Ao acordar em um lugar escuro, frio e desolado rodeada por outros corpos e sem ideia de como foi parar ali, Celina logo se dá conta de que algo terrível aconteceu. As cicatrizes cobrindo metade do seu corpo e as memórias vagas de um incêndio são as únicas pistas de que não está mais no mundo dos vivos.
Suas suspeitas são confirmadas quando um homem imponente, de olhos negros e sorriso debochado, aparece e comunica a todos que, longe de terem garantido um lugar no Paraíso, eles estão no Abismo, e o único jeito de sair dali é vencendo três desafios.
Afinal, a Morte adora jogos.
No Abismo, entretanto, os medos assumem contornos ainda mais assustadores. Amigos e inimigos se confundem. Criaturas perversas espreitam da escuridão. E, em meio a tudo isso, reina a figura mais cruel e intrigante de todas — a própria Morte. Às vezes brutal, às vezes gentil, tão temível quanto atraente, Odilon é uma ameaça e um mistério... com o qual Celina se vê cada vez mais envolvida.
E se a única maneira de escapar do Abismo for mergulhar na escuridão?
o livro tem um plot que me interessa bastante: pós-vida e jogos, mas a execução é sofrível - o livro é descrito como romance mas não aprofunda em momento nenhum no porque exatamente a morte é obcecada por celina e pq a celina se apaixonou em primeiro lugar por um homem que a quer morta - o abismo em si não é aprofundado e a autora foca em muitos elementos que logo depois em capítulos seguintes são completamente ignorados - os personagens são sem profundidade - os ruins são sempre ruins - e trata a mãe da principal que claramente tem problemas mentais e com vício como uma grande vilã - em 2025 não consigo avaliar positivamente um livro sobre um homem torturando uma mulher física e psicologicamente por quase 300 páginas sem desenvolvimento ou motivo algum...
Pela reviravolta absurda no final poderia talvez ser 3 estrelas, mas pela prova de resistência que foi ler esse livro inteiro vou ficar com 2 estrelas mesmo. Nada nesse livro funcionou pra mim. Eu me arrastei pelas páginas o livro todo, queria largar a leitura a cada 2 páginas lidas e a única parte que conseguiu me prender foi o último capítulo. Não abandonei a leitura por pura insistência.
Pra mim, nada foi bem desenvolvido, nem os personagens, nem o próprio Abismo. E o que me irritou muito foi a atração da Celina pelo Odilon, que não faz o mínimo sentido, nem mesmo o plot final explica.
Toda a premissa do livro é muito interessante, mas a execução foi péssima pra mim. O final aberto foi ótimo, mas não sei se me arriscaria a ler um próximo livro se fosse lançado.
Eu estou em COMPLETO CHOQUE com essa leitura. A ambientação e a escrita da Ariani são absolutamente perfeitas, me senti completamente imersa no Abismo e curiosa pra saber cada vez mais sobre ele. A Celina é uma personagem absurdamente cativante e a cada página que passava, mas conectada eu me senti à ela. Toda a história foi extremamente bem construída, do tipo que você observa a jornada depois de ler o final simplesmente BOMBÁSTICO e percebe como nada foi por acaso - e a Ariani fez isso de uma forma simplesmente magistral, porque nada ficou óbvio ou forçado, tudo seguiu seu curso pra gran finale. Não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei amei amei de paixão esse livro!!!
Celina, ou Lina, acorda em um local desconhecido, cercada por pessoas desconhecidas. Onde estão? No Abismo. Quem são? São pessoas que, assim como Lina, morreram sob as mesmas circunstâncias. Juntos, eles precisam vencer três desafios propostos pela Morte, a fim de ter acesso ao Espelho, que pode não só mostrar como morreram, mas também e, sobretudo, o caminho para o Paraíso.
É um livro curto, de menos de 300 páginas, que pode vir a ter uma continuação, por conta do plot twist e do cliffhanger dos últimos capítulos, mas... Sinceramente? Para mim, ainda que esses dois recursos narrativos tenham sido usados, o final também pode ser encarado como "aberto para interpretações" (e tudo bem), permitindo que seja lido como um volume único.
Eu estaria mentindo se dissesse que não estava esperando mais, mas, ainda assim, eu recomendo, principalmente, se você curtiu livros como "A Serpente e as Asas Feitas de Noite", da Carissa Broadbent, e "The Forbidden Game", da L. J. Smith, que é um dos meus livros favoritos (e que poderia, facilmente, ter servido como inspiração para a criação de "O Abismo de Celina").
