No primeiro dia de setembro, Luzia é encontrada morta, a boiar nua, na piscina da casa de família na Serra da Estrela. Não há indícios de crime. Dentro de casa, todos os quadros e as molduras estão virados ao contrário. Atordoado por notícias dramáticas na vida pessoal, Daniel Vilar, inspetor coordenador da unidade de Crimes Especiais da Polícia Judiciária, é chamado à serra para investigar o caso, que conta resolver rapidamente para voltar para Lisboa o quanto antes. Em Vale do Forno, Daniel vai descobrir, juntamente com Juvenal Caramelo - um relutante colega da região -, que o caso é bem mais complexo do que parece: quarenta anos antes, a avó de Luzia também foi encontrada morta na piscina, e dentro de casa os quadros e as molduras também estavam virados ao contrário. À medida que a investigação revela as complexas relações entre os membros da conhecida e abastada família Castro Pinto, o inspetor Daniel Vilar descobre que na serra os segredos pertencem a quem os guarda, num caso que o transportará ao passado e aos refugiados da Segunda Guerra Mundial que se instalaram em Portugal.
Confesso que pela sinopse estava à espera de mais acção, mais emoção, mais... qualquer coisa. O que tive foi uma belíssima lição de História - e confesso que gostei porque não conhecia, e gosto imenso de História - mas que em pouco acrescentou à história do livro - excepto a parte de serem criança Caritas, outro conceito que desconhecia.
Em termos de enredo, gostaria de ter visto um envolvimento diferente por parte das personagens. Que a família fosse disfuncional, eu percebo; mas a sensação que passa é que todos têm um certo grau de disfuncionalidade - e em última análise, não temos todos?
Um livro muito bem escrito. Pode por vezes parecer um pouco lento, mas o que ganhamos em conhecimento histórico e em dilemas comportamentais, compensa (é inevitável em partes de reflexão não pensarmos: eu acho que conheço ou conheci alguém assim ). Ideal para quem gosta de uma boa família com segredos!!! E quando pensei que já sabia tudo...afinal não!!). De referir, também, a "Nota do Autor" vale a pena lê-la!
A sinopse deste livro suscitou-me imensa curiosidade por se tratar de um mistério/drama familiar.
O que mais gostei: - ambiente rural do livro - capítulos curtos - o facto de abordar segredos de família - a temática de refugiados da 2a Guerra Mundial em Portugal
O que menos gostei: - estranhei a escrita do autor em algumas partes - personagens muito chatas, principalmente os investigadores - pouca ação - penso que o autor divagou muito
Tinha mais expectativas em relação ao livro .
Teria gostado muito mais do livro se tivesse mais ação e se fosse menos repetitivo.
Estava à espera de um novo policial do autor. Quem acompanha o percurso do mesmo, encontrará neste livro muitas críticas, umas mais subtis que outras e presentes em diversos personagens. Um autor que é um crítico dos portugueses e, no entanto, não perde a esperança. É um pouco como o seu banqueiro, independentemente das suas origens, será sempre beirão.
Decidi elaborar uma lista, em sua homenagem.
O que gostei:
• Continuidade na escolha do detective e alguns personagens, embora tenha tido saudades das conversas com Mateus; Ivone foi uma alternativa interessante ainda assim. Juvenal também.
• Normalidade dos personagens, que são meros seres humanos com vidas vulgares e imperfeitas, com azares e recomeços;
▪︎ Temas que o autor introduz e que causam curiosidade nos leitores. Fiquei com vontade de saber mais sobre as crianças Cáritas, por exemplo. E ontem passei na rua de Santa Teresa, conto lá voltar e pedir uns pêssegos.
• Policial português sobre Portugal, com assombrosas histórias antigas e recentes. Pode parecer estranho - sobranceria, talvez - mas não estou habituada a ler sobre as virtudes e defeitos portugueses neste género de ficção. Sou fã de policiais, e parece que estou perante algo novo, estranho por vezes. É refrescante que surjam livros portugueses do género. É uma homenagem ao que somos. Ler sobre a Serra da Estrela ou depararmo-nos com determinados nomes portugueses pode ser ruído inicial, mas tão respeitoso como o plot se passar em Oslo ou Nova Iorque. Trata-se de aceitar o que somos e não perder a esperança, mais uma vez.
Do que não gostei:
• Autor ter mencionado numa entrevista recente a matéria alvo de uma das suas curiosidades (a propósito da escrita deste livro). Esse detalhe esteve sempre presente comigo e foi um fantasma ao longo da leitura. O possível tema de envenenamento acompanhou-me. Culpa minha, se calhar por ouvir demasiados podcasts.
• O assassino - semelhanças com o livro anterior, embora, como mulher, seja o desfecho mais plausível.
• Livro podia ser maior, talvez pudesse ter explorado mais o tema das Carmelitas e realizar frutíferos diálogos com a irmã que recebeu o inspector.
Gostaria de ler mais livros com este detetive e de aprender mais sobre este nosso pequeno cemitério à beira mar.
Poderia resumir a minha experiência de leitura com uma expressão: mixed feelings.
A primeira parte foi, para mim, demasiado lenta e vazia – senti que não estava a sair do mesmo sítio por não existir grande desenvolvimento da investigação policial propriamente dita. Apesar disso, as personagens eram intrigantes e deixaram-me com vontade de conhecer as suas histórias (secundárias) dentro da narrativa principal.
Uma característica perceptível desde cedo foi o tom mais filosófico e diria até quase didático do livro, pois contém inúmeras referências a acontecimentos da História, sobretudo envolvendo Portugal, o que, por vezes, fez parecer que se tratava de uma aula e não de um thriller. Claro que isso revela pesquisa ou um elevado grau de cultura geral do autor, que tem todo o mérito por esse motivo, mas acaba por divagar sobre aspetos que não são assim tão decisivos para o desenlace do livro – o que me leva a considerar que este poderia ser mais pequeno.
