Gostei mais da primeira banda desenhada a solo do autor que, embora composta por contos cujo final é em aberto, fez mais sentido para mim. Aqui, em Espiga, senti que faltou desenvolvimento e gostaria que o autor tivesse continuado a história do Abel e da Laura (em conjunto ou em separado) com mais algumas páginas, não digo conclusivas, porque a nossa vida é um contínuo e a ficção deve espelhar isso, mas algo mais palpável. Posto isto, gosto bastante do traço e do contraste entre o amarelo e os cinzentos. A abordagem dos temas actuais, especialmente para a minha geração, são bem pertinentes, gosto deste tipo de histórias em que se vê as angústias do ser humano de hoje. Curiosidade: ri-me com a questão do rato famoso porque cometi o mesmo "erro".