"A Morte tornou a molhar a garganta com a bebida em um movimento demorado, ainda examinando as nossas reações - devagar o bastante para a ansiedade corroer meu estômago diante da perspectiva de jogar algo criado por uma entidade tão emblemática e ambígua. Para alguns, a Morte podia significar conforto e misericórdia, enquanto para outros, representava crueldade e despedidas nunca feitas." (p. 18)
Esse livro tem uma premissa interessante, um desenvolvimento chato e um final legal. Fui pega de surpresa com o final dessa história, mas no geral, a leitura não foi das melhores.
*Minha primeira reclamação é que a protagonista não tem carisma. Ela é chata. Se faz de inteligente, mas é muito tola e só se arrisca. Ela cria uma raiva da morte que de início me parecia muito incomum, porém, a autora conseguiu me convencer com o final do livro de onde isso vem. Mesmo assim, a personagem não tem estratégia, ainda que pense ter. Só faz papel de idiota. Tem umas falas que eu fiquei, mas como que pode isso?
"...preferia morrer a vagar pelo Abismo como uma alma perdida..." (tu já tá morta, mulher, e já está vagando no abismo).
*Em segundo lugar, acho que essa história tem uns problemas de sequência. Tem umas mudanças de cena que são abruptas também. E tem umas "facilidades" que me incomodaram, como do nada o pessoal lutando de espada como se fizessem isso desde sempre, ou dançando no baile como se fosse uma vibe romance de época. Não fazia sentido pra mim isso. E não parece que a morte está controlando as ações deles nesses casos. Se fosse isso, faria mais sentido.
Outro exemplo disso é no segundo jogo, onde a Celina fala que ela e Kiara estão correndo super estáveis, num ritmo excelente e no parágrafo seguinte, sem mostrar que se passou um tempo, elas já estão quase morrendo de cansaço.
*A obsessão da morte pela Celina também me incomodou, no sentido de que isso não me parecia crível. É claro que como já se passaram 99 vezes desse encontro entre os dois, muitas coisas ocorreram em cada jogo que puderam fazer com que algo mostrasse o início dessa forte obsessão. Mas achei meio jogado. Ela só enfrenta ele sem sentido. Invade o quarto dele como se fosse a coisa mais fácil do mundo e acha que pode roubar dele sem ele perceber. E ele simplesmente deixa isso acontecer. Como se isso fosse fazer ela gostar dele. É meio absurdo isso pra mim. Se ela fosse esperta, enfrentasse ele de forma mais incisiva, sem fazer papel de tola, acho que seria mais crível.
*O final é legal, foi o que me fez dá 3 estrelas para a história. Achei, de início, a forma como ela ganhou o último jogo meio boba, até entender que ele realmente nunca vai saber se ela o ama ou não.
*A história tem um ponto bem legal também no sentido de que saiu de uma imagem de "ah, vai ser um romance enemies to lovers, entre a morte e uma mortal, eles ficam se bicando, mas no final ela fica com ele", para um "vou priorizar a mim mesma e minha saúde mental, porém o macho é extremamente tóxico e não me deixa sair". Eu gostei disso, mesmo que o desenvolvimento até esse ponto não tenha me agradado.
*O fato de todos ali serem suicidas também é um ponto interessante. Eles abandonaram a vida e agora precisam lutar para ter um espaço no paraíso.
*E acho que o título do livro ser "O Abismo de Celina" vem de dois motivos: primeiro ela precisar lutar para sair de lá, tanto no sentido físico, como no psicológico. Todos os personagens morreram por estarem em uma situação horrível (se subentende isso) e se mataram, logo o abismo também é uma metáfora para a depressão da Celina e dos outros personagens (o que faz o jogo de enfrentar os medos e responder com sinceridade ser mais interessante). Mas tem também o lado do Abismo ter vontade própria, a Morte não controlar tudo, então faz sentido o Abismo "ajudar" a Celina no final. É o Abismo dela, que ela conquistou 99 vezes, que quer que ela finalmente derrote a Morte e devolve as memórias das outras vidas para ela.
