“Nossa missão, tal como a entendemos, é expor a história do modo de pensar e das concepções do povo grego, procurando destacar as forças vivas, construtivas e destrutivas que operam na vida grega. Não narrativamente, mas, antes, historicamente — sobretudo porque sua história representa parte da história universal —, convém examinar os gregos em suas características essenciais, aquelas que os distinguem do antigo Oriente e das nações modernas, formando, contudo, a grande transição entre esses dois mundos. Todo o nosso estudo deve se concentrar neste ponto, na história do espírito grego. O detalhe, ou aquilo a que se dá o nome de acontecimento, tem direito à palavra somente para corroborar o universal e não para advogar em causa própria, posto que os eventos que buscamos são as mentalidades, que certamente também são, a seu modo, eventos.”
Carl Jacob Christoph Burckhardt was a historian of art and culture, and an influential figure in the historiography of each field. He is known as one of the major progenitors of cultural history, albeit in a form very different from how cultural history is conceived and studied in academia today. Siegfried Giedion described Burckhardt's achievement in the following terms: "The great discoverer of the age of the Renaissance, he first showed how a period should be treated in its entirety, with regard not only for its painting, sculpture and architecture, but for the social institutions of its daily life as well." Burckhardt's best known work is The Civilization of the Renaissance in Italy (1860).
É estranho. Por mais que seja meu tema de pesquisa, a "História da Cultura Grega de Burckhardt" não consegue me empolgar. Seu texto assistemático, seu caráter descritivo, sua recusa em adotar procedimentos hermenêuticos...tudo isto supera ois vestígios deixados aqui e acolá a respeito da sophrosine aristotélica e sobre a influência de Nietzsche e Schopenhauer. Mas este livro será contemplado somente quando escrever algo que preste a partir dele. Ele é meio, e não fim. Definitivamente, admito que não sou bom leitor e apreciados do velho conservador da Basiléia.