P. 38- "Entre as duas últimas guerras estava em moda, na Europa Central, um insulto posto em forma de interrogação. Costumava perguntar-se: "Olha lá, a estupidez incomoda-te?" Infelizmente, não incomoda, pois, se se tratasse de uma dor de dentes, há muito que se teria tentado remediá-la. Isto, porém, não é de todo verdadeiro. A estupidez dói, de facto; simplesmente, é raro que incomode o estúpido. Aí reside a tragédia do mundo em que vivemos e o assunto desta obra"
Although people are often praised for being clever, there are far more synonyms for stupidity. The Natural History of Stupidity is written by Paul Tabori. It discusses the mistakes and stupid decisions that people made over the years. The book takes account of many aspects of stupidity and categorizes it into categories. I know that is a tautology but I couldn’t think of any other word for categories.
People can be considered stupid for many different reasons; greed, slavish regard for pomp, bureaucratic red tape, too much schooling, too little schooling, and so on. It seems that no one is immune to its effects.
This book is really engaging and well-written. I found it in the library and picked it up. I didn’t really expect all that much from it, but I was pleasantly surprised in this case. The book is a bit old which might date it a bit. According to the copyright page, it was published in 1993. However, I don’t believe schadenfreude ever goes out of style.
Um dos melhores ensaios que já li. Arranjei este livro à borla no Winking Books, vinha em mau estado, mas acabei por me apaixonar por este patinho feio. A ciência natural da estupidez é uma excelente reflexão acerca desta característica infindável da raça humana que é a estupidez. O livro está repleto de conteúdo histórico que marcou a evolução da estupidez desde a Idade Média até aos tempos de hoje. A burocracia, o servilismo, a dúvida e a rigidez da lei são alguns dos temas incluídos nos capitulos do livro. Recomendo vivamente. É uma excelente gargalhada com um background histórico muito rico e ao mesmo tempo uma reflexão para a vida!
I asm enjoying the book although it is pretty dated. The author shows racist tendencies and a considerable amount of misogyny that was common during the 50s. Being a true admirer of John Bull, he is contemptuous of Europe and pretty much every last country other than Great Britain. For someone interested in certain aspects of history, it is a fascinating read. Vanity, greed, bureaucracy, religious mania, superstitions, urban legends... all are targets.
Knjiga predstavlja gomilu informacija o ljudskim glupostima, najčešće glupim običajima koje je Tabori skupljao decenijama i iako mi se u početku činila izuzetno zanimljivom, negde na sredini čitanja shvatio sam da pomalo mrzim Taborija. A onda je moja mržnja (da ne kažem "hejt", jer mi se čini da hejt kao upotreba u novogovoru izražava niži stepen odbojnosti prema nekome nego što čini reč "mržnja") porasla jer sam shvatio da je Tabori izabrao lakši put. Izabrao je da studira glupost i da se ruga gluposti. Nigde ni malo pijeteta, ni malo razumevanja (razum i glupost nisu uvek potpuno suprotni) za sve te ljude koji nisu ni mogli da znaju za bolje. I na kraju nigde ni shvatanja činjenice da je nekada izuzetno lako biti pametan, a da se pravo herojstvo i muka nalaze u ljudskoj gluposti i da su svi apostoli gluposti koje je u knjizi nabrojao verovatno prošli teži put u svojim životima nego on ili bilo koji drugi nabeđeni prosvetitelj. No, prošlo je 6-7 godina od mog prvog čitanja, dolaska do gore navedene spoznaje i posledičnog navijanja za "glupe" i sad sam uzeo knjigu opet da bih čitao o raznim ludorijama i kontrauspenjima ljudskog duha. Još uvek navijam za glupe, ali više ne hejtujem Taborija, samo ga žalim jer mislim da nikada "glupima" nije dao pravu šansu posmatrajući ih uvek sa visine.
