«Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.»
Um livro de poesias onde a solidão, a perda e o luto surgem de forma pungente. São sentimentos mantidos ao longo dos poemas, pontuados esporadicamente, aqui e ali, por pequenos pontos de luz e esperança. Com o simbolismo forte do "barco que parte" , a melancolia, e a sensação de vazio que a solidão deixa, vai discorrendo lentamente, ao sabor das palavras, magistralmente escritas, de Sophia. Poemas que têm um cunho próprio, um cunho facilmente reconhecível em cada parte.
«Inventei a dança para me disfarçar.
Ébria de solidão eu quis viver.
E cobri de gestos a nudez da minha alma
Porque eu era semelhante às paisagens esperando
E ninguém me podia entender.»