No geral, acho que esse livro é uma boa introdução para novos leitores de fantasia. Não sou o público dessa história, acho que é mais voltado para adolescentes e jovens adultos, mas teve poucos momentos em que dava para me divertir.
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Eu entendi porque a autora quis terminar dessa forma, e eu teria dado 5 estrelas se o restante funcionasse, mas o final aberto só serviu pra concretizar meu descontentamento. O romance simplesmente não convence, e o marketing dele é forçoso quando vende como uma romantasia. Pra adicionar, o livro é curto mas a leitura arrasta.
Que livro senhoras e senhores, que livro. Eu comecei a ler muito deboa, zero pretenciosa e achando o romance que tava acontecendo muito lindinho eu tava tipo "aí que fofo esse casal" pra chegar no final e o meu queixo cair completamente. Eu ainda não sei meus sentimentos em relação ao Odilon, se eu to p da vida com ele ou se eu to achando ele fofo por querer ficar com ela (não sei exatamente o que isso diz sobre a minha saúde mental mas releva). Fazia muito tempo que eu não lia um livro bom desse jeito que me fez ter que tomar um tempo para pensar e me recuperar do livro então é com toda certeza um 5 estrelas e eu preciso do próximo se não eu vou surtar. Preciso saber se ela vai conseguir superar tudo de novo, preciso saber se eles vão acabar bem ou se eles não vão acabar bem (prefiro a primeira opção) mas assim, por mais que eu quisesse te matar quando eu terminei o livro, Ariani Castelo, eu amei ele e adorei a sua escrita
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A ARIANI NÃO É UMA ESCRITORA, A BICHA É UMA MÃE. Pelo amor de deus eu NUNCA imaginei o plot twist do final!!!!! Geralmente livros de fantasia são livros que eu consigo adivinhar mais ou menos o rumo do livro lá pela metade, MAS ESSE AQUI???? OI????? Fazia tempo que eu não era pega de surpresa desse jeito! Que orgulho que foi escrito por uma brasileira! Gostei muito da premissa, os personagens são muito bacanas e a história acabou de uma forma que deixou aberto pra um próximo livro, QUE EU ESPERO QUE LANCE LOGO SE NÃO EU VO FICA MALUCA Sensacional, muito bom e o romanceMEU DEUS Q SABOR incrível, amei 5/5⭐️ com certeza, apesar de eu ser uma psssoa que aprecio livros mais longos e gostaria que algumas questões tivessem sido mais exploradas, tipo o Abismo, como a Morte foi parar ali.. mas pode ser que o segundo livro seja capaz de sanar essa curiosidade!! Muito bom, AMEI ❤️
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Ate pensei em dar uma nota maior pela autora pq acho ela mt fofa e adoro apoiar a literatura nacional, mas quanto mais penso nesse livro mais chego na conclusão de que foi um PUTA potencial desperdiçado, 0 desenvolvimento de personagens e de mundo, e so o final prestou e olhe lá 🫠🫠
a ideia central da história é interessante, a reviravolta no final também, a escrita não é ruim, mas de nada adianta por um simples motivo: não tem desenvolvimento nenhum. é uma história com personagens sem motivações bem definidas, sem aprofundamento e sem sal. eu não consigo nem odiar muito o livro porque ele não me causa sentimento nenhum. foi uma ideia legal, mas a execução deixou totalmente esquecível.
A história em si é boa, o problema é a execução, é tudo muito corrido, parece que a autora quer que tudo aconteça mas não pensou em uma transição para as informações, falta profundidade nos personagens e nas relações deles, não só da Lina e da morte mas a de todo os outros também.
Okay. Primeiramente. Wow. O plot twist realmente me pegou de surpresa, não estava esperando de jeito nenhum o que aconteceu... Só por isso esse livro ganhou uma estrela extra.
Tenho quedas monstruosas por personagens que são a personificação da morte. Quando vi esse livro, com esse plot que tanto amo, e uma capa com arte tão maravilhosa, estava com altas expectativas. Mas bem... Não teve jeito, esperava mais.
A protagonista não me cativou em nenhum momento a não ser no epílogo (o que é meio trágico). Ela tinha umas falas bobas e agia de forma bem... Irracional.
O final aberto me decepcionou um pouco também... Queria mais informações do que o que tivemos. É um livro que, se a autora quiser, fica fácil de desenvolver em uma duologia mas não sei se eu leria a sequencia.
