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Abalar a cidade: Música e capitalismo, espaço e tempo

"A música é como uma ameaça. Não metaforicamente. Não como slogans vagos e sentimentalóides, mas como componente de ingovernabilidade, dando vida à fricção entre o espaço e o tempo, o ser e o devir"

Qual é a relação entre música e mudança social radical? Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo, de Alexander Billet – autor inédito no Brasil, explora essas inter-relações de maneira original e cativante.

Começando com a forma como o capitalismo e o Império têm distorcido progressivamente e atomizado nossas experiências estéticas auditivas ao longo do último século, Billet examina como as lutas sociais e os protestos em massa desafiam o isolamento e a commodificação da música. Um desafio que, por sua vez, pode sugerir visões de uma vida vivida coletivamente e conforme nossos próprios termos.

Parte manifesto, parte exegese teórica, parte carta de amor à criatividade humana, Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo é um apelo rigoroso e poético para que nosso mundo seja tão musical quanto merecemos que seja.

"Este é um livro sobre como a música é usada para ensinar o conformismo, desde a música ambiente até a gentrificação, até o isolamento de nosso mundo de fones de ouvido. E é um livro sobre como os artistas têm se rebelado, lutando contra racistas e autoritários, e lutando para remodelar formas musicais. Você encontrará nas páginas de Alexander Billet uma impressionante variedade de personagens, desde Erik Satie e os frequentadores da cena rave dos anos 1980, até Skepta e Lethal Bizzle, passando pelos Ramones. Leia, resista e faça da música nossa mais uma vez."

David Renton, autor de Nunca Rock Contra o Racismo e a Liga Antinazista, 1976-82 (Routledge, 2018)

185 pages, Kindle Edition

Published July 15, 2024

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About the author

Alexander Billet

2 books1 follower
Alexander Billet is a writer, critic, and artist whose work has appeared in Los Angeles Review of Books, Salvage, Jacobin, Popula, Protean and elsewhere. He is the author of Shake the City: Experiments in Space and Time, Music and Crisis, published in 2022 by 1968 Press.

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Community Reviews

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Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Eduardo Lima.
240 reviews4 followers
December 1, 2025
gosto de alguns pedaços, mas como um todo não faz muito sentido: a relação entre transformação da cidade e experimentação musical não é articulada muito bem. minhas partes favoritas eram as histórias e exemplos dos papéis revolucionários da música. leria um livro só disso, que acho que é o Subversive History do Ted Gioia, que eu tenho aqui. ansioso pra mergulhar nele!
Profile Image for Mariana Costa.
30 reviews
May 9, 2025
Resumidamente pontos que me chamaram a atenção no livro: análise da nossa relação com a música e como ela tem se tornado mais individualizada, sobretudo com os streamings, a escuta passiva de playlists criada por algoritmos e sua relação com o espaço (escuto música no deslocamento trabalho-casa em meu fone de ouvido pra tornar o percurso suportável; e a diminuição /criminalização cada vez maior dos espaços públicos-coletivos para se ouvir música).
A segunda parte é mais focada na música como política, seu uso pelas manifestações sociais, autonomia de grupos marginalizados, instrumento de luta, etc.
Fiquei listando em minha cabeça todas as músicas que já ouvi adaptada e criada (muitas vezes de forma espontânea) para os protestos e como tornava tudo mais potente.

Meu apelo é que a gente não esqueça que é muito mais gostoso quando experienciamos coletivamente a música, que a gente tenha mais espaços (públicos!) pra isso.
315 reviews2 followers
September 5, 2026
Abalar a cidade: Música e capitalismo, espaço e tempo offers an ambitious exploration of the relationship between music, capitalism, space, time, and social change. Alexander Billet approaches music not simply as entertainment or cultural expression, but as a force capable of shaping how people experience cities, communities, politics, and collective life.

One of the book's most distinctive qualities is the way it examines the commodification and isolation of musical experience. From ambient music and headphones to gentrification and the changing organization of urban space, Billet considers how contemporary systems can transform music into something increasingly individualized, while also asking what happens when collective musical experiences challenge that separation.

The book brings together theory, cultural criticism, historical examples, and a wide range of musical figures. References to Erik Satie, the rave scene of the 1980s, the Ramones, Skepta, and Lethal Bizzle demonstrate the breadth of the discussion and allow the argument to move between different musical traditions, periods, and forms of cultural resistance.

For readers interested in music studies, cultural theory, urban studies, political aesthetics, popular culture, and social movements, the book provides an engaging framework for thinking about how sound interacts with public space and collective action. Its combination of manifesto, theoretical analysis, and reflection on creativity gives it a distinctive place within contemporary writing about music and society.

With a Goodreads rating of 4.03 from 36 ratings and 5 written reviews, Abalar a cidade already has a meaningful early reader presence. Its Portuguese edition, published by Sobinfluencia, also offers opportunities to reach readers interested in music, cultural criticism, urban life, political art, radical cultural history, and the relationship between creativity and social transformation.
Profile Image for Wibsson Ribeiro Lopes.
13 reviews
May 20, 2026
Não é um estudo historiográfico, nem uma análise teórica ou sociológica densa, mas um livro introdutório sobre a conexão entre música popular e lutas sociais/urbanas, portanto, se o leitor já está convencido dessa importância e já tem algum conhecimento básico sobre a questão, talvez o livro pareça muito fraco. São textos originalmente publicados em blogs ou sites de esquerda, o que dá um sabor ágil ao livro, lembrando o estilo de Mark Fisher, uma grande referência teórica do trabalho.

Gosto do livro justamente pelo seu sabor introdutório e pelo pequeno mapa teórico que estabelece, trazendo para a conversa gente com Lefebvre e sua ritmanálise, os situacionistas e também teóricos da critical race theory. A combinação entre esses teóricos e uma reflexão sobre as lutas sociais faz um bom panorama, indo da resistência à ditadura militar do chile ao Black Lives Matter, passando pela cena das raves, o dubstep, o grime londrino, a força da poética de Moor Mother e vários outros estilos. Há também críticas ao spotify e uma boa problematização da forma isolacionista que ouvimos música, bem como uma crítica a forma como as grandes corporações tem empurrado suas playlists como uma lógica de sincronização ao tempo da mercadoria, um eterno presente onde a mudança histórica não parece possível. o Historiador E.P Thompson é evocado em momentos legais para falar de exterminismo e do tempo disciplinar do capitalismo, formando um bom arsenal de conceitos para pensar a relação entre tempo e capitalismo e como a música pode provocar abalos na temporalidade do capital.

É um bom convite ao estudo crítico da música popular, mas não há análises formais muito profundas nem exatamente novidades do ponto de vista do olhar histórico, o interessante é a colagem que se propõe e a construção de um tipo de olhar que inicia uma boa conversa.
18 reviews
July 2, 2025
É um livro muito legal e muito bem escrito. Confesso que em alguns momentos eu achei "viajado" demais. Talvez tenha que ler de novo com mais atenção pra entender!
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