Me pareció muy interesante y entretenido. Contiene muchos datos y curiosidades históricas que desconocía. La parte de la fiebre del oro fue la que menos me llamó la atención, pero me gustaron mucho los demás capítulos aunque es algo triste ver como a lo largo de la historia hay cosa que no han cambiado nada, como la burocracia, el fanatismo religioso, etc. De todas maneras fue una lectura que disfruté mucho.
Juicios sumarísimos a cerdos, que acaban en condena a muerte al nefando porcino. Con esta frase puede resumirse el contenido de este libro. Tan estupido como cierto. Un ejemplo de la idiocia lamentable que el ser humano se empeña en mantener, aunque estos hechos sean de hace siglos. Este libro es un repertorio histórico de casos como el ejemplificado, que harán avergonzar al lector con conciencia de la humanidad. El autor da cuenta, de forma magistral, de una buena multitud de estupideces que han quedado en los anales de la historia. Por desgracia, la historia de la estupidez humana es la historia del nunca acabar. Podría escribirse un volumen cada década o lustro...
Quem diria que não só já existe uma longa tradição de dissecar e escrever sobre a estupidez, como também é incrivelmente divertido apontar a nossa estupidez enquanto estamos a ler sobre estupidez?
Já existe alguma obra sobre meta-estupidez? Alguém, algures, devia investir nisso. Pela nossa idiotice.
A sinopse deste livro começa por nos apresentar uma lista de sinónimos, verbos, nomes e adjectivos relacionados com a estupidez – “Haverá sintoma mais decisivo que o facto de este livro dedicar seis colunas aos sinónimos, verbos, nome e adjectivos relacionados com a estupidez, quando os referentes à sensatez mal chegam a ocupar uma coluna?”.
«Sujeito que era tão estúpido que apagava a vela a fim de não ser incomodado pelas pulgas que o mordiam. (…) Burton focou uma das características mais importantes da estupidez ; a apagar da vela – o evitar a luz – o confundir causa e efeito.»
O início auspicia e o resto cumpre. Entre notas culturais, históricas, sociais, científicas e religiosas, as páginas estão carregadas de detalhes e factos inusitados, episódios e pensamentos tão idiotas que até ferem a alma. Por esse motivo aconselho a leitura em modo lento, para que se possa saborear cada detalhe.
«A estupidez é essencialmente medo – Diz o Dr. Feldmann -, medo de nos expormos às críticas, quer de outrem, quer de nós próprios.»
E para isso constrói-se uma visão não confirmada do que nos rodeia, visão através da qual se determinam certezas e preconceitos, e se manipulam populações:
«O que habitualmente se designa por preconceito “racial” não passa, de facto, de mera resposta colectiva a ameaças de perdas ou a perdas reais; resposta que não é inata, mas, sim, alimentada pela tradição e por impressões recentes de prejuízos sofridos há pouco.»
Mas se as diferenças culturais dão origem à estupidez, também o surgir da economia está carregado de detalhes sumarentos e deliciosos, como o estabelecimento do sistema monetário na ilha de Iape, sem metais, que acabou por fazer moeda a partir de uma pedra. Dado o seu peso, a transferência de propriedade nem sempre era acompanhada por uma transferência de localização, sendo que muitas vezes permaneciam na propriedade original, disponíveis para que os novos donos as visitassem regularmente.
»O homem medieval considerou a primeira transacção bancária um acto de feitiçaria; os mistérios do capital perturbavam-no como se se tratasse de fenómenos de perigosa alquimia.»
Eis uma afirmação que compreendo completamente. Não sou homem, nem medieval e algumas transacções bancárias também me parece um acto de feitiçaria. Negra. Da economia e das transacções bancárias rapidamente se passa à corrida do ouro e aos alquimistas, burlões que faziam das vãs esperanças dos lordes o seu ganha pão, prometendo a criação do ouro a partir de outras substâncias.
«Nunca soberano algum curou de saber qual o motivo por que o alquimista, em vez de fabricar ouro em seu exclusivo proveito, punha tão grande segredo ao serviço de uma cabeça coroada.»
