo cual sería sin duda toda una revolución, pero tal proeza civilizatoria requiere un cambio cultural que ponga en el centro el paradigma de la autodeterminación colectiva.
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