Samuel Johnson, também conhecido por Dr. Jonhson, compôs muitos dos melhores ensaios breves da literatura inglesa. A maior parte destes textos tem origem no Rambler (1750-52), no Adventurer (1753–54) e no Idler (1758-60). Este livro reúne precisamente uma centena de ensaios publicados nestes periódicos, seleccionados segundo um critério temático: de um modo ou de outro, todos eles dizem respeito à virtude ou à felicidade.
Os ensaios de Johnson, fruto de uma erudição imensa e de uma vida marcada pela adversidade, atestam um poder de observação da vida humana raras vezes igualado. Os seus temas, muito diversificados, abrangem a juventude e a velhice, a amizade e o casamento, o trabalho e a busca de riqueza ou de fama. As paixões humanas – como a ira e o desgosto, a inveja e a curiosidade – surgem-nos a uma luz reveladora. Uma parte significativa destes textos discorre sobre os perigos, as vicissitudes e as ilusões da vida literária. Em alguns deles, encontramos personagens intrigantes e divertidas, como Polífilo, o Diletante, ou Suspirius, o Agourento.
A diversidade temática dos ensaios coexiste com obsessões vincadas. Johnson, procrastinador inveterado, sonhador que acumulara uma quantidade apreciável de fracassos, deplora o desperdício de tempo e ataca as falácias da imaginação, além de nunca perder de vista as vaidades a que constantemente sucumbimos. A visão que os ensaios nos dão da condição humana, longe de ser rosada, é por vezes exuberantemente pessimista, mas nunca nos remete para uma vida de resignação apática, nem nos convida a olhar para o mundo com uma atitude cínica.
Após a leitura de algumas páginas, a prosa de Johnson torna-se inconfundível. Ao mesmo tempo densa e clara, sóbria e fulgurante, presta-se tanto à reflexão filosófica como ao humor espirituoso, tipicamente inglês.
O livro foi organizado e traduzido por Pedro Galvão, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e membro da Johnson Society of London.
Beginning as a journalist on Grub street, this English author made lasting contributions to English literature as a poet, essayist, moralist, novelist, literary critic, biographer, and editor. People described Johnson as "arguably the most distinguished man of letters in English history." James Boswell subjected him to Life of Samuel Johnson, one of the most celebrated biographies in English. This biography alongside other biographies, documented behavior and mannerisms of Johnson in such detail that they informed the posthumous diagnosis of Tourette syndrome (TS), a condition unknown to 18th-century physicians. He presented a tall and robust figure, but his odd gestures and tics confused some persons on their first encounters.
Johnson attended Pembroke college, Oxford for a year before his lack of funds compelled him to leave. After working as a teacher, he moved to London, where he began to write essays for The Gentleman's Magazine. His early works include the biography The Life of Richard Savage and the poem "The Vanity of Human Wishes." Christian morality permeated works of Johnson, a devout and compassionate man. He, a conservative Anglican, nevertheless respected persons of other denominations that demonstrated a commitment to teachings of Christ.
After nine years of work, people in 1755 published his preeminent Dictionary of the English Language, bringing him popularity and success until the completion of the Oxford English Dictionary in 1905, a century and a half later. In the following years, he published essays, an influential annotated edition of plays of William Shakespeare, and the well-read novel Rasselas. In 1763, he befriended James Boswell, with whom he later travelled to Scotland; A Journey to the Western Islands of Scotland, travel narrative of Johnson, described the journey. Towards the end of his life, he produced the massive and influential Lives of the Most Eminent English Poets, which includes biographies and evaluations of 17th- and 18th-century poets.
After a series of illnesses, Johnson died on the evening; people buried his body in Westminster abbey. In the years following death, people began to recognize a lasting effect of Samuel Johnson on literary criticism even as the only great critic of English literature.
4.5 * Minha companhia semanal de leituras fugazes nos últimos nove meses, é com pena que vejo este belo livro chegar ao seu final. A leitura é por vezes lenta e difícil, com uma escrita (e tradução?) mais densa do que aquilo a que estou habituado (um problema mais meu que do livro). Caso contrário seria um 5*.
Mas será sempre livro para voltar e reapreciar.
Do texto final: "No que me diz respeito, não lamento as horas dedicadas a estas pequenas composições. Que o mundo se tenha tornado manifestamente melhor desde a sua publicação, não notei. Todavia, disponho-me a pensar que muitos foram atingidos por sentimentos isolados, cabendo-lhes renovar a impressão; que muitos captaram pistas de verdades, tendo agora o dever de as estudar; e que quem não recebeu nenhuma melhoria não teve falta de oportunidades, carecendo antes da intenção de melhorar."