O ouro, essa substância valiosa, era, até, utilizada em medicamentos julgando-se ter um efeito quase milagroso:
«Misturavam limalha de ouro na alimentação das galinhas e, assim, faziam com que a ave suportasse toda a despesa dos danos físicos: logo que as «virtudes» do ouro tivessem sido absorvidas, matava-se a galinha e servia-se o cadáver ao doente. Esta carne era considerada remédio tão eficaz como qualquer outra preparação de ouro. (…) Por esse motivo enclausurava-se a galinha numa gaiola, a fim de evitar que a ave, na sua prodigalidade, desperdiçasse o metal precioso sobre as flores dos campos.»
Não é só pelo ouro que surge a estupidez. A soberba de querer demonstrar uma linhagem perfeita levou muitos nobres a encomendar árvores genealógicas onde se revelariam ligações a personagens da bíblia, ou a figuras mitológicas como a Sereia Melusina (figura de uma lenda muito semelhante à Dama Pé de Cabra). É esta mesma vontade de demonstrar superioridade que leva à criação de títulos nobres, alguns bastante idiotas:
«Ao chefe de serviço de padaria cabia ainda o título de conde da limonada, o que, temos de convir, não soava lá muito bem. Outro fidalgo haitiano alardeava o nome de duque da Marmelada. A leitura dos títulos da nova aristocracia revela outras preferências curiosas: Duque das faces vermelhas, Duque do Posto Avançado, Conde da Corrente Torrencial, Conde Terrier Vermelho, Barão da Seringa, Barão do Buraco Sujo, Conde Número dois.»
Ou de regras de etiquetas tão complexas que prejudicam a própria sobrevivência:
«Filipe III morreu queimado na lareira porque os cortesãos não conseguiram encontrar, com a rapidez exigida, o funcionário encarregado de deslocar a poltrona do rei.»
No seguimento das regras idiotas, claro que não se pode ultrapassar o tema da estupidez sem tocar na burocracia:
«Não se pode negar que os funcionários públicos sejam seres humanos e ninguém, até hoje, conseguiu provar o contrário. (..) Mas, em qualquer época e em qualquer clima, uma vez de posse de uma secretária e de um ficheiro, acontece-lhes algo de misterioso e perturbador: o espírito é substituído pela letra, os precedentes expulsam a iniciativa e os regulamentos triunfam da clemência e da compreensão. (…) Os organismos oficiais são o campo de cultura da estupidez, da mesma forma que os pântanos no caso, igualmente pernicioso, dos mosquitos. A doença é inevitável: até o funcionário público mais inteligente sucumbe à infecção.»
A burocracia, que tem a capacidade de complicar o que é simples, consegue até produzir fórmulas para o pagamento de funerais:
«Basta só isto para não nos espantarmos com o facto de, em França, a natalidade aumentar e o número de óbitos diminuir. As pessoas até sentem receio de morrer.»
Entre pombos que não podem pousar em telhados ou mulheres que não têm de suportar maridos que fumem cachimbo no leito matrimonial, a legislação é asnática, carregada de exemplos idiotas e impossíveis de cumprir.
Já a medicina praticada na Época Medieval é algo para se fugir, sendo que se apresentam inúmeros detalhes que, à luz de hoje, parecem o cruzamento de episódios de Monty Phython com cenas de horror:
«Compreende-se, desta forma, o motivo por que os pacientes tratados com o «ungento da guerra» melhoravam em virtude de nenhum médico lhes tocar nas feridas», deixando que a Natureza levasse a cabo os seus processos curativos sem interferência do homem.»
História Natural da Estupidez consegue, assim, apresentar vários exemplos de estupidez, ao longo de todo o espectro da sociedade, actual e história, percebendo-se, até, porque continuará a ser um sintoma da espécie humana:
«A estupidez dói, de facto; simplesmente, é raro que incomode o estúpido.»