Outra característica que quero referir é a portugalidade presente ao longo de toda a obra – acredito que quem já leu entende. O pano de fundo alterna entre a Beira e Lisboa, fornecendo o pretexto ideal para se explorar os contrastes regionais, bem como o comportamento e o modo de vida dos portugueses, incluindo as suas tradições, clima e gastronomia.
Na segunda parte, o ritmo e a ação melhoraram consideravelmente. Contudo, torci o nariz a alguns diálogos pouco naturais e a um pseudo-romance, a meu ver forçado e repentino, que surgiu entretanto. A minha teoria inicial sobre quem seria o culpado foi confirmada, embora não nos moldes que eu supunha. O final poderia ser abreviado, uma vez que as últimas páginas foram sobretudo enrolação e alongaram-se mais do que seria necessário.
Em suma, foi um thriller diferente do que eu esperava, para o bem e para o mal. Não achei extraordinário, mas, no geral, gostei.
Então tens de conhecer os SEGREDOS DE FAMÍLIA🤐👨👩👧👦
💧Em Vale do Forno, Luzia é encontrada morta na piscina, que antigamente seria um tanque, onde foi encontrada morta a sua avô.💀🫧 💧Ambas foram encontradas mortas no dia 1 de setembro, mas em anos diferentes, a avô em 1977 e Luzia em 2017. 💧Além da data, outra semelhança foi encontrada🧐 💧Os quadros da casa encontravam-se ao contrário🖼️ 💧A investigação fica a cargo do Inspector da PJ, Daniel Vilar, que irá ser coadjuvado pelo colega Juvenal Caramelo.🕵🏻🕵🏻 💧A dupla de investigadores vê-se a braços com um caso bastante complexo, pois o viúvo e avô da segunda vítima, é uma pessoa bastante abastada e com bastantes influências que tornam muitas vezes a investigação mais difícil. 💸 💧Ao longo de vários dias a equipa improvável de inspetores acaba por deslindar, relações e segredos, colocando em pratos limpos todos os mistérios em volta da morte, não só de Luzia como também da sua avó há 40 anos atrás.
💙Adorei a forma como a história se desenrola. É uma leitura descomplicada e muito leve, mas que nos consegue prender e manter o interesse. 💙 O desfecho foi talvez meio previsível, contudo houve algumas nuances que não estava de todo a contar. 💙É mais um livro de um autor português que RECOMENDO👏🏻
Um livro cheio de nada. Confuso, mal escrito e com passagens que podiam ter sido tiradas diretamente da Wikipedia.
Os inspetores passam o livro todo a investigar um "crime" que eles próprios admitem que talvez nem o seja, impulsionados apenas por intuições mal fundamentadas. O livro inteiro é um encher de chouriços descomunal. O autor pensou numa boa premissa, mas nunca em como a iria concretizar, por isso faz-nos andar às voltas sem descobrirmos nada de novo durante 80% do livro. A quantidade de vezes que os inspetores fazem interrogatórios que nunca dão em nada e saem de lá sem qualquer tipo de nova informação é cómica.
E só uma questão... eu não trabalho na Judiciária, mas é prática comum fazerem viagens de 3h para cima e para baixo no mesmo dia (entre Lisboa e Guarda), 2 a 3 vezes por semana, para investigar uma morte que não foi sequer considerada criminosa?... 🤔 este pessoal não tem de dar justificações nenhumas de onde anda?
Com a leitura deste livro senti alguma dificuldade inicial em conectar me quer com as personagens, quer com a história em si. Confesso que a narrativa não me agarrou logo de início e que não conseguia ler muitas páginas de seguida porque acabava por adormecer. Apesar disso, a última parte do livro começa a ser mais interessante e a personagem que menos se suspeitava era a real protagonista dos crimes cometidos. Gostei também dos vários pontos de vista das personagens, o que confere uma narrativa mais rica e completa. Por isso, diria que recomendaria esta história a leitores persistentes e pacientes.
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Depois do Agosto do Desassossego, onde Pedro Boucherie Mendes centra a sua história no incêndio nos armazéns do Chiado, estava muito expectante com o novo livro, Segredos de Família.
E qual não é família que guarda segredos? Luzia é encontrada morta, afogada na piscina. Tudo parece tratar-se de um acidente, mas o facto de as circunstâncias da morte se assemelharem à da sua avó, morta há mais de 40 anos vem aguçar a suspeita. Será que a jovem foi mesmo vítima de um acidente ou assassinada?
Daniel Vilar, já que conhecemos do anterior livro, é chamado ao local. Com a ajuda do caricato colega Juvenal Caramelo, que conhece a serra como ninguém, espera solucionar o caso rapidamente já que não há, aparentemente, nada de suspeito. No entanto, as molduras ao contrário dentro de casa, à semelhança do que aconteceu aquando da morte da avó da vítima intrigam os investigadores que começam a levantar tudo o que seja segredos daquela família abastada.
A par da investigação, o autor junta sempre pedaços da história o que torna os seus livros muito interessantes. Se no primeiro tratou do incêndio no Chiado como acima referi, neste centra-se nas crianças refugiadas vindas de todos os cantos da Europa que estava em conflito na Segunda Guerra Mundial. Filhos de judeus que foram mandados para os campos de concentração e que conseguiram fugir para serem acolhidos por famílias que tomaram conta deles até a sua própria família os vir buscar, caso não morressem antes.
Como é esperado este não é um livro de leitura desenfreada. Mas também não é isso que se quer de um livro que explora também pedaços da nossa história, que até não são muito retratados em livro. Coloca a narrativa principal para segundo plano e mesmo assim não desilude.