Considero a chegada dos portugueses ao Japão, o feito mais fabuloso da epopeia marítima nacional. A espingarda unificou o país. Interrogo-me se Luís Fróis chegou a perceber, que os bonsais tinham a mesma função que as cruzes cristãs; acho que nenhum jesuíta percebeu. Wenceslau de Moraes, o último cronista oriental português, escreveu no seu livro: Traços do Extremo Oriente, que os japoneses são um povo pouco inventivo, porém, conseguem aprimorar tudo o que lhes chega às mãos, como por exemplo, os peixinhos-da-horta, que hoje em dia são apreciados em todo o lado, mas chamam-se tempura (que por acaso também é uma palavra com origem na língua portuguesa).