Quando a justiça falha, é certo fazermos ela por nos mesmos? A lei é feita para ser seguida, mas corrupção já está tão enraizada que o certo e errado se tornou uma questão de quem paga mais.
Evangeline Reynes é a escrivã da polícia. Sempre foi muito inteligente e adorava enigmas e quebra-cabeças. Foi criada por uma mãe negligente, que sempre a diminuiu, nada que sua filha fizesse era bom e ela não era digna de amor. A gota d'água foi a traição de sua meia-irmã. Então, Eva resolveu mudar de cidade e construir um novo caminho, ela só não imaginava o quão perturbador seria esse início.
Roman Krasnov é um ex-militar do exército russo e atual mercenário na empresa de seu pai, ex-membro da KGB. Extremamente bem treinado e organizado. Missão dada é missão cumprida. Sua vida familiar foi bem difícil, seu pai era abusivo com ele e sua irmã e isso diz muito sobre sua personalidade e a forma como que lida com o que sente e expõem seus sentimentos.
Em uma missão ele ficou encantando com a vizinha de seu alvo e a partir daí a quis para si e faria tudo para conquistá-la. Mas sabe como é, né? Um homem quebrado e sem tato para relacionamentos, já viu.
Ele buscou tudo sobre ela e usou dessas informações para se aproximar, mas de um jeitinho bem peculiar, se tornando o seu stalker. Deixava presentes, enigmas e quebra-cabeças, entrava em sua casa sem ser convidado, enfim, mexia com sua cabeça e consequentemente com o seu coração.
Evangeline chegou a achar loucura se permitir gostar desse tipo de coisa, mas o contato foi tão intenso que ela viu que eram sentimentos verdadeiros.
Roman acabou sendo aquele que abriu um universo diferenciado para ela, permitindo ela externar seus conflitos sem medo de ser julgada.
É uma história questionável, a sujeira do mundo está tão impregnada nos valores morais, que ela se tornar uma justiceira acabou sendo a única forma da justiça de fato ser feita. Sem querer, Roman encontrou a sua companheira de vida, e ela encontrou nele a família que nunca teve.