Em Primaveras, Casimiro de Abreu (1839-1860) canta a sua terra, os sítios da sua infância, as suas recordações de toda ordem, avivadas pela saudade, com sentida e comovedora emoção. Primaveras é o único livro publicado por Casimiro, um dos mais famosos dos nossos poetas românticos, autor dos célebres poemas "Canção do exílio" (escrito durante sua estada em Portugal) e "Meus oitos anos".
Casimiro José Marques de Abreu (was a Brazilian poet, novelist and playwright, adept of the "Ultra-Romanticism" movement. He is one of the most famous Romantic poets of the Ultra-Romanticism, due to the simple language of his poems.
Amei!!! Não sou nenhuma especialista no assunto, mas simplesmente adoro poesias do romantismo e ultrarromantismo. E Casimiro é um poço de sentimentos, minha poesia preferida, além de Meus oito anos, claro, é O QUE É - SIMPATIA. Simplesmente linda!
Não costumo ler poesias, mas gostei de muitas dessa coletânea. Foi nostálgico ler, e descobri também que eu sabia algumas de cor, frutos do meu tempo de escola, como “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá …” de G. Dias. De Casimiro de Abreu a minha preferida é a seguinte:
O QUE É – SIMPATIA.
A UMA MENINA.
Simpatia – é o sentimento Que nasce num só momento Sincero, no coração; São dois olhares acesos Bem juntos, unidos, presos Numa mágica atração.
Simpatia – são dois galhos Banhados de bons orvalhos Nas mangueiras do jardim; Bem longo às vezes nascidos, Mas que se juntam crescidos E que se abraçam por fim.
São duas almas bem gêmeas Que riem no mesmo riso, Que choram nos mesmos ais; São vozes de dois amantes, Duas liras semelhantes, Ou dois poemas iguais.
Simpatia – meu anjinho, É o canto do passarinho, É o doce aroma da flor; São nuvens dum céu d’Agosto, É o que m’inspira teu rosto... – Simpatia – é – quase amor!
Esse livro reúne os melhores poemas do melhor poeta de todos os tempos. A forte musicalidade, a simplicidade e a espontaneidade na forma aliados a histórias de seus antigos amores e sua adoração e saudade da sua juventude são colocados em forma simples e ritmados, com MÉTRICA, o que foi esquecido por vários séculos por autores brasileiros.
(Detalhe, ele escreve a Canção do Exílio e sua versão é muito melhor comparada a Gonçalves Dias) (Outro detalhe, "Meus oito anos" é muito chato, "O Baile" e "Risos" são os melhores poemas)