«Escritora portuguesa, autora essencialmente de literatura infantil, nasceu numa aldeia perto de Hanôver, na Alemanha, a 20 de março de 1913, e faleceu a 6 de janeiro de 2006, no Porto. Fugida à perseguição nazi, refugiou-se, em 1934, em Portugal e radicou-se no Porto, adquirindo a nacionalidade portuguesa. A sua obra narrativa e poética, publicada essencialmente na década de 50, centra-se na retrospetiva autobiográfica, evocando a infância e a adolescência, enquanto vivência ensombrada pela rutura da inocência e da unidade efetuada pela experiência do horror nazi e pela perda da pátria de origem. A simplicidade com que exprime angústias passadas e presentes, com especial menção para o sentimento de se reconhecer estrangeira e estranha quer no espaço natal quer na pátria adotiva, estabelece uma continuidade com a escrita para crianças, domínio a que dedicou uma obra extensa, distinguida, em 1984, com o Prémio Gulbenkian de Literatura Infantil.» Fonte: Ilse Losa in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2013-02-28 15:17:22]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$ilse-losa,3
-------------- Ver https://ilselosa.wordpress.com/ (re)descobrindo os seus livros – homenagem no ano do centenário do seu nascimento
Adoro ler livros infantis! O Príncipe Nabo é uma peça de teatro deliciosa que nos mostra como as nossas atitudes e atos têm impacto na nossa vida e na de quem nos rodeia.
Esta peça de teatro destina-se a alunos de 5° ano. É uma peça com moral, porque a protagonista, princesa Beatriz, é arrogante e mimada, desprezando os pretendentes e humilhando-os. Farto desta atitude, o pai obriga-a a casar com o primeiro que aparece,o músico António. Obviamente que a ideia é dar uma lição à princesa e transmitir uma moral edificante às crianças leitoras. No entanto, fiquei um bocado irritada com a ideia da princesa que tem de casar e fica entregue à sua sorte, tudo tão tradicional que cheira a bafio... Imaginem que entregam a vossa filha a um desconhecido que a põe a descascar batatas, a fazer cestos e a tratar de coelhos... Redutor, não? Pois foi o que senti. A linguagem é cuidada e as ilustrações medianas. A história não me cativou nada... Estamos (ou deveríamos estar) numa época em que a princesa trata sozinha da sua vida e esta peça é de 1962. Apesar de ser já um clássico, era interessante ter no programa uma obra mais esclarecida no que diz respeito à igualdade de direitos...
Na Páscoa, acompanhei a minha filha mais nova na leitura desta peça maravilhosa em três actos, obra recomendada para o programa de Português do 5.º ano. Conta-nos a história da princesa Beatriz, mimada e insolente, que rechaça e humilha todos os príncipes pretendentes. De tal forma, que o pai, o Rei do Castelo da Abundância jura entregá-la ao primeiro que passar, fosse príncipe, músico ou pobre de pedir. E assim sucedeu, após a tentativa gorada do Príncipe Austero, crismado pela arrogante Beatriz como "Príncipe Nabo da Nabolândia", inspirando-se no queixo proeminente do pobre candidato: pouco tempo passado, um músico itinerante, António, de seu nome, que cantava de corte em corte, surge no Castelo da Abundância, e o monarca cumpre o prometido, entregando-lhe a mão de sua filha, fazendo orelhas moucas aos protestos, à baba e ao ranho... Uma nova vida de trabalho e privação começará para a agora desafortunada jovem. O que a Princesa não sabe, tal como não o sabem os leitores/espectadores é que António era o Príncipe Austero disfarçado, que ouvira a jura do Rei após o episódio embaraçoso de rejeição que protagonizara. É claro que tudo se irá resolver, a contento de todos e a benefício da moral que Ilse Losa pretendeu extrair do seu texto. Através do trabalho árduo e de várias lições de humildade, o dia em que Beatriz estará madura para conhecer a verdade chegará.
Para avaliar a obra faço duas distinções: O público adulto - É uma leitura rápida que não exige muito ao leitor para compreender a obra, embora tenha um caráter moralista que poderá não agradar a todos/as. O público infantil - Por ser uma peça de teatro a leitura não é densa e chata. Para além disto, apresenta um leque de novas palavras da língua portuguesa.
Li porque estou a lecionar Português de 5° ano e achei uma história idealmente simples e recheada. Tem uma mensagem clara e que vale sempre a pena lembrar a crianças que ainda estão a aprender como as suas ações e palavras podem afetar os outros.
Enemies to lovers, second chance, arranged marriage, secret identity, where's my wife, and a happy ending, all inside this little portuguese children's book. This was really cute and whimsy! c:
Não posso dizer que esta peça de teatro não esteja bem escrita... No entanto, também não é muito surpreendente... Le-se bem, mas não será uma obra absolutamente memorável.
Mais uma leitura conjunta com os meus alunos de 5°ano. Uma peça de teatro deliciosa, com uma moral incrível sobre humildade. Uma leitura recomendada para qualquer idade!