Eu me preocupo um pouco de saber que esse livro tem quase 4 estrelas como nota geral e foi o livro mais vendido de uma das bienais. E isso é produto de pessoas adultas comprando e lendo esse livro, não de crianças/adolescentes.
O primeiro pensamento que eu tive quando eu comecei a ler essa história, e que foi persistente até o fim do livro, foi que eu escrevia assim quando eu tinha 10/11 anos de idade. Claro que minha gramática naquela época era bem pior que a da autora, que escreve corretamente como alguém com a alfabetização completa e um diploma de Letras, mas os elementos do enredo... Pelo amor de Deus. A narrativa toda pra mim foi muito edgy, rasa e pouco crível (mesmo em um cenário de fantasia), o que me passou uma sensação de imaturidade imensa.
Eu poderia ficar aqui o dia todo destrinchando cada ponto do livro, mas vou focar em algumas questões em específico que me deixaram ?? Primeiramente, eu gostaria que a razão pela qual a Morte tem essa predileção tão intensa com a protagonista, Celina. Eu acho bem improvável que, nos jogos que aconteceram antes do primeiro jogo com ela, não tenha tido uma pessoa sequer que fosse semelhante à Celina para tomar o coração da Morte primeiro. Esse é um livro que claramente se passa num contexto moderno e a civilização existe a milhares de anos. Tudo bem que a história se passa numa esfera fictícia, mas considerando o seguinte excerto da Wikipédia:
Uma das primeiras pessoas históricas da Grécia Antiga a morrer por suicídio foi Empédocles por volta de 434 a.C.
E o fato de que a Celina é claramente uma mulher contemporânea, você quer me fazer acreditar que nenhuma vítima de suicídio foi tão cativante quanto ela antes dela aparecer? Pra mim isso é muito difícil de acreditar considerando o quão desinteressante essa mulher é. Ela é uma pessoa extremamente comum sem nenhum fator extraordinário tirando o fato de que ela é uma boa pintora talvez, mas não é como se fosse difícil encontrar outras pessoas que sejam boas pintoras. Você vai virar pra mim e dizer que a Morte se apaixonou pela personalidade dela? Por ela ser tsundere? Tenha dó.
E não só os protagonistas são bobos, mas os outros personagens também.
Agora, uma questão de worldbuilding. A narrativa te diz que é necessário que jogos aconteçam constantemente no Abismo para que o lugar continue em pé e que, antes do primeiro jogo com a Celina, houveram diversos outros. Ok, e quando a Morte começa a fazer um looping do jogo com ela, o que acontece com os jogos que viriam depois? Você é levado a imaginar que toda vez que alguém se mata, vai parar no Abismo para ser submetido a jogos mortais (ironicamente). E aí, o que acontece com as pessoas que se matam depois do pessoal no jogo da Celina? Eles são poupados já que a Morte está ocupada brincando com um grupo de pessoas específico? Do modo que é escrito, não parece que mais de um jogo estaria acontecendo simultaneamente, com Odilon agindo de maneira onisciente em duas linhas de tempo paralelas.
Falando em suicídio, não tenho muita paciência para essas obras que perpetuam que pessoas que se matam são culpadas de algo. Essa ideia cristã de merda de que suicídio é pecado e, nesse universo, as pessoas que tiram a própria vida precisam se arrepender e lutar com sua enorme vontade renovada de viver. Ok... E ainda sim, nos dois primeiros desafios só metade dos participantes vence então mesmo que todos se arrependam e queiram viver, se eles simplesmente não tiverem sorte de serem mais rápidos pra vencer que os outros eles viram monstros haha losers ?
Outra, me incomodou de mais como a Celina (e Kaira) simplesmente conseguiu vencer os desafios e demonstrar proeza inimaginável com armas só porque era conveniente pro plot. Ela não tinha literalmente nenhum condicionamento físico ou até mental pra se sair melhor que os outros e mesmo assim ela levou a boa em todas. A cena que ficou incrustada na minha cabeça e eu simplesmente não consigo superar (no mau sentido) foi quando o Gael cortou a cara dela do nada (que eu também achei ridículo, não estou querendo defender nenhum personagem dessa obra acima da protagonista) e ela CONVENIENTEMENTE conseguiu empunhar uma espada e aplicar golpes com uma leveza, facilidade e naturalidade tão grande que foi até cômico, sendo que a autora claramente estava querendo construir uma coisa séria, não engraçada. Eu queria achar o que eu costumava a escrever quando criança pra colocar aqui, mas eu literalmente já escrevi uma cena idêntica de personagem sendo atacado com espada e sangrando tanto que chegou ao ponto de quase desmaio de uma forma completamente Looney Tunesiana.