Entretenidas historias de estupidez. Creo que este es un mejor título y resumen al libro. Es una serie de historias donde la avaricia, lujuria, negación, celos y otros sentimientos humanos llegan hasta el punto de la estupidez, causando, como dice en el libro, hacerse daño a uno mismo y a otros. El libro es eso. No es un ensayo sobre la estupidez o como combatirla aunque esto se menciona. Diría, entonces, que el libro se quedó corto o fue demasiado largo. Me explico; la serie de anécdotas del libro pudo haber sido mayor y abarcar más temáticas, la estupidez de la religión, la estupidez de la familia, la estupidez de la política, etc., incluso si eso hubiera implicado un libro mucho más voluminoso en este caso me parece que se hubiera enriquecido, habría sido aún más entretenido y valioso. Sin embargo con la selección actual se siente que se quedó corto. O por otro lado, pudo haber sido un análisis de la estupidez en sí, algo así como son la introducción y la conclusión del libro, entonces habría tenido menos páginas, pero tocando mejor un tema más interesante. Bastante recomendado si se quiere pasar un buen rato leyendo anécdotas divertidas y que te hagan pensar.
This is a super entertaining and very funny book. Paul Tabori made a very comprehensive compilation of stupidity cases from different ages, some are very funny, some are quite shocking. Keep in mind that this book was written in the mid XX century, so in it you can find some outdated point of views on issues that we've overcome, or so I would like to think. But in general it is a very enjoyable book through and through.
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Este es un libro megaentretenido.. Paul Tabori hizo una compilación muy completa de casos de estupidez de diferentes épocas, algunos son muy divertidos, otros son bastante impactantes. Tenga en cuenta que este libro fue escrito a mediados del siglo XX, por lo que puede encontrar algunos puntos de vista un tanto obsoletos sobre los problemas que ya hemos superado, o al menos eso me gustaría pensar. Pero en general es un libro muy agradable de principio a fin.
La estupidez humana existe desde siempre. Este libro nos relata hechos, que seriam divertidos si el autor los hubiera inventado, pero parece que acontecieron.
Actitudes estúpidas llevan a comportamientos extraños, pérdida de tiempo y dinero y, sobretodo, infelicidad humana.
Leyes y juicios improbables. Amores platónicos, coleccionistas de lo absurdo. Seitas religiosas con normas crueles. La cultura de la ignorancia. La estupidez en la ciencia, sociedad y costumbres.
Como escribe el autor: “la estupidez no tiene fin”.
Podemos continuar a identificar el problema, de forma a disminuir sus efectos catastróficos. Un alerta para que no seamos ingenuos.
Obra que desenvolve o tema exposto no título com referência a inúmeros exemplos históricos, colocando o leitor sobre circunstâncias incomuns que no passado determinaram escolhas ou decisões humanas.
CDU: 316.6 159.953
Livro recomendado PNL2027 - 2019 2.º Sem. - Cultura e Sociedade - Vida Prática - maiores 18 anos - Fluente
This was an informative book about many of the stupid things people do. Not a page turner but a good read. I was more curious what would be in it when I saw its title than I was curious about the stupidity of people because I have seen plenty of "stupid" in myself and during my life in others.
A mí me encantó este libro. Lo leí por recomendación de mi tutora en la residencia de Psiquiatría. Me hizo reír, enojarme y pensar en la mezquina y abyecta estupidez de nuestra especie a través de las eras.
Había intentado leer este libro hace 20 o 25 años. Me aburrió y lo abandoné. Con la idea de que me ha pasado con varios libros que los vuelvo a leer años más tarde y me gustan mucho, lo intenté de nuevo. No funcionó. Lo mejor del libro es el prólogo de Richard Armour que resume las formas de estupidez humana con ironía y sofisticación. El único capítulo del libro que disfruté moderadamente fue el vinculado a la estupidez por el papeleo; el retrato de los burócratas es muy actual. El problema del libro es que está contado como ese tío que para decirte una anécdota interesante, agrega mil y un detalles y tarda dos horas en llegar aa la conclusión. Para el momento en que finalmente acaba el cuento, te das cuenta de que te perdiste mas de la mitad de la historia porque estabas repasando en tu mente la lista de cosas para hacer al día siguiente. No funciona.