Henrique Maximiano Coelho Netto (Caxias, 21 de fevereiro de 1864 — Rio de Janeiro, 28 de novembro de 1934) foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.[1]
Foi considerado o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho.[1] Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.[2]
Escolhei esse livro em parte para cumprir em desafio, em parte por pura curiosidade: A Conquista foi publicada por Coelho Neto que não apenas apoiou José do Patrocínio, como também foi um dos divulgadores do Espirítismo no Brasil. Essas duas características já seriam o sucificiente para uma biografia comentada, mas fez parte da transição entre o Parnasianismo e o Modernismo o resultado é que foi amplamento criticado pelo último e hoje foi praticamente esquecido pelos livros de escola.
Essa obra em particular é uma delícia de ler.Parte floreada, parte despudorada, autor vai traçando a vida boêmia no Rio de Janeiro do fim do século XIX. É um tanto biográfico, então é possível perceber a autodepreciação na figura de Anselmo e a gozação, às vezes bem maldosa, com vários outros personagens - cujos pseudônimos não são nem um pouco sútis, como por exemplo, Octávio Bivar/Olavo Bilac.
Enfim, é interessante para quem se interessa pelo período ou fofocas literárias, mas pode ser maçante para o leitor casual.