Por fim, a última questão que eu vou mencionar, mas não que não existam outras além dessas: Vi muitas pessoas nos reviews falando que o final foi um plot twist chocante, não sei o quê das quantas. Gente? Vocês precisam ler/assistir outras coisas. Não me senti nem surpreendide nem chocade com esse final. Não foi 'reviravolta' nenhuma ela estar presa em um looping, não foi nada jamais visto antes e honestamente até um pouco previsível. Falando em previsível, eu saquei que todo mundo tinha se matado lá bem cedo também btw lol.
Se uma pessoa menor de idade tivesse escrito esse livro eu até julgaria menos, mas isso foi publicado um ano depois dela se formar em LETRAS na UFRJ. De alguém com um diploma desses eu espero mais, sinto muito.
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"Antes de morrer, acreditava que meu maior arrependimento seria pelas coisas ruins que fizera para os outros. Mas não. O maior arrependimento era por todas as vezes em que não fiz nada por mim."
Minhas expectativas estavam muito altas, o final em aberto só me deixou mais frustrada ainda, mas apesar do final assim não me dá vontade nenhuma de ler um próximo livro se vier.
Não tenho palavras para descrever o quanto amei! A história é tão boa e envolvente, recomendo muito. Não estava esperando por esse final, apenas leiam. Adquiri diversos aprendizados valiosos que com certeza vou levar para a vida, o que não esperava mesmo que fosse acontecer. Comecei a ler com uma expectativa e fui surpreendida. Enfim, apenas leiam!
Estou dando uma nota alta para que seja mais fomentado a leitura de escritores brasileiros, só que eu não gostei nenhum pouco, a personagem principal é uma coitada, clichê pra caralho, ai arruma um ser obscuro pra se atrair e fica naquele “ai não gosto” mas gosta é isso me irrita profundamente, aí tem um plot que eu achei o Ó.
Esse livro acabou sendo conflituoso para mim. Ao mesmo tempo que estava infestado de frases prontas e lições de moral ocultas, a trama não ia pra lugar nenhum. Ele coloca uma lupa em conflitos e dores que deviam ser tratados com naturalidade e apoio (luto), mas trata com superficialidade traumas e negligência (fato da mãe da protagonista ter virado prostituta em um episódio depressivo). E isso nem é trabalhado direito na história, ela aborda isso em alguns parágrafos e já tá de bom tamanho. Eu nem consigo dizer que foi um desperdício de plot porquê não consegui entender aonde ela quis chegar com esse fragmento. A morte, que é basicamente um deus, uma força da natureza, parece completamente patético a mercê de simples humanos. Foi a coisa que mais me deixou frustrada. Um ponto positivo é que ele permanece "vilão" do começo a fim; coisa que acaba se diluído em tramas de romantasia. A trama é simplória, não achei que foi bem trabalhada e não funciona como romance (aonde a conexão dos dois acontece de forma muito abrupta mesmo a gente descobrindo "segredos" no final). Recomendaria para quem não tem hábito de leitura por ser fácil, rápido e prático.
me senti no abismo e meu desafio era terminar de ler esse livro.
simplesmente sofrível, tudo com a profundidade de um pires. romance sem sentido. paixão avassaladora do nada e sem razão. a figura da morte extremamente patética e infantil. um abismo sem sentido. claramente a autora teve muitas ideias e só foi jogando tudo sem formar coerência, e com isso plot do final mesmo fica vazio e sem graça.
Não vou dizer que foi uma leitura lenta e arrastada porque não foi... li bem rápido esse livro porque queria chegar logo no momento que o casal se aproximava, lá pros 50% isso foi acontecer e a personagem foi de sem sal pra maneirinha. Mas foi nesse momento que o Odilon brilhou, adorei ver ele fazendo de tudo pra ela gostar do Abismo, até mesmo se machucando por isso, mas quando chegou no final senti que tudo foi jogado fora. E o final, eu entendo que era pra passar uma lição, mas não curti, não funcionou comigo...
