Em tempos diversos, por inúmeros motivos, três mulheres - Ana, Luisa e Antônia - deixam o lugar em que vivem, atravessam o mar e vêm morar em uma sesmaria selvagem. Ali, as vidas dessas mulheres se cruzam, em meio a índios, fidalgos, degredados, bastardos, piratas, frades, noviços, criadas, escravos, curandeiros, naus, ventos, medalhas, procissões, animais, intrigas, missas, vinganças, desejos, traições e venenos. Até que ocorre a misteriosa morte de um capitão-mor, que é, respectivamente, filho, marido e amante de cada uma delas. Então tem início uma trama cheia de ressentimentos mesquinhos, interesses escusos, tormentos cruéis, delírios desvairados, desencontros amorosos e pequenas vinganças que envolvem, sobretudo, aquela entre as três que herda a posse das águas e da terra e passa a ser chamada de 'A Capitoa'.
Para começar o ano, vamo falar de uma história que cuida do Brasil e das pessoas que chegaram, em um livro sobre o qual eu não tinha a menor ideia do que esperar - sim, admito, eu comprei somente pela capa.
Ana, Luisa e Antônia. 3 mulheres diferentes, cujas histórias acabam por se cruzar no Brasil, através do capitão-mor, Vasco.
Ana é uma jovem que, após recusar-se a tornar-se freira, vira amante do Velho. Do relacionamento dos dois, nasce Vasco. Ana e o marido vem ao Brasil, aonde este irá comandar uma sesmaria, deixando ao filho a missão de os seguir, quando estivesse casado.
Luisa é a jovem escolhida por Vasco, puramente por dever, não havendo amor entre os dois. E quando chegam ao Brasil, a vida da moça ficará ainda mais difícil.
Antônia, após ter seu coração partido, quando seu amado morre, chega ao Brasil junto a um grupo de marinheiros e prostitutas, mas é no coração de Vasco, que ela irá encontrar uma nova chance de ser feliz.
Mãe. Esposa. Amante. Como as vidas destas três mulheres iram se entrelaçar?
Esse é um daqueles livros que trata mais da paisagem do que dos personagens. E a paisagem é lindíssima. A narração é toda poética e lírica, mas as vezes tem uns glitches - pelo menos duas vezes ela praticamente repete parágrafos ou ideias, e não me pareceu que fosse questão de estilo. Mais uma questão de ué vc acabou de me contar isso rsss
(sim, é assim que eu vou reagindo mentalmente)
Enfim, tirando isso, e alguns momentos em que a estrutura muda e ela resolve falar com a gente, o livro é muito lindo. Vi por ai que talvez ela escrevesse outros na mesma linha e, se isso acontecer, pretendo lê-los.
Só mais uma coisa: não sei se entendi o final :/ o epílogo é um espelho do prólogo, mas... pq? No fim das contas, que relevância tem essas duas meninas? A outra é a irmã da Luisa? Que se passa? Acho que isso podia ter entrado mais no texto, pq, seja lá quem for, a Luiza não pensa nada nessa pessoa. Ficou meio solto.