Dedê Fatumma est noire et lesbienne, ce qui nest pas rien dans un monde orienté par la logique patriarcale et la suprématie blanche, dans lequel on n'apprend rien sur l'amour, mais tout sur la violence et la haine. Elle expose ici la construction de son identité et les chemins parcourus pour comprendre les violences qui touchent les femmes gouines, lesbiennes, bisexuelles et dissidentes de genre. Elle montre les inégalités croisées dans les relations sociales de genre, de classe, de race et de sexualité, face au cistème de pouvoir. En rompant avec les normes colonisatrices des corps qui déshumanisent, subalternisent, et terrorisent, Dedê Fatumma montre d'autres manières d'aimer entre femmes. « Comme le bambou, je plie mais ne rompt pas je suis une noire lesbienne résistante. Le corps et l'esprit malmenés par la violence du racisme et du machisme, je continue à aimer les femmes, et ce nest pas négociable. Car aimer les femmes, c'est m'aimer moi-même. En elles, je me trouve, et c'est pour cela que je suis multiple. » Valdecir Nascimento, activiste historique du mouvement des femmes noires et lesbiennes au Brésil. Dedê Fatumma est poétesse, assistante sociale et percussionniste renommée. Toute sa trajectoire de vie est marquée par la musique.
No 14º volume da coleção, Dedê Fatuma evoca um série de intelectuais negras para analisar a violência e a rejeição sofrida por quem ousa desafiar a dita normatividade de gênero e orientação sexual. Texto ricamente referenciado.
Faltam muito pouco livros da coleção Feminismos Plurais, organizada por Djamila Ribeiro para eu acabar de ler. Geralmente são livros que vão direto ao ponto e que trazem uma boa explanação sobre o tema estipulado. Mas, infelizmente existem algumas exceções à essa regra. Os dois livros que comprei recentemente na livraria Livros e Livros da UFSC, são essas exceções. É o caso de Transfeminismos e este aqui, Lesbiandade. Nenhum dos dois trabalha com conceitos, são bastante subjetivos. Tanto é que o de Lesbiandade não trabalha com esse conceito de forma ampla, mas se dedica a versar sobre o ser lésbico negro de religiões de matriz africana. E tudo bem o livro ser assim, mas deveria ter isso no nome e na introdução do livro de forma clara, senão se torna outro livro sobre interseccionalidade, tema já proposto de forma ímpar na coleção por Carla Akotirene. Para quem estudou lesbiandades e formação da identidade e da sexualidade esse livro deixa a deseja exatamente por se desviar do tema principal. Um dos poucos livros da coleção que não mantive comigo e doei para quem pudesse apreciar mais.