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Alguém que eu costumava conhecer

Felipe e Julia são vizinhos desde crianças. Na época, eram melhores amigos. Mas, à medida que o tempo foi passando e ela foi se tornando a nerd e ele o popular do colégio, a amizade foi se esfriando e eles se afastaram. Para piorar, ao chegarem no Ensino Médio, começaram a implicar um com o outro ao ponto de se tornarem inimigos declarados. Até que Felipe se vê em uma para não perder o jogo final do campeonato interclasse, ele precisa aprender matemática. E a quem recorrer senão a pessoa mais inteligente que ele conhece? E que mora bem perto dele? Julia teria que aceitar um cessar-fogo na guerra entre eles para ensinar matemática ao seu antigo amigo, e ela concorda, mas com uma condiçã Felipe precisa ajudá-la a ter um encontro com o seu atual crush.

Eles só não esperavam que, quanto mais tempo passavam juntos nessa empreitada, mais uma velha amizade vem à tona. E velhos sentimentos que haviam passado despercebidos enfim ressurgem...

132 pages, Kindle Edition

Published May 18, 2024

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Profile Image for Paulo Leite.
92 reviews
July 6, 2026
Alguém que eu costumava conhecer, de Carolina Santos, é um livro que parte de uma proposta interessante e tem um enredo com potencial para envolver, mas que, na prática, apresenta obstáculos que comprometem a fluidez da leitura. A história chama atenção pelo vínculo emocional entre os personagens e pela tentativa de construir uma atmosfera de lembranças e reencontros, mas escolhas narrativas como o uso constante de descrições físicas em vez de nomes, ou a repetição de sobrenomes, acabam tornando a identificação confusa. Em vários momentos, precisei parar para entender quem estava falando ou sendo citado, o que enfraqueceu o impacto da narrativa.

Com apenas 132 páginas, a obra poderia favorecer uma leitura direta e envolvente, mas a forma como os personagens são apresentados torna tudo menos intuitivo. Ainda assim, há méritos: a premissa desperta curiosidade, e o apelo emocional funciona para quem busca romances sentimentais e focados em vínculos afetivos. A escrita tenta se aproximar de sentimentos reais, mas a insistência em caracterizações como “a negra”, “o moreno” ou “a cacheada” soa pouco prática e, em alguns momentos, desconfortável. Em vez de aproximar o leitor dos personagens, essas repetições acabam destacando mais a forma do texto do que a essência da história.

Minha nota de 3,5/5 reflete esse equilíbrio entre potencial e frustração. É uma leitura que tem boas intenções e momentos de sensibilidade, mas que não conseguiu manter minha imersão como eu esperava. Funciona melhor para quem valoriza a atmosfera emocional e não se incomoda com uma narrativa marcada por descrições repetitivas. Para mim, a falta de clareza na identificação dos personagens pesou bastante e reduziu o envolvimento com a obra, deixando a impressão de que havia espaço para uma construção mais organizada e envolvente.
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