Top piores livros que já li. Escrita fraca. Desenvolvimento inexistente. Explicações pífias (ou inexistentes). E um plot twist que a autora tirou do cu.
esse livro foi uma tortura e eu não gosto de me torturar larguei ele e pesquisei o final no google e ainda bem que não insisti pq eu ia ficar puta se tivesse lido 300 páginas pra aquilo
O livro é uma fantasia, com um "romance" fadado ao fracasso, onde os personagens estão presos em um ciclo doentio por conta do egoísmo, da obsessão e do medo de uma só pessoa. Adorei a escrita da autora, o universo da história é muito interessante e o Odilon é perfeitamente imperfeito e cruel!
Acordando em um lugar desconhecido com marcas de queimadura cicatrizadas em ambos os braços e metade de seu rosto, Celina se sente um monstro. Perdida, sua última lembrança é a de uma dor intensa em meio a um incêndio consumidor.
Há mais pessoas despertando no chão ao seu redor e todos parecem confusos como ela até que Odilon, um homem extremamente branco, usando um manto de sombras e segurando uma foice se forma na frente deles e lhes dá as boas-vindas a sua casa: o Abismo.
Celina não tem mais como negar, ela está morta. Não há sinal de vida no local sombrio, as construções são decrépitas, o brilho da lua é opaco e o belo, perigoso e sedutor Odilon é claramente a própria Morte.
Ele explica que todos ali morreram sob as mesmas circunstâncias, mas que o destino deles não foi decidido e por isso ganharam uma última chance. É no espelho revelado por Odilon que eles devem encarar a verdade e depois atravessar um portal para sair do Abismo, porém o objeto só aceita os bravos campeões dos jogos da Morte.
Três desafios cruéis vão revelar os segredos, medos e desejos mais profundos dos jogadores e somente os que vencerem vão ter a oportunidade de alcançar o Paraíso, enquanto os que perderem vão servir Odilon pela eternidade.
Celina ama pintar belas paisagens com cores vivas e alegres, algo que o Abismo não pode oferecer. Determinada a não desperdiçar sua morte como fez com sua vida, ela vai priorizar a si mesma e seguir seu caminho para o Paraíso … mesmo com seu coração cada vez mais confuso pelos poucos momentos de bondade de Odilon.
Pelo estado das cicatrizes da Celina e pelas cicatrizes da Kaira, rapidamente dá para perceber que o Abismo pode ser lido como um Limbo ou um Umbral: um local intermediário sombrio e de sofrimento constante para as almas que escolheram a morte esperando dar fim às suas angústias.
Por um tempo a Celina teve uma vida boa, mas quando seu pai morreu, sua mãe se afundou no vício fazendo com que a filha abdicasse de muitas coisas e de si mesma para garantir que ambas tivessem um lugar para morar e o que comer e o incêndio só piorou ainda mais o estado dela, que não tinha ninguém para ajudá-la.
Ficar no Abismo faria a Celina infeliz e "quebrada" como uma vez esteve quando era viva. Morta, ela lutou para perseguir algo que ela desejava, para se reerguer, para aceitar as coisas boas e ruins em si mesma e não vai abdicar novamente de seu caminho e felicidade por outra pessoa, mesmo que talvez tenha se apaixonado.
Já o Odilon, não pode atravessar o portal com a Celina, não pode mudar o Abismo para ser belo e cheio de vida, é egoísta demais para deixá-la seguir em frente e acredita que um dia vai convencê-la a ficar. Ele é arrogante, sarcástico, manipulador e insensível, o que a deixa com muita raiva e a incentiva a descobrir uma forma de derrotá-lo.
Esse é um dos piores casos literários de um homem não sabendo aceitar um não e eu adorei como há pequenas pistas sobre o que o Odilon realmente está fazendo com o Abismo, a Celina e os jogos a todo momento.
Entendo quem não gosta de final aberto, mas aqui sinto que se encaixa bem. O Abismo pode ter dado a oportunidade da Celina jogar de igual para igual, mas quantas edições dos jogos será que vai levar para ela finalmente derrotar o Odilon e chegar ao Paraíso?
Também fiquei intrigada sobre como o Odilon salvou a vida da Celina por curiosidade, será que foi ali que a obsessão surgiu? Tecnicamente, se ela morresse no incêndio, a Celina não teria ido para o Abismo. Será que ele teve esse raciocínio horrível?