Este livro trouxe-me leveza. Acho que isso até é algo comum à escrita japonesa: ela induz-me sempre a momentos de paz e serenidade. Mesmo assim, neste livro temos um início em que a autora/protagonista se mostra vulnerável, triste e em desespero por se ver tão só no final do seu casamento.
É a partir desse momento de transição na sua vida que ela começa a questionar-se sobre o que deseja para o futuro, o que lhe traz felicidade e qual será o melhor caminho para se tornar plena e realizada.
E a única resposta que lhe ocorre é: Livros!
O seu único hobby é ler e visitar livrarias. Ela teme que isso a torne ainda mais solitária, mas já sabe, no fundo, que os livros são mágicos, amigos e capazes de mudar vidas de formas que nem imaginamos, e é isso mesmo que vai acontecer na vida de Nanako.
É um livro que nos faz mergulhar no universo literário, sobretudo no japonês, claro, cheio de mangás, banda desenhada e recomendações literárias que, para nós em Portugal, são muitas vezes desconhecidas e despertam curiosidade. Há também algumas referências geek, afinal, a autora/protagonista assume-se como uma pessoa excêntrica que vive muito nesse mundo.
Considero que há uma certa vibe de autoajuda presente na narrativa, mas também acho que isso é inevitável, tendo em conta o caminho, original e pouco expectável, que Nanako percorre ao longo destas páginas.
Aliás, a forma como ela começa esta viagem de autoconhecimento é no mínimo peculiar!
A mensagem mais importante que retirei foi que a nossa felicidade pode não estar nos lugares comuns que os outros (ou a sociedade) esperam de nós, e que são as pequenas coisa que nos marcam, nos mudam e nos preenchem.
Estamos sempre a tempo de recomeçar!
Gostei muito e recomendo para quem gosta de literatura japonesa, livros de memórias, de histórias de autodescoberta e sobretudo para quem gosta de livros.