O ano é 2016. Após um acidente de bicicleta, Mariana abandona a carreira na repartição pública de Brasília para começar uma vida num centro de retiros – um ashram - no sul da Europa. Entre escrituras e mantras, ela mergulha em encontros com monges, mestres espirituais e amigos para tentar entender seu lugar no mundo.
108 é o número de contas dos rosários budistas. Construído com o mesmo número de capítulos, 108 é uma meditação sobre as nossas escolhas. No romance, somos apresentados a duas histórias paralelas – a de Mariana e a de Sidarta Gautama, o príncipe que deixou o palácio há 2500 anos para tornar-se Buda. À medida a narrativa avança, as duas vidas se cruzam de forma improvável, numa trama em que a busca do Buda pelo fim do sofrimento é apresentada como uma questão relevante e atual.
Eu adoro a escrita da Mariana. Sinto uma sensação de pertencimento com suas reflexões e inspiração por suas vivências. O livro é belo, profundo, mas simples. Recomendo a newsletter no substack - Sofá da Surina. Obrigada por mais essa jóia.